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Rocha alinha criação de ponte aérea entre Acre e Peru para alavancar exportações

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A classe empresarial do Acre veio a público comemorar mais uma possível conquista às relações internacionais do Estado. Isso porque após a garantia de que uma estrada será construída para ligar a cidade de Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru, o vice-governador Wherles Rocha está alinhando com diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília, a possibilidade de criação de uma ponte aérea entre o município do Juruá e a cidade peruana.

De acordo com Rocha, a ideia seria voos com aviões de pequeno e médio porte, com capacidade de até 46 passageiros. Para os membros do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, os voos de Cruzeiro do Sul a Pucallpa irão ajudar na economia do Estado.

O coordenador de Turismo da entidade, João Bosco Nunes, expôs a novidade aos empresários locais, ressaltando ainda a possibilidade de transporte de cargas, o que facilitaria o trabalho de exportação por parte dos dois países.

“Além da estrada passando por Pucallpa, podemos ter agora uma outra alternativa, que ajudaria e muito nas ligações transfronteiriças. Isto é importante para reafirmarmos nossa relação com o país vizinho”, afirmou. Nunes completou ainda que as negociações estariam em fase de conclusão. “E isso dá mais uma alternativa para o turismo transfronteiriço”, finalizou.

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Cotidiano

Em Xapuri, quase todos os pedidos de registro de candidaturas já foram julgados e deferidos

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O Juízo Eleitoral da 2ª Zona já julgou quase a totalidade dos pedidos de registro de candidaturas apresentadas em Xapuri. No caso das candidaturas majoritárias, todas já foram julgadas e deferidas pelo juiz Luís Gustavo Alcalde Pinto.

Das 78 candidaturas apresentadas no município, entre majoritárias e proporcionais, 72 (92,31%) já aparecem como deferidas, 5 (6,41%) foram indeferidas e 1 ainda aguarda julgamento. Os indeferimentos se deram por ausência de requisito de registro.

O fato mais relevante do processo de avaliação dos pedidos de registro de candidaturas em Xapuri foi o indeferimento da maior parte dos candidatos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Entretanto, após pedido de recurso a maioria delas foi validada.

Além de Xapuri, a 2ª Zona Eleitoral agrega também o eleitorado do município de Capixaba. Nas duas cidades, a Justiça Eleitoral convocou 324 mesários, entre voluntários e não voluntários. Nos dois municípios, 18.879 eleitores estão aptos ao voto.

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Cotidiano

Polícia Civil apreende três quilos de cocaína refinada e prende homem em flagrante

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Na tarde desta quarta-feira, 21, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), coordenada pelo delegado Karlesso Nespoli, prendeu J. S. da S., 37 anos em posse de aproximadamente três quilos de cocaína refinada em barreira montada no Trevo de Senador Guiomard, distante da capital 30 km.

A droga estava acondicionada em uma mochila do acusado que vinha de carona em um caminhão que seguia de Brasileia com destino a Rio Branco.

Os agentes da Denarc realizaram a abordagem e, após vistoria veicular, encontraram três pacotes da droga acondicionados em uma mochila pertencente ao carona que recebeu voz de prisão.

Após a prisão o acusado foi encaminhado à sede da especializada para prestar depoimento a autoridade policial. De acordo com o delegado ele será autuado pelo crime de tráfico de droga sendo colocado à disposição da Justiça.

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Cotidiano

Juiz eleitoral não acata pedido de impugnação e Leila Galvão tem candidatura mantida

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Nesta quarta-feira, 21, o juiz eleitoral Gustavo Sirena decidiu não acatar o pedido de impugnação da candidatura de Leila Galvão (MDB) à prefeitura de Brasiléia (AC). O pedido pela impugnação da candidatura de Leila Galvão havia sido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPAC).

Em sua decisão, o magistrado pontuou que Leila atende às condições de elegibilidade e os requisitos de registrabilidade.

“Além disso, não foi trazida aos autos nenhuma impugnação do registro de candidatura, notícia de inelegibilidade, ou foi constatada de ofício nenhuma hipótese de incidência da requerente em alguma das inelegibilidade constitucionais ou da Lei Complementar Nº 64/90”, afirmou.

Na ação, o promotor da 6ª Zona Eleitoral, Thiago Marques Salomão, alegou que existia inúmeras irregularidades da candidata relativas a processos oriundos do Tribunal de Conta do Estado do Acre (TCE), todas do período em que Leila Galvão foi prefeita do município.

