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“Hoje não existe previsão para reabertura”, diz coordenadora do Pacto Acre Sem Covid

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O Boa Conversa, do ac24horas, desta sexta-feira, 26, recebeu dois convidados ilustres, o médico Guilherme Pulici e a farmacêutica Karolina Sabino, coordenadora do “Pacto Acre Sem Covid”. A  intermediação do debate foi feita pelo jornalista Marcos Venicios. Para quem não acompanhou ao vivo, a transmissão está disponível no Facebook do jornal online e também na página do Youtube.

Primeira a falar, Karolina Sabino afirmou que o pacto contou com a participação de diversas entidades e que contempla três parâmetros. “Critério de responsabilidade social, que é a faixa de isolamento social, além disso, o sistema de saúde e os locais da reabertura da economia que causa aglomerações. Não foi uma decisão aleatória, por isso que paramos e pensamos que precisamos sistematizar o plano. É um projeto da sociedade como o todo, e tivemos uma participação de diversas entidades”, afirmou.

Ela afirmou que o pacto só terá êxito se tiver a colaboração de toda a sociedade civil. “Não basta apenas o governo do Acre dá as diretrizes, é necessário ter a participação inteira da sociedade”, frisou, destacando ainda que atualmente o Estado está em emergência e não existem parâmetros para flexibilização das atividades. “Não posso te dizer que daqui a 15 ou 30, recebemos dados a todo o momento, mas hoje, com base no plano, não se reabre nada de forma segura”.

Já o médico Guilherme Pulici, que tem atuado na linha de frente no combate ao Covid-19, destacou que para a reabertura da economia o governo do Acre é preciso investir em testagem em massa. “Tem que testar bastante pra gente poder flexibilizar o isolamento, e passar apenas para o distanciamento”.

Sistema de Saúde

Karolina Sabino afirmou que o Acre está em um momento de emergência devido à taxa de ocupação de UTIs. Segundo ela, cada duas pessoas acometidas pelo vírus infectam outras três pessoas. “Se a população não se conscientizar não adiantar o governador comprar 50 ou 100 leitos de UTIs. A ideia do pacto é medir periodicamente a cada 15 dias a situação do vírus no Acre. Iremos fazer a medição de dados para ver se iremos flexibilizar. A gente sabe que em grande parte, precisamos da colaboração da população. A cada duas pessoas infectam três pessoas. Esse processo vai contaminando outro e outros. E o que a gente precisa das medidas sanitárias básicas como lavagem das mãos e álcool”.

Mudanças de hábitos

Já Guilherme Pulici afirmou que a população precisa mudar os hábitos até a descoberta de uma vacina. “Vamos ter que mudar hábitos! Eu sei que isso não é fácil… é característico do nosso povo de abraçar, conversar perto um do outro, compartilhar copo, talher, entre outras coisas”, afirmou.

Assista a entrevista completa:

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