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Zamora anuncia fim de sua pré-candidatura e desfiliação do PSL

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O pecuarista e empresário Fernando Zamora, que era pré-candidato pelo PSL à prefeitura de Rio Branco, publicou uma extensa carta onde manifesta seu descontentamento com os novos rumos que a sigla partidária toma no Acre.

Zamora não cita em nenhum momento diretamente a entrada do vice-governador Major Rocha no PSL. Prefere afirmar que a candidatura de Minoru Kinpara (PSDB), que o partido deve apoiar a partir de agora, representa a continuidade da ideologia de partidos de esquerda.

“Pessoalmente, não temos absolutamente nada contra Minoru Kinpara, que tem a ficha limpa, mas não compactuamos com sua ideologia, princípios e projetos. Seria mais legítimo permanecer em partidos com viés de esquerda, cuja compactuação ideológica não conseguiu negar nas entrevistas, sobretudo quando disse que saiu do PT em razão da corrupção e não por causa dos princípios, da ideologia e do projeto”, afirmou

Leia carta publicada por Fernando Zamora:

Meus amigos e minhas amigas,

A velha política ganhou mais uma batalha. Isso nos frustra, mas não nos desanima, porque a esperança persiste em um futuro melhor para nossa cidade e nosso estado. Havíamos trabalhado, juntamente com Pedro Valério, por quem guardo muita estima, e toda a militância do PSL, em um projeto para nossa Rio Branco, a curto, médio e longo prazo, nos pautando nas diretrizes que acreditamos, no liberalismo e em valores irrenunciáveis. Estávamos nos preparando para uma campanha linda, que, independente do resultado, fortaleceria a democracia e nosso projeto legítimo.

Esse tipo de projeto é uma ameaça ao establishment (ordem política que vigora no estado), porque expõe as velhas raposas que buscam insaciavelmente o poder e intimida a suas existências. Hoje, quem muito criticou o PT, não se mostra diferente em nem um centímetro no afã de manter-se e aumentar o poder.

A coisa pública merece ser gerida por gente do povo, por gestores desinteressados em seguir carreirismo político, que se limitam a fazer o melhor pelo povo e para o povo. Não é o que pretendem os representantes do sistema, dessa velha política que como um câncer ou um parasita possui uma insistente resistência.

Se concentram em se imbuir no cenário e lá permanecer para, e tão somente, benefício próprio. Isso tem que acabar. Nosso projeto, caso vencedor, seria o início do fim dessa classe.

Nesse quesito, faço questão de ressaltar que tem muita gente boa na política, que luta contra a correnteza, que é honesto, coerente e fiel aos seus princípios, não estou demonizando a política.

Fomos vítimas do ardil de quem tem como projeto unicamente o poder e isso faz distanciar o cenário de um Acre e de uma Rio Branco melhores ao povo. Nossa candidatura resta inviabilizada e iremos nos desfiliar do PSL, que, por um projeto de poder, se distanciou do projeto legítimo de democracia. Jamais iremos apoiar uma candidatura por ser um nome que vai bem em pesquisas, um nome que foi presidente do Partido dos Trabalhadores e que foi candidato ao senado pela Rede Sustentabilidade.

Pessoalmente, não temos absolutamente nada contra Minoru Kimpara, que tem a ficha limpa, mas não compactuamos com sua ideologia, princípios e projetos. Seria mais legítimo permanecer em partidos com viés de esquerda, cuja compactuação ideológica não conseguiu negar nas entrevistas, sobretudo quando disse que saiu do PT em razão da corrupção e não por causa dos princípios, da ideologia e do projeto.

Somos e sempre seremos éticos, fiéis àquilo que acreditamos e rogo que ainda tenha algum candidato, nestas eleições, que tenha algum projeto sólido, viável e conciso para nossa Rio Branco.

Sigo firme em prol da Democracia e agradeço a todos os que se simpatizaram com nosso projeto.

Fernando Zamora

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Acre

Decreto é proposto para sustar efeitos do cartão Avancard

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) propôs a edição de um decreto legislativo para sustar o parágrafo único do Decreto 6.398, de 21 de julho deste ano, que permite a concessão de um cartão de crédito com percentual de 15% ao servidor público, além do previsto já em lei que é de 35% da margem consignável. O que compromete em 50% a renda dos servidores do Estado.

“O governo baixa um decreto, inventa um cartão de crédito com 5.5% ao mês de juros. A Assembleia Legislativa não pode ficar inerte a isso. São mais de R$ 50 milhões por mês. Sugiro a edição de um decreto legislativo para sustar esse parágrafo único. Nós dissemos: “não!”. Vai regular por decreto, mas desde que tenha teto. E, estabelecemos um teto aqui em comum acordo com a Assembleia e com a Procuradoria Geral do Estado. Alguém está ganhando dinheiro em cima do sacrifício dos servidores públicos”, disse o parlamentar.

Edvaldo Magalhães foi um dos autores da emenda, ao projeto de lei enviado pelo governo na época, que cria um limite para a concessão dos empréstimos. Ele pontuou que a discussão era justamente para evitar o que realmente aconteceu. O governo passou a adotar outro limite, quando incorporou o cartão Avancard, da Fênix Software, com juros ao mês de 5.5%, para além da margem já prevista.

