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Gerente do Depasa se defende de acusação de assédio moral e justifica demissão de servidor

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Acusado de perseguição política e assédio moral por um servidor que alega ter sido demitido após fazer denúncias contra as más condições de trabalho nas estações de tratamento de água do Depasa em Xapuri, o gerente da unidade, Marcos Antônio da Silva Mansour, falou ao ac24horas a respeito do assunto, neste sábado (13). Ele nega que tenha assediado moralmente o trabalhador e deu a sua versão sobre os motivos da sua demissão.

O operador de uma das estações do Depasa no município, Mirclei Neves Soares, denunciou por mais de uma vez, a veículos de comunicação, inclusive a um canal de televisão de Rio Branco, que passou a sofrer perseguições por parte do gerente, como tratamento indigno e ameaças de demissão, depois que levou a público as péssimas de funcionamento da unidade e a falta de pagamento aos funcionários de direitos como insalubridade e adicional noturno.

Na última quarta-feira (10), um dia após receber uma cópia de um Termo de Rescisão de Contrato e ser comunicado por Marcos Mansour de que não deveria mais comparecer ao serviço, sem que tenha recebido aviso prévio formal, o servidor procurou a Delegacia Geral de Polícia de Xapuri, onde registrou um boletim de ocorrência relatando a situação à autoridade policial estar sendo vítima de assédio moral no ambiente de trabalho.

Ao ac24horas, Marcos Mansour negou existir qualquer natureza de perseguição ao funcionário e afirmou que a motivação de sua demissão foram falhas recorrentes registradas nos plantões do operador. Ele disse que o funcionário foi advertido em três oportunidades por essas faltas, sendo uma por embriaguez em serviço, outra por dormir durante o plantão e, mais uma, por se ausentar da estação durante o horário de trabalho.

Segundo o gerente, nas três ocasiões, Mirclei teria se recusado a assinar as advertências relacionadas às falhas em serviço, tendo, inclusive, em uma delas, tentado o agredir fisicamente, quando a Polícia Militar foi acionada para retirar o trabalhador do local de trabalho. Ele diz que não registrou boletim de ocorrência a respeito do fato, mas fez comunicado à gerência estadual do Depasa.

Marcos Mansour disse ainda que, como é leigo em assuntos relacionados a leis, não sabe informar se no caso do servidor, que foi admitido por meio de processo seletivo simplificado para contratação temporária, é necessário haver a comunicação prévia de 30 dias para o encerramento do vínculo ou abertura de processo administrativo disciplinar para investigar e comprovar as falhas por ele alegadas e denunciadas à Direção do Depasa.

A reportagem tentou por várias vezes entrar em contato com a direção do órgão estadual para se informar sobre como se deu o processo de demissão do servidor, que alega não ter sido dado a ele oportunidade de se defender, mas não obteve resposta até a data desta matéria. Também foram encaminhadas ao diretor-presidente do Depasa, Tião Fonseca, cópias dos documentos que o servidor apresentou ao manter contato com o site.

Marcelo Menezes Jucá, presidente do Sindicato dos Urbanitários, que agrega trabalhadores das empresas urbanas de água e energia, entre outras, endossa as denúncias de abandono físico das instalações do Depasa não apenas em Xapuri, mas em outros locais do estado. Ele diz que a entidade já formalizou denúncia a respeito da situação ao Ministério Público Estadual e à Procuradoria Geral do Estado.

A respeito da demissão do servidor em Xapuri, Marcelo Jucá afirmou que mesmo tendo sido admitido por meio de processo simplificado e o contrato seja temporário, o trabalhador faz jus a abertura de um processo legal para ser demitido, caso as acusações feitas contra ele sejam provadas, sendo garantido o pleno direito a defesa.

“Ele é concursado, passou por um processo legal e tem o direito de se defender. Já acionamos o nosso jurídico e vamos tomar as medidas cabíveis. Ao término do contrato, ele pode ser dispensado sem direito à indenização como preveem os termos do documento, mas dessa maneira, sem justificativa nenhuma, não”, afirmou.

Tentamos mais uma vez falar com o operador Mirclei Neves Soares, mas fomos informados de que ele se ausentou da cidade durante o feriado prolongado. No entanto, todas as versões relacionadas à polêmica já foram ouvidas e contempladas com o devido espaço no ac24horas, que se mantém à disposição para qualquer outro esclarecimento ou informação que sejam necessários.

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Cidades

Parada há quase 2 anos, balsa de travessia no Rio Juruá passará 90 dias em reforma

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A balsa Comandante Deodato, que realiza a travessia de moradores entre as cidades de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, ancorada no Rio Juruá, está com os serviços parados para passar por uma manutenção. A embarcação será entregue reformada em aproximadamente 90 dias, na mesma data em que será inaugurada a via de acesso ao porto de Rodrigues Alves.

