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Pandemia reduz a zero captação de emprego no Acre

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Informalidade e vagas encarecidas pela legislação não ajudam acordos mesmo com crise da Covid-19

Em boa parte dos Estados são comuns os acordos para manutenção do emprego envolvendo flexibilização do contrato e da jornada de trabalho. No Acre, quase não se ouve falar disso. Sabe-se que uma ou outra empresa o fez nesta pandemia na tentativa desesperada de manter os empregos e tocar o negócio.

Um empresário do ramo de restaurante tem 26 colaboradores e viu suas vendas despencarem na quarentena mas não demitiu ninguém. Se a corda apertar, o jeito de aliviar o pescoço, disse ele, é reduzir salários.

“Os ACTs, Acordos Coletivos de Trabalho, são por categoria e com vencimento. Aqui no Estado do Acre não tivemos ainda nenhum ACT que teve redução salarial e redução da jornada de trabalho”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT), Edson Batistela. “Pelo menos nossos sindicato filiados a CUT não nos informaram”, completou o sindicalista.

Dois fatores podem explicar a baixa negociação contratual no Acre: a informalidade, uma das mais altas do país, e a rigidez da lei trabalhista brasileira que faz com que quem está dentro não saia e quem está fora não entra.

Isso tudo apesar da desidratação e precarização da Consolidação das Leis do Trabalho que segue acontecendo episodicamente no País.

“Um problema que a gente tem muito sério que grande parte dos grandes países não tem é a flexibilização das leis trabalhistas. Nos Estados Unidos, demitiram muita gente e este mês tiveram aumento do nível de emprego gigantesco por que lá os custos trabalhistas são menores. Então, aqui o que você faz? Segura para não demitir”, observou o doutor em economia Rubisley Souza, professor da Universidade Federal do Acre.

Se por um lado não se demite por causa do alto custo, de outro não se contrata por esse mesmo motivo.

As coisas acabam acontecendo no contexto da informalidade. “Nós no Acre não temos. Essa relação é muito pessoal e o Sine atua na captação. Não ouvi falar em nenhum tipo de acordo aqui no Acre”, relata o diretor do Serviço Nacional de Emprego (Sine) do Acre, Marcos Moraes.

De seu lado, o sindicalista Marcelo Jucá, do Sindicato dos Urbanitários do Acre, citou uma negociação com redução de jornada e salários na Energisa, procedimento que contou com a ajuda Sine.

O mercado de trabalho está abalado e será o último a se recuperar pós-pandemia. Localizado na OCA, o Sine é o termômetro da corrosão laboral em Rio Branco, maior e mais cobiçada praça de trabalho do Acre.

De janeiro a junho de 2019, quando o mundo sequer sonhava com qualquer tipo de pandemia, o Sine captou 904 vagas apenas intermediando o contato entre empregado e empregador. Em 2020, as captações foram bem até março mas caíram a zero em abril e maio, e continuam zeradas em junho, tudo por conta do isolamento social e do fechamento dos serviços.

2020 pode terminar com 27 mil novos acreanos sem emprego e mais de 150 mil na informalidade

A informalidade acreana tem números robustos e vergonhosos mas a taxa caiu no Acre: em 2017 eram 56,61% na massa de trabalhadores, sendo que 73.424 pessoas trabalham por conta própria e não tinham carteira assinada. A agricultura era a atividade com maior número de informais: 89,23% dos trabalhadores não tinham carteira assinada.

Já no primeiro trimestre de 2020, foi de 52,2%, conforme divulgou o Fórum de Desenvolvimento do Acre. Nada menos que 152 mil acreanos em idade de trabalhar exerciam atividades informais. A taxa acreana supera, proporcionalmente, a taxa nacional, de 39,9% da população economicamente ativa (36,8 milhões de pessoas).

FOTO: SÉRGIO VALE – AC24HORAS.COM

Mas essa não é a má notícia. O economista Orlando Sabino estima que ao aplicar a taxa nacional de desemprego prevista pelo Instituto Brasileiro de Economia, o Acre chegará ao final de 2020 com uma taxa média de desemprego de 21,7%, ou seja 3,9 % a mais que a taxa brasileira. “Essa taxa sinaliza para um desemprego de mais de 73 mil pessoas no Acre. Um crescimento de mais 27 mil, em relação ao primeiro trimestre de 2020”, diz o economista em sua coluna no ac24horas.

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Pagamento do Auxílio Emergencial Extensão começa amanhã

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A CAIXA vai iniciar os pagamentos das parcelas do Auxílio Emergencial Extensão para os beneficiários que não fazem parte do público do Bolsa Família nesta quarta-feira (30/09), juntamente com o início do Ciclo 3 de pagamentos.

O pagamento das parcelas extras dos beneficiários do Programa Bolsa Família segue o calendário habitual. A primeira parcela extra teve início no dia 17 de setembro e finaliza o primeiro ciclo nesta quarta-feira (30), com o pagamento dos beneficiários de final de NIS 0.

Já foram pagos R$ 213,8 bilhões do Auxílio Emergencial para 67,2 milhões de brasileiros, em um total de 315,5 milhões de pagamentos.

