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É proibido proibir…

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E eu digo sim, e eu digo não ao não. E eu digo É! Proibido proibir, é proibido proibir… (Caetano Veloso)

O mundo tem quase oito bilhões de pessoas. Só no Brasil já passamos de 210 milhões. Será que alguém acredita que consegue  controlar essa multidão com leis e regulamentos que obrigam ou proíbem os indivíduos a qualquer coisa que seja?

Nem mesmo há uma vacina disponível para a prevenção do Covid-19 e já vem a polêmica se será obrigatória ou facultativa. Faz tempo que não se atingem as metas de cobertura vacinal por aqui. É mais fácil, hoje em dia, acabar com a aftosa do gado que prevenir sarampo das crianças.

Legislar virou sinônimo de controlar a liberdade e o discernimento alheios como se uma das principais qualidades da espécie humana não fosse o que a define pelo sobrenome Sapiens.

Uma pesquisa recente, realizada pelo instituto Ipsos, mostrou que 88% dos brasileiros querem ser imunizados, quando houver uma vacina disponível. Metade de quem respondeu ‘não’ à enquete o fez por medo de reações e efeitos colaterais da vacina.

Menos de 2% das pessoas são realmente contra as vacinas. Isso é muito menos dos que não comparecem às eleições ou ao serviço militar obrigatórios. Seria então necessário movimentar a Justiça para forçá-los a se proteger sob vara? Ou a própria sociedade teria instrumentos mais sutis e eficientes para um convencimento menos traumático?

Melhor deixar essa discussão para quando houver uma vacina pronta, confiável e disponível para todos.

A virada política de 2018 que prometia trocar o intervencionismo socialista pelo liberalismo da direita parece que não está mexendo no que é o cerne das ideologias. Controlar, manipular, tanger, confinar estão enraizados demais na cultura parlamentar brasileira. Isso, somado ao avanço conservador, jogou o incipiente liberalismo na lata do lixo.

Passou da hora de enfrentarmos os problemas do Brasil com inteligência e não com regrinhas e autoritarismo. Lacração no Twitter e joinha no Facebook levam a lugar nenhum. Por isso estamos estagnados enquanto os outros emergentes ‘emergem’.

Há cinquenta e tantos anos o Caetano cantava o ‘É proibido proibir’. Está na hora de resgatar o hino com uma estrofe ‘É proibido obrigar’, ‘É proibido controlar’, ‘É proibido menosprezar a inteligência do brasileiro’.


Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas

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