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Adriano e Salomão se mantêm distantes durante votação para presidência da Fieac

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A votação para a escolha do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) apesar de aparentemente tranquila trava uma guerra jurídica silenciosa entre advogados ligados ao atual presidente, José Adriano, e o concorrente a cadeira, João Francisco Salomão.

Enquanto os dois candidatos mantém distância um do outro, apenas se reservando a troca de olhares, os advogados ligados aos dirigentes dos sindicatos que foram afetados por um uma decisão monocrática do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Francisco José Pinheiro Cruz, que derrubou as três decisões da 4ª Vara do Trabalho de Rio Branco, que determinava que os delegados do Sindicatos das Indústrias de Olaria (Sindoac), Gráficas (Sindigraf) e Confecções (Sincon) teriam poder de voto nas eleições, tentam a todo custo, através de recursos, reverter a decisão.

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Os advogados pleiteiam junto ao Pleno do TRT, por meio de um Agravo Regimental, que os presidentes dessas entidades percam novamente o poder de voto, o que poderia causar uma reversão no resultado, tirando a vantagem de Adriano por 6 a 4 e repassando três votos para Salomão, que ficaria com 7 a 3.

Apesar da articulação, segundo a assessoria do TRT, nenhuma petição foi protocolada até às 11h30. As urnas devem ser fechadas às 14h e com isso o resultado deverá ser anunciado, caso não haja uma reviravolta, com vitória de Adriano, que já tem seis votos computados. Os sindicatos que apoiam Salomão ainda não registraram votos.

Ao ac24horas, João Francisco Salomão entende que a eleição não deve terminar hoje. “Existe a possibilidade que essa eleição seja anulada. Estamos esperando uma decisão do pleno”, disse.

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Ao Globonews, Gladson diz que a salvação econômica do Acre está no agronegócio e defende exército nas fronteiras

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O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira, 23, ao vivo no Canal de TV por assinatura Globonews e falou sobre economia, meio ambiente, saúde e segurança pública que nortearam as perguntas dos jornalistas.

Sobre o eixo de economia, Gladson classificou esse tema o grande desafio de sua gestão para os próximos 4 anos e defendeu o agronegócio como salvação para gerar emprego e renda no Estado. “Esse é um grande desafio nosso, de nossa administração que é abrir o Estado para o desenvolvimento, defendendo a bandeira do agronegócio. Quando eu falo de defender o agronegócio, é defender a agricultura familiar, acabando com a burocracia e deixando livre o pequeno, médio e grande produtor para trabalhar, utilizando toda a estrutura que o Estado tem a oferecer. Eu tenho muito cuidado quando eu falo de agronegócio para as pessoas não confundirem com a não preservação da floresta, pelo contrário, você não precisa derrubar uma árvore. O que nós precisamos, respeitar o que está no novo código florestal, acabar de uma vez com todas com a burocracia e aproveitar o que já está aberto. Quando eu falo aproveitar o que está aberto é em relação as terras férteis que nós já temos prontas para produzir soja, para plantarmos o milho, feijão, arroz para aquecer a nossa economia. A salvação do Acre economicamente falando é o agronegócio”, disse o chefe do Palácio Rio Branco em entrevista.

Confrontado com levantamento do Sebrae em 2018 que informa que o Acre ocupa o 24ª colocação no ranking de desenvolvimento econômico, tendo como principais problemas a falta de infraestrutura, Cameli lembrou que Estado faz fronteira com países andinos e estrada do pacífico já está pronta, faltando apenas a conclusão da ponte sobre o Rio Madeira, para que o Estado dê um salto nesse quesito.

“O Acre é um estado que faz fronteira com os países andinos. A estrada do pacífico já está pronta. E a maior parte do nosso problema envolve a infraestrutura. A ponte do Rio Madeira que liga o Acre com Rondônia e liga com esses países andinos já está em fase final de conclusão, que é uma grande obra de extrema importância para o Acre, para integrar uma vez por todas o pacífico com os demais estados do país. E nessa questão da ponte, a parte de infraestrutura já dá um grande salto. Eu posso me referir também a melhoria de nossos ramais. Já conseguimos os recursos, estamos aguardando os trâmites legais para que essas obras sejam iniciadas neste próximo verão”, explicou o governador.

Sobre preservação ambiental, os jornalistas do Globonews questionaram Cameli como ele avaliava o esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente e o fortalecimento do Ministério da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro. O governador afirmou que ver a situação “com muita cautela”, pois segundo ele o ideal é que haja uma sincronização entre as duas pastas.

