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Estudo mostra que 3,6% dos moradores de Rio Branco tem anticorpos contra Covid-19

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FOTO: SÉRGIO VALE

O estudo Epicovid19-BR, que mapeia a epidemiologia do novo coronavírus no Brasil, concluiu as três fases previstas no cronograma original. No Acre, foram testadas e entrevistadas 1,5 mil pessoas nas três fases em Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

Na capital do Acre, a prevalência da Covid-19 é de 3,6% da população, e em Cruzeiro do Sul, 11,2%. Comparando às pesquisas anteriores, é possível avaliar que a doença avança mais lentamente mas a incidência é muito alta –fazendo com que número de casos reais sejam muito superiores aos notificados pela Secretaria de Estado da Saúde.

Assim, esses percentuais indicam o universo de habitantes que já pegaram a doença e estão imunes ao vírus.

A primeira fase foi realizada entre os dias 14 e 21 de maio, totalizando 25.025 entrevistas e testes. A segunda fase realizou-se entre os dias 4 e 7 de junho, tendo sido conduzidas 31.165 entrevistas e testes. A terceira fase ocorreu entre os dias 21 e 24 de junho, totalizando 33.207 entrevistas e testes.

Somando as três fases da pesquisa, trata-se do estudo epidemiológico com maior número de indivíduos testados do mundo para o coronavírus, com uma amostra total de 89.397 pessoas entrevistadas e testadas. O estudo é realizado em 133 cidades, espalhadas por todos os estados do Brasil.

Na primeira fase, foi possível completar 200 ou mais das 250 entrevistas e testes previstas em 90 das 133 cidades. Na segunda fase, 200 ou mais entrevistas e testes foram obtidos em 120 das 133 cidades. Na terceira fase, foi possível realizar 200 ou mais entrevistas e testes em todas as 133 cidades participantes da pesquisa.

O estudo é realizado pela Universidade Federal de Pelotas e pelo Ibope com apoio do Ministério da Saúde.

Na primeira fase, foi possível completar 200 ou mais das 250 entrevistas e testes previstas em 90 das 133 cidades. Na segunda fase, 200 ou mais entrevistas e testes foram obtidos em 120 das 133 cidades. Na terceira fase, foi possível realizar 200 ou mais entrevistas e testes em todas as 133 cidades participantes da pesquisa.

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Acre tem mais de 400 indígenas que testaram positivo para coronavírus

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FOTO: REPRODUÇÃO

Entre os 22.435 acreanos que já testaram positivo para o novo coronavírus, estão 418 indígenas de diferentes etnias que também entraram para o registro oficial da doença no Estado. De acordo com a distribuição dos casos confirmados de Covid-19 por cor da pele no Acre, também estão inclusas 274 pessoas pretas, 717 de cor ignorada, 1.341 pessoas de cor branca, 2.688 de cor amarela, 7.263 pardos e 9.734 de cor não informada.

O boletim epidemiológico divulgado pela secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nessa sexta-feira, 14, também indica que cerca de 54.246 pessoas já passaram pelo exame que detecta infecção do vírus. Desse total, 31.772 casos notificados apresentaram resultado negativo para a doença. O Acre registra atualmente 15.505 altas médicas, ou seja, mais de 15 mil infectados não estão mais com o vírus.

Apesar do alto número de pacientes curados, o Estado também contabiliza 576 óbitos ocorridos em decorrência de complicações da doença. Até o momento, 39 amostras estão em análise no Laboratório Charles Mérieux aguardando resultado. Dos 22 municípios, quatro cidades já têm mais de mil casos confirmados da doença, que são: Rio Branco (9.620), Cruzeiro do Sul (2.938), Tarauacá (1.312) e Sena Madureira (1.233).

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Metade dos salários dos servidores do Acre poderá ficar retido com uso de cartão Avancard

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse nesta terça-feira (11) em sessão virtual da Assembleia Legislativa do Acre que o debate intenso sobre empréstimos consignados foi judicializado. Ele relatou o andamento das questões relacionadas a esses empréstimos -até chegar à mudança da empresa que opera a margem consignável dos servidores públicos do Acre.

