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Grupos criminosos serão investigados no Acre após denúncias de fraudes no auxílio

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A Caixa deve repassar para a Polícia Federal cerca de 160 mil denúncias de todo o país para serem apuradas junto a Polícia Federal

A Polícia Federal do Acre realizou uma entrevista coletiva online nesta quinta-feira, 18, para tratar da força-tarefa que está sendo montada a nível nacional na apuração de denúncias sobre supostas fraudes no recebimento do auxílio emergencial do governo federal – destinado a pessoas atingidas economicamente pela pandemia do novo coronavírus -. No Acre, ainda não há números precisos de denúncias, mas, segundo a delegada da PF Diana Calazans, pouco mais de 100 pessoas já teriam manifestado contestação junto à Caixa Econômica Federal no Estado por não conseguirem sacar o benefício, mesmo fazendo parte do grupo prioritário.

A delegada ressalta a população que, em caso de suspeita de fraude, não é preciso se deslocar a uma unidade da Polícia Federal ou da Polícia Civil para registrar Boletim de Ocorrências, basta fazer a contestação na própria Caixa Econômica. Consta em algumas denúncias que as pessoas aparecem no sistema como se já tivessem recebido o benefício, sendo que elas não receberam. A suspeita é de que diversos grupos criminosos estejam envolvidos na prática de furto, estelionato, crime de inserção de dados no sistema de informação e falsidade ideológica. O banco já informou à sede da Polícia Federal em Brasília que aproximadamente 180 mil denúncias de todo o país serão repassadas para investigação nos próximos dias.

“Vamos verificar qual crime foi cometido. Cada um desses crimes em, no código penal, uma pena especifica. No Acre, não temos ainda nenhuma investigação [em curso], embora já tenha contestações de não recebimento do benefício”, explica a delegada. É o próprio banco quem irá repassar aos agentes federais as denúncias e dados a serem apurados. O tempo de investigação, segundo a PF no acre, deve durar entre 90 a 180 dias até a conclusão do caso, pois passa por algumas fases até as denúncias serem, de fato, encaminhadas para investigação no Estado a partir dos dados que a Caixa estará enviando. “Estamos no início dessas investigações. Mas o “modus operandi” das quadrilhas ainda está sendo objeto de investigação pela PF”, garante Calazans.

A PF reitera a não necessidade de a pessoa prejudicada registrar a ocorrência de fraude junto à polícia. “Não precisa comparecer na polícia civil, nem na polícia federal. Não existe a necessidade desse registro porque a investigação ocorre após a Caixa notificar a polícia que houve desvio do dinheiro”, salienta a delegada.

O único procedimento que o beneficiado prejudicado com uma possível fraude deve tomar é comparecer a Caixa Econômica para fazer a contestação do benefício. “O cidadão não precisa ter esse trabalho no meio de uma pandemia de se expor a mais esse risco”.

O banco informa que está atuando na identificação dessas denúncias, localizando informações precisas, como IP do aparelho utilizado para cadastro e acesso ao saque. “Todos os dados armazenados nos computadores da Caixa serão repassados para a polícia em Brasília”, afirma Diana. De acordo com ela, a superintendente da Caixa no Acre já assegurou que o banco não está exigindo boletim de ocorrências para fazer a contestação.

Recebimento indevido

A Polícia Federal ainda alerta que pessoas que receberam o benefício indevidamente por não terem sido prejudicadas com a pandemia da Covid-19 também serão investigadas. “Pessoas que fizeram declarações inverídicas também serão investigadas por declarações falsas. Isso constitui um crime e certamente vai ser apurado por se tratar de desvio de dinheiro público”.

Essas informações serão analisadas por cruzamento de dados. “É possível saber se a pessoa tem patrimônio, renda, e se essa pessoa recebeu indevidamente”, explica a delegada, ressaltando já terem sido identificadas uma grama de tipos de fraudes no acre. “Existem vários tipos, como ataques cibernéticos, inserção de dados falsos, pessoas que pediram o auxílio por terceiros. Ainda é cedo para fazer uma análise dos tipos de fraudes mais comuns que aconteceram”, conclui.

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Segundo turno das eleições pelo país têm trocas de urnas e prisões de eleitores

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Até às 11h30 deste domingo (29), foram substituídas 368 urnas eletrônicas das 97.024 que iniciaram a votação nas 57 cidades que estão tendo 2º turno das eleições municipais, de acordo com o 2º Boletim Informativo publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nenhum caso de substituição de urnas foi necessário voto manual, uma vez que as urnas que apresentaram problemas foram supridas por outras urnas eletrônicas.

Rio Branco, no Acre, e João Pessoa, na Paraíba, eram as únicas cidades onde não havia ocorrido substituições de urnas até a divulgação do boletim. Na capital acreana, segundo o TSE, há um total de 470 urnas de contingência, para o caso de problemas.

A capital acreana é também uma das que estão recebendo o auxílio da Força Federal no segundo turno, conforme aprovado pelo TSE, junto com São Luís (MA), Manaus (AM), Fortaleza (CE) e Caucaia (CE). A medida visa auxiliar na segurança e na manutenção da ordem pública.

