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Médico reforça que bares, igrejas e campanhas são responsáveis pela segunda onda de Covid-19 no Acre

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O médico Thor Dantas, que integra o Comitê Especial de Acompanhamento da Covid-19 no Acre, reforçou por meio de suas redes sociais o risco que engloba uma possível segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus. O profissional da saúde publicou trechos de um artigo internacional publicado na Nature para exemplificar aquilo que já vem alertando no estado.

“Modelagem mostrando o que se tem observado no dia-a-dia”. De acordo com Thor, determinadas atividades econômico-sociais são responsáveis pela grande maioria da disseminação da Covid.

“São os chamados “super espalhadores” que transmitem para muitos ao mesmo tempo, amplificando grandemente a disseminação”, explica.

Para ele, os principais responsáveis pela segunda onda no Acre tem nome: “bares/restaurantes, academias, igrejas e campanha política. O grande problema chama-se aglomeração”.

O médico assegura que quanto mais gente por metro quadrado, pior o cenário. “O modelo estima que reduzir a ocupação de um ambiente fechado para 20% do total, reduz a transmissão em mais de 80%”.

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Saúde e emprego são as prioridades do brasileiro para 2021

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Foto: Mauro Pimentel 

Uma pesquisa da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) em parceria com a empresa Kantar leva a crer que o impasse na vida dos brasileiros entre a economia, paralisada em decorrência da pandemia do novo coronavírus, e saúde, ainda devam se estender para 2021. Ao menos é o que indica a pesquisa “Perspectivas 2020: Expectativa dos Brasileiros com o Cenário Político & Social” é que essas temáticas são vistas como maiores prioridades a serem atendidas pelo Governo Federal.

De acordo com o levantamento, pelo menos 66% dos entrevistados acreditam que o desemprego aumentará em 2021, principalmente devido à pandemia da Covid-19. E por falar nela, 28% indicaram saúde como foco do próximo ano. Segundo o doutorando em economia pela Universidade de Brasília (UnB), Helder Lara Ferreira Filho, apenas com a implementação da vacina ou com a prorrogação do Auxílio Emergencial, será possível traçar um futuro positivo para os dois temas.

“A taxa de desemprego subiu um pouco, mas ela não foi tão grande graças ao Auxílio Emergencial. Na perspectiva do emprego, no primeiro semestre, vai depender muito da questão da prorrogação ou não do benefício. Se ele não for adiado, provavelmente a taxa de desemprego vai estar elevada logo no início do ano. Ao longo de 2021 pode cair, mas depende do nível de aceleração do crescimento econômico, ou se a pandemia for controlada”.

Segundo os dados da pesquisa, 48% da população recebeu algum auxílio durante a pandemia. O encerramento do benefício, na opinião do consultor da área de Estudos Técnicos do Conselho Nacional de Municípios (CNM), Eduardo Stranz, preocupa os próximos gestores municipais.

“O Auxílio Emergencial dado às pessoas fez com que houvesse um dinamismo na economia e com o encerramento disso temos quase certeza que haverá, sobretudo nas cidades, uma grande preocupação dos próximos gestores sobre emprego e renda. Acreditamos que essa será a prioridade de todo e qualquer prefeito ou prefeita eleita”, aponta

A pesquisa indica ainda que para mais da metade dos entrevistados (51%) a situação do País é ruim ou péssima e o número de atentos e preocupados ficou em 59%, o que indica que a minoria está tranquila com relação à sua fonte de renda.

Fonte da pesquisa: Perspectivas 2020: Expectativas do brasileiro com o cenário político e social

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Adélio disse que tentou matar Bolsonaro porque ele é um ‘impostor’

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Em depoimento para a PF (Polícia Federal), Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado à faca contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na campanha presidencial em 2018, chamou o ex-deputado federal de “impostor”, e disse que tinha um “desejo pessoal” de matar o ex-presidente Michel Temer (MDB).

No depoimento, revelado hoje em vídeo pela revista Veja, Adélio afirmou que tinha motivações tanto políticas como religiosas para atentar contra.

“Quando ele (Deus) disse [para matar Bolsonaro], eu fiquei até surpreso. Na política, o que eu tinha interesse mesmo era o Michel Temer. Esse eu tinha interesse”. (Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra Bolsonaro em 2018).

Motivo político e religioso

Perguntado por quem Adélio chama de “Doutor Rodrigo” sobre se “a motivação [para atentar contra a vida de Bolsonaro] é aquela que o senhor alegou anteriormente”, o autor da facada reafirmou: “As duas, as duas, as duas. A política e a religiosa… Bolsonaro é um impostor”, disse.

“Ele [Bolsonaro] se tentou passar como um homem, digamos assim, na linguagem popular, um homem de Deus”, afirmou Adélio em seguida, explicando porque considera o presidente um “impostor”.

“Aí veio uma revista com um deles que fala que o Bolsonaro é católico, embora foi batizado no Rio Jordão pelo Everaldo, pastor Everaldo”, prosseguiu.

“Muitos evangélicos acreditavam que ele fosse evangélico. Ele tentou plantar essa imagem que fosse evangélica, mas não era. Ele é um impostor. Meramente um impostor. Para tentar se apropriar do voto do meio protestante”, finaliza.

‘Desejo pessoal’ contra Temer

Presidente do Brasil entre 2016 e 2019, Temer chegou a entrar na mira de Adélio. “Era um desejo pessoal. A respeito do Michel Temer, era um desejo meu”, afirmou.

Como não era um ‘desejo de Deus’, e sim pessoal, Adélio não chegou a planejar atentar contra a vida do ex-vice de Dilma Rousseff (PT).

