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Fábrica de Preservativos de Xapuri recebe certificação do Inmetro e retoma produção em 2020

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Empreendimento mantém viva a expectativa de geração permanente de emprego e renda no município

A Indústria de Produtos de Látex da Amazônia, que gerencia a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri, agora conhecida como Iplasa, anunciou nesta semana a retomada da produção no ano de 2020 após uma parada de oito meses em razão da falta da certificação do Inmetro, concedida no último dia 7 de julho pelo Instituto Nacional de Tecnologia – INT.

O INT é o primeiro órgão público federal acreditado pela Cgcre – Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro – como organismo de certificação de produtos. A auditoria realizada para a certificação inicial do preservativo produzido pela indústria acreana aconteceu no período de 18 a 21 de maio deste ano, tendo todo o processo sido feito de maneira remota, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Os produtos certificados pelo INT ostentam no Selo de Identificação da Conformidade a marca do Inmetro ao lado da marca do órgão certificador. A certificação representa mais uma conquista para o empreendimento público-privado que mesmo com a crise causada pela covid-19 mantém os seus cerca de 100 colaboradores registrados e aptos a retornarem ao trabalho.

De acordo com o presidente da empresa, Emerson Feitoza, por falta da certificação as atividades desenvolvidas pela fábrica nos últimos oito meses ficaram restritas a processos relacionados à produção anterior e a fabricação de um lote piloto para a avaliação da certificadora. Segundo ele, não houve paralisação em razão da pandemia, mas unicamente pela ausência do certificado.

“A paralisação da produção se deu apenas pela falta da certificação. Com a chegada da pandemia, amparada pelos decretos estadual e municipal, a fábrica seguiu em funcionamento nas atividades de seus diversos setores, com exceção da parte fabril, que foi reativada na última quinta-feira. Esse ano não produzimos nada, não faturamos nada, mas mantivemos os emprego de todos”, afirmou.

Segundo o empresário, para este ano a Iplasa ainda tem um montante de 24 milhões de camisinhas para serem despachados ao Ministério da Saúde (MS). Para a continuidade da missão de manter a produção e os empregos, a indústria acaba de receber um incentivo considerável do município de Xapuri por meio da redução de 50% do valor do ISS – Imposto sobre Serviços – por um prazo de 12 meses.

“Foi muito bem-vinda a medida do município, pois com isso a indústria pode se capitalizar, com base no incentivo que reduz de 5% para 2,5% a alíquota do ISS, e honrar com mais tranquilidade os seus compromissos, no que diz respeito à folha de pagamento e aquisição de insumos, enquanto durar o período complicado que estamos enfrentando”, explicou o administrador.

Emerson Feitoza esclareceu também que o retorno dos funcionários ao trabalho vai ocorrer gradativamente, na medida em que os setores que foram paralisados forem retomando as atividades, como os responsáveis pelos processos de teste, embalagem e expedição. Inicialmente, retornarão aos seus postos cerca de 45 colaboradores.

As primeiras remessas de preservativos referentes ao reinício da produção – cerca de 4,7 milhões de unidades – terão como destino os estados da Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso, além do Acre. O prazo previsto para essa expedição é de 45 dias. A certificação do Inmetro tem a validade inicial de três anos para a fabricação de preservativos masculinos de látex de borracha natural.

Da falência a uma esperança de futuro

Inaugurada em 2008 pelo governo do estado em parceria com o governo federal, a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri foi anunciada como redenção do extrativismo e saída sustentável para a combalida economia do município, que viveu um momento de sonho quando aportou na cidade o empreendimento de US$ 10,6 milhões, financiado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Durante 10 anos sob gestões estaduais passadas, a fábrica chegou a gerar cerca de 170 empregos diretos no município, absorvendo látex nativo de 200 seringueiros, em média, apesar de o número de famílias extrativistas cadastradas chegar a 700. Foi um período de euforia em que as boas notícias que ganhavam o mundo pelas páginas dos jornais escondiam o fato de que o empreendimento possuía um futuro incerto.

