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Acre tem pior queda mensal na intenção de consumo com 13,1%

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O índice que aponta a intenção de consumo entre os acreanos registrou sua pior queda mensal no estado desde que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) começou a realizar essa pesquisa, no ano de 2010. Nesse último mês de maio de 2020, após 10 anos do início da pesquisa, o Acre teve uma retração de 13,1% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF), marcando assim a pior marca já obtida.

A pesquisa foi comentada nesta segunda-feira, dia 1°, pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac no Acre. Para o assessor da Fecomércio local, Egídio Garó, a queda mais intensa já registrada no Acre acompanha os índices observados e outros estados brasileiros. A baixa na intenção de consumo pode estar diretamente ligada à pandemia do novo coronavírus.

Os impactos econômicos são inegáveis. Micro, médias e pequenas empresas têm dificuldades de seguir tocando seus negócios por conta do vírus e das regras impostas pelo governo, federal e estadual, na tentativa de reduzir o número de contaminados pela Covid-19. Segundo a pesquisa, este índice é o segundo resultado mensal negativo consecutivo. “Caiu para 81,7 pontos, atingindo o menor patamar desde novembro de 2017, e permanecendo abaixo do nível de satisfação (100 pontos), onde se encontra desde 2015”, diz a entidade.

A retração anual apontada nesse mês de maio foi ainda maior em relação ao mesmo período de 2019: 13,7%. “A queda mais acentuada desde agosto de 2016”, afirma. Além da pandemia, Garó acredita que a insegurança do consumidor com a manutenção do seu emprego e a renda em momento pós-pandemia também são fatores determinantes para este cenário. “Além da impossibilidade de trabalho por conta do isolamento social e do desemprego que, segundo dados do IBGE e PNAD, apontam que o desemprego no país bateu novo recorde, atingindo mais de 4,9 milhões de desempregados”, diz.

A redução nos postos de trabalho no Acre foi de 3,5%. “Enquanto o número de trabalhadores fora da força de trabalho aumentou em 3,4%. Mesmo com a disponibilidade de crédito, que permite uma relação de consumo mais confiante, o consumidor está retraído e, assim, deverá permanecer ao longo dos próximos meses. Há uma tendência de que o ICF diminua ainda mais nos próximos dois meses”, conclui o assessor.

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