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Em agosto, Acre teve mais de 5 mil novos infectados na fase amarela e 77 óbitos

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O ac24horas fez um levantamento junto aos dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) do dia 1º ao 31 de agosto, mês em que o Acre saiu da bandeira laranja da Covid-19 e passou para amarela, onde permanece até o momento. Segundo os dados, o Acre registrou 5.257 novos contaminados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos 22 municípios acreanos durante esse período. A média é de 169 casos confirmados por dia.

Além disso, do dia 01 até 31 de agosto, foram contabilizadas 77 mortes decorrentes de complicações da doença, assim, registrando em média 2,5 mortes por dia. Já em relação ao número de altas, o Estado registrou um aumento considerável: no início do mês eram 14.147 e encerrou com 16.620, registrando um número de 2473 acreanos curados da Covid-19, gerando assim, em média, 80 altas por dia.

No dia 05 de agosto, data em que o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 anunciou a nova classificação de risco definida pelo Pacto Acre sem Covid, todas as regionais do estado avançaram para o Nível de Atenção (Bandeira Amarela), mas após ser feita uma nova avaliação no dia 19 de Agosto, o Comitê decidiu por manter o Acre na faixa de amarela.

O motivo?

As avaliações feitas entre os dias 2 e 15 de agosto, colocaram o Acre mais próximo de um regresso para a fase de alerta (representada pela cor laranja), do que para a faixa verde de cuidado, que é a última do plano de retomada das atividades montado pelo Pacto Acre Sem Covid.

Um dos motivos para o mantimento da faixa foi a falta de controle da doença em algumas regionais do estado. Com isso, todas as regionais se mantiveram na fase de atenção.

“Se nós relaxarmos nas medidas teremos um retrocesso. Queremos o avanço, mas no momento não temos esse preparo e esse cenário. Temos um cenário em algumas regionais pouco controlado e em outras que podem regredir”, explicou a coordenadora do Comitê, Karolina Sabino.

Ainda segundo a coordenadora, a região do Vale do Juruá é a que se encontra com o melhor cenário dos indicadores. Já a do Alto Acre, nos últimos 14 dias, teve um aumento no número de mortes e de novos casos.

Uma nova rodada para analisar os números do dia 16 de Agosto até o encerramento deste mês está prevista para ocorrer essa semana.

Cenário amenizado

Nessa última semana, segundo levantamento feito pelo ac24horas, o Acre não apresentava desde o fim de abril uma taxa tão baixa de mortes pela doença. Os dados levam em conta o intervalo de 8 dias.

No dia 23 de agosto, o número de mortes pela pandemia era de 600 pessoas. Neste domingo, dia 30, o registro de óbitos é de 609 vítimas fatais, ou seja, no período de oito dias foram confirmadas 9 mortes pela doença. A média que é de 1,12 morte por dia é a comprovação de que se a população mantiver os cuidados necessários de higiene e evitar aglomeração, é possível vencer a pandemia. Vale ressaltar que o Acre viveu semanas onde a taxa foi de quase 9 mortes diárias.

Desde o registro do primeiro óbito, em 6 de abril, 609 pessoas já morreram por conta da doença. Desse total, 69,6% são de pessoas acima de 60 anos. No Acre, morrem mais homens (60,8%) do que mulheres (39,2%). Apesar da grande maioria dos óbitos (66,8) ser do grupo de risco, a doença também acomete àqueles que mantêm uma vida saudável, já que 33,2 não tinham histórico de comorbidades.

Embora já tenha apresentado uma diminuição, o número de novos casos continua alto. Entre os dias 23 e 30 de agosto, o Acre registrou 928 novas pessoas contaminadas com o novo coronavírus, o que gera uma média aproximada de 115 novos casos por dia.

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Aumento no desmatamento da Amazônia faz Leo de Brito exigir explicações de Bolsonaro

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O aumento abrupto no desmatamento da Amazônia fez com que o deputado federal Leo de Brito (PT-AC) protocolasse nessa terça-feira, 1, um Requerimento de Convocação para que o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, preste esclarecimentos sobre a problemática. O documento pede ainda que a Casa Legislativa convide o vice-presidente da República, que é chefe do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, à Câmara Federal apresentar explicações sobre o tema.

