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Após acusar presidente da Câmara de Brasiléia de agressão, esposa retira queixa

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Yuna Gagarin representou o marido por lesão corporal, mas voltou à delegacia para renunciar à representação

Preso em flagrante na noite do último sábado, 13, por volta das 22 horas, depois de ser denunciado pela esposa, Yuna Gagarin Freitas de Oliveira Pontes, 28 anos, de tê-la agredido fisicamente, aplicando-lhe um soco no queixo e derrubando-a com uma “rasteira”, o vereador Rogério Pontes, do PROS, presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, conversou com o ac24horas nesta quarta-feira, 17.

Ele reafirmou o que disse na delegacia, que não praticou agressões contra a sua esposa, e afirmou que no âmbito familiar o problema já foi resolvido e que eles seguem cuidando dos filhos. Ele disse ainda que o momento é muito difícil para eles, argumentou que erros acontecem e garantiu que a sua conduta não é a de quem espanca a mãe de seus filhos. O casal espera para o mês de julho a filha mais nova, que se chamará Ísis Sofia.

“Yuna está bem comigo, estamos cuidando da nossa bebê. Tenho enorme carinho e respeito pela minha esposa e não é a minha conduta a de agredir a mãe de meus filhos. Alguns sites na internet se aproveitam dos nossos erros, pois ninguém é perfeito, para mostrar um lado que não temos”, disse o presidente da Câmara.

Yuna declarou ao delegado José Luís Tonini, em seu depoimento, que Rogério é reincidente em agredi-la fisicamente, tendo outro episódio semelhante ocorrido em 2017, quando, depois de denunciá-lo, ela desistiu do processo sob uma promessa de mudança feita pelo parlamentar em uma audiência judicial. Grávida de 8 meses, a pedagoga é casada com o vereador há 10 anos e tem com ele mais dois filhos.

A mulher relatou que as agressões do último sábado ocorreram em razão de ter pedido ao marido que baixasse o alto volume do som que ouvia ao ingerir bebida alcoólica junto com um irmão dela. Ao não ser atendida, ela acionou a Polícia Militar, que enviou uma guarnição até a residência do casal, o que fez com que o vereador se alterasse e passasse a agredi-la física e verbalmente.

Ela representou contra o marido por crime de lesão corporal, no âmbito das relações domésticas, e pediu medidas protetivas contra ele. No entanto, segundo o delegado Luís Tonini, ela retornou à delegacia no dia seguinte para retirar a representação, mas o flagrante foi lavrado e encaminhado à Justiça. Como não pode haver renúncia de representação em sede policial, ela foi orientada a fazer isso na fase judicial do processo.

Em seu depoimento ao delegado, Rogério Pontes negou que tenha agredido a esposa. Ele afirmou que está sendo injustiçado e que tem uma relação conturbada com a mulher por conta de ciúmes. O vereador disse ainda que Yuna rasgou a própria roupa como maneira de simular as agressões. Após ter tido a prisão decretada, ele foi posto em liberdade provisória depois de pagar fiança arbitrada pelo delegado no valor de R$ 5 mil.

Na manhã desta quarta-feira, 17, o vereador Charbel Saady, do PSL, divulgou uma nota de repúdio em uma rede social contra as supostas agressões do presidente da Câmara contra a esposa e disse que encaminhará à comissão de Justiça e Redação um pedido de parecer para uma possível cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.

“Esse ato de brutalidade e desrespeito ao ser humano, em especial à mulher, atinge a toda a sociedade, devendo ser repudiado e combatido com a aplicação de pena ao agressor e a garantia da proteção à vítima”, disse o vereador.

Ao conversar com a reportagem do ac24horas, Rogério Pontes não fez menção direta à nota do colega de parlamento-mirim, mas afirmou que algumas pessoas que têm mágoas dele o acusam de ser mau-caráter sem conhecer os dois lados da questão.

“Qualquer pessoa pode chegar ao lugar que eu estou, como presidente da Câmara, basta sonhar e lutar e não desistir do sonho. Agora, não dá para ficar jogando pedra sem saber os dois lados da moeda”, disse.

A reportagem não conseguiu falar com a esposa do vereador, para perguntá-la se realmente renunciará à denúncia feita contra o marido, mas apurou que ela não fez o exame de corpo de delito solicitado pela polícia, um ato que é imprescindível para a materialização dos fatos denunciados.

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