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Tardezinha é fechado por descumprir norma da vigilância

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Na noite deste sábado, 6, o restaurante Tardezinha Grill & Fishes foi fechado após receber uma equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária, acompanhada de policiais militares.

De acordo com um vídeo divulgado pelo proprietário da casa, Neto Brito, o motivo alegado pela equipe da vigilância foi o fato das mesas, mesmo estando no distanciamento determinado pelo decreto, que autoriza o funcionamento desse tipo de estabelecimento comercial, sendo ocupadas por mais de duas pessoas.

Em um longo texto nas redes sociais, o empresário desabafou e afirmou que houve falta de sensibilidade da fiscalização. Lembrou que havia álcool gel em todas as mesas e disse se sentir um bode expiatório. “A impressão que fica é de que somos bode expiatório, sendo o fechamento uma forma de mostrar alguma medida de combate ao vírus, mesmo que sem a sua efetividade comprovada, enquanto que as verdadeiras medidas de prevenção jamais foram tomadas, como por exemplo, a testagem e triagem em massa, FISCALIZAÇÃO OSTENSIVA de aglomerações e descumprimento de medidas sanitárias…etc”, relatou.

O desabafo do empresário encontrou eco entre os internautas. Muitos, lembraram que praticamente nenhum estabelecimento está respeitando o limite de duas pessoas por mesa e mesmo assim não foram fechados pelos órgãos de fiscalização.

OUTRA POLÊMICA

No mês passado, um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando a aglomeração de pessoas dentro do estabelecimento. O vídeo foi compartilhado pelo jornalista Altino Machado em suas redes sociais.

Segundo informações repassadas ao ac24horas, a lotação da casa noturna ocorreu após a empresa divulgar promoção de chopp “compre quatro e leve cinco”, assim como promoção de petiscos.

De acordo com o Pacto “Acre Sem Covid”, eventos que geram aglomerações só são permitidos na fase verde. Atualmente, o Acre se encontra na faixa amarela, entre elas, a ocupação só pode apenas 50% da capacidade total dos espaços e distanciamento de mesas de 2,5 metros.

No vídeo, é possível constatar diversos clientes sem máscaras e sem cumprir o distanciamento social. Em nota, Associação de Bares e Restaurantes lamentou a conduta da casa noturna e pediu punição.

Leia o relato completo de Neto Brito: 

Desde os primeiros casos de COVID19, em Rio Branco, nos preocupamos em saber mais sobre como ajudar na prevenção. Unir forças ao poder público, para contribuir no combate ao vírus.

Ontem, sábado (05/09), recebemos uma equipe de fiscalização sanitária em nosso estabelecimento, acompanhado de uma equipe da PM e, pasmem, até fotógrafo tinha. Mas quem somos nós para parametrizar uma equipe que representa um renomado órgão de fiscalização sanitária. Mas ficamos nos questionando o que advinha com todo aquele cenário midiático?
Infelizmente, nossa casa, foi fechada pela equipe de fiscalização, sobre o argumento raso de que ‘têm mesas com mais de duas pessoas’. Mesmo que, naquele momento, trabalhávamos conscientes de todas as diretrizes e normas. Faltou sensibilidade da fiscalização. Pois, argumentamos na hora do anuncio, que tivemos em diálogo com os representantes dos órgãos sanitários e demais órgãos de fiscalização, sobre a inviabilidade de algumas normas, que engessam as ações de quem busca trabalhar de forma correta nesta pandemia. Uma dessas normas era a permanência de somente duas pessoas por mesas, que era consenso dentre os órgãos que essa norma NÃO EXISTIRA mais nos Decretos. Pois era algo sem sentido. Por exemplo, como um estabelecimento receberia um aniversário com quatro integrantes de uma família ou amigos, com duas pessoas em cada mesa, essas com distanciamento de dois metros? Dentre outros questionamentos levantados.

Hoje, nos recusamos a ficar de luto pelo fechamento de nossa casa, que vem seguindo as determinações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde com uso obrigatório de máscaras! Controle de entrada! Distanciamento social das mesas! Disponibilização de álcool em gel em todas as mesas! Higienização constante dos ambientes e controle de temperatura, dentre várias outras ações, para garantir a segurança dos colaboradores e clientes.

