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Auditoria da CGU coloca planos de reeleição de Marilete Vitorino por água abaixo

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FOTO: DIVULGAÇÃO

Uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) identificou irregularidades no cadastro de famílias no programa Bolsa Família do governo federal, em Tarauacá. Servidores da prefeitura com salários acima de R$ 5.300 recebiam o benefício. Famílias com bens e propriedades acima do permitido por lei também fazem parte da lista negra. A fraude acontecia ao lado do gabinete da prefeita Marilete Vitorino.

A prefeita Marilete Vitorino vai ter que explicar à Controladoria Geral da União (CGU) uma série de irregularidades apontadas em relatório após auditoria nos contratos de benefícios do programa federal Bolsa Família.

PARA ENTENDER O CASO:

O município foi sorteado no âmbito do 6º Ciclo do Programa de Fiscalização em Entes Federativos e notificado após auditoria a apresentar informações sobre os programas Bolsa Família (PBF), no dia 02/12/2019.

Dez famílias foram sorteadas para terem seus benefícios auditados. Para decepção dos auditores, nesse primeiro relatório já foram apontadas uma série de irregularidades. A maioria das famílias fiscalizadas nesse primeiro momento apresentou patrimônio acima do permitido por lei. Além de motos e carros, os beneficiários são donos de Chácaras e possuem até CNPJ de comércios.

Os técnicos ampliaram – diante dos indícios – o número de famílias auditadas. Mais vinte entraram no foco dos investigadores. Mais indícios de fraudes foram detectados.

Segundo o relatório que a reportagem teve acesso, nove dos beneficiários sequer moram no município, possuem residência nas cidades do Amazonas e Rondônia.

No cruzamento da lista de servidores do município, 52 funcionários caíram na malha fina. Outros 20 têm renda acima do permitido por lei, salário de até R$ 5.300. Ainda de acordo o documento da CGU, um servidor que recebia salário de R$ 3.400, declarou renda de R$ 60 para poder ter acesso a mais de R$ 1 mil por mês como um beneficiário do Bolsa Família.

Pior que tudo isso acontecia na sala ao lado do gabinete da prefeita Marilete Vitorino, onde os cadastros de programas federais são abastecidos diariamente.

O OUTRO LADO:

O órgão controlador quer esclarecimentos da prefeita Marilete Vitorino que desde dezembro do ano passado, segundo a CGU, não envia as recomendações exigidas no protocolo.

Em nota, o município respondeu que sempre colaborou com a auditoria. “Todas as informações solicitadas pela fiscalização foram respondidas em 2019, sem objeções. Logo, não procede a notícia de que o Município não apresentou informações à CGU” diz a nota assinada pela prefeita Marilete Vitorino.

A nota não diz detalhadamente que medidas foram tomadas para acabar com a farra do dinheiro público. Marilete se limitou a informar “que todas as ações necessárias foram tomadas desde a realização dos trabalhos em campo, em 2019”.

A Controladoria Geral da União fez uma verdadeira devassa nas contas do município para averiguar como estão sendo gastos os recursos públicos federais.

Escândalo coloca planos de reeleição de Marilete Vitorino por água abaixo

Vereadores do bloco de oposição querem abrir uma Comissão Especial para investigar as irregularidades apontadas pelo órgão controlador.

Para eles, o fato de 52 servidores públicos participarem do esquema de fraude de um benefício federal é grave, “ocorria debaixo da vista da prefeita” disse um dos vereadores que pediu para ter seu nome preservado.

Marilete pode sofrer novo processo de cassação dias antes da eleição municipal. A prefeita que enfrenta uma das piores rejeições manifestou interesse em sair para reeleição.

Bombando

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