“O argumento é que, como São Francisco, a Fênix (a nova empresa) ofereceu um ganho a mais de R$ 100 mil por mês para o Fundo de Capacitação dos servidores”, disse Edvaldo, se referindo a uma “contrabando regulamentar” na lei que regulamenta o teto de 35%, mas que adiciona mais 15% de margem para que obter o cartão Avancard. Com isso, metade do salários dos servidores poderá ficar comprometido.

Recentemente, os mais de 40 mil servidores públicos do Acre receberam mensagem de SMS que diz “servidor inicie o mês com o AvanCard” ou “Servidor, o Avan Card tem vantagens”.

“Jogaram o salário do servidor no ´fuba´ como se diz no Juruá -porque aqui no Alto Acre é ´guiza´-já que esse cartão é a forma de superendividar o servidor e ganhar milhões”, denunciou o parlamentar do PCdoB. “Armaram uma arapuca para o servidor”, completou.

Já o deputado Daniel Zen (PT) afirmou que o que está acontecendo em relação aos consignados é um roubo. “Não bastasse a tal toda poderosa Murano, importada de Manaus para realizar as parcas obras realizadas pelo governo do Estado, agora vemos um verdadeiro cartel manauara de empresas”, disse Zen, citando a empresa Fênix, que foi trocada pela Zetra na gestão dos empréstimos consignados.

O cartão oferecido pela Fênix é um cartão pré-pago, que totaliza 50% de margem consignável. “Não sei de que cinzas saiu essa Fênix, começaram a oferecer crédito com juros de 5,5% -o que numa modalidade convencional tem juros de 1,2%”, disse o deputado do PT.

“Isso é digno de BO porque é coisa de bandido, de gente safada”, afirmou Daniel Zen. “Como o secretário, de formação militar, compactua com uma safadeza dessas?”, completou, referindo-se ao secretário de Planejamento, Ricardo Brandão.

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Policia e MP investigam pastor Nelson por praticar intolerância contra gays

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O pastor evangélico Nelson de Freitas Correia, conhecido como Nelson da Vitória, também empresário no ramo de autoescola, nomeado em agosto do ano passado em uma CEC-6 na secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM), deverá responder por crime de racismo na justiça.

Segundo informações repassadas ao ac24horas, o Centro de Atendimento a Vítimas do Ministério Público recebeu uma denúncia na última quinta-feira, 06, acerca das postagens e publicações de Nelson que incitava a disseminação de ódio e a intolerância às pessoas transgênero.

Em 2019, os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo. A pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

Segundo informações repassadas, a Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos, do Ministério Público do Acre e a Corregedoria de Polícia Civil deverão abrir uma investigação contra Nelson por crime de intolerância.

De acordo com informações, a Secretária de Direitos Humanos Ana Paula Lima, foi notificada acerca da conduta de Nelson nas redes sociais, mas até o momento não houve qualquer tipo de manifestação oficial.

Em uma das publicações, Nelson da Vitória compartilhou um post em afirmava que só acredita na ideologia de gênero no dia em que Tammy Miranda fizer um filho no cantor Pabllo Vittar.

Em outra publicação compartilhada por Nelson da Vitória, faz o seguinte questionamento: “Alô, operadores de direito. Se eu der um pau na cara da Thamy eu respondo pela Lei Maria da Penha? Ou melhor, agressão contra a mulher?”.

Para Germano Marino, presidente do Fórum de Ongs LGBT do Acre, o comportamento de Nelson da Vitória, enquanto ocupante de cargo público na secretaria de Direitos Humanos, é “inadmissível”.

“Um gestor público que trabalha em uma secretaria que tem por objetivo buscar os direitos para todas as pessoas, resguardando os direitos constitucionais, não pode cometer crime de transfobia, que no Brasil é equiparado ao crime de racismo. Mesmo sendo em uma rede social privada é inadmissível que um gestor público incite a disseminação do ódio e da intolerância às pessoas trans”, diz Germano.

Recentemente, o ac24horas conversou com Nelson da Vitória e, em uma nota, o pastor e pré-candidato a vereador afirmou que sua página na rede social expõe suas opiniões pessoais, que não possuem relação com o seu vínculo de trabalho e garantiu que respeita a opinião de todos, mesmo sem concordar. Nelson ainda pediu desculpas no caso de alguém ter se sentido ofendido.