Em 2018, a fábrica foi à falência em razão do alto custo do preservativo produzido em Xapuri. O valor de R$ 0,14 pela unidade da camisinha acreana pago pelo Ministério da Saúde inviabilizou a produção depois que o governo do estado não conseguiu mais arcar com o custo excedente.

A saída encontrada pelo governo para não ver o projeto morrer, foi repassar o empreendimento à iniciativa particular, em 2018, por meio de uma parceria público-privada (PPP). Com isso, a nova gestora da fábrica passou a ser a empresa CLPO, ligada ao grupo Lima Pontes S/A, que para administrar o negócio criou a firma chamada Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S/A.

Nos últimos dois anos, a nova gestão fez pesados investimentos na recuperação dos maquinários e no reposicionamento da indústria para um sistema voltado à obtenção do lucro financeiro. Assim, o empreendimento passou por uma verdadeira reforma nos seus processos de gerenciamento, tendo como resultado uma impressionante redução nos custos operacionais com relação ao que era praticado na gestão estatal.

A mudança de controle da fábrica também enfrentou sérios problemas de ordem burocrática, principalmente no que se refere ao contrato de fornecimento de preservativos com o Ministério da Saúde, cujo gestor é o governo do estado por meio da Funtac. A grande dificuldade consistia em um entrave jurídico que restou do processo de privatização da antiga Natex que impedia que a nova gestão recebesse os pagamentos efetuados pelo MS.

A questão foi resolvida por meio de um novo contrato firmado entre a fundação estatal e a Iplasa para a fabricação das camisinhas. Dessa maneira, a falência da Natex se converteu em esperança da manutenção dos empregos e do sonho de muita gente para que o empreendimento se mantenha de pé. Com os duros efeitos da pandemia de covid-19 que o mundo e o Brasil enfrentam, mais do que nunca Xapuri e o Acre vão precisar.

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Cotidiano

Prazo para resgate da taxa do IBGE termina nesta segunda-feira (10)

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Termina nesta segunda-feira (10) o prazo para resgate, via aplicativo, da taxa de inscrição do processo seletivo para o Censo 2020. Cerca de 60 mil candidatos já resgataram os valores por meio da carteira digital do Banco do Brasil. No próximo dia 17, o IBGE divulgará a nova forma de devolução para os que ainda não retiraram o dinheiro. Nesse caso, cerca de 40 mil pessoas.

O processo seletivo simplificado para as funções de Agente Censitário Municipal (ACM), Agente Censitário Supervisor (ACS) e Recenseador foi cancelado em março, devido à pandemia de Covid-19.

Desde o dia 12 de maio, começaram a ser restituídos R$ 2.823.775,95 referentes a 100.735 inscrições pagas. As taxas foram de R$ 35,80 para concorrer a funções de nível médio (ACM e ACS) e de R$ 23,61 para disputar as vagas de ensino fundamental (Recenseador).

“Para evitar que essas pessoas tivessem que se dirigir a uma agência bancária no período de confinamento, foi disponibilizado o procedimento de devolução da taxa de inscrição através do aplicativo carteira digital do Banco do Brasil”, explica Antonio Carlos Mantuano, coordenador de Orçamento e Finanças do IBGE.

Além de ampla divulgação na imprensa, na internet, nas redes e nos canais oficiais do IBGE, foram enviados e-mails para todos os beneficiários informando sobre a disponibilidade dos recursos para ressarcimento. Passados quase três meses do início da devolução, cerca de 60% dos candidatos que faziam jus à restituição já resgataram seus valores.

Aqueles que não concretizarem o procedimento até o dia 10 deverão aguardar as orientações sobre a nova modalidade de restituição, que serão divulgadas pelo IBGE a partir do dia 17. Os canais de atendimento do IBGE, através do telefone 0800 721 8181 e do e-mail [email protected], continuam à disposição dos interessados para mais informações e esclarecimentos.

Confira o passo a passo para resgatar hoje (10/8) os valores

Após baixar a Carteira Digital bB na loja de aplicativos do celular, o candidato deve selecionar “criar carteira bB” e em seguida preencher o cadastro com CPF, nome completo, data de nascimento e número do celular.

