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Sua majestade o eleitor

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A ELEIÇÃO tem um componente que é a avalanche chamada “caiu na graça” da população. E esta é imprevisível. Quando uma candidatura vira moda na eleição e o eleitor se inclina por ela, não há máquina pública, não há esquema financeiro, não há estrutura de campanha, maior ou menor número de candidatos a vereador apoiando, ter medalhões no palanque, que consiga segurar. E, geralmente o “caiu na graça” começa a ser formatada nos últimos 30 dias da campanha e toma forma definitiva na reta final dos 15 dias antes da eleição. Sua majestade o eleitor tem os seus próprios parâmetros de avaliação, e que fogem a qualquer lógica. Para pegar um fato não tão distante: a eleição do Cabide para vereador de Rio Branco. A campanha de verdade começa daqui em diante. É hora de saber quem tem café no bule na disputa da prefeitura de Rio Branco.

TRUCULÊNCIA DESNECESSÁRIA

CHOCOU e tomou contas das redes sociais uma truculência desnecessária de fiscais da prefeitura da capital, na remoção de um cidadão que vendia frutas debaixo de uma lona. Num município pobre, em que o poder público não oferece condições de atividades para gerar empregos, nada justifica a ação. Ainda bem que a prefeita Socorro Neri buscou uma saída.

BOM SENSO CABE EM TODO CANTO

NUMA campanha acirrada por mais um mandato, a cena refletiu negativamente na imagem da prefeita Socorro, ainda que não tenha dado a ordem. Ela determinou a busca de uma alternativa para o ambulante, se posicionou em nota, mas a notícia já estava no mundo.

UM FATO MUDA TUDO

NUMA campanha é preciso antes de tudo se medir qual será o reflexo de uma ação pública, não é removendo um vendedor de melancias que se melhorará a mobilidade urbana. Um fato muda o rumo de uma campanha.

ÁGUA BENTA

O PT veio ontem com um programa água benta para exorcizar a demonização da sigla. O mote foi interessante, faltou vir com imagens do antes e depois das gestões do PT. Só palavras não mudam essa rejeição.

DEIXARAM NO PINCEL

Na campanha passada o então candidato a deputado Raimundo Angelim, sofreu uma queimação ao seu nome, por parte do segmento dominante do PT, a DR-Democracia Radical. Justificada a sua ausência da campanha.

RECEITA DE BOLO

PREFIRO comentar receita de bolo que pesquisa direcionada. Rio Branco é terra de muro baixo, qualquer esmola grande o cego da esquina desconfia.

PAGOU POR SER BOLSONARO

O CANDIDATO Á PMRB, Roberto Duarte (MDB), assinou o documento do DCE se submetendo às normas do debate de ontem, na UFAC. Nada mais natural que não tenha alcançado votos para participar, num público votante que é anti-Bolsonaro. A sua ausência não significa perseguição.

OU FALA OU SE CALA

COMO deixou nas entrelinhas que houve um “pedido” de um candidato para não participar do debate, não devia deixar a afirmação nas trevas, e revelar a suposta trama e o nome deste candidato. Ou fala ou se cala.

NÃO VAI DECIDIR

E MESMO porque, não será o debate de ontem em um público seletivo que vai ter o condão decisivo para levar um candidato ao segundo turno. Para sair da estagnação da sua candidatura, tem que se socar nos bairros.

MUITO REDONDA

A PROPAGANDA de ontem do candidato a prefeito, Tião Bocalom (PP), na televisão, foi redonda. Fez o que um candidato da oposição tem de fazer. Mostrar os pontos críticos da cidade, sem ser ofensivo ao criticado.

DEBATE DA CIDADE

O QUE ESTÁ em debate é a cidade, é ela com os seus problemas que deve ser discutida pelos candidatos no horário eleitoral e na mídia. A oposição faz o seu papel de criticar e quem defende a gestão da prefeita rebate.

