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Todas as regiões do Acre passam para a bandeira laranja

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Após mais 14 dias de avaliação pelo comitê do governo do Acre junto a representantes do pacto Acre sem Covid, ficou decidido nesta segunda-feira, 20, que todas as cidades do estado agora passam a integrar a bandeira laranja em relação à pandemia do coronavírus, que indica fase de alerta e permite a flexibilização do comércio, com reabertura gradual dos estabelecimentos.

A regional do Alto Acre, do Baixo Acre/Purus e Juruá/Tarauacá/Envira ficaram com nota 13 na análise que ocorreu entre o dia 5 a 18 de julho. O relatório técnico aponta que, com esta nota, todos os 22 municípios que compões as regionais verificadas poderão adotar as medidas de flexibilização do decreto que impedia o funcionamento de estabelecimentos considerados não essenciais durante a pandemia da Covid-19.

Embora a mudança de faixa seja concretizada, não significa que o Acre esteja livre da pandemia. Pelo contrário. De acordo com a coordenadora do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, Karolina Sabino, agora deve haver apoio redobrado da sociedade com relação às medidas de distanciamento, higienização e responsabilidade no combate ao vírus, uma vez que haverá circulação maior de pessoas nas ruas.

Para chegar à conclusão de que todas as cidades passariam para a bandeira laranja (alerta), a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi determinante. A regional Juruá e Tarauacá/Envira conseguiu permanecer na faixa de alerta, sem regredir para a fase de emergência.

Templos religiosos e academias, por exemplo, só estão liberadas para reabrir a partir da bandeira amarela, que indica uma faixa de atenção por conta do vírus. Ainda esta semana, o comitê estará reunindo todos os prefeitos do Acre num workshop para apesentar os dados coletados nos últimos 14 dias e, que assim, os gestores possam avaliar qual a melhor forma de garantir uma reabertura do comércio de maneira segura, levando em conta as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do pacto Acre sem Covid.

“O objetivo principal desse processo é criar estratégia a fim de promover um ambiente harmônico para que haja proteção a saúde e desenvolvimento econômico”, explica Sabino, garantindo se tratar de um processo com afinidade científica. Este já é o terceiro ciclo de classificação em meio à pandemia no estado, que dentro de um conjunto de 7 indicadores, chega a uma nota geral que varia de 0 a mais de 15. Dependendo da nota ao final do somatório dos indicadores analisados, há a classificação das regionais.

Se for igual ou superior a 15, significa que a região se encontra em estado de emergência, devendo manter com as atividades fechadas. Entre 11 a 14, aponta para a faixa laranja, com possibilidade da reabertura gradual do comércio. Com nota de 6 a 10, significa faixa amarela, estado de atenção e com permissão para abertura de igrejas e academia. Já nota de 0 a 5, indica a faixa verde, apontando para o cuidado com a infecção do vírus e abertura total do setor econômico e demais atividades que possa haver aglomeração de público.

A regional do Alto Acre e o Baixo Acre reduziu significativamente a taxa de ocupação em leitos de UTI, podendo ser reclassificada para a faixa laranja. Embora o Acre tenha apresentado redução no número de óbitos recentemente, este não é o único, nem o indicador mais importante para a reabertura do comércio. “Óbito não influencia tanto quanto a taxa de ocupação em leito de UTI. Com queda no leito de UTI, há um impacto muito maior”, diz a coordenadora.

O Alto Acre obteve nota de 12,20 nessa classificação, e com o arredondamento, chegou a nota 13. A regional Baixo Acre/Purus ficou com nota 12,82, também ficando com arredondamento para cima e alcançando nota 13, ambas pairando na bandeira laranja, onde Juruá, Tarauacá/Envira já está desde a última classificação.

“Flexibilização não é relaxamento. Quanto mais se flexibiliza, mais rígido temos que ser em elação às medidas sanitárias, pois mais aglomeração vai haver por conta do movimento das atividades comerciais”, salienta o governo do Acre.