O assunto veio à tona após o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgar no último mês de novembro o aumento de 9,5% do desmatamento da Amazônia em relação ao período anterior (agosto de 2018 a julho de 2019), que registrou 10.129 Km² de área desmatada. No total, foram derrubados 11.008 Km² de floresta nesse período. A área desmatada é a maior da última década, segundo os dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Inpe.

Para Leo de Brito, o assunto de extrema relevância em âmbito nacional e internacional e que precisa ser tratado com responsabilidade.

“A destruição da floresta amazônica segue em ritmo acelerado no Brasil, a taxa de desmatamento na Amazônia aumentou 34% nos últimos 12 meses, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Inpe. É a segunda alta consecutiva nos primeiros dois anos de gestão do presidente Jair Bolsonaro, o governo deve explicações para a sociedade”, disse o parlamentar. Ainda segundo dados do Inpe, mais de 9,2 mil quilômetros quadrados (km2) de floresta foram derrubados nesses 12 meses (uma área equivalente a seis vezes o tamanho do município de São Paulo), comparado a 6,8 mil km2 no período de agosto de 2018 a julho de 2019, que já trouxe um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

O parlamentar diz ainda que o governo Bolsonaro tem demonstrado um verdadeiro descaso com o meio ambiente, o desmatamento na Amazônia, no Pantanal e em outros biomas é resultado da falta de uma política séria, responsável. “Essa notícia estarreceu a todos, no Acre, na Amazônia, no Brasil e no mundo, nosso país precisa cumprir suas metas com o Acordo de Paris, e nós vamos estar firmes, cobrando e fiscalizando para que esse descaso não continue”, finalizou Leo de Brito. Os convocados têm o prazo de 30 dias para responder o Requerimento, em caso de não atendimento ou recusa, pode incorrer no crime de responsabilidade.

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No Acre, mais da metade das crianças de creches estão em instituições sem saneamento básico

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Os dados fazem parte de um estudo elaborado pelo Observatório do Marco Legal da Primeira Infância (Observa).

O Observa é uma iniciativa da Rede Nacional Primeira Infância – RNPI e da ANDI – Comunicação e Direitos, entidade que desempenha a função de secretaria executiva da rede para o período 2018-2021.

Formada em 2007, a RNPI é a principal articulação de alcance nacional a ter como missão o fomento de políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das crianças de 0 a 6 anos de idade. Sua composição é democrática e plural, acolhendo hoje mais de 200 instituições de diferentes dimensões e perfis.

Mais de 20% das crianças matriculadas em creches ou em pré-escolas do Brasil estudam em instituições de ensino sem saneamento básico. O pior cenário é o vivenciado por alunos que estão na pré-escola, os quais 28% carecem do serviço. Já nas creches, 21% das crianças não contam com saneamento.

No Acre, os números são ainda piores. De acordo com a pesquisa, apenas 44% das crianças matriculadas em creches têm acesso ao saneamento básico. A entidade considera como saneamento, água filtrada, esgotamento sanitário e coleta de lixo.

A situação das pré-escolas é ainda pior. O percentual cai para 39%.

O relatório do Observa também ressalta para as desigualdades sociais fora das salas de aula. Citando uma pesquisa do IBGE do ano passado, o documento aponta que 22% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos viviam em situação de extrema pobreza, o que significa que elas moravam em domicílios com renda familiar per capita de até ¼ de salário mínimo.

Miriam Pragita, coordenadora da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e diretora da Comunicação e Direitos (Andi), diz que é dever do Estado oferecer uma boa qualidade de vida aos pequenos. Ela afirma que a raça é um fator de exclusão social de grande peso no país. “Uma criança negra que mora em uma região periférica, com um alto índice de vulnerabilidade social, vivencia uma realidade completamente diferente de uma criança branca que habita em uma área mais privilegiada”, explica.

