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Dono do Tardezinha é acusado de descumprir quarentena ao realizar festa de aniversário

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O perfil Vacilões do Acre (vaciloscvdr_ac) criado no Instagram para denunciar pessoas que descumprem o decreto de não realizar aglomerações criou mais uma polêmica. A mais nova teria acontecido durante toda noite de sábado e madrugada deste domingo, 19, com a comemoração de aniversário do empresário Neto Brito, proprietário do Tardezinha, dono de um dos principais restaurantes de Rio Branco e de uma das casas noturnas mais badaladas da capital acreana.

A festa, na casa do empresário, com direito a som ao vivo, de acordo com a denúncia do perfil, teria reunido dezenas de pessoas, todas sem máscaras, o que vai de encontro ao decreto em vigor que proíbe aglomerações.

O perfil na rede social expôs diversas fotos e vídeos e ainda condenou o empresário por ter pedido alimento como convite para a festa com o objetivo de ajudar famílias atingidas economicamente pela pandemia. “Saiba que pedir alimento para poder aglomerar não faz de você uma pessoa melhor. Não encha suas redes sociais de discursos falando de comércio e famílias que precisam enquanto você dá esse exemplo. Esperamos sinceramente que toda a população veja o exemplo que pessoas como você estão dando em meio a essa pandemia e pensem duas vezes antes de desfrutar de empreendimentos que nem o seu”.

O outro lado

O ac24horas conversou com o empresário. Neto garantiu que sua festa não teve aglomeração e havia lista certa de convidados.

“Teve lista de convidados, quantidade de pessoas certa, tudo como se manda, ninguém está livre desse vírus, vamos ter que aprender a conviver com ele. Nossa cidade está toda na rua, trânsito igual, lojas trabalhando de portas fechadas, e o pior é que sempre esteve aberto, sem fiscalização. Mercados, banco, loja de material de construção, tudo lotado, sem fechar, agora a gente quando faz alguma, é maior problema”, afirmou Neto.

O empresário enviou um vídeo da entrada da festa, onde mostra que os convidados passando por um termômetro infravermelho, usado para medir a temperatura de forma digital, e também recebendo álcool nas mãos como prevenção.

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Promotor pede multa de R$ 1 milhão por Gol manter voos suspensos em Cruzeiro do Sul

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O promotor de justiça Iverson Rodrigo Monteiro Bueno, da Promotoria de Defesa do Consumidor de Cruzeiro do Sul, do Ministério Público do Acre (MPAC), pediu na 2º Vara Cível de Cruzeiro do Sul a elevação de multa diária de R$ 300 mil para 1 milhão da Gol Linhas Aéreas, pela empresa descumprir a ordem judicial que determinou a volta dos voos entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC).

O promotor ainda requereu o bloqueio diário das contas da Gol e pediu condenação por litigância de má-fé em 9% sobre o valor de R$ 1 milhão. O aumento da multa diária de R$ 300 mil para R$ 1 milhão se deu após a Gol Linhas Aéreas descumprir ordem judicial que determinava a volta dos voos no último dia 05 de agosto, o que não ocorreu.

O promotor alega que a Gol, mesmo com os voos suspensos, tem deixado a rota aberta de Cruzeiro do Sul e Rio Branco vendendo passagens até dezembro de 2020 e incluindo até 2021 mesmo sem ofertar o serviço.

Em argumentação na Justiça, a Gol afirmou que a rota de Cruzeiro do Sul e Rio Branco é inviável de ser explorada economicamente. O promotor afirmou que a decisão da Gol demonstra um total descaso com a população do Vale do Juruá, que depende exclusivamente deste único serviço público de transporte aéreo, que deveria ser prestado de forma eficiente e contínua.

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Mãe de Eliza fala sobre goleiro Bruno: ‘Justiça dá tudo a ele, e cadê o corpo da minha filha?’