A próxima coletiva para divulgação da nova classificação das regiões está marcada para ocorrer no dia 5 de agosto, com avaliação entre os dias 19 e 1° de agosto. O governo irá divulgar nos próximos dias uma plataforma online onde será possível verificar todas as informações sobre o funcionamento das atividades econômicas neste período de faixa laranja.

“Com a abertura de algumas atividades, a população deve entender que há necessidade de se resguardar e fazer acontecer o isolamento para controlar a proliferação viral”, conclui Sabino.

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Polícia apreende Ford Fusion de Fonseca e SW4 do irmão de Bittar

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A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira, 4, dois mandados de busca veicular autorizados pelo juiz Cloves Augusto, da 4ª Vara Criminal de Rio Branco. A ação faz parte dos desdobramentos da operação “Toque de Caixa”, que prendeu o ex-diretor-presidente do Depasa, Tião Fonseca, e está na busca de também prender sua esposa, Delba Nunes Bucar, dona da Bucar Engenharia, que está em Brasília em tratamento de saúde.

Os agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e aos Crimes contra a Ordem Tributária e Financeira (Decor) apreenderam hoje dois veículos de luxo de uso de Tião Fonseca e do irmão do senador Marcio Bittar (MDB), o ex-diretor-financeiro, Edson Siqueira, que teve sua casa alvo de busca e apreensão.

Mesmo não sendo de propriedade dos alvos da operação, a PC apreendeu um Ford Fusion de uso de Fonseca e uma SW4 de uso de Siqueira.

O ac24horas apurou que a apreensão dos bens faz parte da etapa da construção de bens para garantir o valor de R$ 560 mil que supostamente teria sido desviados do Depasa por meio de um pagamento a empresa da mulher de Fonseca.

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Uso de Azitromicina salta de 20 para 90 mil em Rio Branco

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O medicamento Ivermectina, que também é usado no tratamento de Covid-19, está em falta desde maio

A secretária municipal de Saúde em Rio Branco, Maria Jesuíta, explicou nesta terça-feira, 04, na tribuna popular da Câmara de Vereadores, o motivo para a falta de alguns medicamentos nas unidades de saúde da capital acreana. Jesuíta destacou o esforço do município em manter abastecida todas as 57 farmácias de responsabilidade da prefeitura de Rio Branco, mas que a demanda exacerbada por Ivermectina e Azitromicina, por exemplo, fez com que esses medicamentos usados no tratamento da Covid-19 começassem a faltar nos postos.

“Tivemos um aumento de uso dos medicamentos, por exemplo a Azitromicina, que é um item que a gente passou de 20 mil mensal para 90 mil mensal, com isso esgotou o nosso estoque”, pontuou. Ela destacou que a secretaria municipal de Saúde trabalha para suprir a demanda desses remédios, porém, ressaltou que não é só Rio Branco que sofre com o desabastecimento de remédios.

“A gente tem trabalho muito com esses desafios e nós temos percebido que não é só Rio Branco que está faltando remédio. A Ivermectina, por exemplo, encerrou no nosso estoque em maio e estamos tentando adquirir, mas até agora nada. Todas as capitais estão tendo a mesma dificuldades e a gente tá tentando fazer um processo de licitação com farmácias que trabalham com remédios manipulados para tentar suprir essa demanda”, afirmou.

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Acre lança megaoperação de combate a crimes ambientais

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FOTO: DIEGO GURGEL

O Governo do Estado do Acre iniciou nesta segunda-feira, 3, a Operação Focus II. Por meio de um conjunto de ações integradas entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o objetivo é intensificar a fiscalização e o monitoramento de áreas rurais no combate aos ilícitos ambientais, como o desmatamento, queimadas e exploração ilegal de madeira nos meses mais secos do ano. Além das medidas repressivas, orientações educativas também serão levadas ao público.

Em todo o estado, oito equipes estão distribuídas nas cincos regionais (vales do Baixo Acre, Alto Acre, Purus, Tarauacá/Envira e Juruá). Com o auxílio de imagens de satélite, cerca de 200 profissionais terão informações em tempo real sobre os crimes praticados nas áreas consideradas mais críticas.

