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Virou casa de noca

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FOTO: SÉRGIO VALE

Basta você dar uma volta pela cidade, seja no centro ou nos bairros da periferia que vai ver comércios que não se enquadram na faixa das atividades essenciais, fazendo de contas que estão fechados, aglomerações, muita gente sem máscaras, numa total falta de respeito ao decreto de isolamento do governo e da prefeitura. Sem falar na pressão diária de religiosos evangélicos e de representantes de entidades de classe, que também zombam das recomendações das autoridades da área da Saúde; para eles, tudo está normal. Não existe pandemia. Ninguém foi contaminado pela Covid-19, ninguém morreu pela doença na capital, como se Rio Branco vivesse na Ilha da Fantasia e fora do mundo. Mas se amanhã faltar leito nos hospitais pelo crescimento da pandemia, estes serão os primeiros a atirar pedras no governador Gladson Cameli e na prefeita Socorro Neri os culpando pelo caos no sistema hospitalar. Aqui não se respeita nada. Chegou a um ponto de autoridades da segurança se sentirem no direito de emitirem opiniões palpitando contra a preservação da vida. Os que são contra o isolamento social, não atirem a primeira pedra no governador e na prefeita se a pandemia sair do controle, seus telhados serão de vidro. Transformaram Rio Branco numa Casa de Noca, onde todo mundo manda e ninguém obedece. Somos uma população em que a grande parte não tem responsabilidade coletiva. E ainda se pautam por políticos toscos. Pena!

AFRONTA À AUTORIDADE

A declaração do Comandante da PM, Coronel Ulysses, criticando as medidas tomadas até aqui pelo governo contra a pandemia, foi na verdade uma reprimenda pública ao governador Gladson Cameli, e assim deve ser vista. Ou toma providência ou passará recibo de cordeiro.

SÓ FALTA ISSO

Ou daqui em diante vai ter tudo que é secretário lhe dando carão e não cumprindo ordens.

ABACAXI DA FRONTEIRA

O vice-governador Major Rocha revelou que foi procurado pelo ex-prefeito de Epitaciolândia, André Hassem, manifestando o desejo de se integrar ao seu grupo em Epitaciolândia e indicar o vice na chapa do Delegado Sérgio Lopes (PSDB) a prefeito. A proposta será discutida.

NÃO PASSA POR CIMA

Durante a conversa, André Hassem, manifestou a sua insatisfação no SD da deputada federal Vanda Milani (SD), mas Rocha ressaltou que não vai passar por cima e atropelar o partido. Só admite alongar a conversa caso o André venha se desfiliar do SOLIDARIEDADE.

NÃO É BEM VISTO

A informação que a coluna tem é a de que a entrada André Hassem terá rejeição no diretório municipal de Epitaciolândia, quando o assunto for levado para o debate dentro do partido.

SD ENCOLHENDO

O certo é que os planos do SD de sair da eleição municipal forte em vários municípios vão encolhendo, já perdeu vários quadros importantes. Resultado da deputada federal Vanda Milani (SD) ter declarado que não será mais candidata a prefeita de Rio Branco.

BEM ARTICULADO

O candidato a prefeito de Rio Branco (SD), Luziel Carvalho, é bem articulado e levou a campanha para a rua, mas sobre a sua chance real de integrar o pelotão de elite dos que vão disputar a PMRB, temos que aguardar as rodadas de pesquisas que virão na campanha.

QUERO PAZ

A frase é do vice-governador Major Rocha, sobre o conturbado episódio da sua ida ao PSL. Falou ontem ao BLOG que quer paz, e só entrará caso tenha “carta branca” para efetuar mudanças na executiva. Neste caso, a candidatura de Fernando Zamora (PSL) á PMRB iria para o espaço. O desfecho deve ocorrer esta semana, com a vinda de um representante do PSL.

COMPARADO A PILATOS

No artigo do presidente da FIEAC, José Adriano, sobre os efeitos da pandemia dá uma cutucada no governador Gladson Cameli, o comparando a Pilatos, por ter lavado a mão na condução do processo de abertura e transferido a decisão para a prefeita Socorro Neri.

RELAÇÃO TUMULTUADA

Essa relação entre o governador Gladson e o José Adriano sempre foi conturbada.