“Eu vejo com muita cautela. O que nós temos que ter um é sintonia entre o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura. O que nós temos que entender é que quando eu falo em aquecer nossa economia, nós precisamos aquecer o agronegócio, mas temos que está atentos sim ao nosso meio ambiente. Eu posso falar pelo meu Estado, nós temos um grande potencial que estava parado devido os entraves da burocracia. Eu não tô aqui defendendo o desmatamento, pelo contrário, temos que preservar o que já está preservado e criar novas oportunidade e mecanismos que não mude a política de sustentabilidade”, disse.

Sobre o programa Mais Médicos, do governo Federal, Gladson explicou como deve atrair e manter médicos no Estado melhorando além do salário, a infraestrutura no oferecimento de serviços. “Eu digo que os nossos médicos são verdadeiros guerreiros. Nós não podemos atrair essa mão de obra sem dar condições dignas para que eles exerçam seu trabalho. E no Acre hoje, um dos grandes gargalos que nó temos, é a questão médica, a questão de saúde, pois temos médicos qualificados, mas não temos equipamentos, não temos condições para que os médicos possam trabalhar. A nova política que assumirmos ao tomar posse no dia 1 de janeiro e dar condições não só de salário, mas também de estrutura, de equipamentos, de melhoria nos hospitais para que possamos atender bem as pessoas que mais precisam”, salientou.

Segurança Pública e tráfico na região da fronteira do Acre com o Bolívia e o Peru também foram questionados pelos jornalistas, que divulgados dados em que o Acre é o segundo Estado com a maior taxa de morte violentas por 100 mil habitantes e que no grupo de pessoas que mais matam estão jovens de 15 a 29 anos. Para contrapor esses dados na gestão, Cameli enfatizou que o governo federal precisa assumir a sua responsabilidade e que o aquecimento da economia através do agronegócio será primordial para que o crime organizado não recrute mais jovens.

“Desde que nós assumimos eu tenho pedido ajuda de todos os poderes. Não é um problema só do executivo, temos que envolver todas as classes. Eu já pedi o apoio do exército brasileiro em parceria com nossas policiais militares e civil. Eu fui pessoalmente no Comando da PM conversar com nossos agentes da segurança explicando que nós temos um grave problema que nós temos que resolver. Precisamos da união de todos. Estive com o general do exército para que possamos fechar as nossas fronteiras. Temos que ter o controle mais assíduo de nossas fronteiras porque elas estão abertas e nós fazemos fronteira com dois países em que o tráfico de drogas e de armas dominam. Combater logo no início, na entrada é fundamental. Estamos preparando para reequipar todas as nossas policiais. As facções são os grandes gargalos do estados do país, principalmente agora que a nossa juventude não tem expectativa de trabalho e é por isso que precisamos aquecer a economia”, disse o governador.

Ainda na entrevista, Cameli afirmou ser a favor da redução da maioridade penal para 16 anos e também da posse de arma de fogo. “Desde quando eu fui eleito senador sempre fui favorável a maioridade penal para 16 anos. Se o jovem pode escolher o Presidente da Republica, ele deve também pagar pelos seus delitos. Sempre defendi isso no senado. Sobre o porte de arma, também apoio, mas tem que ver os critérios. Se a nossa população não está se sentindo segura, ela precisa realmente se sentir segura. Agora com muita cautela. Cada caso, é um caso, mas temos um agravante: a população está com medo e o crime organizado está falando mais alto e o Estado não pode permitir isso”, ponderou o governador afirmando ainda ser favorável a criação da Polícia Nacional de Fronteira para que ajude o exército com apoio das polícias locais.

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Coronel Ulisses e Márcio Bittar lutam juntos em Brasília pelos cargos federais no Acre

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A briga por cargos entre partidos aliados que elegeram Gladson Cameli (PP) ultrapassou as fronteiras e chegou à Brasília. Só que desta vez envolve o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro no Acre e as demais siglas como PP, MDB, PSD, PSDB e Democratas.

O ac24horas apurou que o candidato a governador do PSL na última eleição, coronel Ulisses, se aliou ao senador eleito pelo MDB, Márcio Bittar, para indicar os cerca de 40 cargos federais no Acre. Parte do PSL no Estado que não estão sendo contemplados,  participam das discussões e estão indignados com o coronel Ulisses e Márcio Bittar. Um dos filiados do partido entrou em contato com o ac24horas para protestar contra as articulações que Ulisses e Bittar fizeram durante toda a semana em Brasília para abocanhar, segundo ele, todos os cargos do governo federal em todo o Estado. “O MDB, PSD, PSDB e Democratas que vinha trabalhando para compor alguns cargos com suas lideranças estão pegando uma loba dos dois que já saíram na frente na capital federal”.

