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12% dos acreanos já dirigiram sob efeito do álcool, aponta IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 20, uma pesquisa do Plano Nacional de Saúde (PNS), realizada em convênio com o Ministério da Saúde, na qual apresenta informações sobre estilos de vida e saúde. Os dados são referentes a 2019.

Segundo a PNS, em 2019, no Acre, das 584 mil de pessoas com 18 anos ou mais de idade, 59,9% auto avaliaram sua saúde como boa ou muito boa.

Ao analisar o hábito de consumo de bebida alcoólica ao menos uma vez por semana, por sexo, entre os homens, a proporção foi de 16,4% enquanto, entre as mulheres foi de 9,4%. Entre adultos com maior nível de escolaridade, especialmente os com nível superior completo, este percentual foi de 16,3%, enquanto dentre os adultos sem instrução e com o fundamental incompleto foi de 9,1%. Por idade, as pessoas de 18 a 24 anos de idade apresentaram a maior proporção de 16%.

A condução de veículo motorizado, após o consumo de bebidas alcoólicas, é fator de risco para ocorrência de acidentes de trânsito. A pesquisa estimou a proporção de indivíduos que conduziram veículo motorizado, carro ou motocicleta, após o consumo de bebida alcoólica, independentemente da quantidade de bebida consumida.

Este percentual, para o Acre, foi de 12,2%, na Região Norte 23,4%. Entre as pessoas que dirigiam carro ou motocicleta, o consumo de bebida alcoólica seguido de direção automotiva foi maior entre homens 15,2% do que entre as mulheres 4%.

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Acre

E agora, será que o velho Boca vai dar conta?

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

Não há dúvidas. Os resultados do primeiro e segundo turnos das eleições em Rio Branco comprovam que Tião Bocalom foi, de longe, o preferido da população para comandar a capital acreana pelos próximos 4 anos.

O velho Boca, como ficou conhecido nesta campanha, mostrou o quanto sabe fazer política. Foi eleito em um cenário onde não aparecia como favorito no início. Era a terceira força em uma conjuntura em que aparecia o tucano Mironu Kinpara como o queridinho do eleitor. O representante do PSDB se tornou o que se costuma chamar de cavalo paraguaio. Muito fôlego no começo e cansaço na reta final. Kinpara foi a grande surpresa do primeiro turno, quando sua candidatura não alcançou nem 15% da preferência do eleitorado.

Bocalom conviveu ainda com a desconfiança dentro de sua própria casa. É o mínimo que pode se chamar do desconforto político provocado pelo governador Gladson Cameli, de seu mesmo partido, quando bateu o pé e decidiu que iria apoiar Socorro Neri em uma tentativa de eleição.

Mesmo assim, Bocalom “sobrou” e fez uma campanha muito mais alegre e empolgante e contra todas as previsões, quase vence já no primeiro turno.

No segundo turno do pleito eleitoral, Boca teve pela frente a atual prefeita Socorro Neri. Aliás, Socorro é um caso a ser estudado pela ciência política. Disputando pela primeira vez uma eleição como cabeça de chapa, já que foi eleita em 2016 vice-prefeita ao lado do petista Marcus Alexandre que contava com grande aprovação popular, Neri conseguiu passar ao eleitor a sua fama de mulher competente, que a acompanha desde a UFAC, onde é professora, a fama de gestora séria nos últimos dois anos como prefeita de Rio Branco e de forma surpreendente, conseguiu uma aliança com Gladson Cameli, construída durante o elogiado combate à pandemia da Covid-19, e mesmo assim não conseguiu empolgar o eleitor.

A falta de carisma de Neri, tão importante em uma eleição no Acre, foi determinante. Seus adversários também conseguiram convencer o eleitor de que o rompimento das alianças com o PT e aos 45 minutos do segundo tempo antes da convenção com o PCdoB eram de uma política igual aos outros, capaz de quebrar acordos e parcerias em busca de um mandato.

Já Bocalom mostrou que carisma é uma de suas principais características. A lembrança do velho Boca dançando funk virou uma das principais imagens desta campanha eleitoral.

Aos 67 anos, conseguiu colocar na cabeça do eleitor que a prefeitura de Rio Branco seria um presente ao candidato que mais derrotas já tinha alcançado em eleições majoritárias no Acre. Em 2006, derrotado para o governo. Dois anos depois, foi o terceiro colocado na disputa para prefeito de Rio Branco, ficando atrás de Angelim, que acabou eleito pelo PT, e o atual Senador Sérgio Petecão. Em 2010, nova derrota para o governo. Desta vez para Sebastião Viana que ganhou a eleição no primeiro turno. Insistente, em 2012 volta a disputar a prefeitura de Rio Branco e acaba derrotado por uma margem pequena de votos para Marcus Alexandre. Em 2014, nova derrota para o governo, onde não chegou nem a ir ao segundo turno, disputado por Sebastião Viana e Márcio Bittar. Foram cinco fracassos seguidos.

Em 2018, apostou em uma candidatura à Deputado Federal. Bocalom foi um “estouro” nas urnas. Com 21.872 votos foi o quinto mais votado. Mesmo assim, por falta de legenda, não vou eleito.