OUTRA FACE DO JURUNA

O episódio do fechamento das bancas dos camelôs mostrou a face violenta do vereador Juruna (AVANTE), que até aqui vinha se mostrando uma pessoa cordata e pacífica. Ao prometer mandar “quebrar” as bancas dos camelôs que abrissem as portas, deixou mal a sua imagem

FAÇO JORNALISMO

Sobre a entrevista do ex-senador Jorge Viana (PT) a este BLOG, que balançou o mundo político e as redes sociais: não balizo minhas entrevistas, pelo partido ao qual o entrevistado pertence. No BLOG não tem censura, não coloco palavra na boca de ninguém. Faço jornalismo. E ponto!

NEM ERA PRECISO

Nem era preciso o governador Gladson se disfarçar para ver de perto se o decreto de só funcionar as atividades comerciais essenciais foi burlado. Está tudo aberto na periferia.

PEGANDO MAL

A pandemia está na faixa vermelha, com o aumento dos casos de contaminações e óbitos. Nada sustenta a tese insistente dos Pastores evangélicos de abrir os templos, que são vetores da transmissão da Covid-19, por causa da aglomeração. Se abrir templos fosse a chave para a diminuição da pandemia, estaria na briga pela abertura; mas abrir pode agravar o quadro.

BELO EXEMPLO

E, por favor: não venha com a falsa tese de perseguição religiosa, o caso é de saúde pública, estamos numa pandemia, um fato atípico, que foge à normalidade. Por qual razão os Pastores evangélicos não seguem o belo exemplo da Igreja Católica, que vai pelo o que dita a ciência?

OLHA O EXEMPLO DO ORLEIR, GLADSON!

Acompanhei como jornalista político a chegada do Orleir Cameli ao governo até a sua saída. Iniciou com quase todos os deputados estaduais lhe apoiando e forte base no parlamento federal. Ao longo do mandato foi se afastando dos aliados que o ajudaram na eleição; e dos deputados federais, ficou apenas com o Osmir Lima fiel. O Gladson está abandonando os aliados pelo caminho, e se não corrigir o rumo, pode acabar o mandato, solitário, como o tio Orleir.

NÃO EXISTE

Aprendi nos 40 anos de jornalismo político que toda declaração de quem governa deve ser medida e pesada antes de emitir a fala, para não ter mais perdas do que ganhos. 

NÃO SE GOVERNA COM O “EU” 

Na política não se governa só, não se afasta aliados, porque os aliados relegados podem ser os adversários de amanhã. Veja o Bolsonaro, se elegeu relegando alianças e teve de abrir as portas ao centrão, dando cargos para governar. Não se governa com o “eu”, mas com o “nós.”

COMANDANTES DA CAMPANHA

Jorge Viana, Marcus Alexandre e Raimundo Angelim serão os pensadores e comandantes da campanha do candidato do PT à prefeitura de Rio Branco, o deputado Daniel Zen (PT). Foram, inclusive, os articuladores para que Zen fosse o escolhido para disputar a PMRB.

NÃO FICA IMUNE AO MPF

Secretários que manuseiam recursos públicos podem por conta da pandemia dispensar a licitação na compra de medicamentos e componentes hospitalares, mas fiquem atentos de quem estão comprando, para depois não virarem alvo do Ministério Público Federal.

PORTEIRA ABERTA

Com a aprovação do marco regulatório do saneamento a porteira para a privatização do DEPASA foi aberta. O senador Sérgio Petecão (PSD) foi o único da bancada federal a votar contra, se mirando no exemplo da Energisa, que jogou o valor das contas para as alturas.

O CRIME DA SOCORRO

Pelo que conheço da prefeita Socorro Neri, ela não vai ceder às pressões, às ofensas, ás agressões pessoais, para liberar as atividades comerciais não essenciais com a pandemia da Covid-19 estando numa curva crescente e na faixa vermelha. Seu crime: preservar vidas.

FRASE QUE SE ENCAIXA

Há uma frase que pode ser encaixada nesta situação enfrentada pela prefeita Socorro Neri: – a economia se recupera, vidas perdidas, jamais. O que mais chama a atenção é que muitos que remam contra a ciência são pessoas esclarecidas, mas cujas mentes embotaram pelo lucro.

FORA DE COGITAÇÃO

Não existe a menor possibilidade do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), ter como a vice da sua chapa a ex-prefeita Toinha Vieira (PSDB). Este é um jogo a não ser jogado.

BRINCANDO DE POLÍTICA

Em Cruzeiro do Sul, os aliados do grupo do Gladson Cameli estão brincando de fazer política. Uma hora o prefeito Ilderlei Cordeiro aventa a possibilidade de não disputar a eleição, na outra hora muda de opinião e mantém seu nome, e assim o tempo vai correndo sem uma solução.