Segundo a pesquisa do Observa, o acesso ao saneamento por alunos de pré-escolas e creches em cada uma das regiões brasileiras é desigual. Enquanto na região Sudeste, a falta do serviço atinge 6% das matrículas em pré-escolas e 5% alunos de creches, na região Norte os mesmos índices chegam a 75% e 71%, respectivamente.

Especialistas em Saúde afirmam que a falta de saneamento pode ocasionar em doenças como cólera, hepatite A, leptospirose, entre outras.

O relatório do Observa alerta também que a pandemia da Covid-19 fez com que se aumentasse a procura por creches improvisadas que, geralmente, são destinadas a alunos de baixa renda que os pais precisam trabalhar. De acordo com o documento, “os espaços irregulares, muitas vezes sem contar com controle de higiene e fiscalização, podem inclusive elevar as chances de propagação do vírus.”

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Socorro Neri institui comissão de transição e Bocalom indica nove pessoas para o processo

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A prefeita Socorro Neri (PSB) instituiu nesta terça-feira, 01, a Comissão Especial de Transição de Mandato no Poder Executivo com atribuição de organizar as informações da atual gestão municipal.

No domingo, 29, após a derrota para Tião Bocalom (Progressistas), Socorro Neri anunciou, por meio de nota pública, que iniciaria o processo de transição.

Em nota nesta terça-feira, 01, a prefeitura destacou que apesar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ainda não ter emitido o ato com o disciplinamento para o processo de transmissão de cargo, a atipicidade do pleito eleitoral deste ano torna necessário dar celeridade a este processo, já que Bocalom e a sua equipe terão menos de um mês para conhecer a máquina pública e a engrenagem.

Dando prosseguimento a transição, o prefeito eleito, Tião Bocalom (Progressistas) indicou nove pessoas para fazer parte da comissão de transição que terão total acesso às informações sobre o funcionamento dos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Município, às contas públicas e aos programas e projetos do governo municipal.

Os nove indicados são: Artur Liborino Neto (gestor público), Antônio Cid Ferreira (contador), Marcus Lucena (administrador), Valtim Silva (gestor público), Francisco Lima (administrador), Eracides Souza (agropecuarista), Joabe Queiroz (bacharel em Direito), Ailton Oliveira (jornalista) e Alcione da Silva (licenciada em Matemática).

Da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), compõem a comissão cinco pessoas: Márcio Oliveira (secretário da Casa Civil – presidente da Comissão), Janete Santos (secretária de Planejamento), Sâmya Gouveia (secretária de Finanças), Ada Derze (Controladora-Geral do Município) e Raquel Eline Albuquerque (Procuradora-Geral do Município).

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Edvaldo diz que estrutura que elegeu Gladson desmoronou com resultado das urnas

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Ao fazer análise do resultado eleitoral no Acre nas eleições 2020, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse nesta terça-feira (1/12) em sessão remota da Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) que o governo entra no mês dezembro em situação política de intensas conversas e tensões na sua relação com equipe e forças políticas.

“A construção de Gladson que o levou à vitória desmoronou um ano e quatro meses depois, às vésperas das convenções municipais. O cimento que o unificou para vitória tinha prazo de validade e este venceu dois dias após o resultado das eleições”, disse o deputado do PC do B.

De acordo com o líder da oposição na Aleac, os fatores são o fatiamento e distribuição de cargos e a base desmoronada. “O governo tem então de reconstruir para a próxima etapa”, frisa.

“Quando finalizar dezembro aquilo que era escadaria acima vira ladeira abaixo. A contagem será regressiva e não progressiva”, diz o parlamentar, que vê “grande alvoroço” entre forças políticas. “O espatifado das eleições é grande”.

Ele citou o caso do vice-governador Major Rocha, que cobrou publicamente a aquisição de sacolões para a assistência social do Estado. Nisso, Edvaldo vê ambiente hostil no Palácio Rio Branco. “Esse é um contexto em que Diário Oficial do Estado será todo dia observado. A remodelagem trará dias interessantes neste fim de ano”, diz Edvaldo.

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