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Acre tem o pior mês de outubro em queimadas desde 1998

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Foto: Sérgio Vale

Desde o início da série histórica (1998) do total de focos ativos detectados pelo satélite de referência (AQUA Tarde) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Acre não tinha um mês de outubro com um volume de focos de queimadas tão intenso quanto em 2020.

De 1º a 18 de outubro deste ano, foram registrados 1.478 focos de queimadas no Acre, superando o total de todo o mês de outubro de 2017, quando o estado teve 1.350 focos detectados, a maior marca até então. No ano passado, outubro registrou apenas 354 ocorrências de queimadas.

Em todo o período deste ano, de 1º de janeiro a 19 de outubro, o Acre acumula 8.879 focos de queimadas, 32% a mais do que o registrado no ano passado – 6.706 focos. O número de queimadas para esse período em 2020 já o terceiro maior desde 1998, quando foi iniciada a série histórica.

Os municípios acreanos com maior número de queimadas em outubro deste ano são: Xapuri (304),Brasiléia (246), Sena Madureira (198), Rio Branco (132) e Epitaciolândia (114). No ano, Feijó (1.546), Sena Madureira (1.067), Tarauacá (1.010), Xapuri (719) e Rio Branco (706) são os campeões do fogo.

Com 402 focos de queimadas registrados apenas em outubro, o que representa 87% do total de todas as outras unidades de conservação federais no Acre, a Resex Chico Mendes chegou a 1.069 focos de queimadas detectados entre janeiro e outubro deste ano – 67% do total das demais UC’s no estado.

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Acre

Justiça nega pedido de liberdade e mantem Ícaro e Alan presos

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Um novo pedido de liberdade feito pelas defesas de Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima foi negado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e Auditoria Militar na última semana. Ambos os motoristas envolvidos no atropelamento que matou Jonhliane de Souza, de 30 anos, permanecerem presos preventivamente. O acidente aconteceu no dia 6 agosto, enquanto a jovem percorria a Avenida Antônio da Rocha Viana numa motocicleta e Ícaro dirigia uma BMW que a atingiu.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou Ícaro e Alan no dia 16 de setembro por homicídio, racha e mais dois crimes acessórios, como fuga e omissão de socorro. Para o MP, o racha foi uma das principais condutas verificadas pela investigação da polícia.

A vítima do acidente foi atingida pela BMW em alta velocidade, que era dirigida por Ícaro Pinto. A suspeita é Alan Lima também fazia parte de um racha no momento em que Jonhliane foi atingida.

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Acre

Comemoração da vitória do PT em Xapuri termina com um morto

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A festa de comemoração pela vitória da coligação Frente Popular de Xapuri, composta por PT, PSB e PC do B, na eleição do último domingo, 15, realizada neste sábado, 21, com um churrasco que foi servido no clube Sumaré, localizado na entrada da cidade, terminou com brigas e uma pessoa assassinada a golpes de arma branca, segundo informações das polícias Civil e Militar.

A vítima fatal é Cleílson Oliveira Facal, de 22 anos, que foi esfaqueado nas dependências do clube indo a óbito horas depois, no Pronto Socorro de Rio Branco, após ser transferido às pressas do hospital Epaminondas Jácome, do município. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que lavrou Boletim de Ocorrência entregue à Polícia Civil ainda na noite do sábado.

O ac24horas conversou com inspetor de polícia Eurico Feitosa, da Delegacia Geral de Xapuri, que está investigando o caso. Segundo ele, foi apurado até o momento que o crime ocorreu depois de uma briga que aconteceu na parte interna do clube onde ocorria o evento, envolvendo algumas mulheres. O suspeito do crime já foi identificado, mas ainda está foragido.

De acordo com o policial, há indícios de que a briga inicial e o crime estejam relacionados, apesar de que isso ainda não esteja confirmado. Segundo os relatos que o investigador obteve, momentos depois dos desentendimentos ocorridos entre as mulheres, Cleílson entrou no espaço interno do clube sendo perseguido pelo autor das perfurações.

O rapaz tentou se refugiar em cima do palco, mas terminou sendo atingido por vários golpes de arma branca. Socorrido e encaminhado à unidade hospitalar local, ele foi encaminhado ao Pronto Socorro da capital em razão da gravidade dos ferimentos. A comunicação do óbito foi feita à delegacia de Xapuri no começo da madrugada deste domingo.