SOMOU NA IMAGEM

A entrada do Márcio Pereira (PROGRESSISTAS) de vice na chapa do candidato a prefeito de Plácido de Castro, Francisco Tavares (MDB), pode não somar votos, mas soma no perfil. Além de ter uma conduta sem nódoas, o Márcio é um bom articulador de campanha.

ATO ÉTICO

O presidente do PSL, Pedro Valério, ao se negar entregar na bandeja a cabeça do candidato a prefeito da capital, Fernando Zamora (PSL), para o vice-governador Major Rocha (PSDB) entrar no partido sem reações, foi antes de tudo ético. E isso não costuma ser comum na política.

CAMINHO NATURAL

Em 2022, a tendência do senador Márcio Bittar (MDB) é entrar no partido no qual o presidente Jair Bolsonaro estiver. Não vai fazer sentido o Márcio ser o coordenador da campanha do Bolsonaro no estado, filiado no MDB. Mesmo porque seria até uma incoerência.

CANDIDATURA MANTIDA

Em Tarauacá, a candidatura da vereadora Janaína Furtado (PROGRESSISTAS) à prefeita está mantida. O problema no município é que o grupo que apoia a candidatura do ex-prefeito Rodrigo Damasceno (PSDB) está unido, e os seus adversários divididos em vários nichos.

FRASE MARCANTE

“Na política do Acre não há mais lugar para os amadores”.  Zamir Teixeira, o “Terrível Zam”, que disputou o Senado pelo Acre, e foi quem primeiro deu sacolão na campanha.

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Acre

Os caminhos de Gladson Cameli

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CERTA FEITA perguntei ao governador Gladson Cameli o motivo pelo qual resolveu apoiar a prefeita Socorro Neri (PSB) para mais um mandato, deixando de lado candidatos aliados da sua última campanha. Deu suas explicações, mas nenhuma convincente, afinal, a Socorro foi vice na chapa do Marcus Alexandre (PT), partido que prometeu varrer do mapa da sua administração. E teria que estar no palanque de algozes quando disputou o governo.

Que a Socorro é uma gestora séria – um dos seus argumentos – não se discute. Se discute é que este apoio explodiria sua base, como explodiu com a derrota da sua candidata.

Então, desisti de entender este ato do Gladson em se afastar dos aliados.

Agora, para recompor antiga aliança e disputar a reeleição lhe custará muito mais problemas de que, se não tivesse apoiado a Socorro Neri.

O correto era ter ficado como magistrado, não apoiado ninguém, já que tinha vários aliados na disputa. Foi lhe sugerido isso, mas o Gladson é um político que age pela emoção e não pela razão.

Não tivesse apoiada a Socorro, não teria sido derrotado, e não precisaria compor mais nada para disputar a reeleição. Só que levou a birra ao extremo, e agora o buraco ficou mais embaixo.

Para repactuar espaços no governo, terá de sentar com um grupo fortalecido, que venceu a eleição, com o prefeito do maior colégio eleitoral, Tião Bocalom (PP), o deputado José Bestene (PP), a senadora Mailza Gomes (PP) e o senador Sérgio Petecão (PSD).

Pela informação que tenho é que, uma das exigências iniciais é ele se afastar do PSB. Trazer a Socorro ou um aliado dela para dentro do governo soaria como provocação.

Não sei onde é que esta repactuação vai chegar, mas sei que o único caminho para o Gladson Cameli ter sossego para disputar a reeleição em 2020, é uma recomposição dos espaços dentro do seu governo.
É o jogo.

CORTAR NA CARNE

UMA COISA é certa, num novo cenário, que agregue o grupo vencedor o governador Gladson Cameli vai ter que reduzir na sua gestão o tamanho do espaço de partidos que saíram derrotados, sem cacife para ter secretarias e centenas de cargos de confiança.

MUITO SIMPLES

É muito simples, cada partido deve ter espaço no governo de acordo com o seu tamanho. Assim é que as coisas funcionam.

NADA REPUBLICANA

NÃO foi republicana a declaração do prefeito eleito Tião Bocalom (PP) de refutar montar uma equipe para uma transição com a equipe da prefeita Socorro Neri. O ato faz parte da liturgia de qualquer troca de governo. Se não tiver contente com os dados que lhe forem passados, que faça auditagem. A eleição acabou. Até porque, ele vai precisar de dados para começar a governar.