“Quando escrevo em minha página no facebook exponho ali minha opinião pessoal como cidadão independente de cor, raça, credo religioso ou vínculo empregatício. Se em minhas postagens alguém se sentir ferido ou machucado desculpem não é essa a intenção, mas opinião cada um tem a sua. No dia a dia trato todos com o devido respeito, mas não sou obrigado a concordar todos assim como nem todos concordam comigo. Saúde e paz a todos”, declarou Nelson.

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Pastor que tem cargo comissionado na pasta de direitos humanos é acusado de incitar o ódio contra gays

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Uma nova polêmica nas redes sociais envolve um cargo comissionado do governo acreano. Trata-se do pastor evangélico Nelson de Freitas Correia, conhecido como Nelson da Vitória, também empresário no ramo de autoescola. Ele foi nomeado em agosto do ano passado em uma CEC-6 na secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM). Exatamente por trabalhar na secretaria que tem como objetivo defender os direitos humanos é que as publicações de Nelson da Vitória tem causado repercussão e negativa perante entidades como o Fórum de Ongs LGBT do Acre.

Em dezenas de postagens em seu perfil na web, o pastor, que foi candidato a deputado estadual pelo DEM nas últimas eleições quando obteve 2.168 votos e já anunciou que é pré-candidato a vereador, é acusado de incitar a disseminação do ódio e a intolerância às pessoas transgênero.

Em uma das publicações, Nelson da Vitória compartilhou um post onde afirma que só acredita na ideologia de gênero no dia em que Tammy Miranda fizer um filho no cantor Pabllo Vittar. Outra publicação compartilhada por Nelson da Vitória faz o seguinte questionamento: “Alô, operadores de direito. Se eu der um pau na cara da Thamy eu respondo pela Lei Maria da Penha? Ou melhor, agressão contra a mulher?”.

Para Germano Marino, presidente do Fórum de Ongs LGBT do Acre, o comportamento de Nelson da Vitória, enquanto ocupante de cargo público na secretaria de Direitos Humanos, é inadmissível. “Um gestor público que trabalha em uma secretaria que tem por objetivo buscar os direitos para todas as pessoas, resguardando os direitos constitucionais, não pode cometer crime de transfobia, que no Brasil é equiparado ao crime de racismo. Mesmo sendo em uma rede social privada é inadmissível que um gestor público incite a disseminação do ódio e da intolerância às pessoas trans”, diz Germano.

O presidente do Fórum lembra que o governo nomeou há pouco tempo representantes do poder público e de entidades não governamentais, como conselheiros do Conselho Estadual de Combate a Discriminação LGBT, que é ligada a própria Secretaria de Direitos Humanos.

“Não se pode admitir que um membro da própria secretaria que tem um conselho como esse e que trabalha políticas afirmativas em direitos humanos para a população LGBT tenha esse tipo de posicionamento. Seria muito bom que o governo se manifestasse. Caso preciso, vamos acionar o Ministério Público enquanto sociedade civil”, diz Germano Marino.

O ac24horas conversou com Nelson da Vitória. Em uma nota, o pastor e pré-candidato a vereador afirmou que em sua página na rede social expõe suas opiniões pessoais, que não possuem relação com o seu vínculo de trabalho e garantiu que respeita a opinião de todos, mesmo sem concordar. Nelson ainda pediu desculpas no caso de alguém ter se sentido ofendido.

“Quando escrevo em minha página no facebook exponho ali minha opinião pessoal como cidadão independente de cor, raça, credo religioso ou vínculo empregatício. Se em minhas postagens alguém se sentir ferido ou machucado desculpem não é essa a intenção, mas opinião cada um tem a sua. No dia a dia trato todos com o devido respeito, mas não sou obrigado a concordar todos assim como nem todos concordam comigo. Saúde e paz a todos”, declarou Nelson.

O governo do Acre também foi procurado. A reportagem aguardou durante toda a semana, mas a gestão não se manifestou sobre o assunto, dando a entender que apoia a conduta de Nelson.

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