No local onde se realizava o evento não havia seguranças e em nenhum momento da festa houve ronda por parte da Polícia Militar. Até o fechamento desta nota, a reportagem não havia conseguido falar com nenhum dos dirigentes dos partidos que compõem a Frente Popular de Xapuri para saber que providências prévias foram tomadas quanto à garantia da segurança na festa.

Pessoas que participavam da comemoração relataram que a organização do evento tentou encerrar a festa por duas oportunidades, após o início das brigas, mas disseram que a música continuou e que, apesar de muita gente ter ido embora, outras permaneceram no espaço.

O ac24horas se mantém à disposição para qualquer informação adicional ou esclarecimentos que se façam necessários.

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Acre

Detenta é morta com corte no pescoço no presídio da capital

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A presidiária Jamilly Ferreira Barbosa, de 39 anos, foi degolada e teve os pulsos cortados na manhã deste domingo, 22, e morreu na cela 1, da unidade prisional feminina Carmélia, do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), localizada na Estrada do Barro Vermelho, em Rio Branco.

De acordo com informações da Polícia, Jamilly foi morta por duas detentas identificadas como Ana Clara Freitas de Sá, de 23 anos, e Waldereis de Souza Nascimento, de 40 anos, que dividiam a cela com a vítima, ambas presas pelos crimes de homicídio qualificado. As acusadas em posse de giletes fizeram um corte profundo no pescoço de Jamilly e nos dois pulsos. Jamilly foi morta em cima da cama.

Segundo a Polícia, as acusadas assumiram o crime e chegaram a declarar que a vítima perturbava muito na cela por sofrer de transtornos psiquiátrico e resolveram matá-la.

A Polícia informou ainda que Jamilly foi presa no dia 11 de novembro de 2019 pelo crime de furto simples e que em setembro deste ano, médicos e peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil apontaram que Jamilly tinha problemas mentais.

Agentes Penais quando perceberam a situação acionaram a ambulância do suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas quando os paramédicos chegaram ao local a presidiária já se encontrava morta.

A área foi isolada pela Policiais Penais para os trabalhos do Perito em criminalística. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.

As acusadas de matar Jamilly foram conduzidas à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os devidos procedimentos.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Acre

Thor Dantas afirma que não quis imputar culpa a ninguém

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Após nota de repúdio da Liga das Igrejas Evangélicas do Acre, o médico infectologista Thor Dantas, usou as redes sociais neste sábado, 21, para salientar que não quis imputar culpa a ninguém pela segunda onda da Covid-19, e destacou que apenas reproduziu dados de um estudo científico da revista Nature.

O infectologista ressaltou que apenas comentou um estudo lançado pela revista, que mapeou a mobilidade de 98 milhões de pessoas nos EUA, a cada hora do dia, anonimamente, através do sinal de GPS dos celulares e cruzou, em um modelo matemático, com a ocorrência de casos de Covid.

“O que acrescentei na lista, por minha conta, foram as campanhas eleitorais que, como ficou evidente, ainda não aprenderam também a como se adaptar aos novos tempos. Há ainda um outro importante item nessa lista: as aglomerações particulares, em casas e ambientes privados, por vezes com interesses comerciais, por vezes muito numerosas, e difíceis de serem alcançadas tanto pela conscientização quanto pela fiscalização”, enfatizou Thor.

Em um longo texto, Thor Dantas pediu desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos e que busca sempre pelo entendimento acima do conflito.

“A religião é uma necessidade humana, como também a arte, a música, o lazer, a atividade física. Com a perspectiva de duração prolongada da pandemia, todas essas nossas necessidades devem encontrar seu modo de funcionamento adaptado a esse momento pandêmico tão singular que vivemos”, afirmou.

Em outro trecho, Thor destacou que é preciso inverter a lógica de pensamento da população que aguarda a cada 15 dias para saber se regrediu ou não de faixa.

“Poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso. Penso que é preciso inverter a lógica. Ao invés de aguardarmos ansiosos a cada 15 dias para saber se regredimos de faixa, poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso.Não se trata de botar a culpa na conta de ninguém, mas de assumir que a responsabilidade é de todos nós. As mesmas atividades que têm potencial de aglomerar, têm, exatamente por isso, o enorme potencial de evitar a disseminação. Minha sugestão é para que unamo-nos em torno desse desafio em comum. Encontremos juntos as soluções. Ajudemos a educar a população, a mudar atitudes, a cobrar das autoridades ao mesmo tempo em que fazemos a nossa parte”, destacou Thor.

