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Médica se defende e diz que UTI do Santa Juliana não foi avisada sobre transferência de paciente

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A médica Márcia Vasconcelos, acusada de negar o recebimento de uma paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Juliana (HSJ), em Rio Branco, se pronunciou sobre o caso na manhã desta quarta-feira, 15. A médica deu sua versão, alegando que não havia conhecimento por parte da equipe da regulação sobre nenhuma transferência de paciente para a UTI do HSJ.

Vasconcelos diz também que a paciente que chegou a falecer nessa terça-feira, 14, a enfermeira Daniele Cristina, de 45 anos, não ficou sem atendimento, mas que é praxe o médico assistente repassar o caso previamente ao médico que vai receber o paciente na UTI, antes da sua transferência, o que, segundo ela, não ocorreu.

A médica também explica a discussão com o motorista da ambulância, José Augusto Ayache. Márcia afirma que o profissional, em um passado recente, fez ilações sobre sua família. “Lembro quando lhe disse que havia trabalhado quinze anos no SAMU, e a praxe é sempre avisarmos antes de levar o paciente para checar o leito. Foi nesse momento que ouvi uma pessoa, de modo rude, falar “não é mais assim não, as coisas mudaram”. Quando olhei para o lado, verifiquei que se tratava do motorista de ambulância, chamado Ayache”, salienta a médica.

Ela segue afirmando que, naquele momento, estava conversando com um colega médico e pediu a. Ayache que não interrompesse a conversa, pois, segundo ela, “se tratava de assunto técnico, regulado e tratado entre médicos”. “Novamente, o Sr. Ayache retrucou algo de forma jocosa, sobre eu estar “nervosa”, algo que muitas mulheres, nas mais diversas estruturas organizacionais, devem ouvir com relativa frequência, quando o deboche é usado como meio de intimidação ou diminuição da autoridade feminina”, ressalta.

Foi quando a médica determinou a saída de Ayache da UTI, garantindo que repetiu por três vezes a frase: “saia da UTI motorista, minha conversa é com o médico”. Depois disso, Márcia informou que faria um documento reclamando sobre a transferência de pacientes sem necessário aviso às duas regulações (urgência SAMU e leitos).

Leia o posicionamento da médica na íntegra:

Pedido de resposta

No intuito de esclarecer o episódio envolvendo meu nome, amplamente noticiado nos meios de comunicação locais, informo que no dia 13 de julho deste ano estava de plantão na UTI do Hospital Santa Juliana, onde exerço atividade como médica diarista, além de Coordenadora das UTIs daquela entidade, quando chegou uma equipe do SAMU trazendo uma paciente.

Naquela ocasião, a equipe do SAMU adentrou até a porta do salão onde estão localizados os leitos, dentro, portanto, do ambiente da UTI. Foi quando, dirigindo-me ao médico da mencionada equipe, Dr. Carlos, perguntei quem havia regulado a vinda da paciente, já que nem eu, tampouco a equipe da UTI do Hospital Santa Juliana, tinha conhecimento sobre tal encaminhamento.

Ainda questionei minha equipe sobre a existência de alguma vaga cedida para outra unidade e todos afirmaram desconhecer. Registre-se que ao meu lado estava o colega Dr. Nilson, médico regulador de leitos, que igualmente não sabia sobre a transferência da paciente, mas me passou o nome e número de telefone da outra médica reguladora, com a qual tentei contato, sem sucesso, pois o telefone não foi atendido.

Apenas quando consegui contato com Dr. Eduardo Passos, este informou que, de fato, havia sido feito um pedido, por parte do Dr. Leonardo, relacionado a uma paciente oriunda da UPA.

Contudo, é importante destacar que, em meio a todos os fatos ora relatados, a enfermeira Kamila Kraveiro preparou um leito e recebeu a paciente, iniciando o acolhimento de enfermagem. A paciente em momento algum ficou desassistida.

Digo isso com muita tranquilidade, pois eu mesma a examinei, a admiti, fiz sua prescrição e os papéis de sua internação. Fiquei com a paciente até as 20h quando passei o plantão para outro médico e ela, naquele momento, já estava em uma condição melhor do que chegou.

Ocorre que há um protocolo regulamentado no Estado e este, para a boa ordem e prestação dos serviços, deve ser observado. Assim, deve o médico assistente repassar o caso ao médico que receberá o paciente, obviamente, antes da sua transferência, o que não ocorreu neste caso.

Além disso, é imperioso que ao menos a UTI seja previamente comunicada, uma vez que é possível a ocorrência de fatores diversos que impeçam o recebimento do paciente naquele momento, como o atendimento de uma parada cardíaca ou algum procedimento como intubação. No dia do ocorrido, por exemplo, nossa programação era a realização de duas tomografias de pacientes internados, saindo o Dr. Nilson da UTI, enquanto eu ficaria responsável por todos os demais pacientes.

