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Deputados cercam Alysson em sabatina sobre Covid-19: “transparência total”, diz secretário

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O secretário de Estado da Saúde disse nesta terça-feira (3) que o Acre já chegou a quinta versão do plano de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Segundo ele, as principais unidades estão preparadas para o atendimento a partir desse plano.

O número de leitos UTI aumentou substancialmente com o advento de dois hospitais de campanha, em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. “Hoje qualquer síndrome gripal a gente considera como Covid-19″, disse, falando dos três estágios da doença.

Ele falou que alguns medicamentos não estão disponível e que o Estado sofre para adquirir determinados remédios. “No Acre, pela distância, a gente sofre com por exemplo kits de intubação”, disse.

O secretário disse que o Acre permanece entre os quatro que mais testam com RT-PCR, que é o melhor sistema.

A deputada Doutora Juliana quis saber por que as famílias não tem informações sobre a condição do paciente. “O boletim não chega. Uma amiga ficou três dias sem receber”, disse ela.

Alysson disse que as unidades, especialmente o Into, estão providenciando melhorias, lembrando que um membro da família receberá as informações. O que atrapalha é o fato da doença ser evolutiva e ás vezes o médico não consegue avaliar no prazo esperado pela família.

Daniel Zen quis saber sobre a execução orçamentária na pandemia. Ele lembrou do valor de R$198 milhões destinados exclusivamente ao enfrentamento ao vírus no Estado. “A execução federal é de 33%. No Acre não consta o percentual de execução”, disse o deputado do PT.

O secretário de Saúde afirmou que há transparência total na aplicação dos recursos. Há empenhados do valor citado pelo deputado, diz ele, cerca de R$ 62 milhões e foram pagos R$ 16,6 milhões.

Já o deputado Fagner Calegário pediu que fosse encaminhadas para a Aleac as informações sobre as compras e a questão das dispensas de licitação. Calegário voltou a citar a questão da empresa New Times, que cuida da limpeza do Into, e que segundo ele não cumpre as exigências legais para ser contratada pelo poder público sob dispensa de licitação.

Calegário quis saber também sobre o atraso na abertura do hospital de campanha do Juruá e acerca dos cortes nos salários de servidores da Saúde.

Alysson respondeu que a New Times já foi notificada em relação ao edital e apresentou defesa em relação ao atestado de capacidade técnica.

O Hospital de Campanha do Juruá, segundo ele, deve ser aberto em breve. Faltam os gases medicinais para o início dos trabalhos.

Edvaldo Magalhães disse o momento talvez seja o mais delicado da pandemia seja o que o Acre vive atualmente. “Os melhores resultados foram alcançados onde houve decisões colegiadas, testagem em massa, tratamento imediato para isolar o vírus”, disse.

Hoje, diz Edvaldo, são duas reclamações recorrentes: falta de testes e ausência de medicamentos básicos, como azitromicina, anticoagulantes, eritromicina.

O secretário relatou que há sim avanços na testagem, sendo o Acre um dos melhores nessa questão, e as melhorias seguem. Os medicamentos, diz ele, estão no padrão da atenção primária. Segundo ele, havia débito de R$6 milhões com a farmácia básica, dívida que foi quitada no governo de Gladson Cameli.

“Mas há medicamentos que fugiram de preço. A maioria dos fornecedores locais desistiram de fornecer azitromicina, assim como ivermectina. Há diferença da dispensação na rede de saúde e internamente nos hospitais. A rede hospitalar tem conseguido suprir.

A Covid-19, diz Alysson, é uma doença cujo tratamento não é receita de bolo. O que há é o respeito do Ato Médico.

Bonfim diz que única ambulância de Feijó é velha e sofre ainda mais com pandemia

O deputado Cadmiel Bonfim pediu a contratação de mais um médico para o município de Feijó devido ao grande fluxo gerado ultimamente. Além disso, Bonfim alertou para uma antiga reivindicação: mais ambulância para Feijó. “Só temos uma, que é velha. Com esse movimento da pandemia, a ambulância se desloca para Cruzeiro do Sul levar pacientes e a cidade fica descoberta”, disse o deputado.

Alysson disse que haverá reforço médico em Feijó e que a Secretaria quer adquirir uma nova frota de ambulância. “Atendemos no limite”, reconheceu o secretário.

O deputado Roberto Duarte afirmou que o MDB é o partido que mais ajudou o Governo do Acre com recursos para enfrentamento à pandemia. E quis saber qual protocolo imediato para atendimento ao paciente de Covid-19.

Segundo ele, os dados apontam que o Acre adquiriu 126 mil testes e não há nem um terço usado. “Onde estão sendo utilizados?”, questionou o deputado.

O secretário de Saúde relatou o sistema de uso dos testes e explicou a questão da cloroquina, remédio que é usado para malária e Covid-19, e é diferente da hidroxicloroquina –este usado para doenças como o lúpus e que o Estado do Acre tem dificuldade de comprar.

Bestene se antecipa a desconfiados sobre cirurgias eletivas: “nunca pedi nada”

O deputado José Bestene pediu explicações sobre a questão das cirurgias eletivas. “Nunca subi as escadarias da Sesacre para pedir nada”, disse o deputado, defendendo-se de suspeitas de que ele teria influência na agenda de cirurgias da Fundhacre.

“Existe um sistema na Sesacre, uma legislação que regula –o SisReg, que é público”, disse, confirmando a transparência da regulação das cirurgias. O agendamento foi prejudicado pela pandemia.

O deputado Antônio Pedro pediu a volta do atendimento laboratorial e o retorno do centro cirúrgico no hospital Epaminondas Jácome, em Xapuri. O secretário disse que o apoio e diagnóstico vem sendo melhorado. “Já está sendo providenciado”, disse o secretário.

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