NÃO É ACRELÂNDIA!

MESMO PORQUE, a prefeitura de Rio Branco não é a prefeitura de Acrelândia. Aqui, é a capital, os problemas são muitos. E terão de ser enfrentados já no primeiro dia de gestão, sem rompantes.

PRATO QUE SE COME FRIO

AO postar a música “Vou Festejar” da sambista Beth Carvalho, que tem o refrão: “Chora\não vou ligar\chegou a hora\pode chorar… para comemorar a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB), o ex-prefeito Marcus Alexandre, confirma o velho ditado de que “a vingança é um prato que se come frio”. A Socorro chegou a ponto de bloquear seu celular para não falar com ele.

COMEMORAÇÃO FOI GERAL

CONVERSEI ontem com cardeais petistas, eufóricos e comemorando derrota da prefeita Socorro Neri, para mais um mandato. Eles, votaram no Tião Bocalom (PP) de nariz tapado.

BALA TROCADA

O COMENTÁRIO era de que bala trocada na política não dói. Lembraram terem sido expurgados da PMRB e ainda serem taxados de propor coisas ilícitas. Não havia como não comemorar, disse um deles ontem ao BLOG DO CRICA.

NÃO DAVA PARA GANHAR

NO DIA DA ELEIÇÃO dei uma volta de carro por algumas seções eleitorais. Nas que passei vi fiscais do 40, ligados ao Bestene, ao Petecão, ao PSDB, todos infiltrados e eleitores do Tião Bocalom.

A QUE PONTO CHEGOU

VEJAM a que ponto chegou a falta de comando da campanha prefeita Socorro Neri (PSB). Quando pediram que as secretarias do governo mandassem nomes para serem fiscais, a maioria enviou nomes que votariam no Tião Bocalom. A história me foi contada às gargalhadas ontem pelo autor de uma dessas listas.

NÃO HOUVE ENVOLVIMENTO

FICOU CLARO que, o apoio do governo à Socorro Neri (PSB) ficou mais na ação pessoal do Gladson do que do governo como um todo. Um ou outro secretário botou a cara de fora. Explica-se: o governo tem secretário e cargos de confiança indicados por quem apoiava o Bocalom. E que jamais votariam na Socorro Neri.

NÃO PERSEGUIU

MAS RESSALTE-SE QUE, o governador Gladson marcou um ponto nesta eleição. Mesmo apoiando a Socorro Neri não promoveu caça às bruxas dentro do governo contra quem apoiava o Bocalom. Um ou outro aloprado, chegou a propor perseguições.

VIRADA ERA FICÇÃO

NÃO SEI se a Socorro Neri chegou em algum momento imaginar que poderia virar o jogo no segundo turno. Como é inteligente, acho que não. Ela esteve cercada de quem não era do ramo político. São os chamados “corneteiros”, que vivem de palpitar ao vento.

O JOGO SERIA OUTRO

A SOCORRO NERI teve dois momentos que desperdiçou: quando foi convidada pelo Gladson Cameli a se filiar no PP, e quando foi convidada para se filiar no PSD do senador Sérgio Petecão (PSD). Tivesse ela aceitado, a candidatura do Tião Bocalom nem existiria.

AVALIAÇÃO DO ZEN

O deputado Daniel Zen (PT) avalia que os grandes perdedores da eleição foram o governador Gladson e o vice Rocha, porque estão no poder e os seus candidatos á PMRB foram derrotados.

ESPAÇO DE MANOBRA

O FUTURO prefeito Tião Bocalom vai ter um espaço de manobra para formar uma base majoritária na Câmara Municipal de Rio Branco, que pode chegar a dez vereadores. Sem problemas.

SEM CONVERSA SOLITÁRIA

O SENTIMENTO no grupo que esteve no apoio à candidatura do Tião Bocalom é de que, qualquer conversa política com o Gladson não será solitária, mas tem que envolver o novo prefeito, a senadora Mailza Gomes (PP), o deputado José Bestene (PP) e o senador Petecão (PSD). Afinal, chegaram ao pódio da eleição.

SABIA DA DIFICULDADE

O GOVERNADOR Gladson Cameli não foi tomado de surpresa com a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB). Já no final do primeiro turno chegou a prever que sua vitória seria difícil.

FALTA DE HABILIDADE

ESCUTEI também de assessores mais próximos do governador Gladson Cameli que membros do comitê político da prefeita Socorro Neri colocaram entraves a um trabalho conjunto, por isso se afastaram da campanha. Ficaram apenas no apoio formal.