LEIA O TEXTO NA INTEGRA:

As igrejas, assim como todas as atividades sociais e comerciais do Estado, são parte da solução
Por Thor Dantas
Fui pego de surpresa pela polêmica em torno do papel dos cultos religiosos na disseminação da Covid no Acre. Pelo que entendi, a reação das associações de igrejas se deu a matérias publicadas nas mídias locais dando conta que eu imputava a elas o aumento do número de casos no Estado. Frases fora de contexto adoram alimentar polêmicas.
Comentei publicamente sobre um estudo lançado na prestigiosa revista científica Nature, que mapeou a mobilidade de 98 milhões de pessoas nos EUA, a cada hora do dia, anonimamente, através do sinal de GPS dos celulares e cruzou, em um modelo matemático, com a ocorrência de casos de Covid.
Aquele estudo mostrou o que diversos outros, e até o senso comum, já vêm dizendo: a disseminação da Covid guarda íntima relação com aglomeração, ou seja, com o número de pessoas por metro quadrado. Desse fato, advém o conceito de “superespalhadores”, eventos ou locais que contribuem para elevada transmissão, exatamente por promoverem o contato entre muitas pessoas ao mesmo tempo.
Ambientes fechados e cheios de gente estão associados a elevada transmissão de todos os vírus respiratórios, incluindo o novo coronavírus. A redução da ocupação de determinado ambiente para 20% de sua capacidade, reduz a transmissão da Covid em 80%. A relação é direta. Por isso restringir a ocupação de ambientes fechados é mais eficaz do que restringir uniformemente a mobilidade populacional.
O estudo da Nature, e não eu, é quem cita restaurantes, bares, cafés, academias, hotéis, lojas de departamento e igrejas. O estudo ainda mostra um aspecto da desigualdade social: quanto mais de baixa renda é a região, mais pessoas por metro quadrado ocupam esses espaços.
O que acrescentei na lista, por minha conta, foram as campanhas eleitorais que, como ficou evidente, ainda não aprenderam também a como se adaptar aos novos tempos.
Há ainda um outro importante item nessa lista: as aglomerações particulares, em casas e ambientes privados, por vezes com interesses comerciais, por vezes muito numerosas, e difíceis de serem alcançadas tanto pela conscientização quanto pela fiscalização.
Não desejo de forma alguma imputar culpa a ninguém em particular. E peço, desde já, sinceras desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos. Busco a solução e não o problema. Sou pelo entendimento acima do conflito.
A religião é uma necessidade humana, como também o são a arte, a música, o lazer, a atividade física. Com a perspectiva de duração prolongada da pandemia, todas essas nossas necessidades devem encontrar seu modo de funcionamento adaptado a esse momento pandêmico tão singular que vivemos.
Se as igrejas acharem que a culpa é só do bar, o bar alegar que o problema é a academia, a academia acusar a política e, na política, cada candidatura culpar o adversário, não iremos a lugar algum. O quão comum é o discurso de que “eu faço a minha parte, o problema é o meu concorrente/vizinho/amigo ali do lado que não faz”. E assim caminhamos, todos juntos, para a segunda onda.
Penso que é preciso inverter a lógica. Ao invés de aguardarmos ansiosos a cada 15 dias para saber se regredimos de faixa, poderíamos trabalhar juntos para evitar que tenhamos retrocesso. Todos estão cansados de conviver com esse incômodo problema, mas infelizmente não existe solução fácil.
Nós, profissionais de saúde que cuidamos de pacientes no dia-a-dia dos hospitais, também estamos cansados de ver a vida de tantas pessoas, que significam tanto para os seus, sendo abreviada tão inesperadamente.
Hoje, em particular, me sinto profundamente triste pela iminente perda de um paciente que há dias luto arduamente para salvar dentro da UTI-Covid. Um homem de Deus. Um esposo amado, um irmão querido, de mais uma família que sofre inconsolável. E eu sofro junto.
Novamente, não se trata de botar a culpa na conta de ninguém, mas de assumir que a responsabilidade é de todos nós. Só assim é possível enfrentar o grave problema.
As mesmas atividades que têm potencial de aglomerar têm, exatamente por isso, o enorme potencial de evitar a disseminação. Todos podemos sair de problema à solução em simples tomadas de atitude.
Nesse sentido, entendo que as igrejas são parte da solução, assim como todas as atividades sociais e comerciais do Estado.
Minha sugestão é para que unamo-nos em torno desse desafio em comum. Encontremos juntos as soluções. Ajudemos a educar a população, a mudar atitudes, a cobrar das autoridades ao mesmo tempo em que fazemos a nossa parte.
Sejamos a mudança.
Sigamos juntos.
Forte e fraterno abraço!
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