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Valor da Produção Agropecuária de 2020 pode fechar em R$ 848,6 bilhões

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Com resultados tão expressivos no decorrer do ano, é natural que produtores rurais optem por investir parte do seu orçamento no seu próprio negócio – Foto: Pixabay

Faltam poucos dias para que 2020 chegue ao fim. No entanto, os números relacionados ao setor agrícola não param de surpreender positivamente. É o caso do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano, que está estimado em R$ 848,6 bilhões, alta de 13,14% em relação ao ano anterior.  Desse valor, R$ 572,27 bilhões diz respeito às lavouras e R$ 276,32 bilhões à pecuária. As lavouras e a pecuária tiveram um aumento real de 16,9% e 6,1%, respectivamente, em relação a 2019.

Com resultados tão expressivos no decorrer do ano, é natural que produtores rurais optem por investir parte do seu orçamento no seu próprio negócio. Sendo assim, é possível que haja uma busca maior maquinários, como semeadeiras à venda, por exemplo. Além disso, contratar mão de obra capacitada pode ser outra alternativa de ampliar a produtividade no campo.

Vale dizer que é sempre interessante investir em equipamentos confiáveis. As plantadeiras Semeato, por exemplo, são maquinários com alto índice de confiabilidade. Afinal, já conhecem bem o mercado que atuam e todas as demandas de um trabalhador do campo.

Vale destacar que a projeção do VBP, com base nos dados de outubro, significa os preços agrícolas pagos ao produtor e as exportações. A maior parte dos produtos analisados apresentou aumento de preços, entre eles cacau (9,5%), café arábica (14,2%), feijão (17,2%), milho (17,6%), soja (26,4%), trigo (21,0%), maçã (20,6%), carne bovina (17,7%), carne suína (12,8%), ovos (8,3%) e arroz (22,3%).

Justamente, por conta dos preços e das quantidades produzidas no ano, esses produtos foram os que apresentaram o melhor desempenho. Todavia, a soja é o produto de maior destaque, com VBP estimado de R$ 223,2 bilhões, representando 26,3% do valor total do ano.

Reforçando o bom desempenho agrícola brasileiro, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta estoques reduzidos para vários produtos. Ou seja, um indicativo de que as vendas no mercado interno e para fora do país estão aquecidas.

É preciso pontuar que diversos produtos registraram recorde de faturamento em 2020, como milho, soja, carne bovina e carne suína. “O comportamento dessas atividades resultaram em valor expressivo para o VBP neste ano”, avalia José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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Acre 01

Após resultado negativo nas urnas no 2º turno, Socorro Neri desiste de entrevista coletiva

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

A candidata do PSB, prefeita Socorro Neri, desistiu de comparecer ao comitê de campanha de sua coligação para conceder entrevista coletiva conforme havia sido combinado previamente, independentemente do resultado da eleição.

A informação foi confirmada por uma das assessoras da coligação liderada pelo PSB assim que os números apontaram como irreversível a vitória do candidato Tião Bocalom na eleição municipal de Rio Branco.

O clima no comitê de Neri era completamente o oposto do que ocorria no do candidato do Progressistas desde o fim da votação. Enquanto no primeiro havia uma clara atmosfera de velório, no segundo a festa começou junto com os primeiros votos apurados.

Já Bocalom, antes mesmo da confirmação oficial de sua vitória, se dirigiu ao estúdio do ac24horas, onde – já prefeito eleito – conversou com jornalistas Marcos Venícios, Luís Carlos Moreira Jorge e Astério Moreira.

Na conversa, o novo prefeito de Rio Branco a partir de 1º de janeiro do ano que vem foi objetivo em dizer que não haverá loteamento de cargos em sua gestão e afirmou que quer um governo que cuide dos mais pobres.

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Destaque 2

“A vitória da persistência”, diz Bocalom em primeira entrevista como prefeito eleito de Rio Branco

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O candidato eleito prefeito de Rio Branco nas eleições municipais 2020, consagrado no início da noite deste domingo, 29, concedeu a primeira entrevista como prefeito eleito ao ac24horas, em transmissão ao vivo pelas redes sociais. Alegre e extremamente satisfeito com o resultado que o consagrou eleito, mesmo antes do fechamento total da apuração, o candidato Tião Bocalom (PP) iniciou adiantando que será um prazer conduzir a capital acreana pelos próximos quatro anos.

Para ele, a vitória foi persistência. “Muitos anos que nós lutamos contra o modelo de desenvolvimento que foi implantado. Graças ao povo de Rio Branco houve entendimento de que o projeto que defendemos o tempo todo vai melhorar a vida das pessoas”, contou.

O progressista destaca que, de fato, lutou muito tempo. “Não é uma luta só minha, mas de um ‘bocado’ de amigos. A responsabilidade com essa votação só aumenta a cada dia. A cada voto nos traz mais responsabilidade para que a gente acerte mais e mais e com uma qualidade de vida superior”.

Bocalom garante que irá trabalhar com muita “austeridade, transparência e correndo atrás do bom resultado para que possa gastar bem o dinheiro público”.

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Acre 01

A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Extra Total

Bocalom é eleito prefeito de Rio Branco e quebra hegemonia dos partidos de esquerda na Capital

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O progressista Tião Bocalom, dono do slogan “Produzir para Empregar”, confirmou aquilo que os números das pesquisas de intenção de voto adiantaram e se concretizou prefeito eleito de Rio Branco com dos votos neste domingo (29). Com 100% das urnas apuradas, vitória de Bocalom com 62,93% quebra uma hegemonia de 16 anos de liderança de partidos com ideologia de esquerda. Até então, o último gestor eleito fora da bolha esquerdista na capital acreana havia sido Flaviano Melo (MDB).

Quase 40 mil votos afastaram a adversária Socorro Neri (PSB) da vitória, que marcou 37,07% e 61.792 votos. Mais de 256 mil rio-branquenses puderam voltar às urnas neste domingo para escolher o prefeito na condição de segundo turno nas eleições municipais de 2020. Paranaense natural de Bela Vista do Paraíso, Bocalom Sebastião Bocalom Rodrigues, de 67 anos, é professor formado em matemática e tentava pela sétima vez assumir a prefeitura da capital ou governo do estado politicamente.

Prefeito de Acrelândia por três vezes, este ano teve de enfrentar a falta de apoio do governador do estado, Gladson Cameli, que pertencia ao seu mesmo partido, na disputa pela capital do Acre. Tendo como vice a ex-deputada Marfisa Galvão, trabalhou sob o apoio do senador Sérgio Petecão (PSD). Antes de romper aliança política com Gladson Cameli, Bocalom chegou a assumir a Empresa de Assistência Técnica Extrativista Rural do Acre (Emater).

No segundo turno, ele contou com o apoio dos candidatos Roberto Duarte (MDB), Jamyl Asfury (PSC) e Minoru Kinpara (PSDB). O professor iniciou sua vida política nos anos 80, ainda no Paraná. No Acre, tendo a zona rural como um carro-chefe de seu projeto de governo, o prefeito eleito garante a valorização do homem do campo.

Entre seus projetos de governos, estão a implantação de uma “Bacia Leiteira”, com objetivo de abrir mais de 2 mil vagas de trabalho, melhoramento dos ramais e implantação do terceiro turno no atendimento fito nas unidades básicas de saúde, garantindo ampliá-lo até às 22h.

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Bombando

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