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Acre vai adotar fórmula do sul para decretar “Convívio sem Covid”; número de óbitos leva MPF e MP recomendar a não flexibilização

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Governador quer compartilhar responsabilidades de flexibilização das regras de isolamento social, vai criar por decreto uma Secretaria Executiva – com várias instituições – que vão coordenar o que abre e o que fecha de acordo o status de infecção de cada regional e setor. MPF e MPE chamam atenção para o número de óbitos em todo o estado.

Entre a cruz e a espada. Assim deve ter sido a noite de domingo (11), para o governador Gladson Cameli que pensa em afrouxar, pela primeira vez, as regras de quarentena no enfrentamento da Covid-19. Contrários à decisão, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, em nota conjunta, recomendaram a prorrogação das regras de isolamento.

Na mesa, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias e o promotor de Justiça Gláucio Ney Shiroma, chamam atenção para a média de óbitos registrada em todo o Estado (dez ao dia) nas últimas semanas e o aumento diário do número de infectados pelo novo coronavírus, um total de 8.457 neste domingo.

O estado tem 48 horas para informar aos parquets, como pretende implementar a flexibilização, sob pena de sofrer medidas judiciais.

Se já existia um verdadeiro corre, corre nos estreitos corredores da Casa Civil, a tensão aumentou ainda mais. O setor industrial e empresarial, pastores, pressionam por outro lado, pela flexibilização com adoção de medidas sanitárias preventivas de acordo determinações da Organização Mundial de Saúde.

Em entrevista ontem ao ac24horas a secretaria de comunicação Silvância Pinheiro garantiu que a reabertura será criteriosa e feita com muita responsabilidade.

De fato, de acordo com informações que a reportagem teve acesso, o plano no Acre segue decretos orientados em cidades do sul. A fórmula é mais capacidade de leitos, menos óbito, maior flexibilização. O critério de classificação de risco de cada cidade será por peso, medido por vários indicadores territoriais.

O governador Gladson Cameli não quer carregar nas costas a responsabilidade pela flexibilização das regras de isolamento social. Para isso, vem dialogando com todos os setores produtivos e deve criar uma secretaria executiva que vai coordenar o que abre e o que pode voltar a fechar.

O plano que segue em construção nessa sexta-feira, institui que as regionais serão classificadas em fases seguindo critérios definidos pela secretaria estadual de Saúde e demais instituições através da secretaria executiva que funcionará como um núcleo de inteligência.

Hoje, a Casa Civil coordena uma videoconferência com os prefeitos para repassar as regras e dividir tarefas. Caberá aos municípios as informações diárias sobre a proliferação do vírus para a análise temporal pela secretaria executiva.

Com base no recebimento dessas informações é que as regras de flexibilização serão determinadas. Essa sexta-feira também será decisiva para a equipe de planejamento coordenada pelo coronel Ricardo Brandão definir quais setores estarão na primeira fase de reabertura gradual classificados pela cor verde.

Rio Branco estaria na classificação verde, credenciada a flexibilizar as regras. As demais fases de “Convívio sem Covid” serão amarela e vermelha. De acordo com informações analisadas diariamente e repactuadas a cada quarentena (14 dias), serão determinadas territorialmente a abertura ou o fechamento de novos setores.

Para alguns deputados da base do governo, não é hora de afrouxar regras. O ex-líder, deputado Luiz Tchê, defende a prorrogação da quarentena e até o decreto de lockdown. Lideranças católicas também são contrárias a flexibilização, inclusive, a abertura dos templos para cultos e orações.

Nessa sexta-feira será confirmada a vinda do ministro interino da saúde no Acre, Eduardo Pazuello, na próxima segunda-feira (15). Ele viria para inauguração do primeiro hospital de campanha, em Rio Branco. Quem é a favor do Convívio sem Covid, aposta todas as fichas nessa agenda.

É que com mais leitos de internação em Rio Branco e de UTIs, semi-UTI, e internação em Cruzeiro do Sul, a primeira regra do Plano seria cumprida, sem riscos de medidas judiciais para o governador.

Especialistas afirmam que retroagir nas decisões de isolamento social é fatal para a estratégia de conscientização da população.

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