A indignação, também, se respalda no simples fato de não existir nenhuma evidência técnica, nenhum estudo, que consolide que uma mesa com mais de duas pessoas seja foco de contaminação. A impressão que fica é de que somos bode expiatório, sendo o fechamento uma forma de mostrar alguma medida de combate ao vírus, mesmo que sem a sua efetividade comprovada, enquanto que as verdadeiras medidas de prevenção jamais foram tomadas, como por exemplo, a testagem e triagem em massa, FISCALIZAÇÃO OSTENSIVA de aglomerações e descumprimento de medidas sanitárias…etc.

Jamais fomos o problema nessa história, muito pelo contrário, é de conhecimento público e notório que as aglomerações e festinhas privadas jamais deixaram de acontecer e nunca foram objeto de qualquer trabalho de fiscalização e repressão, sempre com a justificativa da falta de pessoal e de estrutura para atender a todas as denúncias, mesmo com todos os recursos recebido do Governo Federal.

Não cabe a nós pagar o preço da falta de ação de uma fiscalização adequada para todas as aglomerações, essas estão nos jogos de quadra e campo, nas confraternizações em chácaras particulares, locais que em momento algum sofreram fiscalização por estarem descumprindo normas sanitárias. O que vemos, desde no início, é o fechamento seletivo dos estabelecimentos, com maior rigor de fiscalização em determinados locais. Por exemplo, a loja de material de construção era essencial à vida? Ela permaneceu fechada alguma vez?

A adequação da nossa casa foi feita com altos investimentos para que a saúde de colaboradores e clientes fossem resguardadas. As normas, Leis e Decretos sempre foram cumpridos, mas a conta chega justamente para quem fez o dever de casa. A conta chega para quem lutou e agiu além do que previa a Lei, para manter as portas abertas e os empregos dos colaboradores garantidos: NÃO PODEMOS FICAR SEM TRABALHAR!

Não é fácil ser Tardezinha! Estamos na média nacional dos 30% das empresas que mantiveram estáveis as atividades. Porque de cada dez empresas do Brasil, quatro fecharam as portas, destas 522 mil em decorrência da pandemia, são dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São muitas famílias desempregadas e sem perspectivas. Nós estamos fazendo a nossa parte!

Nós estamos sim, comprometidos com a saúde e com as vidas, mas queremos manter o compromisso de gerar emprego e renda, os quais, ao contrário do que vem sendo falsamente divulgado, são indissociáveis da saúde. Sem trabalhar estaremos de luto e amargando o dessabor de fazer a nossa parte, aliás, bem mais do que apenas nossa parte e, ainda assim sermos novamente prejudicados por ações seletivas de fiscalização. Não somos o vilão da transmissão da COVID19.

Estaremos sempre aqui, firmes e atentos as normas! Buscando diálogo sem seletividade! Para em um senso comum, levar o melhor para a população do nosso Estado, tão sofrida com poucas opções. Temos orgulho de sermos genuinamente acreanos e trabalhamos muito para oferecer o melhor.

Veja o vídeo:

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Acre

Deixados para trás: Belo Jardim, um bairro abandonado em Rio Branco

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O bairro Belo Jardim, formado a partir de invasão no fim dos anos 80, é um prato cheio para os oportunistas políticos que buscam se eleger na próxima eleição e nas outras seguintes no Acre. Com pouco mais de 8 mil famílias, de acordo com contagem da Associação de Moradores, vive dias de “esquecimento” pela atual gestão. Aliás, esquecimento foi a frase mais ouvida pela reportagem do ac24horas que percorreu as vielas da região por três dias.

Basicamente, segundo os moradores, o bairro tem uma lema até pejorativo: “no verão, poeira, no inverno, lama”. A pauta sugerida pela própria comunidade é uma forma de chamar a atenção das autoridades.

As reclamações são as mais variadas, desde a precariedade das ruas, à falta d’água, fato recorrente que atinge principalmente a parte mais afastada do bairro.

Durante o tempo que Kennedy Santos esteve pela região, conheceu a rua Tancredo Neves, que está sendo recuperada pelos próprios moradores. O dinheiro é fruto de vaquinha organizada entre eles. Confira a reportagem na íntegra:

video

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Acre

Instável, produção de leite cai 2,9% no Acre no 2º trimestre

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No Acre, no segundo trimestre de 2020, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal foi de 2,93 milhões de litros.

Este resultado significa um aumento de 27,6% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 2,9% em comparação com o 1º trimestre de 2020.

Regularmente, os 2° trimestres são períodos de menor captação, devido à etapa de entressafra nas principais bacias leiteiras do país, conforme avaliação do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre.

