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MPF diz que Marilete Vitorino foi racista com indígena e pede que ela seja condenada

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A prefeita de Tarauacá está envolvida em mais confusão. Dessa vez, Marilete Vitorino (PSD) é acusada de prática de racismo contra um indígena e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Acre (PRDC) representou contra a prefeita por improbidade administrativa e racismo os indígenas.

A motivação, foi a declaração dada à imprensa pela prefeita de que “deveria haver uma forma de proibir a circulação” de um indígena que estaria contaminado com coronavírus e teria chegado de fora do Brasil, e segundo a prefeita, “teria fugido da UPA de Rio Branco”. O procurador regional dos Direitos do Cidadão Lucas Costa Almeida Dias caracterizou as falas de Marilete como prática de racismo.

Segundo a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Acre (PRDC), a Fundação Nacional do Índio considerou a declaração da prefeita imprudente, pois, além de não ter existido a fuga da unidade de saúde, querer impedir a circulação de indígenas apenas reforça o preconceito já existente na sociedade. O Distrito Sanitário Especial Indígena também se pronunciou e afirmou que o indígena seguiu os procedimentos corretos ao procurar a unidade de saúde e só retornar a Tarauacá após alta médica. Os exames de Covid-19 do indígena deram negativo.

O procurador ressalta nas representações que as próprias aldeias da região demonstram preocupação com o controle da disseminação da Covid-19 e adotaram o auto isolamento para evitar contágio.

Os documentos foram encaminhados para a Procuradoria da República em Cruzeiro do Sul, que avaliará a eventualidade da ocorrência de improbidade administrativa, e para a Procuradoria da República da 1.ª Região, que avaliará a ocorrência do crime de racismo.

A reportagem do ac24horas não conseguiu falar com a prefeita.

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