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Jéssica quer que Cruzeiro do Sul volte a ter um prefeito que não envergonhe os cruzeirenses

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A convidada do programa Bar do Vaz desta terça-feira, 9, é a deputada federal do Acre Jéssica Sales (MDB). Ao jornalista Roberto Vaz, a parlamentar trata de política, vida em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e de como tem trabalhado para ajudar os acreanos no enfrentamento da Covid-19. A deputada também comenta a operação da Polícia Federal que fez recente visita à casa do prefeito Ilderlei Cordeiro, em Cruzeiro do Sul e como caminha a relação com o gestor. Além disso, Jéssica ainda fala das eleições municipais deste ano, que tem como pré-candidato na capital do Juruá seu irmão, Fagner Sales.

Se aproximando do sexto ano de mandato como deputada, Jéssica Sales se orgulha de sua trajetória política. Muito jovem, não se arrepende de ter interrompido a profissão de médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia para cuidar da vida de milhares de acreanos. Pelo contrário, sente-se feliz em ter provado que não chegou à Câmara Federal para ser só uma “patricinha”, como ouviu de muitos adversários à época de sua eleição.

Os dias de isolamento e distanciamento social não têm sido fáceis para ela, acostumada a percorrer o interior do Acre semanalmente, mas continua trabalhando como pode. “Está sendo difícil não só para mim, mas para todos. Tivemos que nos reinventar e a trabalhar agora de maneira remota. O mais difícil é a questão da presença física, porque eu viajo muito, toda semana fazia isso no Acre. Por conta da pandemia tivemos que nos reinventar. Mas os trabalhos ocorrem normalmente e já aprovamos muitas medidas essenciais ao combate do vírus, como esse “socorro” de R$ 198 milhões que chega aos estados e municípios em boa hora”.

Para a parlamentar, o isolamento, infelizmente é uma realidade, mas traz consigo a importância de enfrenta-lo com responsabilidade. “Não parei de fazer minhas cobranças, agora virtualmente, com os ministros e liberar as emendas para que possam chegar à população do Acre”.

Elogiada por opositores

Jéssica conseguiu a façanha de ser publicamente elogiada por alguns políticos de grupos opositores, como o Partido dos Trabalhadores (PT), pelo trabalho que vem desenvolvendo na Câmara. Ela diz que não os encara como adversários e respeita todos os gestores e grupo ideológicos. “Respeito todos os prefeitos. Só quero que os recursos sejam aplicados de maneira correta e transparente. Agradeço a todos que me elogiam, mas me sinto como pessoa que está apenas representando com responsabilidade o estado”.

Ela conta que sacrificou sua profissão para poder encarar a missão de representar a todos, inclusive aqueles que não votaram nele. “Esse é o meu dever. Nunca me omiti em conversar ou resolver e destinar emendas”.

Covid-19 X Emendas

A atual situação da pandemia no Acre preocupa a deputada, especialmente em Cruzeiro do Sul. A parlamentar ressalta que o plano de combate ao vírus da secretaria de Saúde estadual tem muitas falhas. “Hoje acontece o reflexo dessas falhas, a falta de leitos, de Equipamentos de Proteção Individual, de medicamentos”, comenta.

A deputada garante que já destinou emenda de R$ 18 milhões, onde R$ 6 milhões foram liberados somente para o Vale do Juruá. Entretanto ela diz não saber onde, nem como esse dinheiro foi usado. “Os R$ 6 milhões sempre foi pensando para ser destinado ao Juruá, abrangendo também Mâncio Lima, Tarauacá, Feijó Jordão”. Foi o próprio secretário de saúde Alysson Bestene que pediu permissão para realocar a emenda para demais municípios.

“Até hoje estou esperando esse cronograma, essa planilha, não sei nada para onde foi, se chegou [os R$ 6 milhões] ao Juruá. Já fiz um requerimento para o secretário, para o governo estadual e ao governo federal para tornar público o uso do nosso recurso de R$ 6 milhões, saber onde foram aplicados. Não tive notícias, nem resposta de nenhuma autoridade do governo”, salienta.

Em mais de cinco anos de mandato, Jéssica se tornou a deputada que mais garantiu recursos ao Acre. “São R$ 160 milhões aos municípios acreanos. Destes, R$ 117 foram só para o Juruá. Nunca nenhum deputado ou senador levou um montante tão grande em cinco anos de mandato. Essa é a diferença do meu mandado, porque o recurso é a ferramenta mais importante para os nossos gestores cuidares da saúde, segurança, educação, etc.”.

