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Cobija perde controle de infectados e tem explosão de Covid-19

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A capital do departamento boliviano de Pando, Cobija, com uma população estimada de 75 mil habitantes, é muito conhecida pelos acreanos em razão do turismo comercial que é um dos pontos fortes da sua economia. As rotineiras romarias de brasileiros às compras na cidade perderam a força, nos últimos tempos, primeiro em razão da alta do dólar e, depois, pela chegada do coronavírus.

Recentemente, a cidade vizinha às brasileiras Brasiléia e Epitaciolândia chamou a atenção nos noticiários locais pelas rígidas medidas de controle à pandemia de covid-19 que impôs à sua população. Em vídeos que circulam na internet é comum ver autoridades policiais e de saúde açoitando pessoas flagradas em desobediência às normas estabelecidas.

À sua maneira, Cobija vinha mantendo o controle de infectados pelo novo coronavírus em menos de 10 pacientes por cerca de 40 dias, quando, segundo informações do jornal O Alto Acre, de Brasiléia, parece ter perdido o controle da situação no último mês. Em menos de 30 dias, capital pandina saltou de 9 para 262 pessoas contaminadas, segundo a Secretaria de Saúde – SEDES.

Em todo o departamento, são casos 286 confirmados, com seis óbitos, mas os dados divulgados pela SEDES são incompletos, pois alguns municípios não têm ainda seus dados registrados no levantamento oficial. No início do mês, o governador Luis Rodolfo Flores anunciou uma redução de quase 30% nos repasses do governo federal.

Flores, que foi afastado de suas atividades pela suspeita de estar contaminado pela Covid-19, anunciou que a queda nos repasses poderia afetar o combate ao covid-19, além da redução de salários.

De acordo com o jornal El Deber, de Santa Cruz de la Sierra, o diretor de Comunicação do Governo de La Paz, Édgar Ramos, afirmou que a situação econômica das prefeituras é incerta por duas razões fundamentais.

Primeiro, ele explicou que a queda, quase a zero, do preço dos hidrocarbonetos afeta diretamente a distribuição e a receita do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos (IDH), gerado pela exportação de gás. Por outro lado, identificou que a paralisia econômica e o não pagamento de impostos, entre 23 de março e 31 de maio, também afetam a cobrança da coparticipação tributária, principalmente de prefeitos e universidades públicas.

Segundo o Ministério da Economia boliviano, até o momento o Estado utilizou o equivalente a 13,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para atenuar os sintomas do vírus. Os dados aparecem no portfólio Initial Accountability 2020, apresentado em 10 de junho. Em 2019, o PIB nacional atingiu US$ 42.401 milhões.

A Bolívia, há três meses, viveu em estado de emergência devido à presença do coronavírus. Para conter o avanço da pandemia, o governo estabeleceu uma quarentena rígida. A medida paralisou a economia em todos os setores.

O governo sustenta em seu relatório que aliviou os efeitos do vírus por meio de impulsos fiscais e monetários. Por exemplo, na área fiscal, segundo o ministério, o Poder Executivo destinou Bs 3,5 milhões para empréstimos a empresas e ao programa de apoio ao emprego.

Segundo os dados em tempo real da universidade Johns Hopkins, a Bolívia tem 18.459 casos confirmados do novo coronavírus, com o registro de 611 mortes. As informações coincidem com o rastreador da Microsoft, o Bing Covid-19.

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