SALVOU O DEBATE

O CANDIDATO Jarbas Soster (AVANTE) salvou o debate de ontem do DCE da UFAC, no quesito oposição. Questionou duramente as ações da prefeita Socorro Neri, sem partir para a ofensa pessoal. E a prefeita Socorro Neri fez a sua defesa. Na democracia se exerce o contraditório. A crítica é a essência da democracia. O Jarbas se projetou melhor que os demais candidatos da oposição, porque puxou o debate para um terreno que domina: obras. O Bocalom foi tímido. E o Minoru e o Zen optaram por falar dos seus planos. Perderam a oportunidade de dizer com que não concordam na gestão municipal. Debate sem questionar é como tocar bumbo furado, não sai som.

FANFARRÃO DA SELVA

UM FANFARRÃO da selva andou pela Reserva Ambiental Chico Mendes prometendo que, o governo vai zerar as multas do ICMBIO, para tirar proveito eleitoral. O governo estadual não tem este poder. Mentira braba!

AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE

O GOVERNADOR Gladson Cameli quer mesmo o MDB longe da sua vista. Está de cabeça na campanha do candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha (PP). O MDB é no governo uma espécie de filho enjeitado.

CERVEJA CHOCOU

A CERVEJA que o senador Márcio Bittar (PMDB) tinha encomendado para comemorar o apoio do governador Gladson ao candidato Fagner Sales (MDB), chocou. Bittar prometeu uma mercadoria fora da sua estante.

FOI PARA O ESPAÇO

O PLANO do senador Márcio Bittar (MDB) de sair da campanha com o MDB próximo do governo Gladson Cmeli foi para o espaço sideral. Entrou no mato para caçar uma anta e não conseguiu caçar nem uma cotia. 

CANDIDATO FORTE

A INFORMAÇÃO que se tem de boa fonte de Senador Guiomard é que, a candidata Rosana Gomes (PP) está no jogo com chance de uma vitória.

VOTO QUEBRADO

HÁ UM DITADO político que diz que, o voto de evangélico é mais quebrado do que arroz de terceira. Parece que se confirma. É só olhar para a posição do Pastor Jamil Asfury (PSC), mal na disputa da PMRB.

APENAS UM SINAL

O TEMPO avança para o dia da eleição e tudo indica que a briga para ir ao segundo turno vai se consolidando entre os candidatos Tião Bocalom (PP), Minoru Kinpara (PSDB) e Socorro Neri (PSB). Mas tem muita campanha.

“NUNCA ME DEU BOM DIA”

UM AMIGO funcionário da SESACRE, fez ontem o seguinte comentário: “O secretário Alysson Bestene passa pela gente na repartição e nunca deu um bom dia, agora reuniu a gente para pedir votos”. E dito isso, gargalhou.

VOTO SE CONQUISTA

A REVELAÇÃO confirma o que sempre coloco neste BLOG, de que voto não se conquista com pressão, mas pelo convencimento. Ninguém é dono de voto do outro. Além, do mais que o voto do eleitor é secreto.

 NAS CONTAS

NAS CONTAS do coordenador da campanha do candidato a vereador Evandro Cordeiro (PP), radialista Raimundo Fernandes, Cordeiro deve emplacar a primeira votação na chapa do PP. Fernandes anda eufórico.

O FANTASMA DA SOBRA

UM AMIGO especialista em cálculo eleitoral, prevê que o máximo que um partido fará na capital será dois candidatos a vereador, por mais forte que seja a chapa, porque grande parte das vagas será preenchida pelas sobras de legenda. O que garante que partidos nanicos abiscoitem vagas.

AFUNDOU O REPUBLICANOS

A GESTÃO do ex-deputado federal Manuel Marcos afundou o REPUBLICANOS, que tem na eleição da capital uma das chapas mais fracas. Não é nem o fantasma da sigla que elegeu Federal e Estadual.

FRASE MARCANTE

“Quando tiver que pegar cobra use a mão do inimigo.” Ditado persa.

 

 

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Blog do Crica

Petecão: “Se me quiserem para o governo eu vou”

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O SENADOR SÉRGIO PETECÃO (PSD) admitiu ao BLOG que vai colocar o seu nome como candidato a governador em 2022, para uma discussão dentro da aliança que elegeu Tião Bocalom (PP) a prefeito de Rio Branco.