De todo modo, enquanto a paciente trazida pela equipe do SAMU era recebida pela equipe de enfermagem do Santa Juliana, continuei falando com o médico Dr. Carlos, que trouxe a paciente. E lembro quando lhe disse que havia trabalhado quinze anos no SAMU, e a praxe é sempre avisarmos antes de levar o paciente para checar o leito.

Foi nesse momento que ouvi uma pessoa, de modo rude, falar “não é mais assim não, as coisas mudaram”. Quando olhei para o lado, verifiquei que se tratava do motorista de ambulância, chamado Ayache, o qual em um passado recente, fez ilações sobre mim e minha família que na ocasião, por motivos pessoais, achei por melhor não revidar.

Naquele momento estava conversando com um colega médico, de forma cordial, como deve ser e prontamente pedi ao Sr. Ayache que não interrompesse a conversa, pois se tratava de assunto técnico, regulado e tratado entre médicos.

Novamente, o Sr. Ayache retrucou algo de forma jocosa, sobre eu estar “nervosa”, algo que muitas mulheres, nas mais diversas estruturas organizacionais, devem ouvir com relativa frequência, quando o deboche é usado como meio de intimidação ou diminuição da autoridade feminina.

Nesse momento, determinei sua saída do ambiente da UTI, repetindo por três vezes a frase: saia da UTI motorista, minha conversa é com o médico. Após sua saída, pedi desculpas ao Dr. Carlos, e disse que faria um documento reclamando sobre a transferência de pacientes sem necessário aviso às duas regulações (urgência SAMU e leitos).

Essa é a realidade dos fatos, a síntese da discussão, que não mereceria qualquer relevância até a divulgação de nota de repúdio nos jornais eletrônicos locais, contendo ilações e inverdades.

Por fim, esclareço que não me importo com o que digam de mim em redes sociais. Atuo na terapia intensiva há 25 anos, sou uma das únicas 4 intensivistas adulto atuantes do Estado, mas na terça-feira pela manhã o que me deixou triste saber da morte da Daniele, que quando foi acolhida pela equipe do Santa Juliana disse conhecer a mim, o meu trabalho, bem como confiar na minha equipe. A paciente ainda deixou claro que havia pedido para ser transferida para os nossos cuidados.

No horário de visita, conversei com sua filha, passei-lhe a gravidade do quadro e a possibilidade de intubação. A paciente estava internada há 19 dias na UPA do 2º Distrito. Chegou saturando 65%, e quando eu saí já saturava 91%. Necessitou de intubação às 6h30, o que foi feito com muita presteza pelo colega que me sucedeu. Todavia apresentou 5 paradas cardíacas, vindo infelizmente a falecer.

Na manhã do dia 14 de julho, dei os pêsames à sua filha e disse sentir muito a perda da minha paciente, sua mãe, pois a partir do momento que ela adentrou na UTI do Santa Juliana, ela era de minha total responsabilidade.

Destaco, entretanto, que não será alguém destemperado, sem capacidade técnica, que julgará ou levantará dúvidas sobre minha conduta.

Como o que foi dito são calúnias e difamações, serão tratadas no foro adequado.

Sem mais.

Márcia Odilia Marçal de Vasconcelos-Médica Intensivista-CRM-568
RQE-235

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35,9 mil toneladas de entulhos foram recolhidas na capital

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Entre os dias 2 de janeiro e 4 de agosto deste ano, 97 bairros de Rio Branco receberam serviços de limpeza pública da Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade para retirada de 35.948 toneladas de entulhos.

De acordo com a Prefeitura de Rio Branco, quando as equipes da SMZC passam nos bairros da capital limpando córregos, fazendo serviços de capina e roçagem, além de recolher entulhos, também integra esse pacote de ações realizadas pela gestão municipal.

“A política de resíduos sólidos é um esforço da prefeitura para que se possa ter condições de apresentar visualmente bem o nosso município. Tivemos avanços como o aterro controlado, que é a finalização do lixão de décadas no município. Começamos o encerramento dele, nos últimos 10 anos, fazendo a finalização e toda remediação da área. Estamos com a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos, a UTRE, consolidada, e na fase de construção da nova Área de Transbordo e Triagem de Resíduos (ATTR) do município, que vai receber os resíduos de material de construção, de podas, madeira, além de eletroeletrônicos, uma cadeia de recebimento para fazer a destinação correta de seus resíduos”, disse Kelyton Carvalho, da SMZC.

Segundo ele, a rede de Ecopontos, também é um grande avanço que iniciou no Tucumã e que em breve será instalado no bairro Conquista, avançando para completar a rede do município. A limpeza manual e mecanizada está sendo realizada todo ano pela Prefeitura em praças, bairros, parques, córregos e vias estruturantes.

“Com essa limpeza corretiva e preventiva fazemos o roço, a capina e a retirada de entulhos, sem abrir mão da conscientização com os educadores ambientais, que no dia a dia, estão percorrendo as escolas, conversando com as crianças, na busca de uma cidade mais limpa e uma população mais consciente”, Carvalho.

