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Falta de material de construção faz moradores esperarem até um mês por tijolos

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Em Cruzeiro do Sul, quem está construindo ou reformando tem sentido dificuldade para encontrar itens simples como ferro, forro de PVC e principalmente tijolo. Nas olarias da cidade há lista de espera para a compra do produto, que só será entregue em outubro. O milheiro é vendido a R$ 800.

O motivo da escassez do tijolo, segundo representantes da indústria e comércio, é a grande procura pelo material. A representante da Federação das Indústrias do Acre (FIEAC) de Cruzeiro do Sul, Janaína Terças, que é empresária do ramo de olaria, afirma que a liberação do Auxílio do governo federal e o período sem chuva, contribuíram para essa grande demanda pelo tijolo. ” Há muitas obras de construção e reforma na cidade e nos ramais e o tijolo leva 4 dias até ficar pronto”, conta ela.

Em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima há sete cerâmicas que produzem 1.900 milheiros de tijolos por mês e todas estão com pedidos em espera. Janaína Terças cita que o setor viveu uma grande crise financeira em 2014 e que, por isso, não investiu em estrutura para aumentar a capacidade produtiva. “Queremos investir mas é um momento de cautela porque não sabemos se essa procura se mantém ou é temporária “, pondera Janaína.

O funcionário público Lindomar Silva começou a construir um muro há dois meses e já parou duas vezes pela falta de tijolos. Agora comprou de um colega, que tinha tijolo e não ia precisar agora, por R$ 1 a unidade. “Em uma olaria a entrega seria para outubro e em outra pra novembro aí comprei mais caro de um conhecido para concluir meu muro”.

Nas lojas de material de construção não há forro de PVC para pronta entrega, além de outros itens. O empresário do setor, Tião Cameli, diz que a entrega de PVC pode demorar cerca de um mês.

Outro comerciante de itens de construção civil, Sandro Melo, destaca que houve alta de até 60% nos preços na fábrica, como em material elétrico. Afirma que também há falta de produtos, como ferro, para comprar nas indústrias. “Com isso chega a faltar materiais para oferecer aos nossos clientes. Vale ressaltar que no momento estamos agendando pedidos com fornecedores com no mínimo para 30 a 60 dias. Estamos lutando para que não falte materiais em nossa loja”, conclui.

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Cidades

Gerente do Depasa em Xapuri se retratará a candidato do MDB por fake news no Facebook

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O gerente do escritório do Depasa em Xapuri, Marcos Antônio Mansour, terá que publicar em sua página do Facebook uma mensagem contendo resposta do candidato do MDB à prefeitura de Xapuri, Carlos Venícius, por divulgação de notícia “sabidamente inverídica”, segundo decisão da Justiça Eleitoral em representação interposta pelo concorrente e seu partido.

Em uma publicação feita na rede social, Marcos Antônio Mansour afirmou que Carlos Venícius havia desistido da eleição e estaria apoiando o candidato do PT na disputa, Ubiracy Vasconcelos. Além disso, o representado foi acusado de, na mesma postagem, divulgar números referentes a uma pesquisa de intenção de votos que não possui prévio registro na Justiça Eleitoral.

Na representação protocolada no Juízo Eleitoral, a defesa do candidato do MDB pediu a imediata retirada dos conteúdos divulgados na internet, direito de resposta pelas mesmas formas que foi divulgada a propaganda e remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração da possível prática de crime de divulgação de pesquisa eleitoral fraudulenta.

Na decisão, o juiz eleitoral da 2ª Zona disse que restou satisfeita a presença dos elementos autorizadores da tutela de urgência (pedido de liminar), visto que a documentação juntada aos autos demonstrou a publicação em rede social de pessoa sabidamente identificada, bem como reconheceu que o conteúdo atingiu de forma negativa o candidato.

“Analisando o pedido de direito de resposta, conforme fotografia juntada aos autos, contendo um print screen da postagem objeto da presente representação, o representado veiculou notícia sabidamente inverídica, desabonando o seu limite de liberdade de expressão por não ter tido um mínimo possível de verificação da informação, a fim de confirmar sua veracidade”, disse o juiz.

O juiz determinou a intimação do Facebook, determinando a remoção do conteúdo publicado na rede social, e deferiu o pedido de direito de resposta para que Marcos Mansour “veicule em sua conta social na plataforma mensagem dos representantes, a ser elaborada em conjunto e contendo o máximo de 12 (doze) linhas digitadas em tamanho de tela de aparelho celular por prazo não inferior a 6 dias”.

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Cidades

Carreta do Hospital do Amor vai atender 3 mil mulheres no Vale do Juruá

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As secretarias de Saúde de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves estão cadastrando mulheres para a realização de exames de mamografia e de colo de útero (PCCU) na carreta do Hospital do Amor, que atenderá no Vale do Juruá. Em Cruzeiro do Sul, as inscrições devem ser feitas no Centro Cultural Cordélia Lima e nas demais cidades, em unidades de saúde.

O Coordenador do Hospital em Cruzeiro do Sul, voluntário Daniel Lambertucci, cita que a carreta virá à região quando houver inscrição de 3 mil mulheres para os exames de mamografia e PCCU nas 3 cidades. “Para justificar o deslocamento da carreta para o Juruá, a equipe de Rio Branco estabeleceu essa meta de atendimento para as mulheres”, explica ele.