De acordo com o diretor-presidente do Imac, André Hassem, o governo acreano vem trabalhando desde o início do ano no enfrentamento e prevenção aos delitos ambientais. O gestor relatou ainda que, por ordem do governador Gladson Cameli, não será tolerado, em meio à pandemia do novo coronavírus, o aumento no número de queimadas em áreas particulares e nas unidades de conservação de responsabilidade do Estado, ações que configuram também crimes contra a saúde pública.

“Historicamente, agosto e setembro são os meses em que há aumento no número de queimadas. Somente em 2019, foram mais de 30 mil atendimentos médicos relacionados a problemas respiratórios em Rio Branco. Neste ano, por conta da pandemia, estamos vivendo uma situação atípica e temos uma preocupação de saúde pública. Pedimos o apoio da população, que nos ajude e evite as queimadas e os demais crimes ambientais”, afirmou.

Estado aplicará multas mais severas aos infratores

Hassem disse ainda que, por conta da situação de pandemia, o Estado foi orientado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e Ministério Público Federal (MPF) a aplicar o artigo 62, do Novo Código Florestal. A nova medida assegura punições mais severas para os autores de crimes ambientais.

FOTO: DIEGO GURGEL

“A multa mínima foi aumentada de R$ 1,5 mil para R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 5 milhões. Desde abril, estamos pedindo para que às queimadas sejam evitadas, portanto, não aceitaremos mais esse tipo de prática que prejudica milhares de pessoas”, explicou.

Segundo o comandante do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), major Kleison Albuquerque, foram efetuadas, nos últimos meses, 16 prisões de pessoas em flagrante delito de invasão e desmate em florestas estaduais, o que é proibido por lei. “O nosso principal objetivo é garantir a saúde e o bem-estar de todos. Piorando a qualidade do ar, vai sobrecarregar o sistema de saúde”, pontuou.

Para o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Batista, o momento é de reflexão e conscientização. Diante da maior crise sanitária da história mundial, Batista pediu a colaboração de todos para que a situação não seja potencializada com o aumento das queimadas. “Quem pratica queimadas prejudica a si próprio, seus familiares, amigos, idosos e crianças. Estamos com nossas equipes em campo e em situação de flagrante, vamos conduzir o responsável até a delegacia para a realização dos procedimentos legais”, frisou.

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Acre registra queda em internações por síndrome respiratória grave

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O monitoramento de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), realizado diariamente em hospitais da rede pública (Sesacre) em hospitais conveniados ao SUS (Filantrópicos) e privados, identificou 222 pacientes internados nos estabelecimentos monitorados nesta segunda-feira, 3. Desses,149 têm teste positivo para Covid-19.

Do total hospitalizado, 44 estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 178 em leitos (clínicos, obstétricos ou pediátricos). A média de internação geral dos últimos 7 dias foi de 237 pacientes, observando-se uma redução de 7,2% no total de internação, e acordo com o último Boletim Informativo da Assistência à Saúde no Acre.

Nas regionais, o Baixo Acre teve, nesta segunda-feira, taxa total de ocupação de UTI’s 38,6% – 27 leitos ocupados de um total de 70 localizados no Pronto Socorro (10), hospital de campanha do Into (50) e hospital Santa Juliana (10), em Rio Branco. Quanto aos leitos de enfermaria, a taxa de ocupação na regional do Baixo Acre é de 35,6% – 95 ocupados de 267 existentes.

Na regional do Juruá, a taxa de ocupação de UTI’s é de 50% – 10 leitos ocupados de 20 existentes. Nos leitos clínicos a taxa de ocupação é de 53,7% – 51 ocupados de 95 existentes. O Juruá tem ainda 2 leitos pediátricos sem ocupação, no momento da atualização do boletim, e 6 obstétricos, dos quais 2 estão ocupados – taxa de ocupação de 33,3%.

No Alto Acre, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria subiu de 42,1%, registrada neste domingo, 2, para 52,6% nesta segunda-feira, 3. Dos 19 leitos disponíveis na regional, 10 estão ocupados. Desses pacientes, 9 têm diagnóstico positivo para covid-19. Não existem UTI’s instaladas na regional.

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