Durante a pandemia, R$ 12 milhões foram alocados por Sales para aquisição de equipamentos. “Só falta o governo federal pagar. Esperem de mim mais recursos, porque vai chegar com toda certeza”.

PF em Cruzeiro do Sul

Sobre a operação Off-Label, desencadeada nos últimos dias em oito municípios do Acre, incluindo Cruzeiro do Sul, a deputada disse se tratar de uma situação de vergonha ao município mais importante do Juruá, mas que toda e qualquer irregularidade deve ser investigada.

Em relação à interferência da Polícia Federal da gestão de Ilderlei Cordeiro, ela disse: “A Polícia Federal é independente. Se há alguma irregularidade, tem que ser investigado, independente de ser Ilderlei, mas todos que foram. É vergonhoso para nós cruzeirenses, porque não tem como comparar a atual gestão municipal com a de Vagner Sales, meu pai. Ele foi prefeito por oito anos e nunca envergonhou a população, fez os oito anos de gestão sem apoio do governo, petista à época. Elegeu Ilderlei e não teve esses escândalos”.

A parlamentar destaca que não há por que ficar transferindo a culpa. “O prefeito tem que saber o que secretários , assessores estão fazendo. É um escândalo muito ruim e negativo para o estado e vergonhoso. Que cada um pague aquilo que deve”.

Irmão pré-candidato e decepção com Ilderlei

Complementando a situação de Cruzeiro do Sul, Sales destacou a escolha de Fagner Sales, seu irmão, como pré-candidato a prefeito na cidade. “A gente tem uma responsabilidade muito grande. A história do meu pai, um ícone da política na família, muito respeitado. “Meu pai fez conselhos ao Ilderlei, mas ele nos viu como inimigos políticos”. Como exemplo, ela cita a escolha de Cordeiro pelo tio, o Estrela, para disputar com Jessica uma vaga na Câmara. “Uma pessoa que tem gratidão não faria uma cosia dessa. Foi uma sucessão de erros. Ele seguiu da maneira dele e estamos vendo que não deu certo, está respondendo muitos processos e vai responder ainda mais. Politicamente, acho que a carreira dele [Ilderlei] acabou”.

Para a família Sales ficou o sentimento de ingratidão em relação à Ilderlei. “Por isso pensamos em colocar uma pessoa que vai dar certo, que vai transformar o mandato a serviço da população, fazer política de perto. Meu irmão hoje é uma pessoa totalmente preparada, com um vice do PSDB, pois confiamos no partido do Major Rocha [vice-governador]”.

Ela garante que em sua família não existe “essa coisa de se servir da política. Muitos disseram que eu não iria dar certo e provei exatamente o contrário. A política dá certo quando você consegue enxergar de perto as necessidades do povo. Tem que se doar. Quero que Cruzeiro do Sul volte a ter um prefeito capaz de tocar as coisas públicas sem ferir e envergonhar os cruzeirenses”, afirma.

A deputada ainda comenta sobre uma suposta candidatura ao senado. “Me sinto muito preparada, pois um senador representa 10 vezes mais que um deputado. Imagina eu senadora, o tanto de recursos a mais que eu iria levar. Mas ninguém é candidato de si próprio, tenho que respeitar o partido, ainda tem dois anos para isso”, conclui.

Assista a entrevista na íntegra:

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Bar do Vaz

Basa quebra recorde no Acre em meio à pandemia do coronavírus

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Superintendente José Luiz explica como conseguiu contornar a crise e ter resultados de sucesso; agora banco lança o Plano Safra 20/21 e pode garantir aos investidores acreanos mais de R$ 100 milhões

Tratando de economia em meio à crise gerada pelo novo coronavírus, o Bar do Vaz apresenta neste domingo, 5, uma edição especial do programa em conversa com o novo superintendente do Banco da Amazônia (Basa) no Acre, José Luiz Cordeiro. No diálogo com o jornalista Roberto Vaz, Cordeiro elenca as medidas de inovação realizadas pelo banco para continuar atendendo a demanda dos empresários e produtores durante a pandemia.

O decreto governamental que fechou temporariamente o comércio impôs uma nova realidade a todos os setores da economia local. Foi então que o Basa se tornou um dos esteios para que empresários, pequenos, médios e grandes produtores do estado pudessem seguir trabalhando e gerando renda, mesmo com dificuldade por conta da mudança radical na rotina da sociedade provocada pelo vírus.

“Foram disponibilizadas linhas de crédito especiais para as pequenas e micro empresas e também para o setor da produção rural. Mesmo trabalhando com contingenciamento de funcionários devido à pandemia, conseguimos contornar esse problema e dar conta da demanda”, explica o entrevistado.