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Há dez anos sem respostas sobre onde está o corpo da filha, Eliza Samúdio, sua mãe, Sônia Samúdio, vê Bruno Fernandes voltar ao futebol. Em 2013, o goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado no caso envolvendo a ex-namorada Eliza. Hoje, ele cumpre pena em regime semiaberto e é contratado pelo Rio Branco-AC. “É como se ele estivesse matando a Eliza de novo”, diz Sônia, em entrevista ao Delas.

A mãe de Eliza diz que gostaria que Bruno nunca mais voltasse para o futebol. “Quando ele volta, passa a ser aclamado, aplaudido e admirado”. Para Sônia, falta respeito à memória de Eliza cada vez que alguém o defende.

Em coletiva de imprensa, o presidente do Rio Branco, Neto Alencar, afirmou que “como cristão” acredita na ressocialização do goleiro e que ele deve ter uma segunda chance. “E aí? Cadê a segunda chance da minha filha? As pessoas não conseguem se colocar no lugar de uma mulher violentada ou morta.”

“O Bruno é defendido por milhares de pessoas e todos os dias eu vejo Eliza ser culpabilizada. As pessoas comentam que ‘ela pediu por isso’. Quer dizer que quando uma mulher vai na justiça pedir os direitos do filho ela está pedindo para morrer?”, questiona Sônia.

Sônia não acredita no arrependimento de Bruno ou segunda chance para ele. “Isso não vai trazer a Eliza de volta. Ele teve tempo para pensar lá atrás. Ele poderia ser outro Bruno, mas preferiu matá-la. Achou que ninguém ia descobrir, que ia ficar impune por ser goleiro do Flamengo e que não acreditariam na história dela. Eu só queria ter paz, mas eu nunca vou ter. Minha dor não vai amenizar.”

‘Meu único pedido é saber onde está o corpo de Eliza’

Apesar de os envolvidos no crime já terem sido condenados, o corpo de Eliza ainda não foi encontrado. “Tudo o que o Bruno pede na justiça é concedido a ele. Meu único pedido é saber onde está o corpo de Eliza e isso eu não tenho. É uma resposta que não posso dar para o meu neto”.

Em 2012, Sônia ganhou a guarda definitiva do neto, Bruninho, filho de Eliza e Bruno Fernandes. Hoje, o menino tem 10 anos. “Ele perguntou para mim: ‘Onde a minha mãe está enterrada?’ Eu tive que falar que não sabia, porque o assassino sumiu com o corpo da minha filha — e isso dói muito”.

Sônia não esconde do neto a verdade sobre o crime e prefere não criar a esperança de que um dia se saberá o que foi feito com o corpo de Eliza. “Acho que nunca vamos ter uma resposta”.

‘O que a justiça fez quando ela pediu socorro?’

Sônia diz que percebe a falha na Justiça desde quando a filha denunciou Bruno por violência doméstica, em 2009. “A Eliza fez vários boletins de ocorrência contra ele. O que a Justiça fez quando ela pediu socorro?”, questiona. “Só em setembro 2010 teve a primeira audiência da Lei Maria da Penha, mas sem a vítima, porque Bruno já tinha assassinado a Eliza”.

Apesar disso, Sônia diz que a Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio foram importantes avanços no combate à violência contra a mulher, mas acredita que ainda é preciso ser feito mais para impedir que crimes — como o assassinato de Eliza — aconteçam.

“Esses crimes bárbaros contra a mulher só vão acabar quando o homem tiver punição. Isso ainda acontece porque eles acham que nada vai acontecer. O Bruno matou a minha filha, tentou matar o meu neto e pegou quantos anos? A sentença era de 22 anos e três meses. Não chegou a ficar nem dez preso . Por quê? Porque as nossas leis são fracas”.

Sônia conversa com muitas pessoas que tiveram filhos assassinados e diz que a revolta é geral. “A vontade de muitos é fazer justiça com as próprias mãos, porque a nossa não está fazendo isso pelas nossas vítimas”.

