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Outro grande dia para o Brasil na ONU

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A velha mídia, ong’s, partidos políticos, ambientalistas e outros entes associados à extrema esquerda brasileira dedicaram-se nos últimos dias a atacar o presidente Bolsonaro por seu discurso na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU, realizado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2020. Nenhuma surpresa. Essa gente não perderia a chance de fazer gol contra. É do seu dia a dia tentar destruir a imagem e, se necessário, o próprio Brasil, desde que sua agenda progressista avance.

Assim como no ano passado, quando Bolsonaro praticamente afixou na ONU a placa “Brasil sob nova direção”, demonstrando que a farra de corrupção e progressismo promovida com grana alta do governo estava encerrada, novamente as hienas caíram em cima do presidente. Os pretextos da vez são a pandemia e, para surpresa de ninguém, a preservação ambiental. Os mais obtusos acusaram o presidente de mentir, o que, aliás, segundo eles fazem todos os que não se ajoelham para rezar na cartilha politicamente correta.

Mas, afinal, o que disse o presidente na Assembleia da ONU? Em discurso simples, compreensível, direto e objetivo, sem enrolação, bem ao seu estilo, Bolsonaro botou os pingos nos is. Em primeiro lugar, adiantou que foi impedido por decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, de atuar diretamente nas decisões locais, portanto, o prende e solta pessoas, o abre e fecha lojas, o compra não compra equipamentos e remédios, bem como os protocolos médicos de atendimento adotados são de inteira responsabilidade de governadores, prefeitos e suas equipes. Ao presidente da república coube viabilizar os meios de pagar a conta, que não foi pequena. O financiamento de hospitais, investimentos e custeio e a compensação de receitas governamentais perdidas fez sangrar os cofres públicos de modo nunca antes imaginado, a proteção de desempregados e empresas foi um esforço hercúleo, mesmo assim, realizado a contento para desespero de certas organizações engajadas na oposição.

Disse também, o presidente, que desde o início suas preocupações incluíam os cuidados com a economia, ainda que seus adversários espalhassem o pânico na população e se iludissem com a sequência tão estúpida quanto fúnebre “vidas agora e economia depois”. Hoje, até a Organização Mundial da Saúde – OMS reconhece que suas próprias previsões macabras foram exageradas, e que Bolsonaro tinha razão ao alertar para a gravidade da questão econômica. No fundo, o objetivo da esquerda brasileira era arruinar o país e derrubar o presidente anti-establishment. A verdade é que a desinformação alarmista mencionada por Bolsonaro e o protocolo tardio aplaudido pela esquerda como “resultado da ciência” contribuíram para a morte de 140 mil brasileiros. O “vá pra casa e volte quando sentir falta de ar” foi para muitos, inegavelmente, uma sentença de morte, como reconheceu o Secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins (ver AQUI).

Quanto à questão ambiental, o presidente esfregou na cara de todos que o Brasil, sozinho, abastece de alimentos um sexto da humanidade, somos, portanto, imprescindíveis. Além disso, somos responsáveis por apenas 3% das emissões globais de GEE. Toda essa produção se dá com crescentes ganhos de produtividade e muito pouco avanço sobre a floresta, exibimos uma situação invejável quando se trata de agronegócio e de matriz energética. A rigor, a crítica europeia é uma cusparada pra cima.

Neste sentido, estudos da EMBRAPA, já corroborados por satélites da NASA e até pela ONU indicam que toda a área das propriedades nas quais produzimos alimento e matéria prima agrícola para o mundo não ocupa mais do que 30% do território brasileiro (por alguma diferença metodológica, Bolsonaro falou em 27%).  Nos EUA são 74%. Vale dizer, somos, de longe, o país que mais preserva sua base natural (66% do território), portanto há mais que “boa vontade” com a Amazônia neste debate – há interesses nem sempre claros. 

Os gráficos abaixo, que tomo emprestado de uma apresentação do Dr. Evaristo de Miranda, da EMBRAPA, deixam isso patente. Não duvidem, sob a capa de herói ambiental que quer salvar o mundo de uma destruição iminente, pode se esconder um protecionista estrangeiro, um ongueiro pendurado numa teta ou um inocente útil.

