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Acre é o Estado que apresenta maior redução na taxa de homicídios, diz Atlas da Violência

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Ainda assim, em 10 anos a taxa de homicídios no Acre cresceu mais de 140%, saltando de 19,6 para 47,1 em 2018

O Atlas da Violência, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto de Econômica Aplicada (Ipea), é reconhecido como o mais completo instrumento de análise da violência no país e tem papel nortear as políticas públicas do setor de segurança. Nesta quinta-feira, 27, foi publicada a edição deste ano com números referentes ao ano de 2018.

A publicação coloca o Acre como o Estado em que houve a maior redução na taxa de homicídios em todo o Brasil por cada 100 mil habitantes. Em 2017, a taxa no Acre foi 62,2 assassinatos por cada 100 mil pessoas. Já em 2018, esse índice caiu para 47,1. Uma redução de mais de 24%.

De acordo com o entendimento do Atlas, essa diminuição foi provocada pela trégua de facções criminosas à época e que durou até agosto do ano passado. “No Acre, a partir de 2016, quando foi deflagrada a guerra entre o CV e o Bonde dos 13, aliado do PCC, o número de homicídios aumentou vertiginosamente na rota do tráfico, do Alto Juruá (região de fronteira com a Bolívia) à Região Metropolitana de Rio Branco. Em 2018, circularam “salves” em mensagens via WhatsApp, anunciando uma trégua entre as facções, que teria durado até agosto de 2019, quando novas mensagens teriam orientado seus membros para a guerra”, explica a publicação.

O Atlas ressalta que “se houve ou não um armistício velado, ou mesmo declarado, o fato é que o número de homicídios diminuiu substancialmente, ainda que o estado tenha ficado com uma taxa por 100 mil habitantes de 47,1, acima da média nacional. Como causas da diminuição dos homicídios nesse estado, não se pode descartar também a atuação do governo estadual, que, nos últimos anos, fez vultosos investimentos na segurança pública”, conclui.

Apesar de o dado ser positivo, os números deixam bem claro o quanto a violência é alta e uma das principais preocupações do acreano. No período de 10 anos, a taxa de homicídio por 100 mil habitantes no Acre cresceu mais de 140%, saltando de 19,6 homicídios em 2008 para os 47,1 registrados em 2018.

Outro dado preocupante é o assassinato de mulheres. No Acre, a variação em 10 anos foi de 169,2%. Em 2008 foram registrados 13 assassinatos de mulheres. Já em 2018 esse número subiu para 35 assassinatos. Os números colocam o Acre como o 3º Estado onde a taxa de homicídios de mulheres mais cresceu em 10 anos.

Entre 2008 e 2018, o Brasil teve um aumento de 4,2% nos assassinatos de mulheres. Em alguns estados, a taxa de homicídios em 2018 mais do que dobrou em relação a 2008: é o caso do Ceará, cujos homicídios de mulheres aumentaram 278,6%; de Roraima, que teve um crescimento de 186,8%; e do Acre, onde o aumento foi de 126,6%.

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Acre tem previsão de queda na safra de todos os grãos, menos da soja, que deve crescer 484%

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A soja será a exceção na safra de grãos em 2020 no Acre, segundo se constata dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão é de queda na produção de todos os grãos, menos a soja, que, ao contrário, tem previsão de crescer mais de 484% em 2020.

Fora isso, a previsão é desoladora. A estimativa para a safra estadual de grãos caiu em agosto e deve chegar a 86.852 mil toneladas em 2020, ficando 3,4% abaixo da safra de 2019.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto, divulgado no dia 10 de setembro pelo IBGE. A expectativa mais forte é de queda da produção de quase todos os produtos pesquisados.

Os dados foram compilados pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre. No dia 14 de fevereiro, o governador Gladson Cameli abriu oficialmente a colheita da soja no Estado na propriedade de Jorge Moura, em Capixaba, onde foram plantados 2,1 mil hectares do grão.

Nesse contexto, os dados do IBGE confirmam a expectativa da Secretaria de Produção e Agronegócio, que viu colheita de 15 mil sacas em todo o Estado em 2020 – um recorde -, na avaliação da Sepa.

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Nota do Colégio Militar Tiradentes no Ideb é de 6,0 e fica acima da média nacional

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O Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar do Acre (PMAC), conseguiu alcançar 6 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em relação aos dados de 2019 e, assim, ficou acima da média nacional no ensino fundamental II, que ficou em ficou em 4.9. Tais séries abrangem do 6º ao 9º ano. Nesse quesito, o estado do Acre ficou em 4.8.

