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Aumento salarial, uma dura lição do passado!

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A decisão do Senado de derrubar o veto do presidente da república ao reajuste salarial de servidores públicos no meio da pandemia da C-19 e uma crise econômica tão profunda como essa me fez viajar no tempo.

Há 26 anos eu era repórter político do jornal A Gazeta. O Acre vivia uma efervescência política. Dois anos antes o governador Edmundo Pinto havia sido assassinado no hotel Del La Volpe, em São Paulo. A pressão dos sindicatos do serviço público por reajuste salarial extrapolava o bom senso. A luta era política e todos queriam ganhar bem. O governador à época foi ameaçado de impeachment. A cada dia a situação se agravava ainda mais. Encurralado durante um encontro com a direção sindical ele mandou chamar o secretário da Fazenda.

_ Estou dizendo que o governo não tem condições de conceder aumento salarial como querem os sindicatos, está aqui o secretário da Fazenda para explicar.

_ É mentira, tem condições sim! Não dá porque não quer seu ladrão, corrupto! Fora! Fora! Fora! Impeachment já!

Não resistindo mais a pressão e cansado das acusações o governador disse ao secretário que desse o aumento que os sindicatos pediam.

_ Não podemos fazer isso, governador! Vamos atrasar os salários, o estado vai quebrar, será o caos!!!

_ Já disse isso, mas eles não entendem. Dê o aumento, quanto é que vocês querem mesmo?

O aumento foi considerável. A festa durou pouco tempo. Meses depois se transformaram na maior tragédia vivida pelo funcionalismo público acreano. Se não me falha a memória (afinal de contas são 26 anos), o governo atrasou quatro meses de salários mais o 13º salário.

Vieram as eleições. O governador que assumiu fez um Plano de Demissão Voluntário (PDV) e parcelou os vencimentos atrasados dos que não foram demitidos. Os servidores, antes respeitados, não tinha crédito para comprar um quilo de feijão fiado na mercearia, um sapato numa loja ou uma cibalena na farmácia. Muito menos a farda dos filhos para irem à escola.

Hoje a situação é muito parecida. A presidência da república, o Paulo Guedes, Rodrigo Maia, governadores e prefeitos querem evitar. Infelizmente alguns senadores não têm a menor responsabilidade com o país. Querem ver o Brasil no fundo do poço, destroçado!

Todos merecem um bom salário, mas esse não é o momento de conceder reajuste. Como fica o restante da população? E as finanças do estado e das prefeituras. E os próprios servidores se os salários começarem a atrasar? É bom lembrar que de 2018 para 2019 já batemos no pau da trave. Esqueceram?

“Moro, onde não mora ninguém/ onde não passa ninguém/ onde não vive ninguém/ é lá onde moro que eu me sinto bem… (Agepê)

. O título do artigo acima “Uma dura lição do passado” até parece título de filme (drama) da Netflix.

. O governador Edmundo Pinto foi morto a tiros no hotel Della Volpe, em São Paulo.

. Della Volpe (italiano) significa em português “da raposa”, hotel da raposa.

. Edmundo foi levado como uma presa para o “covil da raposa”.

. Voltando ao presente:

. O governador Gladson Cameli está indo para um lado e seus aliados mais próximos no PROGRESSISTA para o outro.

. Terá consequências!

. Na verdade, tudo tem consequência; causa e efeito!

. O novo prefeito de Cruzeiro do Sul, vereador Clodoaldo, não disse o que disseram que ele disse em relação a apoiar o MDB; ele vai mesmo com o PROGRESSISTA.

. Depois da eleição se saberá finalmente o tamanho verdadeiro de cada partido.

. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, pode voltar para o PSL ou mesmo para o PROGRESSISTA seu mais antigo partido.

. Aqui no Acre o governador Gladson poderá com seu grupo político para o PSDB, já os tucanos podem todos ir para o PSL.

. Políticos são como macacos que pulam de galho em galho (não é crítica, é constatação).

. Só não do PT; se o Marcus Alexandre tivesse deixado o PT, sei não ó!

. O povo é quem diz!

. Essa eleição será uma eleição bem diferente, aguardem!!

. Alguém (sujeito oculto) manda dizer que em algumas prefeituras existe rachadinha; por favor o endereço é outro, vá no MPE local. Se não tiver vai na PF.

. Muitas denúncias são por conta da campanha eleitoral, mas que tem, isso tem!

. Bom dia!

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