A confusão é maior no grupo de WhatsApp do PSL cujos correligionários se sentem alijados do processo de escolha. A reportagem do ac24horas tentou falar com Tião Bocalom, mas foi informado de que ele está afastado dos debates políticos por conta da saúde de sua esposa.

Até o momento os partidos aliados do presidente Jair Bolsonaro, que tem como representantes os deputados federais Flaviano Melo, Alan Rick, Jessica Sales, Manoel Marcos, os senadores Sérgio Petecão e Mailza Gomes não se manifestaram a respeito.

GENERAL DIZ QUE SÓ A PARTIR DE MARÇO

Durante a visita que fez ao governo federal em busca de cargos, o coronel Ulisses e o senador eleito Márcio Bittar foram informados, segundo uma fonte do PSL, por um dos generais que auxiliam o presidente Bolsonaro no Planalto, que a nomeação de cargos nos Estados se dará apenas em fevereiro ou março.

CURRÍCULO DE BOCALOM JÁ FOI ENTREGUE

O ex-prefeito Tião Bocalom que recebeu mais de 20 mil votos para deputado federal, mas não se elegeu por falta de legenda, deverá dirigir o Incra nos próximos anos do governo Bolsonaro. O currículo dele foi requisitado pelo coronel Ulisses com a chancela de Márcio Bittar. Consta que já entregue em Brasília. “O caso do Bocalom é prego batido, ponta virada”.

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Videomaker do ac24horas mostra o trabalho incansável dos acreanos que cultivam frutas e verduras no Acre

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A produção familiar acreana sempre demonstrou potencial e, justamente por isso, tem sido pauta constante nos discursos dos candidatos em várias eleições. A diferença entre o que os políticos pensam e a prática é nítida: os produtores familiares da região do município de capixaba vão ao trabalho sem descanso.

No acre, o mais comum quando se anda pelos ramais de Rio Branco, e até de outros municípios, é encontrar gente motivada. Eles só reclamam da falta de acompanhamento técnico e da falta de cuidado com os ramais. Acostumados com as promessas, eles nem se importaram em nos receber e abrir a cortina de satisfação com o resultado de seus próprios esforços, muito pelo contrário, se orgulham do impacto causado pela satisfação de seus clientes quando voltam para casa no final dia.

A ideia de reunir um grupo de produtores familiares e apostar na venda direta, está mudando a vida de pelo menos dois grupos de assentados do ramal Cajazeira, distante menos de vinte quilômetros de capixaba. De lá, eles vem para Rio Branco, onde com a colaboração do Incra, prefeitura de capixaba, vem as feiras do bairro São Francisco e Aviário. As feiras já se tornaram costume para quem mora perto e longe. Toda quarta-feira, o encontro é na praça do bairro São Francisco. Já na sexta, é em frente ao Incra.

A ideia de Laed Félix, que criou o grupo horta nativa, foi tão boa, que bastou uma reunião para que não mais que vinte e seis produtores se unissem. Desde então, duas vezes por semana eles se ajudam e colhem os frutos do esforço semanal de 8h de trabalho.

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Fotos: Kennedy Santos

Cada produtor escolhe cultivar o que lhe convêm. Antônio, que por 20 anos abandonou a roça, mudou de ideia e agora investe no cultivo do maracujá. Percebendo que o mercado está aberto e carente de abacaxi, aproveitou as chuvas e o sol abundante do verão, para plantar mais de nove mil covas da fruta. Com a venda dos produtos, os produtores familiares do ramal Cajazeira garantem renda suficiente para uma vida digna.

Seu graça, experiente na roça, investe todo seu tempo e dinheiro para cuidar do plantio de Cajá. Há alguns ele resolveu semear, hoje colhe os primeiros frutos. Trazer tudo isso para a cidade é venda na certa, disse ele. A sua casa é rodeada por açaizeiros. “Daqui a pouco só eu vou vender açaí”, completou ele.

“Na última quarta-feira, completei uma reportagem que me encheu de orgulho, que me fez relembrar os tempo de colônia, onde havia fartura e variedade. Só uma coisa continua como antes, a dificuldade para os alimentos chegarem na casa das pessoas. Presenciei uma luta impressionante. Acordar meia-noite, enfrentar a chuva e fazer força para transportar a mercadoria a chegar em dois carros é um esforço desnecessário”, conta o videomarker do ac24horas, Kennedy Santos.  Confira o vídeo!

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