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Acre

Gonzaga denuncia prejuízo pela falta de internet no Juruá

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O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) denunciou nesta quarta-feira (12) que o prejuízo diário pela falta de sinal de internet em Cruzeiro do Sul chega a R$10 milhões.

“Nas últimas semanas a situação tem se agravado, chegando a ficar 12 horas sem sinal”, disse Gonzaga, que quando esteve em Cruzeiro do Sul ficou sem assistir aulas via internet por falta de sinal.

Gonzaga pediu ao senador Marcio Bittar (MDB) uma audiência pública com o ministro das Comunicações para debater a situação que tanto prejuízo causa ao Estado do Acre.

“Isso não pode continuar. Além do problema econômico, estudantes estão prejudicados”, completou ele, que realizará uma incursão a Brasília na tentativa de resolver a situação junto ao Governo Federal.

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Acre

PL quer corrigir idade máxima para concurso de oficiais da PMAC

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O deputado Cadmiel Bonfim (PSDB) disse nesta quarta-feira (12) que está propondo um anteprojeto de lei complementar alterando o Estatuto dos Militares do Acre.

A mudança principal é na idade máxima de nomeação de oficiais para cargos, através de concurso na Polícia Militar, cuja exigência atual é de que o candidato tenha no máximo 30 anos. Com a mudança, Cadmiel acaba com esse teto para quem já está na caserna e em ativa.

Trata-se, segundo ele, de uma correção legislativa. A idade máxima vale para o pessoal externo. “Valoriza os praças que já estão na caserna”, disse o deputado.

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Acre

Subsídio da borracha não é pago desde 2019 no Acre

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A Comissão de Serviço Público, Trabalho e Municipalismo da Assembleia Legislativa do Acre, presidida pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), recebeu nesta quarta-feira (12), o secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Edivan Maciel de Azevedo, o superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro, representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Na pauta, o atraso no pagamento do subsídio da borracha aos extrativistas.

De acordo com o apurado, há recurso em caixa desde 2017. Os recursos são de serviços ambientais praticados pelo Acre. O dinheiro é proveniente do banco alemão KFW. São recursos carimbados para esta finalidade e o montante a ser executado passa de R$ 1 milhão.

“Na mudança do governo, houveram vários questionamentos acerca de como encaminhar esse pagamento. Havia um resíduo de 2018, que me parece que foi quitado ano passado, e nós temos uma pendência de 2019 e 2020. Resolvemos fazer essa audiência para saber onde está o gargalo, o que está dificultando o pagamento desse serviço, tendo em vista a importância dele para a cadeia produtiva da borracha”, destaca Edvaldo Magalhães.

O superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro, disse que “se fosse direto, eles estariam na porta da SEPA. A gente toma o cuidado de protocolar tudo para mostrar para eles [extrativistas] que não é uma questão nossa. Nós temos uma conta bancária exclusiva para receber esse recurso e fazemos a conciliação disso. O recurso está na conta [do governo] e desde 2019 que não paga um processo”.

Edivan Maciel de Azevedo mencionou que, desde que assumiu, convocou uma força-tarefa para que apresentasse um plano de pagamento do subsídio da borracha. “Também me aflige bastante essa situação. Sou um produtor rural, sou filho de produtor familiar e isso me incomoda. Mas, sem querer falar mal de gestões passadas e dizer que herdei uma situação delicada. Ele vinha sendo pago até 2018 amparado por uma legislação com a Cooperacre. Recebemos uma situação complicada. Paralelo a isso, o secretário que me antecedeu, ele não fez o esforço necessário para que isso andasse. Desse secretário aqui, nós temos feito tudo para agilizar o processo”, disse o secretário.

Já o representante da Seplag, Alexandre Tostes, mencionou que “existe o recurso para pagar”. São quase R$ 4 milhões para o subsídio da borracha e do murmurú. “A forma que a gente pagava era através da Cooperacre, e esse convênio venceu em 2018, não foi renovado, e por isso não conseguimos pagar em 2019. A gente vai ter que achar uma solução de como pagar cada produtor. Fazer em forma de reconhecimento de dívida e será individualmente”. Tostes disse, ainda, que será aberto um edital para selecionar uma nova cooperativa para efetuar os próximos pagamentos.

Solução

Ficou encaminhado que a Procuradoria Geral do Estado vai buscar o entendimento junto à SEPA e a Seplag para que a Cooperacre, excepcionalmente, possa fazer os pagamentos residuais que existem aos extrativistas. A ideia é evitar a burocracia e garantir que o recurso chegue na ponta da cadeia produtiva.

“Eu posso me comprometer de estar olhando hoje mesmo isso. A partir da análise que eu fizer, eu já faço a orientação com a SEPA de qual seria o documento que vamos precisar e aí eles fazem o contato direto com a Cooperativa. Acredito que até o final da semana nós estaremos finalizando esse parecer”, disse Janete Melo D’Albuquerque, procuradora do Estado.

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