Daniel Lambertucci acredita que cerca de 60 dias depois que o cadastro das mulheres for feito, a carreta virá realizar os exames. Não há informações sobre o procedimento para as mulheres das cidades de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

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Cidades

FIEAC entrega livros doados por colaboradores ao Ministério Público do Acre

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Ao todo, foram arrecadados 430 livros que variam entre literatura infantil, didática, artes e best sellers internacionais

Em apoio à campanha do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), o presidente da FIEAC, José Adriano, entregou 430 livros que foram arrecadados entre os colaboradores do Sistema Indústria (FIEAC, IEL, SESI e SENAI) aos representantes do órgão, nesta segunda-feira, 26 de outubro, na Sala de Reuniões da Presidência. Os temas das publicações variam entre literatura infantil, didática, artes e best sellers internacionais. De acordo com a iniciativa da MPAC, as doações beneficiarão a escola Frei Heitor Maria Turrini, que se localiza na Cidade do Povo, com objetivo de estruturar uma biblioteca para os alunos da instituição.

“Nós louvamos o Ministério Público com essa atitude tão nobre e gostaríamos que não parasse por aqui. Espero que tenhamos outros momentos como este. As crianças de lá estão muito expostas às mazelas sociais, portanto isto é o mínimo que podemos fazer. O Ministério Público pode sempre contar com a gente, a nossa parceria é 24 horas”, parabenizou Adriano.

A promotora de Justiça, Diana Tabalipa Pimentel, explicou que o órgão está desenvolvendo um trabalho com os professores e alunos da escola Frei Heitor Maria Turrini, promovendo a disseminação da cultura da pacificação, da redução de litígios, do fortalecimento social e do estímulo às soluções consensuais, por meio da mediação. “Quero agradecer especialmente o carinho com que os colaboradores do Sistema FIEAC trataram essa campanha: muitos compraram livros novos, outros doaram livros de que mais gostavam. Eu acredito que nós faremos a diferença na vida dessas crianças”, enfatizou.

Para a procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane Rodrigues, as palavras para a FIEAC são sempre de agradecimento. “Por essa parceria constante, que não nos falta. Se conseguimos fazer algo dentro do que nos propusemos a fazer socialmente, isso se deve a essa parceria, pois vocês sempre abraçam as nossas iniciativas”, elogiou. 

Em nome da comunidade, o coordenador de ensino da escola, José Valcleci Carvalho, afirma que a mudança da realidade dos alunos virá por meio da leitura. “Nossa comunidade é realmente carente, estamos tentando fazer a nossa parte e o pouco que conseguirmos, já será um grande feito. Por isso, queremos muito agradecer por esse trabalho que está sendo realizado conosco”, finalizou. 

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Cidades

Justiça boliviana anula ordem de prisão contra ex-presidente Evo Morales

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Foto: Reuters

A justiça boliviana anulou a ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo uma semana depois de seu afilhado político, Luis Arce, ser eleito presidente, informou nesta segunda-feira (26) o juiz Jorge Quino.

A ordem de detenção contra o ex-presidente, exilado na Argentina, foi suspensa porque “seus direitos foram desrespeitados, basicamente o direito à defesa, pois o ex-presidente não foi devidamente convocado”, disse Quino, presidente do Tribunal Departamental de Justiça de La Paz, à emissora Unitel.

Em 6 de julho passado, a Procuradoria Geral da Bolívia tinha acusado Morales de supostos crimes de terrorismo e seu financiamento e voltou a pedir sua prisão preventiva.

Outra ordem de prisão por insurreição e terrorismo havia sido proferida em dezembro contra o ex-presidente (2006-2019), após renunciar à Presidência em 10 de novembro em meio a uma convulsão social e a acusações de fraude eleitora.

O ex-presidente indígena e seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), repudiaram todas as acusações e afirmaram que elas tinham motivações políticas.

A Procuradoria havia aberto, ainda, outra ação contra Morales por suposta fraude nas eleições de outubro de 2019, nas quais conquistou a reeleição para um quarto mandato, mas foram anuladas em seguida, após denúncias de irregularidades. Não houve avanços sobre este caso na justiça.

Além disso, a Procuradoria tinha tentado, no começo deste ano, conseguir com que a Interpol emitisse uma ordem de prisão internacional contra Morales, mas a entidade se negou por considerar que se tratavam de assuntos políticos e não criminosos.

Morales foi alvo de várias acusações do governo transitório de Jeanine Áñez ao longo da campanha para as eleições de 18 de outubro, vencidas por Arce, seu ex-ministro das Finanças e artífice do “milagre econômico” dos 14 anos de seu mandato.

Em 4 de setembro, o governo boliviano contatou a Corte Penal Internacional (CPI), em Haia, para denunciar Morales por supostos crimes contra a humanidade pelos bloqueios de rodovias em agosto.

No entanto, esta ação pareceu ser meramente simbólica e em busca de ganhos eleitorais, pois um Estado pode pedir à CPI que examine se é procedente que intervenha em um caso determinado, mas a Corte só o faz em caso de fracasso do sistema penal nacional.

A Procuradoria boliviana havia dito que investigaria os bloqueios, mas nunca informou sobre os avanços.

Retorno à Bolívia

Há um ano vivendo no exílio, Morales definirá nos próximos dias se retorna ao país para a posse de Luis Arce, prevista para 8 de novembro.

“Acho que esta semana, até o final de semana, vamos decidir quando voltar e como voltar”, disse Morales à emissora Kawsachun Coca, de Chapare (centro da Bolívia).

“Muitos estão sugerindo que meu retorno seja no dia 11 [de novembro]. Saí dia 11 (da Bolívia para o México) e voltaria nessa data”, explicou Morales, que analisa as possibilidades.

O ex-presidente de esquerda buscou refúgio primeiro no México e depois na Argentina após renunciar à presidência da Bolívia.

“Estou muito grato ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, porque se ofereceu para me levar pessoalmente à Bolívia”, concluiu.

Na sexta-feira, o ex-presidente viajou de Buenos Aires, onde vive como exilado, para a Venezuela, com retorno marcado para domingo.

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