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Artistas acreanos persistem no sonho de viver da arte em tempos de pandemia

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O ac24horas saiu da cidade grande para dar visibilidade a dois artistas acreanos pouco conhecidos. Eles são bastante diferentes, olhando pelo tipo de trabalho que fazem, mas com a essência semelhante a tantos outros que se dividem entre fazer duas coisas ao mesmo tempo. Viver da arte já é algo que deve ser compreendido como raro por essas bandas da Região Norte.

Para chegar à chácara do Remilson, artesão que trabalha móveis rústicos, o videomaker Kennedy Santos teve que pegar estrada de asfalto e barro pelo ramal 14, da estrada que liga Acrelândia a Plácido de Castro. No verão, quase não tem problema de acesso, mas no inverno, sim.

O artesão vive de maneira simples em uma bela casa onde mora com dois filhos e a esposa, que não estava presente durante o tempo que a equipe fez o registro. O espaço é todo mobiliado com recursos da floresta. Ele trabalha de forma sustentável, aproveitando tudo que a natureza entrega para ele de “mão beijada”.

Na cidade vizinha, Acrelândia, o videomaker mostra a história de Xaolin, jovem artista que mesmo tendo percebido o dom artístico aos cinco anos de idade, o desprezou por um longo tempo, mas a arte estava grudada no coração dele. Os anos se passaram e depois de fazer as pazes consigo mesmo, voltou a desenhar. Seus desenhos impressionam pelos detalhes. Veja o vídeo até o fim e compartilhe, quem sabe possa influenciar positivamente outras pessoas.

Assista ao vídeo:

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Cidades

Dois são presos por fazer tiroteio no meio da rua em Cruzeiro do Sul

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A Polícia Militar prendeu na noite desse sábado, 26, dois homens acusados de promover disparos de arma de fogo em plena via pública de Cruzeiro do Sul.

A detenção ocorreu após a PM receber denúncias de que dois indivíduos estariam fazendo disparos de arma de fogo em frente a uma residência, no bairro João Alves.

As guarnições foram até o local, conversaram com os denunciantes e saíram em busca dos suspeitos, os quais foram localizados escondidos em uma oficina nas proximidades. “No local foi dada voz de prisão aos infratores e conduzidos a delegacia para as demais fases do flagrante, juntamente com os indivíduos foi apreendido um revólver calibre 38”, informou o 6°BPM.

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Destaque 7

60% do fogo em UCs no Acre está na Resex Chico Mendes

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Reportagem do jornalista Leandro Chaves para o projeto especial Amazônia Sufocada, publicada na última sexta-feira, 25, pela plataforma InfoAmazonia, mostra que a Reserva Extrativista Chico Mendes é a unidade de conservação federal que mais queima no Acre, segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com a publicação, há pelo menos oito anos a Resex Chico Mendes concentra mais da metade dos focos entre as UC’s. Em 2020, a unidade acumula 60,24% do total nessas áreas. De 1º de julho a 23 de setembro deste ano, foram registrados 2.053 focos de calor na reserva, o que representa 60% das queimadas entre as unidades de conservação (UCs) federais acreanas e mais de 8% do total no estado, no período.

A reportagem destaca ainda que a segunda reserva extrativista que mais queimou neste ano no Acre, a do Alto Juruá, foi responsável por 13% do total do identificado nas unidades federais no estado. Em relação a 2012, início da série histórica do satélite analisado pela InfoAmazonia, a quantidade de queimadas em 2020 mais que dobrou no território (o total deste ano é o segundo maior recorde, atrás apenas de 2019, que teve 2.641 focos).

Leandro Chaves conversou com Silvana Lessa, ex-chefe local do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que trabalhou na Resex entre 2012 e 2016. Ela ressaltou que nem todos os focos de queimadas na área são para abertura de pasto e que muitos moradores ateiam fogo de forma controlada, para a criação de roçados para a subsistência. Ainda de acordo com ela, os incêndios florestais, de maiores proporções, são concentrados, em sua grande parte, nos limites da reserva com a rodovia BR-317, que liga o Acre à Bolívia e ao Peru.

“Essas áreas da reserva próximas à rodovia ficam nos municípios de Xapuri e Brasiléia e são de fácil acesso para muitos de fora do território. O índice de entrada irregular e as consequentes práticas ilegais vêm aumentando porque não há controle, falta gestão. O ICMBio não tem recursos pessoais e financeiros suficientes para lidar com o problema”, relatou.