Ainda segundo o TSE, as 368 urnas substituídas correspondem a 0,25% do total de equipamentos utilizados neste segundo turno, disputado em 57 cidades brasileiras (18 capitais e outros 39 municípios).

O segundo turno ocorre nas localidades com mais de 200 mil eleitores, onde nenhum dos candidatos recebeu a maioria absoluta dos votos válidos para se eleger no primeiro turno, realizado no último dia 15 de novembro.

O estado que registrou maior número de urnas substituídas foi São Paulo, com 103 unidades. Já o Rio de Janeiro teve 95 urnas trocadas.

As Eleições Municipais de 2020 já são as maiores realizadas no Brasil, com um índice médio de abstenção de 23,14% no primeiro turno (apenas um pouco mais do que o registrado em 2018), percentual considerado positivo, uma vez que o pleito foi realizado em plena pandemia de Covid-19.

Ocorrências

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também está divulgando boletins com ocorrências de crimes pelo país. De acordo os dados divulgados até o meio-dia, 18 eleitores foram presos ou conduzidos a delegacias em razão de crimes relacionados às eleições.

Ainda de acordo com o ministério, foram apreendidos R$ 8.900 em dinheiro, 170 materiais de campanha e cinco veículos, com dois inquéritos abertos até o momento.

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Domingo de eleição será de céu encoberto com pancadas de chuvas pela tarde e à noite

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

A Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) informa que este domingo, 29 de novembro, dia do 2º turno, será de céu encoberto em todo o estado, com pancadas de chuva à tarde e à noite. Com sol aparecendo sempre entre muitas nuvens e com predomínio quente.

Portanto, além de levar caneta, fazer o uso da máscara e levar a identidade, o eleitor deverá reservar um guarda chuva pelo período da tarde. A temperatura mínima está prevista para 24º e a máxima 34º. Segundo o Climatempo, há probabilidade de 90% de chuva no Acre.

Na região do Alto Acre, que engloba as cidades de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, as temperaturas devem oscilar entre a mínima de 21°C e a máxima de 33ºC. Na região do Baixo Acre, a mínima será de 22°C e máxima de 32ºC e no Vale do Juruá os termômetros ficam entre 21ºC e 33°C.

No Purus, Tarauacá/ Envira, a variação de temperatura fica entre a mínima de 23°C e a máxima de 32°C.

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Alto Acre avança à fase Verde; Baixo Acre e Juruá se mantêm na Amarela na pandemia de Covid-19

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Foto: Neto Lucena/Secom

Durante a coletiva do governo do Acre e o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27, ficou decidido que, conforme os indicadores avaliados para a classificação de risco da pandemia, a região do Alto Acre avançou para a Bandeira Verde, que a coloca com a liberação do funcionamento do comércio em geral.

Em contrapartida, a região do Baixo Acre/Purus e Juruá/Tarauacá/Envira permanecem na fase Amarela, que significa nível de atenção em relação à pandemia.

Agora, os municípios de Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil e Xapuri devem atuar com um ambiente mais livre, no entanto, ainda com adoção das medidas sanitárias a fim de evitar o aumento de contaminação e internações por Covid-19.

Em relação à última avaliação, o Comitê atesta que houve progresso e diminuição tanto no número de casos e internações no Alto Acre.

“Reforçamos a importância da vigilância. Houve redução de notificação por síndrome gripal em 38% e de novas internações diminuiu 36%. Já o registro de novos casos teve redução de 42%”, explicou o Comitê em relação ao Alto Acre. Os profissionais destacaram que a pandemia não acabou e que Bandeira Verde não significa o fim do vírus. “Pedimos apoio dos gestores prefeitos”.

Nas regiões do Baixo Acre e Juruá, foram observadas redução e também aumento de alguns indicadores, o que as fizeram continuar na fase amarela. “Necessitamos de fortalecer todas as nossas ações com apoio da sociedade”.

São verificados os níveis de isolamento social, notificações por síndrome gripal, novas internações por síndrome respiratória aguda grave, novos casos confirmados de covid-19, novos óbitos por covid-19, ocupação de leitos clínicos por pacientes com coronavírus e ocupação de leitos de UTI por pessoas acometidas pela covid-19 para determinar nova classificação de risco da pandemia no estado.

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Prefeitura prorroga por mais 30 dias auxílio emergencial para servidores da saúde da capital

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A Prefeitura Municipal de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Gestão Administrativa e Tecnologia da Informação (SEGATI), anunciou nesta quinta-feira, 26, que irá prorrogar por mais 30 dias o pagamento do adicional de insalubridade para os profissionais de saúde do município que estão trabalhando na linha de frente do combate ao Covid-19. Com essa decisão, o benefício continuará a ser pago nos meses de novembro e dezembro deste ano.

O secretário da SEGATI, Josué da Silva Santos, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde no enfrentamento a doença e ressaltou que a população continue tomando os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus. A gestão municipal, conforme Josué, está fazendo o possível em todas as frentes de combate à doença.

A prorrogação do tempo determinado é regida pela Portaria nº 240 de 28 de julho de 2020, que versa sobre dilatação do prazo sucessivamente a cada 30 dias, enquanto perdurar o reconhecimento de calamidade pública no âmbito do Município de Rio Branco, desde que haja disponibilidade financeira e orçamentária.

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