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Governo muda regras do programa Minha Casa, Minha Vida

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O Governo Federal anunciou mudanças no programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. As novas regras são válidas aos beneficiários da faixa 1 do programa, que contempla famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. A alteração nas normas é válida para duas mil unidades habitacionais já contratadas, mas que ainda não foram entregues.

Segundo a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), que estabeleceu as novas regras, para integrar essa faixa do programa, os interessados devem atender a pelo menos um de seis requisitos listados, como por exemplo: viver em domicílio em que não há parede de alvenaria ou de madeira aparelhada, possuir mais de 30% da renda comprometida com o pagamento de aluguel, encontrar-se em situação de rua, entre outras regras.

Caso cumpram a algum desses requisitos, os candidatos precisarão atender, em outra etapa da análise, a pelo menos cinco exigências demandadas. Os requisitos anteriores também podem compor essa soma. Nesta fase, estão enumerados critérios como: ser mãe chefe de família, ser beneficiários do Programa Bolsa Família, receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), residir com alguma pessoa com deficiência, entre outros.

Além disso, a portaria limita o acesso à faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida apenas às pessoas inscritas no Cadastro Único do governo federal, cujas informações contidas são de responsabilidade de estados, municípios e Distrito Federal.

Karla França, analista técnica da Habitação e Planejamento Territorial da Confederação Nacional de Municípios (CNM), afirma que gestores locais terão uma responsabilidade ainda maior por conta dessa mudança. “Somente por meio do cadastro, as pessoas poderão ser contempladas para participar do programa e adquirir uma moradia social”, explica.

Antes da publicação da portaria, a lista de possíveis candidatos do programa era estabelecida pelos próprios municípios. Agora, a relação das pessoas que se adequam às regras será feita pela União. Porém, segundo o governo federal, os municípios podem manifestar interesse em manter a seleção de beneficiários por meios próprios, desde que comprovem possuir sistema com dados transparentes.

Para Eliseu Silveira, advogado especialista em Direito Público, as novas regras podem permitir que mais pessoas acessem ao programa, pois essas diretrizes delimitam melhor as responsabilidades de cada entidade governamental. “A portaria deixou bem delimitado às atribuições das prefeituras, da Caixa Econômica Federal e dos ministérios, o que trará uma facilitação na concessão do benefício às famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil”, afirma.

Em nota, o governo federal alega que a publicação da portaria tem como objetivo “dar ampla transparência ao processo de seleção de beneficiários, de maneira a possibilitar o controle social”. Além disso, afirma que até o final de junho foram entregues 178 mil residências para beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida e que o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou, neste ano, a transferência de mais de R$ 1,1 bilhão do Orçamento Geral da União para garantir a execução do financiamento.

Fonte: Brasil 61

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Covid-19: nas farmácias do Acre, testes positivos aumentam 106%

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Ainda com apenas dois estabelecimentos credenciados para fazer o teste rápido da Covid-19, o Acre viu subir, nas farmácias, o número de exames positivos para o novo coronavírus nas últimas semanas. No levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Farmácias (Abrafarma) no dia 13 de julho as farmácias do Acre haviam realizado 177 testes rápidos, sendo que 131 deram resultado negativo e 46 testaram positivo -ou 25,99% do total.

Já no boletim publicado no dia 26 de julho, foram 298 TRs com 203 negativos e 95 positivos. Ou seja: 31,88% dos exames indicaram que a pessoa está o novo coronavírus -crescimento de 106% em relação ao levantamento anterior.

A Abrafarma divulga regularmente o Mapa de Resultados, uma publicação elaborada a partir dos dados colhidos junto aos seus associados que realizam testes rápidos da Covid-19 com base em um resolução federal, a RDC 377/20. Com objetivo meramente informativo, o Mapa de Resultados não tem caráter epidemiológico.

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Acre e cinco estados têm menos de mil mortes por Covid-19

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Por enquanto, somente o Acre e outros cinco estados acumulam menos que mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Tocantins (444), Mato Grosso do Sul (492), Roraima (547) Amapá (601) e Rondônia (940).

O Acre chegou neste domingo (9) a 561 mortes por Covid-19.

Pelos dados do último sábado (8) quem lidera o ranking brasileiro é São Paulo, que, neste sábado, ultrapassou 25 mil óbitos (25.016) e concentra um quarto do total das vítimas do país. Em um mês e meio, o Brasil assistiu ao novo coronavírus intensificar o processo de interiorização ao ponto de dobrar o número de mortos pela doença.

Em meados de junho, o país atingiu o patamar de 50 mil óbitos, mas com acréscimos diários na casa de mil fatalidades, a cortina invisível de infecção varreu 100.477 vidas de brasileiros, deixando centenas de milhares de famílias sem oportunidade de um último abraço.

Com o acréscimo de 49.970 casos, o número de infectados bateu a margem de 3 milhões (3.012.412), neste sábado (8/8).

(Com Correio Braziliense)

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