Este ano, mesmo contra as previsões, Bocalom nadou de braçada e venceu uma eleição que se configurava como uma das mais acirradas da história de Rio Branco.

Acontece, que apesar de sua vitória esmagadora, seus adversários, principalmente, Socorro Neri durante o segundo turno conseguiu colocar uma pulga atrás da orelha do eleitor, mesmo daqueles que optaram por Bocalom.

Afinal, o velho Boca está preparado para administrar Rio Branco e seus diversos problemas? A crítica vem baseada no eterno discurso de Bocalom sobre sua gestão como prefeito de Acrelândia, interior do estado. Afinal, já são mais de 20 anos em que administrou a cidade. Apesar do razoável sucesso, Acrelândia continua como qualquer outro município do Acre, que depende dos repasses do governo federal e com vários problemas de infraestrutura.

A passagem de 9 meses pela Emater sem nenhum resultado prático também foi lembrada pelos adversários.

A capacidade técnica de Bocalom foi ainda mais questionada após uma infeliz declaração sobre a volta às aulas das crianças em meio a pandemia da Covid-19. O infectologista
Thor Dantas, um dos mais respeitados do estado, por exemplo, classificou a declaração “loucura e ideia perigosa”.

O mal-estar foi tão grande com a declaração que Bocalom foi orientado pela coordenação de sua campanha a não participar do último debate, promovido pela TV Acre, que aconteceria dois dias antes da eleição.

A última pulga atrás da orelha é como Bocalom vai conciliar a “fome” por cargos de tantos apoiadores. Seu grande “padrinho” na eleição, não se pode negar, o Senador Sérgio Petecão. Além de colocar a esposa, Marfisa, como vice, Petecão não esconde que será candidato ao governo nas próximas eleições.

Após a vitória no primeiro turno, Bocalom recebeu o apoio dos outros principais candidatos, principalmente, PSDB e MDB que foram os mais votados e que não chegaram ao segundo turno. O velho Boca já disse que não negociou cargo, mas na política o apoio em uma eleição não costuma sair de graça.

Na verdade é muito cedo para se fazer qualquer cobrança à Bocalom, afinal o homem só assume a prefeitura no dia 1º de janeiro do ano que vem. Mas, é bom que quem tanto insistiu em ser prefeito saiba que tem um grande desafio em provar que seu mantra “Produzir para Empregar”, repetido à exaustão há mais de de 20 anos, é algo maior que apenas um slogan de campanha.

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Acre

Bocalom amanhece no Terminal Urbano agradecendo votação

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Foto: Divulgação/Assessoria

Eleito prefeito de Rio Branco com 104.746 votos válidos (62,93%) no domingo (29), Tião Bocalom esteve na manhã desta segunda-feira, 30, na região do Terminal Urbano agradecendo eleitores e apoiadores. Animado, o Progressista abraçou e beijou todos o que podia e foi saudado por taxistas e mototaxistas da região.

Acompanhado de seu fiel escudeiro, o ex-diretor-presidente da Emater Valtim José da Silva, Bocalom fez uma caminhada no comércio do centro da cidade. “A hora é de agradecer”, disse Bocalom.

O ac24horas apurou que existe a expectativa de que Bocalom já se reúna com os vereadores eleitos ainda esta semana. Apesar de ter sinalizado uma transição pacífica, a prefeita Socorro Neri (PSB), derrotada nas urnas com 61.702 votos (37,07%), ainda não entrou contato com equipe do prefeito eleito para tratar sobre o assunto.

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Acre

Homem tem casa invadida e é morto com tiro na cabeça na Sobral

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Jailson Morais Ribeiro, de 49 anos, foi executado com um tiro na cabeça na noite deste domingo, 29, dentro de sua residência localizada na rua Francisco Vieira, no bairro Aeroporto Velho, na região da Baixada da Sobral em Rio Branco.

De acordo com a polícia, Jailson estava em casa dormindo quando dois homens não identificados chegaram em uma motocicleta, invadiram a residência e um dos criminosos efetuou dois tiros na vítima, que foi atingida com um tiro na cabeça. A dupla fugiu do local.

A ambulância do suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas quando os paramédicos chegaram ao local, encontraram Jailson sem vida.

A casa foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos do Perito em criminalística. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavérico. Os criminosos não foram encontrados pela Polícia Militar durante patrulhamento na região.

Segundo a Polícia, o crime pode ter sido motivado pela guerra entre facções. O caso já está sendo investigado pelos Agentes de Polícia Civil da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Acre

PF prendeu sete pessoas por crimes eleitorais em Rio Branco

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A Polícia Federal (PF) divulgou nesta segunda-feira, 30, o balanço final da Operação Eleições 2020 no Acre. Entre os números apresentados após a votação, neste domingo (29), sete pessoas foram presas por crimes eleitorais.

De acordo com os dados da PF, todos os detidos foram encaminhados para a delegacia onde foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Entre as ocorrências registradas neste domingo pela Polícia Federal, houve cinco casos de boca de urna, dois de violação do sigilo do voto, um flagrante por compra de votos e outro por transporte irregular de pessoas.

Cinco dessas sete pessoas, assinaram o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que é um registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, ou seja, os crimes de menor relevância, que tenham a pena máxima cominada em até dois anos de cerceamento de liberdade ou multa.

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