Falta de apoio

Todos os dias, Sônia conta que vê outras mães passando pelo o mesmo que ela e chorando a morte das filhas. Em São Paulo, por exemplo, o número de mulheres mortas em casa dobrou na quarentena. Por isso, faz questão de participar de um grupo de mães de mulheres desaparecidas e assassinadas. “Ligo e converso com outras mães. Se eu tivesse tido um núcleo de apoio como esse, seria outra pessoa”.

Além de não receber suporte quando Eliza foi assassinada, Sônia conta que, na época, teve de enfrentar exatamente o oposto. “O que faziam comigo era me humilhar. Mesmo mostrando fotos e documentos, insistiam em dizer que eu havia abandonado Eliza.” Em 2015, em entrevista a Gugu Liberato (morto em 2019) , Bruno acusou Sônia de ser negligente com a filha. “Eu poderia pedir perdão a Dona Sônia, se ela fosse uma mãe de verdade”, falou.

‘Meu neto é a minha alegria’

Para enfrentar a dor, Sônia se agarrou à esperança que restou: o neto. Ela lembra que Bruninho foi encontrado pela polícia com poucos meses de vida em uma favela próxima a Belo Horizonte, Minas Gerais. Na época, a mulher de Bruno, Dayanne Fernandes, admitiu que esteve com Bruninho e que o deixou na favela.”Tentaram matar o meu neto para não ter qualquer lembrança da Eliza”, fala.

Sônia fala que não pensou duas vezes em assumir a tutela da criança, mas tinha medo de olhar para o Bruninho e lembrar do pai dele. “Orei muito a Deus. Hoje, ele é a minha alegria. Já ouvi gente falando que, no meu lugar, não ficaria com ele. Como não? Ele é inocente. Não tem culpa de nada. Se existe um culpado nessa história, se chama Bruno, e não é o meu neto”.

Bruninho não pergunta sobre o pai

Aos dez anos de idade, Bruninho sabe o que aconteceu com a mãe, mas não pergunta sobre o pai. “Sinceramente, eu tenho medo. Por isso, enquanto eu puder proteger o Bruninho de ter contato com o pai, eu vou”. Porém, Sônia não impede o neto de se informar nem esconde notícias sobre o caso. “Se um dia ele quiser conhecer o pai, vou junto. Jamais deixarei meu neto sozinho com o Bruno, que tentou tirar a vida dele e matou a minha filha”.

Sônia conta que mantém uma relação bem próxima e afetuosa com o neto. “Acho que faço um bom trabalho criando o Bruninho. Ele é uma criança extremamente carinhosa e carrega a alegria que Eliza tinha estampada no rosto”.
O neto tem a mesma paixão de Eliza: o futebol. “Ele trouxe no DNA. Eu sempre fui apaixonada por esse esporte e, assim como Eliza, também joguei bola. Fui pivô e ela, goleira”, lembra.

No passado, Bruno queria a guarda. Hoje, não reconhece o filho

Sônia conta que Bruno não procura o filho e que ele questiona a paternidade da criança. Está desde 2014 tentando exigir legalmente um exame de DNA, para provar que o menino não é seu filho. No entanto, em 2013, em entrevista ao jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, Bruno falou sobre pedir perdão ao filho. Falou sobre amar Bruninho e que aguardava uma chance para “tentar explicar tudo o que aconteceu”. Em 2015, disse em entrevista a Gugu que brigaria pela guarda do menino.

Em 2017, Bruno mudou o discurso. No programa “SuperPop”, da RedeTV!, afirmou não ter certeza sobre a paternidade . “Tenho que ver se ele é meu filho mesmo ou não”. A avó garante que não levará o neto para fazer o exame. “Se ele não tivesse certeza que era filho, não teria dado remédio para a Eliza abortar.”

Sônia ainda relata que vê Bruno compartilhando fotos com as filhas nas redes sociais e acredita que é uma tentativa de construir a imagem de um pai de família. “Ele está tentando passar para a sociedade uma coisa que não é. O pai é aquele que protege, que cuida e que dá alimento. Ele não é isso.”