Com o lançamento do Plano Safra 2020-2021, novas oportunidades de negócio puderam ser ofertadas pelo Basa. “Com a pandemia, lançamos ferramentas que facilitam a abertura de conta e o acesso ao crédito, tanto de empresas quanto do produtor rural. Tiramos proveito das mudanças que o mundo exigiu nessa realidade atual”, afirma o superintendente.

Questionado se houve aumento no índice de inadimplência dos correntistas junto ao banco, Luiz esclarece que não, mas isso devido ao trabalho feito pela equipe junto aos clientes logo com a chegada da Covid-19. “Desde março, o Basa dotou medidas para facilitar o trabalho dos empresários e dos produtores rurais, para que os impactos do coronavírus não acarretassem em inadimplência. Todos os contratos Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) das empresas foram prorrogados de forma automática, sem que a pessoa tivesse que ir ao banco, com prazo para recomeçar a pagar em janeiro de 2021”.

No âmbito rural, a solicitação de prorrogação do produtor rural se deus junto às agências. A pandemia fez alavancar a busca por linhas de crédito. Na classe empresarial em busca de capital de giro e no seguimento rural pelo alto potencial do agronegócio nesse momento.

Plano Safra 2020-2021

Dos R$ 5 bilhões liberados pelo Plano Safra essa semana para investimentos, R$ 2 bilhões serão para os médios e grandes produtores e R$ 3 bilhões para os produtores de micro e pequeno porte, sendo R$ 600 Milhões para a agricultura familiar. Esses recursos são 25% maiores que o Plano Safra anterior do banco.

No Acre, a cadeia do agronegócio se encontra em ascensão. Por isso, o banco adotou linhas de crédito e taxas para atender todo o público que engloba essa cadeia, desde o pequeno até o grande produtor. “O intuito é que os recursos cheguem em todas as pontas da cadeia produtiva do agronegócio”, diz o superintendente.

Para tentar o crédito, o produtor consegue abrir uma conta por meio do próprio smartphone. Depois, basta buscar relacionamento bancário numa das 10 agências presentes no estado e receber as orientações do gerente sobre o acesso ao crédito do Plano Safra. “A burocracia reduziu por implementação de ferramentas tecnológicas que facilitam a relação com o sistema do banco”, afirma Luiz.

“O Basa foi bem atuante no primeiro semestre de 2020, alcançando resultado recorde. O coronavírus não teve impacto em relação à operacionalização do banco no Acre. Mudanças e novas ferramentas fizeram com que o cliente reafirmasse a confiança e nós sentimos confiança porque o produtor foi atuante desde o primeiro semestre de 2020. Vamos continuar sendo atuantes para estar à frente da economia e da cadeia produtiva da produção rural e com oportunidade de crédito nesse momento”, salienta Cordeiro.

Assista a entrevista na íntegra:

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Bar do Vaz

Evasão fiscal na venda clandestina de bezerros do Acre não é de R$ 100 milhões, diz Assuero

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O Bar do Vaz desta semana entrevista o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, o fazendeiro Assuero Veronez. Nos últimos dias, o ac24horas trouxe à tona a denúncia de que fazendeiros do Estado estariam desviando a fiscalização e aberto um rombo fiscal milionário na venda clandestina de bezerros. Assuero trata desse e de outros assuntos ao jornalista Roberto Vaz, como novidade do agronegócio, economia e impactos da pandemia do coronavírus na economia acreana.

O presidente destaca que o setor do agronegócio foi pouco afetado com a crise sanitária decorrente da Covid-19. Essa situação, segundo ele, é percebida anto a nível nacional como a nível somente de Acre. Ele acedia que esse foi o setor menos prejudicado diante da pandemia. “O agronegócio vem superando essa crise e mostrando um vigor muito grande. O setor vive um momento de crescimento. O aumento de investimento no campo e a produtividade fez quebrar recordes de safra”, explica o fazendeiro.

De fato, o agronegócio não para. Como diz o ditado popular, o agro é pop e permitiu que a população ficasse em casa em meio à pandemia de maneira abastecida. “O agro continuou trabalhando. Isso fez uma diferença grande na manutenção das pessoas em casa e ainda aumentou o consumo em função disso”, destaca Assuero. A situação do setor produtivo no Acre é bem menos complicada do que a de outros setores da economia, como a construção civil e a indústria.

