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Acre vai analisar decretar situação de emergência por queimadas e seca nos rios

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Foto: ac24horas.com/Sérgio Vale

A situação das queimadas somada com a seca em todas as bacias do Rio Acre pode resultar em decretação de estado de emergência na próxima semana. Autoridades da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Casa Civil do Acre vão se reunir na próxima segunda-feira, 31, para verificar se os critérios analisados até agora em relação aos incêndios ambientais e recursos hídricos são suficientes para o decreto de emergência ou não.

Na capital acreana, o manancial está marcando 1,47 metros e se aproxima da menor cota já registrada nos últimos quatro anos. A situação se repete nos municípios do interior. Em Brasileia, o rio baixou 4 centímetros nesse sábado, 29, e marca apenas 1,22 metros.

“Estamos em todas as bacias do Rio Acre com cotas baixas e com isso aparecem as dificuldades. Uma delas é a questão da captação de água pelo Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa)”, explica o coronel James Gomes, da Defesa Civil do Estado.

O Depasa, inclusive, já está fazendo a captação de água com bombas flutuantes, o que reduz a capacidade de abastecimento à população. A previsão atual é de que o Acre passe os próximos sete dias sem chuva. “Com isso, as variáveis climáticas vão contribuindo para que favoreça a questão dos incêndios”, destaca Gomes.

Sem chuvas, elevação da temperatura e redução da umidade relativa do ar, as queimadas têm um cenário ideal e preocupante no Estado. “As queimadas desse ano estão acima da quantidade do ano passado. Toda essa situação complica a saúde das pessoas, somada a pandemia do coronavírus, que fica bem mais complicado”, salienta o coronel.

Possibilidade do estado de emergência

A reunião da próxima segunda-feira vai verificar o nível da situação das queimadas e escassez dos recursos hídricos neste período. A decretação do estado de emergência depende de critérios, como: redução do nível das águas, ausência de chuvas, quantidade de focos de calor, entre outros. “Esse cenário está contribuindo pra que a gente decrete situação de emergência, mas vamos ter que conversar pra ver como o Acre está, se ainda tem recurso que possa atender essa situação para nós fazermos o plano de contingência”, afirma a Defesa Civil.

Em alguns municípios acreanos, já estão sendo acampadas brigadas do ICMBio ajudando na questão dos incêndios ambientais, como em Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

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WWF incentiva uso de drones contra crimes ambientais no Acre

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A organização WWF está apostando no uso de drones para monitoramento de áreas remotas e desde o ano passado, com o registro de altas taxas de desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira, deu início a um projeto de utilização de veículos aéreos não tripulados –popularmente conhecidos como drones- para monitorar territórios e tentar antecipar problemas.

Desde então, foram doados 19 drones para 18 organizações diferentes, espalhadas em seis estados do Norte do Brasil –num investimento que, apenas em equipamentos, soma cerca de R$ 300 mil. Essas organizações recebem ainda capacitações e outras ferramentas que otimizam o uso dos dados gerados pelos drones, como GPS, telefones celulares e notebooks.

Entre as organizações que estão recebendo este apoio estão o Batalhão de Policiamento Ambiental do Acre; a Apitem (Associação do Povo Indígena Tenharim Morõgwitá), no Sul do Amazonas; a Amoprex (Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes), em Xapuri, no Acre; o Instituto Kabu, no Pará; e as prefeituras das cidades amazonenses de Boca do Acre, Apuí e Humaitá.

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Imac já emitiu 4 mil licenças ambientais no governo Cameli

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O governo do Acre publicou nesta sexta-feira, 18, um comunicado afirmando que o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) “trabalha dentro legais e de forma não burocrática” e que, em função disso, já expediu cerca de 4 mil licenças ambientais desde 2019 até este mês de setembro.

Esse trabalho, diz o órgão, possibilita a aquisição de linhas de crédito junto às instituições bancárias pelos produtores.

Atualmente, no instituto, não existe nenhum licenciamento atrasado, informou o presidente do Imac, André Hassem. “A demora maior dos licenciamentos é daqueles que não preenchem as formalidades requeridas pela legislação estadual e federal. Quando assumimos, havia processos parados desde 2011, hoje não há mais”, esclareceu.

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Acre supera 6 mil focos de queimadas em 2020, mostra o Inpe

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Desde 2016, o Acre não registrava essa quantidade de focos de calor no período de 1º de janeiro a 17 de setembro. Naquele ano, foram 6.588 contra 6.260 em 2020.

Com relação a 2019, há um crescimento de 15% no número de focos detectados pelo satélite de referência AQUA Tarde – 6.260 contra 5.417 focos.

No total de focos por estado, o Acre está em 8º lugar no Brasil, com 4,4% do total acumulado nas 27 unidades da federação. Nas últimas 24 horas, foram 314 registros, 57 apenas em Rio Branco.

Sena Madureira (56), Xapuri (43), Bujari (36), Brasiléia (16) e Porto Acre (14) foram os outros municípios acreanos com mais registros nesta quinta-feira,17 de setembro.

A Amazônia tem a maior quantidade de focos de queimadas desde o ano de 2010. Em 2020, são 68.486 focos registrados contra 60.470 do ano passado, uma diferença de 13%.

A situação mais dramática do fogo hoje no Brasil é a do Pantanal, com 15.835 focos de queimadas, 202% a mais do que em 2019, quando foram registrados 5.233 focos.

Os dados completos estão no Boletim de Monitoramento de Focos de Calor do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe.

 

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Prefeito de Porto Walter tem prestação de contas negada

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O prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary (MDB), que é o atual presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), teve sua prestação de contas do exercício de 2017 considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que aponta uma série de erros do gestor.

A Corte de contas encaminhou cópia da prestação ao Ministério Público do Estado do Acre e à Câmara Municipal de Porto Walter para adoção de procedimentos administrativos.

Segundo o TCE, Barbary descumpriu o limite máximo de 54% da receita corrente líquida com despesas de pessoal e não criou o sistema de controle interno da gestão. Segundo o conselheiro Ronald Polanco, a prefeitura deixou de contabilizar R$ 43 mil do valor integral das Obrigações Patronais, além de empenho em valor maior que o contratado, referente ao contrato nº 001/2016, firmado com a empresa Vance Assessoria & Auditoria Contábil Eireli – ME. As informações são do Diário Eletrônico do Tribunal de Contas.

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