Fonte: O DIA

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Governo do Acre alerta para medidas contra Covid-19 na reabertura de bares e restaurantes

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Com a nova classificação de risco em bandeira amarela definida pelo Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 e o Grupo de Apoio ao Pacto Acre sem Covid, entre os setores da economia que poderão reabrir suas portas estão bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, sorveterias e similares, com capacidade de 50% do número de mesas, além da proibição de música ao vivo. Já os restaurantes self-service deverão ter protocolo e autorização específicos.

No Guia de Orientações Sanitárias disponível no Portal de Informações sobre o Combate à Covid-19 estão todas as medidas que devem ser adotadas para que o retorno seja seguro tanto para os colaboradores dos estabelecimentos, quanto seus clientes. Além das orientações gerais como o uso de máscaras, distanciamento social e distribuição do álcool em gel, outras medidas importantes a serem adotadas estão:

– O estabelecimento que possuir um espaço para recreação de crianças, deve mantê-lo fechado.

– Caso utilize uniforme da empresa, o funcionário não deve retornar para casa diariamente vestindo o uniforme.

– Eliminar galheteiros, saleiros, açucareiros, ou qualquer outro alimento ou tempero que seja acondicionado dessa forma, provendo sachês para uso individual.

– Evitar o uso de ar condicionado, na impossibilidade seguir rigorosamente os procedimentos de manutenção e limpeza dos equipamentos segundo as normas vigentes e orientações do fabricante.

– Fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados para a atividade exercida e em quantidade suficiente, e exigir a sua utilização correta.

– Higienizar, ao início das atividades e após cada uso, durante o período de funcionamento, as superfícies de toque, com álcool a 70%, solução de hipoclorito de sódio ou outro produto adequado.

– Intensificar a higienização de todos os ambientes, como sanitários e áreas de circulação de clientes, além da higienização frequente de maçanetas, corrimãos, mesas, cadeiras, teclados, computadores, botões de elevadores, telefones, máquinas de cartão e todas as superfícies metálicas constantemente com álcool a 70%.

– Manter as mesas dispostas de forma a haver dois metros de distância entre os clientes, orientando a sentar à mesma mesa apenas pessoas de convívio próximo.

– Não utilizar ou compartilhar itens de uso pessoal com os colegas de trabalho, como EPIs, fones, aparelhos de telefone e outros, fornecendo esses materiais individualmente para cada trabalhador caso sejam imprescindíveis à execução do seu trabalho.

– Orientar funcionários para servirem a comida e bebidas aos clientes de forma individual, respeitando a distância mínima de 2 metros.

– Só permitir a entrada de clientes se estiverem utilizando máscaras, retirando-as somente se forem alimentar-se no local, no momento da refeição.

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Migrantes farão quarentena em Assis Brasil e depois vão para São Paulo e Rio Grande do Sul

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Os 18 migrantes que estavam acampados na ponte entre Acre e Peru, ficarão alguns dias em Assis Brasil e depois seguirão viagem. De acordo com o defensor público da União, Matheus Alves, eles devem seguir para Rio Grande do Sul e São Paulo.

“Parte deles já foi liberado e ficará uns dias em Assis Brasil se preparando para seguir viagem. Outra parte deverá ser liberada agora no final de tarde (desta sexta-feira, 7/8) para fazer a mesma coisa”, disse Matheus ao ac24horas. “De qualquer forma, todos deverão cumprir as regras de isolamento social e passar por acompanhamento da Assistência Social e das agências de proteção da ONU”, completou.

A DPU obteve uma liminar emergencial anulando a deportação do grupo pela Polícia Federal. Entre os migrantes estão crianças e adolescentes, uma delas portadora de epilepsia.

Eles ingressaram no Brasil caminhando e atravessando o Rio Acre até Assis Brasil mas não passaram pelos órgãos de migração. A PF fez a deportação alegando a questão sanitária da Covid-19, já que as fronteiras internacionais estão fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Levados à ponte sobre o Rio Acre, não puderam retornar ao Peru e lá ficaram acampados até a Justiça Federal anular a deportação.

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