“Primeiro, vou ouvir o que pensam o Bocalom, o Bestene (PP), o James Gomes, a senadora Mailza Gomes (PP), a este respeito. Se me quiserem para disputar o governo, eu vou, se não me quiserem, não vou”, enfatizou Petecão.

Falou que já abriu uma conversa política com o grupo do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales. Irá conversar, também, com o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e outras lideranças políticas, na busca de formar um grande arco de alianças se for mesmo para a disputa do governo.

“Estou na fase de ouvir”, explica. É a primeira vez que o senador Sérgio Petecão (PSD) defende com ênfase a sua candidatura ao Palácio Rio Branco em 2022.

É a primeira pedra mexida na sucessão estadual depois da vitória para a prefeitura de Rio Branco, em que seu partido, o PSD, teve a Marfisa Galvão (PSD) de vice do Tião Bocalom (PP).

POSIÇÃO NADA REPUBLICANA

NÃO TEM SIDO nada republicana a posição do presidente do TCE, Cristovão Messsias, em retardar a posse do advogado Ribamar Trindade no cargo de Conselheiro do TCE. Foi aprovado pela ALEAC, e a justiça acaba de fixar 48 horas para lhe ser dada a posse. Não se briga contra a legalidade. E estamos falando de um nome de expressiva competência para ocupar este cargo.

SÓ ENGRANDECERIA

A PRESENÇA do advogado Ribamar Trindade só engrandeceria o Tribunal de Contas do Estado, isso é um fato incontestável.

BOM SENSO

A EQUIPE de transição do prefeito eleito Tião Bocalom se reúne hoje às 10 horas com a equipe da prefeita Socorro Neri, para discutir a transferência do poder. Até que enfim, bateu o bom senso. Não havia sentido para radicalismos, a eleição terminou.

ACABOU A ELEIÇÃO

ACABOU a eleição. A equipe do prefeito eleito Tião Bocalom tem que se munir de dados na transição, esquecer a campanha, para mostrar a que veio a partir de janeiro, deixando o rancor de lado.

AGRESSÃO CONDENÁVEL

Alguém pode não concordar com a gestão da prefeita Socorro Neri, com suas ações políticas, mas não tem o direito de lhe fazer uma ofensa pessoal gratuita ao lhe chamar de “vagabunda”, como fez a presidente do PT, Selma Neves. Agressão condenável.

NADA CONTENTE

CONVERSEI ontem com o senador Márcio Bittar (MDB), que se mostrou nada contente com a presença de figuras de proa do petismo no governo Gladson. Não vai romper, mas vai se afastar.

LAVADA GRANDE

O PT não só levou uma lavada grande nas urnas na eleição de Rio Branco; onde não fez um vereador, mas foi também um desastre no plano nacional: não elegeu um prefeito de capital. Murchou.

MINGAU POUCO

NO ACRE, o ex-senador Jorge Viana está com pouco mingau no prato para 2022. O PT fez quatro prefeitos em municípios sem grande peso eleitoral. E as urnas indicaram que, continua muito forte a rejeição ao petismo na capital, o maior colégio eleitoral.

MUITO IMPROVÁVEL

POLÍTICA é política, mas é muito improvável que até 2022, o petismo consiga voltar ao seu apogeu político no estado. O que o deixaria em dificuldade para a disputa do governo e do Senado.

PENSAR EM ALGO MENOR

PELO seu potencial, o JV tem que começar a pensar na formação de uma chapa para disputar vaga de deputado federal. O JV foi um bom prefeito, bom governador, mas os tempos são outros.

O JOGO NÃO ESTÁ PARA O PT

O JOGO político não está para o PT disputar o Senado ou o Governo em 2022, os seus principais nomes não iriam para o sacrifício. O lançamento do nome do JV é mero balão de ensaio.

FICOU NA ÚLTIMA ELEIÇÃO

A FASE DE OURO do petismo no estado acabou na última eleição para o governo, em que o PT perdeu o que tinha conquistado ao longo de 20 anos. O JV e outros dirigente petistas sabem disso.

NÃO SAIRÁ EXECRADA

A DERROTA da prefeita Socorro Neri já era uma crônica anunciada pela falta de planejamento na campanha, mas não sairá execrada como uma prefeita fraca na gestão.

