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PSDB e MDB fazem pacto de não agressão e não descartam aliança

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Um movimento político vem sendo desenhado nos bastidores e pode influenciar na tomada de decisões das eleições de 2020 em Rio Branco. Com pré-candidaturas definidas na capital, o PSDB de Minoru Kinpara e o MDB de Roberto Duarte, não descartam uma aliança e para isso já formalizaram extraoficialmente um pacto de não agressão, algo não muito comum entre candidatos adversários durante uma campanha.

A aliança em questão seria para disputa no segundo turno desde que o pacto de não agressão seja respeitado por ambas as siglas e militantes. Nenhum das duas chapas topam abrir mão de suas candidaturas no primeiro turno, mas nos bastidores cogitou-se a possibilidade do MDB chegar a indicar o vice na chapa de Minoru, o que foi descartado pelo deputado Roberto Duarte.

“A possibilidade de aliança é no segundo turno, mas caso o PSDB queira coligar com a gente no primeiro turno estamos de portas abertas”, disse Duarte, enfatizando que caso alguém esteja negociando algum tipo de acordo por fora com qualquer outro partido, não tem anuência da executiva emedebista.

O posicionamento de Duarte em relação a negociações sem autorização do MDB, tendo em vista a possibilidade de indicar o vice para o PSDB, é em resposta a um ‘fuxico” que circula nos bastidores que sua campanha estaria desmobilizada. “Não existe isso. Estamos firmes e fortes e vamos levar a nossa candidatura até o fim, de forma irrevogável com o apoio de todos os emedebistas”.

Uma possível aliança entre PSDB e MDB é vista com certo temor no Palácio Rio Branco, devido o governador e seu partido ainda não terem definido um candidato para a disputa. O “alerta vermelho” leva em conta que o MDB e o PSDB também estão unidos em Cruzeiro do Sul. Na capital do Juruá, Fagner Sales, apoiado pelo clã político da família Sales, capitaneado pelo ex-prefeito Vagner Sales, a deputada estadual Antônia Sales e a deputada federal Jéssica Sales, vai para a disputa tendo como vice, o empresário Luis Cunha, presidente da Associação Comercial do Juruá, que foi indicado pelo vice-governador Major Rocha (PSDB).

Essa costura política gera incomodo ao grupo do governador por existir a possibilidade do PSDB e MDB vencer na capital e Cruzeiro do Sul e desencadear efeitos catastróficos em direção a disputa de 2022, mas para bater de frente, Zequinha Lima, já foi escalado para defender o legado progressistas como candidato do governador na região.

O ac24horas procurou o vice-governador Major Rocha que está cumprindo agenda em Brasília. Ele reforçou o pacto de não agressão e também sobre a possibilidade de aliança com o MDB. “A aliança que está fechada com o MDB é Cruzeiro do Sul. Na capital, somente no segundo turno, mas caso nossos colegas queira se adiantar, faria muito gosto em eles indicarem o vice do Minoru”, disse.

Rocha enfatizou que a cabeça do PSDB é focada apenas em 2020. “Estamos apenas trabalhando em 2020. Quem pensar que estamos focando em 2022, vai perder a aposta. Não existem promessas futuras de apoio para daqui a dois anos”, disse o vice-governador quando questionado se uma possível aliança com o MDB pode ocorrer em 2022.

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