Mesmo assim, os cuidados de distanciamento social no ambiente rural também em sendo praticado, segundo o presidente da Federação, muito embora este seja um meio em menos contaminado que o ambiente urbano do estado. “Os funcionários de fazenda estão trabalhando de máscara e tomando os cuidados necessários. Uma coisa é certa: não há como interromper a produtividade”, salienta.

A interrupção desse serviço implicaria num problema bem maio para o estado, além de que se atrasar o calendário, pede-se a época de plantar e colher. “Tivemos alguns produtos do agronegócio que foram afetados, como a produção de flores, que praticamente parou. Não houve casamentos e os velórios foram modificados por conta da pandemia. Esse setor foi profundamente afetado, mas de um modo geral, os produtos principais do agronegócio brasileiro não tiveram interrupção”.

Desafios da pecuária

A pecuária no Acre continua com seu calendário sanitário e de reprodução normal. A demanda por alimentos continuou em alta durante a pandemia e o “fator China” favoreceu ainda mais as exportações. No entanto, o estado ainda vive um desafio grande junto aos pecuaristas: o de transformá-los em potenciais agricultores. Veronez destaca que há regiões no Acre propícias para a agricultura mecanizada, onde parte da área de pastagem pode virar área de agricultura. “Esse fenômeno está chegando aqui também, com o início da plantação de soja e milho. É um processo que deverá crescer gradativamente. A logística atual facilita e viabiliza a produção de grãos no Acre, que os envia para Rondônia e de lá para Europa, sem precisar enviar paro o sul ou sudeste do país”, garante.

Denúncia de desvios na pecuária

A pecuária é, de longe, o grande negócio do estado. Esta semana, uma denúncia oriunda das indústrias de carnes bovinas apontou que haveria uma rombo de R$100 milhões de evasão fiscal cometido por fazendeiros. Para Assuero, esse número é absurdo e nada perto de uma realidade. Segundo ele, daria uma média de 600 mil bezerros, o que representa mais que a produção anual de bezerros machos em todo o Acre.

“Essa denúncia não faz sentido. Temos sim algumas saídas de bezerros no Acre [dessa forma], mas a maioria sai pagando imposto de forma legal, sem problema nenhum. Esse número denunciado está muito longe, pois seriam 6 mil bezerros por dia. Mesmo assim, é uma denúncia que precisa ser apurada pelo estado”, afirma.

Ocorre que os pecuaristas pleiteiam um mercado mais aberto para a carne bovina, enquanto que os frigoríficos querem manter toda a produção no estado, o que, segundo da Federação, é impossível para manter a economia. “O Acre não pode se fechar achando que vamos consumir toda nossa produção. Precisamos dar vasão à nossa produção, tanto de bezerro quanto de boi gordo porque nosso mercado é pequeno para nossa produção”, salienta.

Veronez acredita que pode estar havendo um equívoco por parte do governo do Ace ao acatar apenas o que a classe da indústria solicita, sem perceber, de fato, o que é importante para a produção. “Está faltando ao governo um entendimento melhor da questão”.

Assista a entrevista na íntegra logo abaixo:

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Bar do Vaz

Valério diz que Rocha faltou com a verdade na direção nacional do PSL

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Acre

No Bar do Vaz, Socorro Neri garante aplicação correta de recursos e diz que faz gosto ser apoiada por Gladson

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O Bar do Vaz deste domingo, 14, entrevista a prefeita de Rio Branco, a professora Socorro Neri (PSB). Nesta edição do programa transmitido pelo ac24horas, a gestora comenta os últimos acontecimentos e polêmicas envolvendo o município em meio à pandemia do novo coronavírus. Neri também não deixou de falar sobre as eleições 2020 e a sua notável aproximação política com o governador Gladson Cameli (Progressistas).

Socorro inicia dizendo que o fluxo de atendimento aos pacientes com suspeita de Covid-19 implementado recentemente pela secretaria municipal de saúde tem trazido bons resultados e ajudado as unidades do Estado diante da demanda imposta pela epidemia do vírus. No entanto, algumas mudanças ainda deverão ser concretizadas no âmbito da saúde a fim de melhorar ainda mais o acolhimento à população.

“As unidades estão com melhor estrutura para fazer esse atendimento. Toda a rede de atenção primária está trabalhando para aqueles que sentem os primeiros sintomas da doença [Covid-19]. Eles podem procurar a unidade de saúde mais próxima em sua regional para receber assistência”, explica a prefeita.

O município também faz o monitoramento dos pacientes notificados pela prefeitura. “Estamos ajustando esse novo fluxo para que ele passe a funcionar na sua totalidade. Até o final do mês vamos estar com outros serviços funcionando, como o Centro de Atendimento e Diagnósticos, com resultados de exames em 48 horas”, garante.