REFORMULAÇÃO TOTAL

O GOVERNADOR Gladson Cameli tem que começar a pensar numa mudança profunda nos espaços ocupados hoje por indicados por políticos. Na política, é cada um do seu tamanho.

PARTIDO ANÃO

BASTA dar uma olhada nos quadros do governo para ver que tem partido que tem a estatura política de um anão, com espaços generosos como se fosse um gigante.

NÃO TERIA SENTIDO

ANTES de qualquer movimento pensando na reeleição o governador Gladson Cameli tem que se situar em que partido vai estar. Só teria sentido reativar a sua filiação no PP, se o partido lhe desse a garantia de que o apoiaria a um novo mandato.

NADA É IMPOSSÍVEL

O DEPUTADO LUIZ Gonzaga (PSDB) é um dos maiores defensores de uma reaproximação do governador Gladson Cameli com o vice-governador Rocha. Se mostra improvável no momento, mas em política nada é impossível. É aguardar que bicho vai dar.

FRASE MARCANTE

” AS PEGADAS na areia do tempo não são deixadas por quem está sentado”

 

 

 

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Acre

Os caminhos de Gladson Cameli

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CERTA FEITA perguntei ao governador Gladson Cameli o motivo pelo qual resolveu apoiar a prefeita Socorro Neri (PSB) para mais um mandato, deixando de lado candidatos aliados da sua última campanha. Deu suas explicações, mas nenhuma convincente, afinal, a Socorro foi vice na chapa do Marcus Alexandre (PT), partido que prometeu varrer do mapa da sua administração. E teria que estar no palanque de algozes quando disputou o governo.

Que a Socorro é uma gestora séria – um dos seus argumentos – não se discute. Se discute é que este apoio explodiria sua base, como explodiu com a derrota da sua candidata.

Então, desisti de entender este ato do Gladson em se afastar dos aliados.

Agora, para recompor antiga aliança e disputar a reeleição lhe custará muito mais problemas de que, se não tivesse apoiado a Socorro Neri.

O correto era ter ficado como magistrado, não apoiado ninguém, já que tinha vários aliados na disputa. Foi lhe sugerido isso, mas o Gladson é um político que age pela emoção e não pela razão.

Não tivesse apoiada a Socorro, não teria sido derrotado, e não precisaria compor mais nada para disputar a reeleição. Só que levou a birra ao extremo, e agora o buraco ficou mais embaixo.

Para repactuar espaços no governo, terá de sentar com um grupo fortalecido, que venceu a eleição, com o prefeito do maior colégio eleitoral, Tião Bocalom (PP), o deputado José Bestene (PP), a senadora Mailza Gomes (PP) e o senador Sérgio Petecão (PSD).

Pela informação que tenho é que, uma das exigências iniciais é ele se afastar do PSB. Trazer a Socorro ou um aliado dela para dentro do governo soaria como provocação.

Não sei onde é que esta repactuação vai chegar, mas sei que o único caminho para o Gladson Cameli ter sossego para disputar a reeleição em 2020, é uma recomposição dos espaços dentro do seu governo.
É o jogo.

CORTAR NA CARNE

UMA COISA é certa, num novo cenário, que agregue o grupo vencedor o governador Gladson Cameli vai ter que reduzir na sua gestão o tamanho do espaço de partidos que saíram derrotados, sem cacife para ter secretarias e centenas de cargos de confiança.

MUITO SIMPLES

É muito simples, cada partido deve ter espaço no governo de acordo com o seu tamanho. Assim é que as coisas funcionam.

NADA REPUBLICANA

NÃO foi republicana a declaração do prefeito eleito Tião Bocalom (PP) de refutar montar uma equipe para uma transição com a equipe da prefeita Socorro Neri. O ato faz parte da liturgia de qualquer troca de governo. Se não tiver contente com os dados que lhe forem passados, que faça auditagem. A eleição acabou. Até porque, ele vai precisar de dados para começar a governar.

NÃO É ACRELÂNDIA!