Além da sazonalidade, a pandemia da Covid-19 influencia pesadamente na economia leiteira. Tanto que os afiliados ao Projeto Balde Cheio, coordenado por várias instituições, entre elas a Ufac, adequaram a rotina de trabalho para possibilitar a continuidade da atividade produtiva durante a pandemia e reduzir prejuízos.

Mesmo com todo esforço e políticas específicas, a cadeia leiteira guarda complexidades. Como exemplo, praticamente nada mudou em uma década: em 2010 foram inspecionados 10 mil litros e em 2019, 11 milhões -mas chegou a 14 milhões em 2012, segundo o Anuário do Leite 2020, produzido pela Embrapa.

A produção total chegou a 70 milhões de litros em 2008 mas caiu para 43 milhões em 2018, que são os dados disponíveis no Anuário.

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Acre

Unidades de Saúde da zona rural de Rodrigues Alves não funcionam

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Nesta sexta-feira, 18, Liliane Silva Alves, grávida de quase 9 meses, teve que sair da comunidade rural Luzeiro, em Rodrigues Alves, andar a pé e mais uma hora e meia de barco pelo Rio Juruá, até chegar na sede do município para uma consulta de pré-natal. Perto da casa da grávida, na zona rural, há duas unidades de saúde recém-construídas, mas que seguem fechadas. No Luzeiro, a Unidade de Saúde da Família – USF Djalma Gomes construída pela prefeitura está pronta, mas não funciona.

Perto do Luzeiro, na Gleba da Pucalpa, a Unidade Básica de Saúde – UBS José Souza Correia, chegou a ser inaugurada, mas segue fechada com cadeado no portão.

As unidades foram erguidas pelo ex-prefeito Sebastião Correia. Ele morreu de infarto no dia 27 de julho, horas depois da inauguração na Pucalpa e o atual gestor de Rodrigues Alves, Jailson Amorim, não pôs nenhuma das unidades de saúde para funcionar.

Liliane, que poderia fazer o pré-atal perto de casa, reclama. ” Acordei de madrugada , andei no ramal e mais uma hora e meia de barco para fazer o pré natal com a enfermeira na cidade. Meu marido gastou R$ 50 de combustível para a gente ir e voltar sendo que eu poderia fazer tudo aqui mesmo se os postos de saúde estivessem funcionando”.

A Unidade de Saúde da Família USF João Santos de Alencar da Comunidade São Gerônimo, que chegou a ser inaugurada pelo prefeito Jailson Amorim, no dia 13 de agosto, mas também não tem atendimento para a comunidade local. Na sede do município, também há problemas: não há medicação básica para diabéticos, hipertensos e o público em geral.

O secretário de Saúde de Rodrigues Alves, Everton da Silva Farias, explicou que há problemas na rede de energia elétrica das novas unidades e o principal é a falta de médicos, enfermeiros e técnicos. Ele disse que o atendimento às comunidades será feito de forma itinerante com intervalos de 15 dias, mas só depois que a prefeitura conseguir resolver a falta de medicamentos no município .” Na terça feira, 22, faremos um pregão para a compra de medicamentos e aí vamos começar a fazer o atendimento itinerante da zona rural e para isso teremos que tirar profissionais das unidades da cidade”, citou o secretário.

Rodrigues Alves tem, segundo dados do IBGE de 2017, 17.945 habitantes e cerca de 78 % da população mora nas zonas rural e ribeirinha do município.

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Acre

CRM mantém fiscalização do atendimento à pandemia no interior

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O Conselho Regional de Medicina do Acre está em fiscalização pelo interior do Acre. Nesta quinta-feira (17), o Hospital Epaminondas Jacome e quatro unidades de saúde de Xapuri foram vistoriadas.

A inspeção foi realizada pelos conselheiros Alberto Soares Neto e Ana Isabel Coelho. O objetivo é acompanhar o funcionamento das unidades de saúde do estado do Acre durante a pandemia.

Entre as unidades que foram fiscalizadas estão Unidade Básica de Saúde Tia Vicencia; Unidade de Saúde da Família Mauro José Lima de Souza, USF José Francisco Silva; e USF Dr. Felix Bestene Neto.

A equipe de fiscalização verificou tanto a disponibilidade dos equipamentos de proteção individual (EPIs) aos servidores de Saúde, medicações e de profissionais lotados na unidade. Além do fluxo e protocolo de atendimento dos pacientes.

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Bombando

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