CURIÓ DE MUDA

O SENADOR PETECÃO (PSD) está igual curió de muda, não dá um pio sobre 2022. Principalmente, se o assunto for candidatura ao governo. Lúcido, Petecão quer ver antes o cenário a se formar.

NÃOCOMBINOU COM AS URNAS

O DEPUTADO Jenilson Lopes (PSB) fez uma leitura correta ao trocar o PCdoB pelo PSB. Apostou tudo numa vitória da Socorro Neri (PSB), o que lhe daria cacife para almejar o Senado, Câmara Federal, ser um Vice, mas esqueceu de combinar com as urnas.

PREFEITURA ENXUTA

NUM ASPECTO, o prefeito eleito Tião Bocalom (PP) não poderá reclamar da prefeita Socorro Neri: pegará uma prefeitura enxuta, saneada, sem grupos de esquemas, pronta para ser tocada logo.

GRANDE ERRO

VOLTO a bisar que o problema da prefeita Socorro Neri foi não aliar a sua boa gestão à política. Em alguns momentos tomou decisões pela emoção, não formou uma base de aliados sólidos.

NUNCA FOI PROTAGONISTA

NÃO SEI o que viu no PSB, para permanecer no partido, acho que o conselho de alguns que a cercavam a cegaram. O PSB, é só ver os anais, nunca foi protagonista na capital nas últimas décadas.

PROBIDO E INDICAR VICE

O DEPUTADO LUIZ TCHÊ (PDT) levou o seu partido a sair mais forte da eleição municipal, com duas prefeituras. Belo trabalho. Mas na questão de indicar vice é um pé gelado. Os dois vices que o PDT indicou, para o governo e PMRB, foram para a balsa.

ENGRADECE MAIS A VITÓRIA

A VITÓRIA do Tião Bocalom para a PMRB ficou mais engrandecida, porque derrotou uma adversária de mãos limpas. E a gestão da Socorro não foi algo desastroso nestes dois anos.

FRASE MARCANTE

“Um inimigo é muito; cem amigos é pouco”. Ditado alemão.

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Acre

A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

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Blog do Crica

Ibope reforça favoritismo de Bocalom

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A última pesquisa do IBOPE, divulgada pela TV-ACRE na noite de ontem só veio reforçar o favoritismo do candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP) sobre a candidata Socorro Neri (PSB), na eleição do próximo domingo. Bocalom apareceu com 61% contra 32% de Socorro, uma diferença que se confirmada deve dar uma soma bem superior aos 47 mil votos do primeiro turno a favor do candidato do PP. Para sintetizar, será a vitória da campanha profissional, organizada, do Tião Bocalom (PP), contra a campanha sem organização e amadora da candidata Socorro Neri (PSB). É o que melhor define o resultado.

OUTRO QUADRO

DEPOIS DE DOMINGO vamos ter um novo quadro de composição política. O Gladson terá pela primeira vez desde a sua posse a lhe confrontar um grupo de aliados da sua campanha a governador, que esteve em outro palanque e saído vencedor. Se quiser recompor sua base, ele terá que sentar com este grupo.

VISTO COMO AFRONTA

CONVERSEI ONTEM com uma figura importante do grupo que apoiou a candidatura do Tião Bocalom (PP) à PMRB. E me disse o seguinte: caso o Gladson convide em caso de derrota a Socorro Neri ou outra figura influente da sua gestão para seu governo, será visto como uma afronta ao grupo, que não deglutiu a aliança com o PSB. Querem conversar com a esquerda longe.

ASSUNTO PARA DEPOIS

O SENADOR Petecão (PSD) não quer falar sobre uma possível candidatura ao governo em 2022. Quer primeiro ajudar a eleger o Bocalom á PMRB e conversar depois sobre este assunto.

NÃO SE FURTA A CONVERSAR

SOBRE fazer uma conversa política com o governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD) diz que não vai lhe procurar, mas se for procurado não se furtará a conversar.

MUITO MAIS FORTE

CLARO QUE, caso Tião Bocalom (PP) venha mesmo ser eleito no domingo como as pesquisas indicam, o senador Petecão (PSD) sentará à mesa da conversa bem mais forte que antes da eleição.

SAPO ENGOLIDO

O BLOG tem a informação que existe no grupo que toca a candidatura do Tião Bocalom (PP), uma mágoa grande com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), que tentou tirar o MDB do apoio formal ao candidato do PP, para levar à neutralidade.