MESMO PORQUE, a prefeitura de Rio Branco não é a prefeitura de Acrelândia. Aqui, é a capital, os problemas são muitos. E terão de ser enfrentados já no primeiro dia de gestão, sem rompantes.

PRATO QUE SE COME FRIO

AO postar a música “Vou Festejar” da sambista Beth Carvalho, que tem o refrão: “Chora\não vou ligar\chegou a hora\pode chorar… para comemorar a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB), o ex-prefeito Marcus Alexandre, confirma o velho ditado de que “a vingança é um prato que se come frio”. A Socorro chegou a ponto de bloquear seu celular para não falar com ele.

COMEMORAÇÃO FOI GERAL

CONVERSEI ontem com cardeais petistas, eufóricos e comemorando derrota da prefeita Socorro Neri, para mais um mandato. Eles, votaram no Tião Bocalom (PP) de nariz tapado.

BALA TROCADA

O COMENTÁRIO era de que bala trocada na política não dói. Lembraram terem sido expurgados da PMRB e ainda serem taxados de propor coisas ilícitas. Não havia como não comemorar, disse um deles ontem ao BLOG DO CRICA.

NÃO DAVA PARA GANHAR

NO DIA DA ELEIÇÃO dei uma volta de carro por algumas seções eleitorais. Nas que passei vi fiscais do 40, ligados ao Bestene, ao Petecão, ao PSDB, todos infiltrados e eleitores do Tião Bocalom.

A QUE PONTO CHEGOU

VEJAM a que ponto chegou a falta de comando da campanha prefeita Socorro Neri (PSB). Quando pediram que as secretarias do governo mandassem nomes para serem fiscais, a maioria enviou nomes que votariam no Tião Bocalom. A história me foi contada às gargalhadas ontem pelo autor de uma dessas listas.

NÃO HOUVE ENVOLVIMENTO

FICOU CLARO que, o apoio do governo à Socorro Neri (PSB) ficou mais na ação pessoal do Gladson do que do governo como um todo. Um ou outro secretário botou a cara de fora. Explica-se: o governo tem secretário e cargos de confiança indicados por quem apoiava o Bocalom. E que jamais votariam na Socorro Neri.

NÃO PERSEGUIU

MAS RESSALTE-SE QUE, o governador Gladson marcou um ponto nesta eleição. Mesmo apoiando a Socorro Neri não promoveu caça às bruxas dentro do governo contra quem apoiava o Bocalom. Um ou outro aloprado, chegou a propor perseguições.

VIRADA ERA FICÇÃO

NÃO SEI se a Socorro Neri chegou em algum momento imaginar que poderia virar o jogo no segundo turno. Como é inteligente, acho que não. Ela esteve cercada de quem não era do ramo político. São os chamados “corneteiros”, que vivem de palpitar ao vento.

O JOGO SERIA OUTRO

A SOCORRO NERI teve dois momentos que desperdiçou: quando foi convidada pelo Gladson Cameli a se filiar no PP, e quando foi convidada para se filiar no PSD do senador Sérgio Petecão (PSD). Tivesse ela aceitado, a candidatura do Tião Bocalom nem existiria.

AVALIAÇÃO DO ZEN

O deputado Daniel Zen (PT) avalia que os grandes perdedores da eleição foram o governador Gladson e o vice Rocha, porque estão no poder e os seus candidatos á PMRB foram derrotados.

ESPAÇO DE MANOBRA

O FUTURO prefeito Tião Bocalom vai ter um espaço de manobra para formar uma base majoritária na Câmara Municipal de Rio Branco, que pode chegar a dez vereadores. Sem problemas.

SEM CONVERSA SOLITÁRIA

O SENTIMENTO no grupo que esteve no apoio à candidatura do Tião Bocalom é de que, qualquer conversa política com o Gladson não será solitária, mas tem que envolver o novo prefeito, a senadora Mailza Gomes (PP), o deputado José Bestene (PP) e o senador Petecão (PSD). Afinal, chegaram ao pódio da eleição.

SABIA DA DIFICULDADE

O GOVERNADOR Gladson Cameli não foi tomado de surpresa com a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB). Já no final do primeiro turno chegou a prever que sua vitória seria difícil.