O beneficiário deverá selecionar a opção “receber” na tela inicial do aplicativo e responder às perguntas de segurança baseadas nas informações fornecidas quando se inscreveu no processo seletivo. Em seguida, é só clicar em “confirmar” e o dinheiro já estará disponível na conta da Carteira Digital bB.

Com o valor liberado no aplicativo, o beneficiário poderá:

– Sacar a quantia em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil;

– Transferir para outra conta (TED);

– Transferir para um contato que também tenha a Carteira Digital bB ativa;

– Realizar pagamentos com código de barras ou em estabelecimentos credenciados.

Em caso de dúvidas sobre o aplicativo, o candidato pode entrar em contato com o Banco do Brasil por telefone 0800 729 5293, chat no próprio aplicativo ou pelo e-mail [email protected]

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Cotidiano

Dependendo da decisão do TRE, Cruzeiro do Sul poderá ter novo prefeito

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A sessão virtual do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre o julgamento do recurso do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), contra a cassação de seu mandato, está marcada para às 13 horas desta segunda-feira, 10. Se o pleno do TRE confirmar a decisão do juiz Erik Farhat, o vice Zequinha Lima (PP) também perde o cargo.

A decisão da corte eleitoral poderá alterar a gestão de Cruzeiro do Sul nestes últimos meses do ano. De acordo com a legislação eleitoral, se o mandato de Ilderlei Cordeiro for cassado em definitivo a menos de 6 meses do término, a Câmara Municipal elege indiretamente o novo prefeito.

O atual presidente, Clodoaldo Rodrigues, é do PP, partido de Ilderlei, mas o MDB tem maioria na Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul e o vereador com mais idade, o que deverá decidir a eleição. O ex-prefeito Vagner Sales afirma que “o MDB volta pra a prefeitura de Cruzeiro do Sul”.

Ilderlei diz que não participou da conversa que gerou a denúncia de corrupção eleitoral e que “confia na justiça dos homens e de Deus”.

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Cotidiano

Mais de 100 mil alunos da rede pública de Manaus voltam às aulas nesta segunda

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Cerca de 110 mil alunos da rede pública estadual de Manaus (AM) retornam às aulas presenciais nesta segunda-feira (10). A volta acontece cinco meses após a suspensão das atividades por conta da pandemia do novo coronavírus, e um mês após o retorno das escolas particulares.

Nesse primeiro momento voltam às escolas alunos do Ensino Médio e da modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA). No interior do estado do Amazonas, as aulas seguem pela televisão e sem previsão para o retorno presencial.

“O Amazonas é o primeiro estado a retomar as atividades presenciais”, disse Luís Fabian Barbosa, titular da Secretaria de Educação e Desporto (Seduc).
A volta ocorre cerca de quatro meses após a capital sofrer, em abril, com colapsos no sistema de saúde e no sistema funerário por conta da pandemia, que já infectou mais de 106 mil pessoas em todo o estado e matou cerca de 3 mil amazonenses.

Desde junho, o estado tem apresentado queda nos números da Covid-19 e flexibilizando a quarentena, com reabertura do comércio e espaços de lazer. As escolas fazem parte do quarto ciclo de reabertura estabelecido pelo governo do estado, e as escolas públicas municipais seguem sendo as únicas que ainda não retornaram.

De acordo com a Seduc, a volta às salas de aula será de maneira gradativa e híbrida e com apenas com 50% da capacidade. Os primeiros a retornarem são os estudantes do Ensino Médio regular e da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já no dia 24 de agosto, retornam os alunos do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais). Eles serão divididos em grupos e só comparecerão às aulas em dois dias da semana. Nos outros, seguirão acompanhando, de casa, as teleaulas.

Ao G1, Barbosa afirmou que o retorno foi pensado com cuidado e que as escolas seguirão um rigoroso protocolo.