“O Auxílio Emergencial é o maior programa de transferência de renda da história do país e a CAIXA está ao lado dos mais humildes, que precisam com urgência do benefício, demonstrando que é o banco de todos os brasileiros”, destaca o presidente da CAIXA, Pedro Guimarães.

O benefício criado em abril deste ano pelo governo federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

Não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício.

O calendário de pagamentos e de saques para o Auxílio Emergencial Extensão e para a continuidade das parcelas do Auxílio Emergencial foi estabelecido pela Portaria nº 496 do Ministério da Cidadania de 28 de setembro de 2020.

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Vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19 é segura

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Resultados preliminares e parciais apontam que a vacina desenvolvida pelo grupo Johnson & Johnson contra a Covid-19 é segura e induziu resposta imune mesmo após uma única aplicação.

Os resultados são referentes a uma parte dos participantes das fases 1 e 2, que foram conduzidas de forma conjunta. Eles ainda não foram revisados por outros cientistas – requisito necessário para publicação em revista científica – mas foram disponibilizados em um repositório on-line na sexta-feira (25).

A imunização, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo J&J. A imunização foi a quarta a obter autorização de testes de fase 3 no Brasil, em agosto; na semana passada, a empresa anunciou que começaria a terceira etapa em todo o mundo, com 60 mil voluntários. No Brasil, segundo a Anvisa, haverá 7 mil participantes.

Ao todo, os testes foram feitos com 796 participantes, divididos em 3 grupos (que não tinham, necessariamente, a mesma quantidade de voluntários cada um).

Dos 3 grupos, 2 tinham voluntários com idades de 18 a 55 anos. O terceiro grupo tinha voluntários com 65 anos de idade ou mais (394 pessoas).

Os testes foram realizados entre 22 de julho e 24 de agosto (em períodos diferentes para cada um dos três grupos).

Nos 3 grupos, houve participantes que receberam uma dose maior ou menor da vacina.

Com as informações que estavam disponíveis, os pesquisadores concluíram o seguinte:

A geração de anticorpos foi similar nos participantes com idades de 18 a 55 anos e nos que tinham 65 anos ou mais.

Os efeitos colaterais mais comuns foram febre, fadiga, dor de cabeça e dor no corpo. A febre foi de leve a moderada, e se resolveu de 1 a 2 dias após a vacinação.

A melhor forma de continuar estudando a vacina é aplicá-la em dose única, com a menor dose testada – porque ela foi suficiente para induzir uma resposta imune satisfatória e gerou efeitos colaterais menos intensos nos participantes.

Com informações do G1

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60,5% dos lares acreanos receberam o auxilio em agosto

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No Acre, 60,5% dos domicílios receberam o Auxílio Emergencial do governo federal no mês de agosto, segundo levantamento do Ministério da Cidadania. Os resultados também apontam que 43,9% dos lares brasileiros, ou 30,1 milhões, foram impactados pelo benefício. Os maiores percentuais continuam sendo no Norte (61%) e no Nordeste (59,1%). As duas regiões ainda apresentam os maiores valores médios recebidos por domicílio: R$ 963 e R$ 958, respectivamente.

O valor médio do Auxílio Emergencial por domicílio foi aumentando mês a mês no país. Em maio, foi de R$ 851, passou para R$ 887 em junho, R$ 898 em julho e, no último mês, chegou a R$ 901 por residência. Depois do Norte e do Nordeste, as maiores transferências médias por residência foram no Sudeste (R$ 858), Centro-Oeste (R$ 855) e Sul (R$ 840).

Os 16 estados das regiões Norte e Nordeste continuam sendo os primeiros nos percentuais de lares beneficiados, todos com índices acima de 50%. Na lista, o primeiro é o Amapá, com 71,4%, seguido por Maranhão (65,5%), Pará (64,5%), Alagoas (63,5%) e Amazonas (61,9%).

Segundo a atualização da Caixa Econômica Federal, o Auxílio Emergencial foi pago a 67,2 milhões de pessoas até esta quarta-feira (23.09), com um investimento do Governo Federal que chegou a R$ 204,4 bilhões. São 19,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família (que já estão recebendo a sexta parcela do benefício, agora no valor de R$ 300 ou R$ 600), além de 10,5 milhões de pessoas do Cadastro Único e 38 milhões de trabalhadores inscritos pelos meios digitais.

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Adicional de titularidade no Acre deve contemplar 2,6 mil militares

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Associação dos Militares do Estado do Acre (AME) avalia que o pagamento do adicional de titularidade contemplará 2,6 mil PMs e Bombeiros, inclusive o pessoal inativo.

A bonificação terá um custo de R$ 5 milhões. Em entrevista ao jornal A Tribuna, o presidente da associação, Kalyl Moraes de Aquino, aponta que a medida beneficiará cerca de 90% dos PMs e bombeiros que ao longo da carreira investiram na sua capacitação profissional e formação superior, mas recebia apenas R$130 por isso.

“O militar é a única categoria que não recebe os 20% de titularidade”, desabafou Kalyl, destacando que o governo sinalizou que pretende buscar resolver o problema, somente não estabeleceu data. (CN).

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