FALTA DE HABILIDADE

ESCUTEI também de assessores mais próximos do governador Gladson Cameli que membros do comitê político da prefeita Socorro Neri colocaram entraves a um trabalho conjunto, por isso se afastaram da campanha. Ficaram apenas no apoio formal.

CURIÓ DE MUDA

O SENADOR PETECÃO (PSD) está igual curió de muda, não dá um pio sobre 2022. Principalmente, se o assunto for candidatura ao governo. Lúcido, Petecão quer ver antes o cenário a se formar.

NÃOCOMBINOU COM AS URNAS

O DEPUTADO Jenilson Lopes (PSB) fez uma leitura correta ao trocar o PCdoB pelo PSB. Apostou tudo numa vitória da Socorro Neri (PSB), o que lhe daria cacife para almejar o Senado, Câmara Federal, ser um Vice, mas esqueceu de combinar com as urnas.

PREFEITURA ENXUTA

NUM ASPECTO, o prefeito eleito Tião Bocalom (PP) não poderá reclamar da prefeita Socorro Neri: pegará uma prefeitura enxuta, saneada, sem grupos de esquemas, pronta para ser tocada logo.

GRANDE ERRO

VOLTO a bisar que o problema da prefeita Socorro Neri foi não aliar a sua boa gestão à política. Em alguns momentos tomou decisões pela emoção, não formou uma base de aliados sólidos.

NUNCA FOI PROTAGONISTA

NÃO SEI o que viu no PSB, para permanecer no partido, acho que o conselho de alguns que a cercavam a cegaram. O PSB, é só ver os anais, nunca foi protagonista na capital nas últimas décadas.

PROBIDO E INDICAR VICE

O DEPUTADO LUIZ TCHÊ (PDT) levou o seu partido a sair mais forte da eleição municipal, com duas prefeituras. Belo trabalho. Mas na questão de indicar vice é um pé gelado. Os dois vices que o PDT indicou, para o governo e PMRB, foram para a balsa.

ENGRADECE MAIS A VITÓRIA

A VITÓRIA do Tião Bocalom para a PMRB ficou mais engrandecida, porque derrotou uma adversária de mãos limpas. E a gestão da Socorro não foi algo desastroso nestes dois anos.

FRASE MARCANTE

“Um inimigo é muito; cem amigos é pouco”. Ditado alemão.

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Acre

A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Blog do Crica

Ibope reforça favoritismo de Bocalom

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A última pesquisa do IBOPE, divulgada pela TV-ACRE na noite de ontem só veio reforçar o favoritismo do candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) sobre a candidata Socorro Neri (PSB), na eleição do próximo domingo. Bocalom apareceu com 61% contra 32% de Socorro, uma diferença que se confirmada deve dar uma soma bem superior aos 47 mil votos do primeiro turno a favor do candidato do PP. Para sintetizar, será a vitória da campanha profissional, organizada, do Tião Bocalom (PP), contra a campanha sem organização e amadora da candidata Socorro Neri (PSB). É o que melhor define o resultado.

OUTRO QUADRO

DEPOIS DE DOMINGO vamos ter um novo quadro de composição política. O Gladson terá pela primeira vez desde a sua posse a lhe confrontar um grupo de aliados da sua campanha a governador, que esteve em outro palanque e saído vencedor. Se quiser recompor sua base, ele terá que sentar com este grupo.

VISTO COMO AFRONTA

CONVERSEI ONTEM com uma figura importante do grupo que apoiou a candidatura do Tião Bocalom (PP) à PMRB. E me disse o seguinte: caso o Gladson convide em caso de derrota a Socorro Neri ou outra figura influente da sua gestão para seu governo, será visto como uma afronta ao grupo, que não deglutiu a aliança com o PSB. Querem conversar com a esquerda longe.

ASSUNTO PARA DEPOIS

O SENADOR Petecão (PSD) não quer falar sobre uma possível candidatura ao governo em 2022. Quer primeiro ajudar a eleger o Bocalom á PMRB e conversar depois sobre este assunto.

NÃO SE FURTA A CONVERSAR

SOBRE fazer uma conversa política com o governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD) diz que não vai lhe procurar, mas se for procurado não se furtará a conversar.

