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Entenda por que o governador Gladson está tão nervoso

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Gestos nervosos, tom de voz acima do normal, nervos por um fio. Com 10 kg a menos, o nível de estresse do governador preocupa os assessores mais próximos. O líder parece sofrer de carência emocional na quarentena.

O Acre possuiu 11.539 infectados pelo covid-19. Nas últimas 24 horas foram cinco novos óbitos, passando para 305 o número de mortos. Segundo dados oficiais, das 240 internações em leitos do SUS, 170 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus. Isso representa uma taxa de internação de 80%.

O aumento nos pedidos de seguro desemprego, só nos primeiros dias de junho foi de 6%. A perda na economia local com os impactos da pandemia, segundo estimativa da Federação do Comércio é de R$ 400 milhões.

Quem conhece de perto o governador Gladson Cameli sabe que ele se preocupa com o número de vítimas fatais. Foi o único chefe do executivo até aqui, a homenagear em atos públicos, os mortos pelo coronavírus. Ao falar na avó, na coletiva de imprensa, hoje, que faleceu recentemente em Manaus e, no beijo que não conseguiu dar no pai, Eládio Cameli, Cameli demonstrou uma certa carência emocional.

Mas, não são os números de mortos, nem dos infectados, muito menos de desempregados que mais tiram o sono de Cameli. Durante as duas entrevistas coletivas concedidas em menos de 72 horas, a clara irritação do governador tem como endereço as pressões sofridas por quem não tem compromisso sequer de conhecer as regras sociais impostas pelos decretos de quarentena. Nas entrelinhas fica claro que manda recado aos que teimam de afrouxar as medidas protetivas.

“Quem leu o decreto emergencial? Hum…”, perguntou ele aos jornalistas.

Gestos nervosos, tom de voz acima do normal, nervos por um fio. Com 10kg a menos, o nível de estresse do governador preocupa os assessores mais próximos. Confuso em sua linha de raciocínio, Cameli teve sérias dificuldades em explicar o plano Convívio sem Covid, projeto que ele insiste em chamar de “convívio com covid”.

As dificuldades na aquisição de equipamentos de proteção individual, remédios para o tratamento dos pacientes e até testes rápidos para acompanhamento da expansão do vírus, são outros fatores que vem tirando a tranquilidade do governador. Preocupado com seu CPF, Cameli não concorda com a elevação dos preços e a necessidade de aquisição dos produtos que podem salva vidas. Para quem tem ansiedade, o atraso na entrega de equipamentos e medicamentos chega a ser angustiante.

“Vão faltar testes! remédios mesmo!”, declara.

O dilema continua por mais uma semana. Os conselheiros do Palácio Rio Branco avaliam que na melhor das hipóteses as mortes vão continuar na casa das duas dezenas com o início do achatamento da curva de contaminação e, na pior, as mortes vão atingir patamares semelhantes, proporcionalmente, ao Amazonas, com comboios de caixões estacionados nas unidades de saúde.

As cidades do interior, com menos estruturas estão no foco de metodologias adotadas no plano apresentado na Casa Civil. Com nível 18, ou seja, no vermelho, a decisão é de prolongamento do isolamento social.

A teimosia do governador em falar na divisão de responsabilidades é outro sintoma que demonstra um estadista isolado pelas decisões que tem que tomar. Mesmo ao lado de Cameli, o militar e vice-governador Major Rocha, parece não se importar em fazer intervenções que possam ajudar nesse momento de crise.

O mapa do Acre pintado de vermelho não foi a única figura emblemática durante a coletiva desta tarde. Imagens denunciaram os secretários preocupados mais em mensagens de celular do que com a fala do governador. Também houve falha no áudio e imagens prejudicadas pela baixa qualidade da internet. Tudo conspirou para que a decisão de governador fosse de manutenção da quarentena. E por conta disso, muito stress.

Bombando

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