As queimadas, (sabemos por aqui mas não em Hollywood), se dão CONTRA a vontade do agricultor e do pecuarista. Para eles, embora aconteça em alguma medida, incendiar florestas é como queimar as próprias vestes. Pouco relatado é que grande parte dos incêndios se inicia nas margens das BR´s, em áreas urbanas ou periféricas das cidades. Além disso, pequenos produtores espalhados na imensidão da Amazônia, embora em pequenas áreas, são muitos a gerarem focos de calor percebidos pelos sistemas de monitoramento e controle. Enfim, há muita ignorância e má vontade a respeito dessa questão.

Corajosamente, Bolsonaro denunciou a campanha de desinformação que sofre seu governo, fora e dentro do Brasil. Alguma dúvida sobre o ataque sistemático, diário, permanente, exaustivo que ele e seu governo sofre, enquanto são omitidas ou minimizadas todas as suas ações e esforços em prol da sociedade? 

Penso, há na mídia brasileira um sentimento de orfandade em relação ao tucanismo e ao lulopetismo, que durante décadas seguraram a coleira dos que ladram contra Bolsonaro desde o primeiro dia de governo. Obviamente, isto não ocorreu gratuitamente. Muita grana pública irrigou os canais que alimentavam os formadores da opinião pública, derramando sobre ela seu progressismo crônico, gerado como estratégia gramscista desde o século passado.

Como em 2019, o presidente fez questão de mostrar seu alinhamento com as nações que erigiram altar à liberdade. Afirmar o Brasil como nação conservadora e de maioria cristã pode parecer ofensivo para os militantes identitários que trabalham enlouquecidamente pela destruição da fé, da propriedade e da família, mas certamente faz a comunidade internacional ver do que se trata. Aqui, não! Movimentos de agressão às nossas tradições, importados ou mimetizados, não encontrarão sócios no governo.

Sendo Bolsonaro como é, não poderia deixar de haver um pretexto para a polêmica. Ao dizer que as queimadas são provocadas por pequenos produtores, ribeirinhos e indígenas, o que não é toda a verdade, mas nem por isso é mentira, o presidente açulou os seus adversários em todos os níveis e instâncias. O mundo das celebridades e personalidades de ocasião saíram de seus confortos de quarentena gourmet para vociferar “Como assim? Ele disse que são os índios que tocam fogo na Amazônia?”.  Não, imbecil, ele disse que os focos de queimadas podem ser provocados inclusive por indígenas e caboclos (não sei como não acharam algum racismo nisso) que fazem seus roçados, e que os incêndios criminosos são combatidos. Extrair de suas palavras mais do que isso é apenas má fé previsível.

Em resumo, Bolsonaro disse na ONU que a nova direção anunciada no ano passado, apesar de tudo vai bem, e que em nível federal enfrentamos com coragem e determinação a pandemia, mantendo o olhar possível para a economia que, dependesse da oposição, estaria irremediavelmente destroçada para uma fácil tomada do poder. Aliás, no futuro, certamente o Brasil será estudado como o único país em que suas principais instituições, da mídia ao Supremo Tribunal Federal – STF, se juntaram para criarem condições de derrubada do presidente ao invés de combater a pandemia. “Que país é este?” perguntarão os historiadores. O presidente não caiu nem cairá, pelo menos, não por isto. Haveremos de prosseguir construindo um país que tenha a cara de seu povo, que busque reformas ao invés de revoluções, que almeje o progresso nacional ao invés do progressismo globalista.

De todo modo, creio, nenhum tijolo foi mexido, retirado ou acrescentado, no muro politicamente correto que cerca o presidente. Os discursos e manchetes já estavam prontos antes que ele fizesse o primeiro cumprimento aos participantes. O termo negacionista, normalmente utilizado quando se trata de nazismo, já estava escrito nas redações dos jornalões e dos seus sites de notícias, políticos cheios do bom mocismo que sobra quando não estão assaltando os cofres públicos ou invadindo propriedades alheias, já o tinham na ponta da língua independentemente do que dissesse Jair Bolsonaro na Assembleia da ONU.

Em minha humilíssima opinião, Bolsonaro não sai maior nem menor depois do discurso na Assembleia da ONU. Ser ele um pigmeu ou um gigante político depende mesmo é do valor que cada um de nós brasileiros der ao país, à soberania nacional, ao nosso modo de vida, à religião e à liberdade.


Valterlucio Bessa Campelo escreve às sextas-feiras no ac24horas.

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