O órgão, que gerencia a Resex, dispõe de apenas três analistas e dois técnicos, além do chefe, para cuidar dos quase um milhão de hectares da Chico Mendes. O território perpassa os municípios de Rio Branco, Brasileia, Xapuri, Assis Brasil, Capixaba, Sena Madureira e Epitaciolândia, no sudeste do Acre.

Nos últimos dez anos, o número de famílias dentro da reserva dobrou de 2 mil para 4 mil, diferença que inclui tanto o crescimento populacional natural, quanto a chegada de arrendatários que prolongam a permanência na área, não sendo raro o arrendamento de terra por parte de moradores para a criação de gado por grupos de fora da reserva.

Fiscalização “capenga”

O ex-prefeito de Xapuri, Júlio Barbosa de Aquino, secretário-geral da Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), reitera que a capacidade de fiscalização do ICMBio é “capenga” e isso contribui para o aumento do desmatamento e dos incêndios florestais.

“Sempre foi assim, mas, nos últimos anos, é possível observar um verdadeiro desmonte no órgão. Para se ter ideia, os fiscais só podem se deslocar para apurar denúncia com autorização de Brasília. Se fizerem por conta própria, serão chamados a atenção”.

Para Aquino, o aumento das queimadas na área está diretamente relacionado ao avanço da atividade agropecuária na reserva, ao passo que o fogo tradicional para pequena agricultura não causa impacto na floresta.

InfoAmazonia agrega dados e notícias sobre a Amazônia, a maior floresta tropical contínua do planeta. O projeto é sustentado por uma rede de organizações e jornalistas que oferecem atualizações constantes dos nove países da região.

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Cidades

Xapuri é o município com maior acúmulo de queimadas no Acre em 48 horas

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De acordo com as imagens apenas do satélite de referência AQUA Tarde, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município acreano de Xapuri foi o primeiro do estado e o terceiro do país a registrar mais focos de queimadas nos últimos dois dias – foram 51 detecções nesse período.

A presença do fogo pôde ser observada em áreas próximas à zona urbana, como nas imediações do bairro Sibéria, no lado oposto do Rio Acre, na última sexta-feira, 25, onde uma extensão de vegetação foi incendiada propositalmente, segundo moradores que relataram risco a propriedades, animais e residências.

De acordo com o comando do Corpo de Bombeiros no município, o fogo foi controlado no período da tarde e novamente provocado à noite. A tenente Marcela Sopchaki informou que uma guarnição retornou ao local, com o apoio de policiais militares, para retomar o combate ao fogo.

O Acre já registrou, em 2020, 7.295 focos de queimadas, 17% a mais do que no ano passado, quando o estado teve 6.218 ocorrências no mesmo período, segundo o banco de dados do Programa Queimadas. O acúmulo é o maior desde o incêndio histórico que atingiu a Reserva Extrativista Chico Mendes em 2005.

Os municípios acreanos com o maior número de focos de queimadas desde 1º de janeiro são: Feijó, com 1.486 (20,4% do total do estado), Tarauacá, com 972 (13,3%), Sena Madureira, com 843 (11,6%), Rio Branco, com 570 (7,8%) e Manoel Urbano, que acumula 419 focos (5,7%).

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Acre

Bocalom deve iniciar campanha após voltar de visita à esposa

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Fora do Estado do Acre em visita à esposa, Elisabeth Bocalom, que vive há 5 anos numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) domiciliar na cidade de Maringá (PR), o candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), só deve iniciar a campanha nas ruas da capital acreana na próxima terça-feira, dia 29.

Bocalom chega ao Acre nesta segunda, dia 28, mas irá aguardar a chegada do senador Sérgio Petecão, principal liderança do partido, para dar início às andanças pela cidade. Ele tem como vice-candidata à prefeita a ex-deputada federal Marfisa Galvão, esposa do senador Sérgio Petecão (PSD).

Aos 67 anos, Tião Bocalom, que já foi vereador, prefeito por 3 vezes em Acrelândia e secretário de Estado, aposta no cuidado da zona rural para multiplicar a economia da cidade.

“Sou um liberal e cristão convicto é tento errar o menos possível. Estou na política para servir. A partir de hoje, humildemente como sempre fiz, estou me colocando à disposição de nossos queridos rio-branquenses, mais uma vez, para ser o prefeito que quer cuidar com muito amor de nossas crianças, jovens e adultos”, escreveu em mensagem disparada neste domingo, 27, nas redes sociais.

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