No fim do vídeo divulgado pela revista Veja, Adélio é questionado sobre se ainda tem desejo de tentar, novamente, matar Bolsonaro.

“Em relação ao presidente, se o senhor saísse daqui hoje, o senhor não teria…”, pergunta “Doutor Rodrigo”.

“Não, hoje, hoje… Isso não mais”, responde Adélio.

Medo de morrer

No dia do atentado em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, Adélio relatou ter tido apenas um medo: de morrer.

Adélio disse que avistou Bolsonaro pela primeira vez no dia do atentado em cima de um carro. Ao redor do então candidato, apoiadores gritavam “Mito, Mito!”. Mais distantes, mulheres protestavam gritando “Lixo, Lixo!”.

Ao olhar para trás, Adélio afirmou ter avistado um policial fardado. “Eu falei ‘Pô, vou tomar uma rajada na nuca'”, relatou.

Adélio narrou ter, na hora, pensado que se tivesse uma arma de fogo ao invés de uma faca, “seria inevitável”.

“A distância era curta […] Era ruim para chegar com a faca. Mas curta demais se eu tivesse com uma arma de fogo. Só que é aquela coisa… Tinha um policial atrás de mim”, afirmou.

“Se eu tivesse uma arma e sacasse, se não fosse muito rápido, ele me derrubaria antes. Porque a distância dele para mim tinha uma linha de fogo aberta, digamos assim”, afirmou.

No depoimento, Adélio relatou ter pensado em desistir do atentado por várias vezes.

“Pessoal empurrando, empurrando. Parece que ele se assustou com a atitude da multidão, jogaram ele para dentro da Câmara Municipal [de Juiz de Fora] e aí já era. Não vai ter jeito. Ali eu pensei em desistir”, disse.

Ao tentar o ataque pela primeira vez, Adélio disse que uma senhora começou a passar mal ao seu lado e foi ajudá-la, tirando-a da multidão.

“Tentei entrar de novo na multidão. Foi, foi, foi. Até que chegou um ponto que falei: dá para tentar. Acabei atingindo o alvo, de uma forma meio distante relativamente, mas atingi o alvo”, narrou.

FBI e Eduardo Bolsonaro

No depoimento, Adélio relatou ter recebido a visita de um agente do FBI, o principal órgão policial de investigação dos Estados Unidos, em Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em 2016.

“Eles estiveram lá onde eu trabalhava. Um americano. Disseram que queriam ver um apartamento. Mas não era. Ele não queria ver apartamento. Ele era o FBI. Ele me olhou assim de cima para baixo umas duas ou três vezes”, afirmou.

“Por que ele estava atrás de você?”, perguntou “Doutor Rodrigo”.

“Pelas coisas que posto na internet. Eu até queria saber se eu ver o cara… Porque eu vi pela mídia que o filho do Bolsonaro (Eduardo) estava com um policial americano naquele clube de tiro”, disse.

“Eu queria saber se era o mesmo policial, se era a mesma pessoa que esteve lá em Camboriú em 2016 [com o Eduardo]”, afirmou.

O clube de tiro que Adélio se refere é o Clube e Escola de Tiro 38. Eduardo Bolsonaro visitou o local em agosto de 2016. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o filho do presidente usou recursos da cota parlamentar para viajar até Santa Catarina.

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TRF1, que cuida de processos do Acre, sofre ataque hacker

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região sofreu um ataque hacker nesta sexta-feira (27/11) e o site da instituição foi tirado do ar por prevenção. Segundo o Conjur, na noite desta quinta-feira (26) um perfil anônimo no Twitter tinha assumido a autoria do ataque.

Além do Acre, o TRF-1 reúne processos dos seguintes estados: Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

A assessoria do TRF-1 confirmou a invasão e informou que o banco de dados da corte entrou em manutenção para identificar possíveis falhas de segurança. “A equipe do Tribunal está avaliando agora, mas a princípio houve somente uma divulgação de material que já era de domínio público”, diz nota citada pelo Conjur.

O ac24horas tentou acessar o portal do TRF1 no começo da tarde mas o sistema seguia fora do ar.

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Oferta de empregos segue crescendo no Acre na pandemia

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Foto: Divulgação 

Divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Economia, o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostra que o Acre continuou registrando saldo positivo na geração de empregos em outubro.

Foram 860 novas vagas de trabalho formal, com carteira assinada, geradas naquele mês. Foram registradas 2.585 contratações e 1.725 demissões -variação positiva de 1,25%, uma das menores no país no período.

Em nível nacional foram abertas 394.989 vagas com carteira assinada no mês, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos, melhor resultado não apenas para 2020 como também o melhor da história. O desempenho reforça a retomada da economia brasileira após os efeitos econômicos gerados pela pandemia de covid-19.

O volume de novas vagas tem crescido em meio à pandemia após período negativo ou de baixo crescimento do emprego no Estado do Acre. Nesse contexto, o resultado do mês de outubro fica próximo de fevereiro, mês em que a pandemia começou a surtir seus efeitos mais negativos na economia.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos ativos, em outubro, chegou a 38.638.484, variação de 1,03% em relação ao estoque do mês anterior em todo o País. No acumulado do ano, apesar do saldo negativo em 171.139 , decorrentes de 12.231.462 admissões e de 12.402.601 desligamentos, o país perdeu menos empregos em 2020 do que nas crises de 2015 e 2016.

Dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo no emprego em outubro. O principal foi o setor de Serviços, que abriu 156.766 novas vagas. No Comércio foram criados 115.647 postos; na Indústria, 86.426; na Construção, 36.296.

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