Situação fiscal

Questionada sobre a situação financeira da prefeitura de Rio Branco, Neri não esconde que a situação é delicada e requer ainda mais esforço para manter a ordem e evitar um colapso total. “Começamos 2020 com muito otimismo, com um planejamento organizado, fechamos o ano de 2019 sem nenhuma dívida, com todos os servidores e fornecedores pagos, mas fomos surpreendidos com essa crise sanitária que também é econômica e social”, ressalta.

A arrecadação do município é 30% menor do que o previsto para 2020 antes da epidemia da Covid-19 chegar ao Acre. O apoio emergencial enviado pelo governo federal ajuda, mas ainda é só metade da perda total sofrida pela capital acreana. “Esse apoio é apenas parte da redução da arrecadação que estados e municípios tiveram. Já recebemos a primeira de um total de quatro parcelas, no valor de R$ 67 milhões. Deste valor, pouco mais de R$ 5 milhões é destinado para a saúde e assistência devido à pandemia”. O restante do valor é para recompor parte do orçamento da receita proveniente dos impostos.

Com isso, as despesas têm sido cada vez mais específicas. “Não podemos gastar mais do que arrecadamos. Há uma necessidade do controle e tenho feito esse dever de casa com muita responsabilidade. O que depende de minhas decisões, busco sempre atender o interesse coletivo”, diz Neri.

Invasão ao depósito da merenda escolar

A gestora comentou um acontecimento recente que envolveu uma “invasão” de dois assessores parlamentares de Rio Branco no depósito da merenda escolar municipal com alegação de denúncia de alimento vencido. “Me senti constrangida em razão da forma como foi feita. Se alguém quer fazer inspeção, os parlamentares podem fazer isso e tem direito de encaminhar e solicitar aos órgãos da prefeitura que estão à disposição para entregar documentos que forem requisitados”, garante.

A prefeita diz que recebeu a denúncia de produtos vencidos e que abriu uma sindicância para identificar possíveis responsabilidades. “O que houve foi um pequeno lote de suco de goiaba iria vencer no dia seguinte e voltou para o depósito”. As aulas estão suspensas devido ao decreto de quarentena imposto pelo governo.

Operações federais

Com relação às operações realizadas pela Polícia Federal em municípios acreanos com suspeita de fraude na aquisição de medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Socorro se diz satisfeita com a condução das investigações que não apontaram irregularidades dentro da prefeitura de Rio Branco. “A questão do superfaturamento [na compra de álcool em gel] foi analisada pelo Ministério Público Estadual e Federal, mas só o que teve eco foi a denúncia. O que reverbera é tão somente a crítica”, salienta afirmando que continua acompanhando o andamento da operação.

Relação política com Cameli e possível candidatura

Pouco antes da pandemia da Covid-19 chegar ao Acre, Socorro e Gladson já ensaiavam algumas aparições e trabalhos conjuntos na capital acreana. Com a evidência do vírus, a aproximação de ambos ficou em mais latente no âmbito político. Neri destaca que o diálogo na política é fundamental, principalmente na “boa política”.

“Quem não quer o apoio de Gladson Cameli?”, indagou. “Temos conversado em relação ao trabalho e é isso que nos aproximou. Estamos integrando as equipes e o trabalho, se isso resultar em apoio político, certamente ficarei muito feliz”, afirma. Para ela, essa união com o governador é fundamental para o bem da população. “Não podemos colocar interesse partidário acima dos interesses do povo. Se ele quiser fazer comigo essa aliança, da minha parte não há nenhum impedimento”.

Sobre uma possível candidatura à prefeitura de Rio Branco nas eleições deste ano, a atual prefeita não vê motivos para não se candidatar. “Sou ficha limpa, estou no mandato, é natural ser candidata. Tenho esse direito, nada me impede, meu partido deseja que eu seja candidata, por que não?”.

Neri diz que após sua se colocar à frente da prefeitura, não se afastou de nenhum aliado político, e que apenas imprimiu sua identidade, seus princípios e convicções em sua gestão. “Deixei sempre muito claro que a gestão vai caminhar da forma como considero o certo”, pontua.

Durante a entrevista, ela ainda comenta a saída do ex-secretário municipal de saúde, Oteniel Almeida, e as obras estruturantes que já foram realizadas nas vias públicas e que ainda serão colocadas em prática no decorrer deste ano. Veja a entrevista na íntegra logo abaixo.

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