“O protocolo [que será seguido] é igual ao da rede privada. Adquirimos um milhão de máscaras, instalamos tapetes sanitizantes [nas portas das escolas], pias. Tem sabonete líquido, papel e álcool em gel suficientes para os próximos seis meses. Colocamos dispensadores de álcool em gel em todas as salas, reduzimos as carteiras nas salas, ou seja, todas as medidas que as escolas particulares estão tomando, nós também vamos tomar”, disse.

“Foram 60 dias de planejamento para o retorno das atividades presencias. Existe um protocolo de ‘seguracão’ junto a Fundação de Vigilância em Saúde que exigiu investimentos para aquisição de materiais. Estamos tranquilos. Tudo retorna com tranquilidade”, completou Barbosa.

O plano prevê:

– Distribuição de um milhão de máscaras a todos os profissionais e estudantes, e uso obrigatório das mesmas;

– Reforço nas práticas de higiene pessoal, como lavagem correta das mãos nas pias instaladas nos ambientes comuns

– Distanciamento de, pelo menos, 1,5 metro entre as pessoas, tanto na sala de aula como nos corredores e refeitórios

– Limpeza constante das superfícies para evitar a proliferação do vírus.

Para o retorno às aulas, todas as turmas serão divididas em blocos A e B, frequentando as escolas de maneira intercalada:

– Às segundas e quartas-feiras, o bloco A assiste às aulas presenciais.

– Às terças e quintas-feiras, será a vez do bloco B conferir as atividades presenciais.

– As sextas-feiras serão destinadas aos professores, que realizarão o seu planejamento de conteúdos.

Nos dias em que os estudantes estiverem em casa, eles deverão acompanhar os conteúdos por meio do projeto “Aula em Casa”, que terá a sua programação adaptada.

Na Escola Estadual Jacimar da Silva Gama, no Petrópolis, Zona Sul da capital, uma equipe de funcionários media a temperatura dos alunos com um termômetro nesta manhã, antes do início das atividades escolares. Os alunos receberam, também, máscaras e álcool em gel.

A escola, que é de tempo integral, deve continuar com o horário normalizado. Os alunos entram às 7h e são liberados às 16h30.

“Entre os novos procedimentos, as salas de aulas estão só com metade das carteiras. São dois grupos: o grupo de hoje recebe aulas às segundas-feiras e quartas. O segundo grupo, às terças e quintas. Enquanto um está aqui, o outro assiste aula de casa. Os alunos vão receber as orientações, padrões de segurança de saúde com relação a como se comportar”, explicou.

Ação na Justiça

Na semana passada, os professores chegaram a fazer uma manifestação contra a volta às aulas e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) também acionou a Justiça para barrar a volta. A entidade protocolou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do plano de retomada, e defendendo a manutenção das teleaulas. No entanto, na sexta-feira (7), a Justiça indeferiu o pedido e manteve o retorno dos estudantes. Na decisão, a juíza Etelvina Lobo Braga afirmou que, ao contrário do que o sindicato alegou, o Estado apresentou comprovação de que vem atuando para proporcionar segurança aos professores, alunos e demais trabalhadores.

A volta das escolas públicas acontece um mês após o retorno das atividades da rede privada de ensino. Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), cerca de 60 mil alunos, distribuídos em pouco mais de 200 instituições privadas, já voltaram à “rotina” no modelo híbrido.

Já no interior a previsão é de que o retorno aconteça a partir de setembro e que as aulas se estendam até o início do ano que vem. Na capital Manaus a rede municipal de ensino também segue sem definição da data de retorno das atividades presenciais.

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Cotidiano

MEC repassa segunda parcela do recurso para ensino médio integral no Acre

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O Ministério da Educação divulgou na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial da União a relação de Estados que estão aptos a receber recursos referentes ao Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

Ao Acre estão destinados R$1.851.771,80 resultado da soma da 2ª parcela do recurso de capital (R$726.820,43) e da 2a parcela do repasse de custeio (R$1.124.951,37).

Na mesma portaria, o MEC autoriza o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação a realizar o empenho de recursos financeiros aos Estados contemplados.

O Ministério da Educação redefiniu as regras do programa que leva ensino integral, de 7 horas diárias, para escolas de ensino médio do país. O novo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) entrou em vigor em 2020.

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