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Acre completa 58 anos de Estado diante de uma das piores crises sanitárias do século

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O Acre é um dos estados brasileiros com menor quantidade de habitantes e também com número reduzido de cidades. Mas essa realidade é incomparável à quantidade de histórias e fatos que marcaram a emancipação política desse estado pequeno em extensão, mas enorme em relevância para o país. O Acre celebra nesta segunda-feira, dia 15 de junho, 58 anos de elevação à categoria de Estado. A comemoração vem em meio a uma das piores crises sanitárias já enfrentadas pelo mundo neste século: a pandemia do novo coronavírus.

Acostumado a lidar com batalhas, o único estado que lutou – literalmente- para ser brasileiro enfrenta um inimigo altamente letal neste aniversário e que mudou radicalmente a vida de muitos acreanos. Há aqueles que tiveram de “parar” o trabalho, os estudos, a vida social por conta do vírus e ainda os que tiveram de seguir em frente diante do Sars-Cov-2, como os profissionais de saúde. Estes, com “sangue de heróis”, como diz a o hino acreano, atuam diariamente para evitar um colapso ainda maior na rede pública. Governo, prefeituras e sociedade se uniram por um só motivo: a vida.

Palácio Rio Branco, sede do governo, nomeada em homenagem ao Barão do Rio Branco. O obelisco homenageia os heróis da Revolução Acreana.

A bandeira que enfeita a margem do majestoso Rio Acre demarca a luta que em alcançar autonomia política e administrativa para o estado. Foi em 15 de junho de 1962 quando o então presidente da República, João Goulart, sancionou a lei que transformou o Território do Acre em Estado do Acre. Dois anos depois, a data foi considerada feriado estadual com a Lei nº 14, de 2 de setembro de 1964, sancionada pelo governado Edgard Pereira de Cerqueira Filho após aprovação da lei na Assembleia Legislativa do Acre.

O atual governo de Gladson Cameli diz que todos os esforços deste ano estão voltados para uma estruturação do sistema de saúde por conta da epidemia local da Covid-19. O hospital de campanha da capital, Rio Branco, será entregue nesta segunda com a presença do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Mapa do final do século XIX, em que o Acre aparece como parte da Bolívia

Logo após ocorre a tradicional cerimônia de troca da bandeira. Entretanto, devido ao decreto governamental que impõe o distanciamento social a fim de evitar a propagação da doença, este ano o acompanhamento da solenidade será limitado a um grupo restrito, que irá representar todos os Poderes e a sociedade. O ministro da Eduardo Pazuello tamém estará presente na solenidade, que irá ocorrer às 9 horas na Travessa Natanael Albuquerque, na Praça da Gameleira.

“Este é um momento muito importante para nós acreanos. Comemorar a emancipação do Estado em um período de pandemia requer novos desafios. O estado vive dias de muitas lutas, mas mantemos otimismo que dias melhores virão. O povo do Acre é uma referência em termos de fé, esperança e coragem. Tem sido uma luta difícil, mas unidos venceremos e em breve teremos o estado todo livre do coronavírus”, destaca Cameli. O Cerimonial da Casa Civil garante que todas as normas sanitárias serão seguidas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, de álcool em gel e o distanciamento social.

Homens atiram durante a Revolução Acreana, uma revolta popular contra a Bolívia, ocorrida durante a Primeira República Brasileira, na região noroeste boliviana.

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