MUITO MAIS FORTE

CLARO QUE, caso Tião Bocalom (PP) venha mesmo ser eleito no domingo como as pesquisas indicam, o senador Petecão (PSD) sentará à mesa da conversa bem mais forte que antes da eleição.

SAPO ENGOLIDO

O BLOG tem a informação que existe no grupo que toca a candidatura do Tião Bocalom (PP), uma mágoa grande com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), que tentou tirar o MDB do apoio formal ao candidato do PP, para levar à neutralidade.

DIFERENÇA ABISSAL

UM FATO desta campanha que acaba no domingo bastante notado, foi a diferença de volume entre as campanhas do Tião Bocalom (PP) e da Socorro Neri (PSB). A do Bocalom, volumosa: a da Socorro, tímida. O visual do candidato do PP dominou a cidade.

PREVISÃO DOS MAIS AFOITOS

NA PREVISÃO dos mais afoitos defensores da candidatura do Tião Bocalom (PP), este tende a vencer a eleição com uma margem de 75% dos votos. Citam que o IBOPE não pesquisou a zona rural, onde o candidato do PP leva ampla vantagem.

FECHA COM CARREATA

A CAMPANHA do Bocalom deverá fechar as suas atividades com uma grande carreata amanhã na parte da tarde, para mostrar força na reta de chegada. É a velha história do vento favorável.

SENDO SINCERO

NA PROVÁVEL hipótese de uma derrota da  Socorro Neri (PSB) neste domingo, estará criada uma situação surreal. A derrota de uma prefeita que não fez uma má gestão. São coisas da política.

AOS VENCEDORES, AS BATATAS!

NUMA ELEIÇÃO se ganha ou se perder. E como diz o velho jargão”: “Aos vencedores, as batatas!.” Faz parte do jogo.

ELITE NÃO DECIDE

A CHAMADA elite não decide uma eleição, no máximo dá pitacos e alguns votos. Quem decide mesmo é o eleitor da periferia. E nisso está a beleza da democracia, os votos são igualitários.

GRANDE VENCEDOR

O PP, ganhando na capital, vai encerrar a eleição como o grande vencedor, ficando com os dois maiores colégios eleitorais, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes (PP) tem pé quente. E, sem ela, a candidatura Bocalom não vingava. Brecou uma aliança com a Socorro Neri (PSB).

NÃO FOI UNIFICADO

O APOIO do governo à candidata Socorro Neri (PSB) ficou mais no empenho pessoal do governador Gladson e de alguns assessores, do que propriamente da máquina do governo, onde boa parte dos cargos de confiança apoiaram o Tião Bocalom (PP).

NÃO AMEAÇOU PELO VOTO

DEVE-SE TAMBÉM registrar como positivo o fato do governador Gladson ter pedido votos aos chamados comissionados, mas em momento algum ameaçou alguém de demissão se não votasse na Socorro Neri. Se houve pressão, foi por parte dos aloprados.

DIFÍCIL DE FORMULAR

FICA DIFÍCIL neste momento de fim da disputa municipal formular um quadro para a eleição de 2022, para governador e senador. Tem que primeiro ver como ficarão as composições.

MUITO FRAGILIZADA

A FRENTE dos partidos de esquerda, composta pelo PT e PCdoB, está saindo da eleição municipal bastante fragilizada. Não elegeu um vereador na capital e terá que se reinventar para 2022.

UMA IMAGEM QUE FICOU

UMA IMAGEM que ficou desta eleição no grupo da Socorro Neri (PSB), foi a do esforçado deputado Jenilson Lopes (PSB). Mas não foi suficiente para viabilizar seu plano do PSB manter a prefeitura, para servir de trampolim a ele para uma disputa municipal em 2022. Depois de domingo, o PSB vira nanico.

OPOSIÇÃO É SAUDÁVEL

FAZ BEM para a democracia a volta do Leo de Brito (PT) para a Câmara Federal. É preciso ter sempre alguém exercendo o contraditório. Natural ser oposição ao Gladson e ao Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Não é batendo com uma esponja que conseguimos pregar um prego na parede”. Ditado uruguaio.

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