Hoje, está ancorada na margem esquerda do rio Juruá, em Cruzeiro do Sul. Segundo o gerente do Deracre-Juruá, Luciano Oliveira, a balsa está parada desde o governo passado e outra embarcação a substituí, promovendo a travessia da população nos dois sentidos do rio Juruá.

A recuperação da balsa Comandante Deodato deve oferecer economia ao Estado, pois a que está em uso atualmente tem um custo bastante elevado.

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Cidades

Moradores fecham estrada de acesso ao aeroporto de Cruzeiro do Sul por abertura de ruas

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Moradores fecharam no início da manhã desta sexta-feira, 25, a rodovia AC-405, que dá acesso ao Aeroporto de Cruzeiro do Sul e ao Balneário Igarapé Preto. Os manifestantes reivindicam a abertura de ruas do Bairro Nossa Senhora das Graças.

Representantes do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Acre (Deracre) estão no local conversando com o grupo, bem como a Polícia Militar. O secretário de Obras de Cruzeiro do Sul, Amauri Barbosa , que assumiu a pasta há pouco mais de um mês, disse que não tinha conhecimento da demanda dos moradores da localidade, mas que vai verificar a situação.

A AC-405 é a rodovia que será duplicada pelo governo do Estado com apoio de emenda de R$15 milhões do senador Márcio Bittar. O tema será tratado hoje na cidade com a presença do governador Gladson Cameli e ministros. O evento tratará da ligação do Brasil com o Peru, via BR- 364.

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Cidades

Falta de material de construção faz moradores esperarem até um mês por tijolos

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Em Cruzeiro do Sul, quem está construindo ou reformando tem sentido dificuldade para encontrar itens simples como ferro, forro de PVC e principalmente tijolo. Nas olarias da cidade há lista de espera para a compra do produto, que só será entregue em outubro. O milheiro é vendido a R$ 800.

O motivo da escassez do tijolo, segundo representantes da indústria e comércio, é a grande procura pelo material. A representante da Federação das Indústrias do Acre (FIEAC) de Cruzeiro do Sul, Janaína Terças, que é empresária do ramo de olaria, afirma que a liberação do Auxílio do governo federal e o período sem chuva, contribuíram para essa grande demanda pelo tijolo. ” Há muitas obras de construção e reforma na cidade e nos ramais e o tijolo leva 4 dias até ficar pronto”, conta ela.

Em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima há sete cerâmicas que produzem 1.900 milheiros de tijolos por mês e todas estão com pedidos em espera. Janaína Terças cita que o setor viveu uma grande crise financeira em 2014 e que, por isso, não investiu em estrutura para aumentar a capacidade produtiva. “Queremos investir mas é um momento de cautela porque não sabemos se essa procura se mantém ou é temporária “, pondera Janaína.

O funcionário público Lindomar Silva começou a construir um muro há dois meses e já parou duas vezes pela falta de tijolos. Agora comprou de um colega, que tinha tijolo e não ia precisar agora, por R$ 1 a unidade. “Em uma olaria a entrega seria para outubro e em outra pra novembro aí comprei mais caro de um conhecido para concluir meu muro”.

Nas lojas de material de construção não há forro de PVC para pronta entrega, além de outros itens. O empresário do setor, Tião Cameli, diz que a entrega de PVC pode demorar cerca de um mês.

Outro comerciante de itens de construção civil, Sandro Melo, destaca que houve alta de até 60% nos preços na fábrica, como em material elétrico. Afirma que também há falta de produtos, como ferro, para comprar nas indústrias. “Com isso chega a faltar materiais para oferecer aos nossos clientes. Vale ressaltar que no momento estamos agendando pedidos com fornecedores com no mínimo para 30 a 60 dias. Estamos lutando para que não falte materiais em nossa loja”, conclui.

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Cidades

Estelionatário que aplicava golpes no Acre e Rondônia é preso em Mâncio Lima

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Acusado também responde a vários processos na Justiça de Rondônia pelo mesmo crime

Foi peso em flagrante na tarde desta quinta-feira, 25, enquanto caminhava pelo centro da cidade de Mâncio Lima, o indivíduo E. P. da C. acusado de estelionato. A investigação da Polícia Civil aponta que o acusado possui passagem pela polícia e responde a vários processos pela Justiça do estado de Rondônia pelo mesmo crime.

Uma vítima que foi lesada no município de Cruzeiro do Sul reconheceu o homem como sendo o mesmo que lhe aplicou um golpe causando prejuízo de 40 mil reais.

O delegado responsável pelo inquérito, José Obetânio, informou que há mais pessoas vítimas do mesmo criminoso que vão ser identificadas.

“Estamos levantando toda ficha criminal desse indivíduo para identificar mais ações criminosas que ele tenha cometido. Ele aplicou vários golpes com mesmo ‘modus operandi’ e essas vítimas serão comunicadas à comparecer à Delegacia para depor, o que dará robustez ao processo que será encaminhado à Justiça “, esclareceu Obetânio.

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