Entre as acusações listadas pelo promotor, consta a acumulação ilegal de subsídios, com remuneração de cargo efetivo, pela então prefeita, referente ao exercício financeiro de 2009. Por essa razão, Leila foi multada pelo TCE em R$ 3.570,00. A penalidade foi aplicada em 28/09/2017, perdurando seus efeitos até 28/09/2025, ou seja, por 8 anos contados da data da decisão.

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Cotidiano

Voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford tomou placebo, não a vacina

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João Pedro Feitosa, que teve morte confirmada nesta quarta-feira (21) e participava dos testes da vacina de Oxford no Brasil, tomou o placebo – ou seja, não recebeu uma dose do imunizante em desenvolvimento. As informações foram enviadas por fontes da TV Globo.

O que se sabe sobre o caso

– Voluntário tinha 28 anos e era médico recém-formado

– Ele morreu devido a complicações da Covid-19

– Após avaliação de comitê independente, testes não foram suspensos

– AstraZeneca e Oxford alegam cláusulas de sigilo para não divulgar mais detalhes do caso

– Desenvolvedores dizem que comitê não viu preocupações de segurança relacionadas ao caso

– Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter sido notificada do óbito em 19 de outubro, e que foi informada que o comitê independente que acompanha o caso sugeriu o prosseguimento do estudo.

“O processo permanece em avaliação”, disse a agência (veja íntegra da nota abaixo).

Estudos mantidos

Tanto os desenvolvedores (AstraZeneca e Universidade de Oxford) quanto os envolvidos na aplicação dos testes (Unifesp e IDOR) ressaltam que estão impedidos de dar mais detalhes por questões éticas, mas ressaltaram que não houve indicação para suspensão do estudo. Além disso, lembraram que a pesquisa é baseada em um “estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford”.

Em nota, a Universidade de Oxford ressaltou que os incidentes com participantes do grupo controle são revisados por um comitê independente e que a “análise cuidadosa” não trouxe preocupações sobre a segurança do ensaio clínico.

A farmacêutica AstraZeneca informou ao G1 que também não pode fornecer detalhes extras por causa das cláusulas de confidencialidade, mas ressaltou que todos os processos de revisão foram seguidos. “Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento”, informou a empresa em nota.

A microbiologista Natália Pasternak diz que é preciso ter cautela e analisar com tranquilidade o ocorrido. “Pessoas que participam dos testes clínicos são pessoas, elas podem morrer pelas mais diversas causas. Pode não ter absolutamente nada a ver com vacina”, explicou a cientista, que ainda apontou que a investigação do caso pode ser demorada e levar dias.

Segundo Pasternak, a decisão de abrir as informações fica a critério do pesquisador e do patrocinador de cada pesquisa. O comitê independente, que recebe e analisa as informações sobre os testes, pode recomendar se vai abrir ou não dados sobre o caso.

“Por enquanto, é um efeito grave, lógico que morte é um efeito grave, mas isso é normal em testes clínicos e precisa ser avaliado”, completou.

Testes e acordo no Brasil

A vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal para uma futura campanha de vacinação contra o novo coronavírus.

O estudo está na fase 3 dos testes, e eles começaram no Brasil em junho. Nesta fase, a eficácia da vacina é verificada a partir do monitoramento de milhares de voluntários. No país, 8 mil voluntários já participam do estudo.

Antes da fase 3, sua segurança foi verificada em pesquisas com um número menor de voluntários e nenhuma reação grave foi verificada, somente reações leves (leia mais abaixo).

O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre.

Segurança da vacina de Oxford

Um estudo com resultados preliminares da vacina de Oxford (AZD1222) foi publicado em 20 de julho, na revista científica “The Lancet”. A pesquisa cita reações consideradas leves e moderadas e não fala sobre efeitos colaterais graves:

– Dor após a vacinação: 67% sem paracetamol; 50% com paracetamol.

– Fadiga: 70% sem paracetamol; 71% com paracetamol.

– Dor de cabeça: 68% sem paracetamol; 61% com paracetamol.

– Dor muscular: 60% sem paracetamol; 48% com paracetamol.

Os testes iniciais, das fases 1 e 2, foram realizados na Inglaterra, com 1.077 voluntários, divididos em dois grupos: 543 pessoas receberam a vacina experimental, e outras 534 receberam uma vacina de meningite (o grupo controle) – 56 participantes da vacina experimental receberam paracetamol profilático.

Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário

Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa:

“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.

Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância.

A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”

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