DIFERENÇA ABISSAL

UM FATO desta campanha que acaba no domingo bastante notado, foi a diferença de volume entre as campanhas do Tião Bocalom (PP) e da Socorro Neri (PSB). A do Bocalom, volumosa: a da Socorro, tímida. O visual do candidato do PP dominou a cidade.

PREVISÃO DOS MAIS AFOITOS

NA PREVISÃO dos mais afoitos defensores da candidatura do Tião Bocalom (PP), este tende a vencer a eleição com uma margem de 75% dos votos. Citam que o IBOPE não pesquisou a zona rural, onde o candidato do PP leva ampla vantagem.

FECHA COM CARREATA

A CAMPANHA do Bocalom deverá fechar as suas atividades com uma grande carreata amanhã na parte da tarde, para mostrar força na reta de chegada. É a velha história do vento favorável.

SENDO SINCERO

NA PROVÁVEL hipótese de uma derrota da  Socorro Neri (PSB) neste domingo, estará criada uma situação surreal. A derrota de uma prefeita que não fez uma má gestão. São coisas da política.

AOS VENCEDORES, AS BATATAS!

NUMA ELEIÇÃO se ganha ou se perder. E como diz o velho jargão”: “Aos vencedores, as batatas!.” Faz parte do jogo.

ELITE NÃO DECIDE

A CHAMADA elite não decide uma eleição, no máximo dá pitacos e alguns votos. Quem decide mesmo é o eleitor da periferia. E nisso está a beleza da democracia, os votos são igualitários.

GRANDE VENCEDOR

O PP, ganhando na capital, vai encerrar a eleição como o grande vencedor, ficando com os dois maiores colégios eleitorais, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A presidente do PP, senadora Mailza Gomes (PP) tem pé quente. E, sem ela, a candidatura Bocalom não vingava. Brecou uma aliança com a Socorro Neri (PSB).

NÃO FOI UNIFICADO

O APOIO do governo à candidata Socorro Neri (PSB) ficou mais no empenho pessoal do governador Gladson e de alguns assessores, do que propriamente da máquina do governo, onde boa parte dos cargos de confiança apoiaram o Tião Bocalom (PP).

NÃO AMEAÇOU PELO VOTO

DEVE-SE TAMBÉM registrar como positivo o fato do governador Gladson ter pedido votos aos chamados comissionados, mas em momento algum ameaçou alguém de demissão se não votasse na Socorro Neri. Se houve pressão, foi por parte dos aloprados.

DIFÍCIL DE FORMULAR

FICA DIFÍCIL neste momento de fim da disputa municipal formular um quadro para a eleição de 2022, para governador e senador. Tem que primeiro ver como ficarão as composições.

MUITO FRAGILIZADA

A FRENTE dos partidos de esquerda, composta pelo PT e PCdoB, está saindo da eleição municipal bastante fragilizada. Não elegeu um vereador na capital e terá que se reinventar para 2022.

UMA IMAGEM QUE FICOU

UMA IMAGEM que ficou desta eleição no grupo da Socorro Neri (PSB), foi a do esforçado deputado Jenilson Lopes (PSB). Mas não foi suficiente para viabilizar seu plano do PSB manter a prefeitura, para servir de trampolim a ele para uma disputa municipal em 2022. Depois de domingo, o PSB vira nanico.

OPOSIÇÃO É SAUDÁVEL

FAZ BEM para a democracia a volta do Leo de Brito (PT) para a Câmara Federal. É preciso ter sempre alguém exercendo o contraditório. Natural ser oposição ao Gladson e ao Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Não é batendo com uma esponja que conseguimos pregar um prego na parede”. Ditado uruguaio.

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Acre

Liderando pesquisas, Bocalom não vai ao debate da TV Acre

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O candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), que lidera as pesquisas, não vai participar do debate desta sexta-feira (27) com a prefeita Socorro Neri (PSB), que está sendo anunciado pela TV-ACRE.

A confirmação da ausência chegou ao BLOG pelos assessores políticos do candidato. O argumento é que a direção da emissora está notificada há 5 dias de que, Bocalom não se faria presente, por ter outra programação de campanha agendada para o horário. Na nova pesquisado IBOPE, Tião Bocalom (PP) aparece com 61% contra 32% da prefeita Socorro Neri (PSB).

Mais política no BLOG DO CRICA.

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Bombando

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