A Instituição Educacional Militar afirma que o resultado é fruto de uma metodologia de ensino com base na disciplina, na valorização do civismo e dos valores morais e éticos. “O índice é uma vitória, pois estamos trabalhando com um pensamento de fazer a diferença e de contribuir cada vez mais com a educação do nosso estado e o resultado é satisfatório”, disse ao Notícias do Acre o major PM Agleison Alexandrino, diretor do Colégio Militar Tiradentes.

O Ideb foi criado no ano de 2005 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), e possui como objetivo medir a qualidade do aprendizado do ensino básico no país.

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Após 15 dias, Gladson torna sem efeito exoneração de 5 comissionados da lista do PSDB

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Em meados de agosto, o ac24horas publicou uma lista com cerca de 30 nomes de cargos comissionados indicados pelo PSDB que seriam supostamente indicações da deputada federal tucana Mara Rocha e que seriam exonerados por conta do deterioramento da relação política entre a parlamentar e o governador Gladson Cameli.

No Diário Oficial do último dia 4 de setembro, a confirmação. O governador exonerou, de uma única vez, 17 comissionados que estavam na lista que vazou. As reações foram imediatas. O vice-governador, Major Rocha, se manifestou por meio e uma nota onde disse: “De minha parte, como um velho soldado que enfrentou o petismo de frente, enquanto muitos que estão no nosso governo se banqueteavam com o PT no Acre e/ou em Brasília, como alguém que ajudou a conquistar a vitória que tivemos, me resta lamentar o rumo que estamos tomando”, ao finalizar o texto. Rocha reiterou ainda que dos 17 demitidos, apenas 9, sem identificá-los, eram indicados da irmã.

Praticamente 15 dias após as exonerações, no Diário Oficial desta quinta-feira, 17, Gladson Cameli torna sem efeito a demissão de 5 comissionados que estavam na lista e que foram exonerados. Estão de volta ao governo os cargos comissionados Antônio Clécio Souza Cardozo, Edilaine Istefani Franklin Traspadini, Mirtes Maria Firmino de Souza, Mayara Bitencourt de Oliveira e José Gabriel da Silva França

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Pesquisadores locais e internacionais se mobilizam na defesa de geoglifos do Acre

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Após denúncias de aterramento em geoglifos localizados no Acre, um grupo de pesquisadores locais decidiu montar uma frente de ampla defesa aos sítios arqueológicos do Estado. Uma reunião ocorrida no último final semana concretiza a formação de um trabalho que será feito a várias mãos para evitar a destruição desses monumentos. São pesquisadores acreanos, de outros estados brasileiros e de outros países mobilizados na garantia da proteção desses locais.

A ideia do grupo é manter e dar seguimento a um estudo aprofundado dessas marcações geométricas, que possuem total ligação com a colonização da Amazônia, antes mesmo da chegada dos europeus.

“Tem uma importância histórica a reunião que fizemos na última sexta-feira, motivada pelas denúncias que aconteceram com os geoglifos da fazenda Crixa, em Capixaba. Trata-se de um patrimônio cultural amazônico e decidimos fazer uma frente de pesquisadores locais, regionais, nacionais e internacionais, em defesa desse patrimônio cultural”, disse o professor Gerson Albuquerque, diretor do Museu de História da Universidade Federal do Acre (Ufac), em entrevista à Rede Amazônica no Acre.

Segundo Albuquerque, o objetivo é unir esforços com a própria sociedade acreana, além de instituições e organizações sociais. “Há uma necessidade do estudo e a Universidade tem um papel preponderante nesse campo. É um trabalho que deve se feito de maneira interdisciplinar”.

Os estudiosos afirmam que tais marcações na terra em forma geométrica são a base do conhecimento. “A compreensão do mundo começa com esse campos da busca, da indagação, da percepção do homem no mundo e na natureza. As ciências devem se juntar para compreender esses sítios e sua importância para a Amazônia e da humanidade”, garante Gerson.

Também participaram da reunião o paleontólogo Alceu Ranzi, o arqueólogo Eduardo Neves, da Universidade de São Paulo (USP) e o superintendente do Instituto Federal da Amazônia (Ifam).

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