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No Acre, número de endividados cresce nos últimos três meses

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) neste mês de maio, aponta que ao menos 66,5% das famílias acreanas estão endividadas. O número representa um aumento se comparado ao mesmo período de 2019, quando o total de famílias endividadas neste período foi de 63,4%.

Segundo o Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, esse aumento de pessoas com dívidas no estado já vem sendo registrado há três meses, e provocado, possivelmente, pelo fechamento de estabelecimentos considerados não essenciais neste momento de pandemia do coronavírus, onde empregador e empregado sofrem com prejuízos.

Para o assessor técnico da Fecomércio no Acre, Egídio Garó, essa é uma tendência verificada em todo o Brasil. O estudo aponta ainda que as dívidas são, em sua maioria, cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro. “Famílias com renda mensal menor que 10 salários mínimos são as que mais padecem com o endividamento, o que consequentemente as encaminhará ao inadimplemento”.

Apesar de o percentual de endividados ser abrupto, a Fecomércio ressalta que o momento é, de fato, de isolamento. “A prioridade é manter-se na segurança de sua casa, ante a possibilidade de contágio em algum caixa eletrônico, casa lotérica ou outros locais onde haja aglomeração”.

No Acre, a inadimplência atinge ainda contas como energia elétrica, impostos e tributos como o IPVA, licenciamento de veículos, dentre outros.

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60% do fogo em UCs no Acre está na Resex Chico Mendes

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Reportagem do jornalista Leandro Chaves para o projeto especial Amazônia Sufocada, publicada na última sexta-feira, 25, pela plataforma InfoAmazonia, mostra que a Reserva Extrativista Chico Mendes é a unidade de conservação federal que mais queima no Acre, segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com a publicação, há pelo menos oito anos a Resex Chico Mendes concentra mais da metade dos focos entre as UC’s. Em 2020, a unidade acumula 60,24% do total nessas áreas. De 1º de julho a 23 de setembro deste ano, foram registrados 2.053 focos de calor na reserva, o que representa 60% das queimadas entre as unidades de conservação (UCs) federais acreanas e mais de 8% do total no estado, no período.

A reportagem destaca ainda que a segunda reserva extrativista que mais queimou neste ano no Acre, a do Alto Juruá, foi responsável por 13% do total do identificado nas unidades federais no estado. Em relação a 2012, início da série histórica do satélite analisado pela InfoAmazonia, a quantidade de queimadas em 2020 mais que dobrou no território (o total deste ano é o segundo maior recorde, atrás apenas de 2019, que teve 2.641 focos).

Leandro Chaves conversou com Silvana Lessa, ex-chefe local do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que trabalhou na Resex entre 2012 e 2016. Ela ressaltou que nem todos os focos de queimadas na área são para abertura de pasto e que muitos moradores ateiam fogo de forma controlada, para a criação de roçados para a subsistência. Ainda de acordo com ela, os incêndios florestais, de maiores proporções, são concentrados, em sua grande parte, nos limites da reserva com a rodovia BR-317, que liga o Acre à Bolívia e ao Peru.

“Essas áreas da reserva próximas à rodovia ficam nos municípios de Xapuri e Brasiléia e são de fácil acesso para muitos de fora do território. O índice de entrada irregular e as consequentes práticas ilegais vêm aumentando porque não há controle, falta gestão. O ICMBio não tem recursos pessoais e financeiros suficientes para lidar com o problema”, relatou.

O órgão, que gerencia a Resex, dispõe de apenas três analistas e dois técnicos, além do chefe, para cuidar dos quase um milhão de hectares da Chico Mendes. O território perpassa os municípios de Rio Branco, Brasileia, Xapuri, Assis Brasil, Capixaba, Sena Madureira e Epitaciolândia, no sudeste do Acre.

Nos últimos dez anos, o número de famílias dentro da reserva dobrou de 2 mil para 4 mil, diferença que inclui tanto o crescimento populacional natural, quanto a chegada de arrendatários que prolongam a permanência na área, não sendo raro o arrendamento de terra por parte de moradores para a criação de gado por grupos de fora da reserva.

Fiscalização “capenga”

O ex-prefeito de Xapuri, Júlio Barbosa de Aquino, secretário-geral da Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), reitera que a capacidade de fiscalização do ICMBio é “capenga” e isso contribui para o aumento do desmatamento e dos incêndios florestais.

“Sempre foi assim, mas, nos últimos anos, é possível observar um verdadeiro desmonte no órgão. Para se ter ideia, os fiscais só podem se deslocar para apurar denúncia com autorização de Brasília. Se fizerem por conta própria, serão chamados a atenção”.

Para Aquino, o aumento das queimadas na área está diretamente relacionado ao avanço da atividade agropecuária na reserva, ao passo que o fogo tradicional para pequena agricultura não causa impacto na floresta.

InfoAmazonia agrega dados e notícias sobre a Amazônia, a maior floresta tropical contínua do planeta. O projeto é sustentado por uma rede de organizações e jornalistas que oferecem atualizações constantes dos nove países da região.

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Tabela do Confaz traz gasolina mais barata e gás mais caro

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta sexta-feira (25) a tabela que os Estados adotarão, a partir de 1º de outubro de 2020 com o preço médio ponderado ao consumidor final para os combustíveis.

Depois de meses em alta, o preço da gasolina começou a recuar: saiu de R$ 5,11 o litro na tabela da primeira quinzena de setembro para R$ 5,06 na tabela de hoje.

O preço do óleo diesel também foi reduzido, mas o gás de cozinha aumentou de R$ 6,83 na planilha divulgada no começo de setembro para R$ 6,90 na tabela atual.

Além dos combustíveis caros mesmo com leve redução, o consumidor acreano segue convivendo com aumentos repetidos nos preços de gêneros de primeira necessidade.

O caso exigiu a mediação do Ministério Público, Procon e OAB, os quais recomendaram ao comércio que limite a venda de arroz e óleo de soja. O comércio diz que seguirá a orientação.

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IDAF alerta a população do Acre sobre o recebimento de sementes de origem desconhecida

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No Brasil, assim como nos Estados Unidos e no Canadá, os órgãos de Defesa Agropecuária estão em alerta após constatarem o recebimento de embalagens contendo sementes de espécies misteriosas e de procedência desconhecida.

Estas sementes chegam através dos correios como “brindes”, juntamente com produtos adquiridos pela internet e sem identificação de qualidade e de procedência.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), por meio da Coordenação de Fiscalização de Sementes e Mudas, está alertando a população acreana sobre os eventuais riscos que esses produtos podem causar a saúde, ao meio ambiente e à agricultura.

“Produtos vegetais de origem incerta e importados sem a aprovação do Ministério da agricultura são considerados como de grande risco a introdução e disseminação de novas pragas agrícolas ou de pragas já erradicadas, além da possibilidade de causarem sérios prejuízos econômicos e danos do ponto de vista da Defesa Sanitária Vegetal”, informa Ligiane Amorim, coordenadora de Fiscalização de Sementes e Mudas do IDAF.

A orientação do IDAF é que, caso as pessoas recebam esses pacotes suspeitos, não os abram, não os plantem e nem os descartem, devendo entrar imediatamente em contato com um escritório do órgão ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mais próximo para que as embalagens e materiais vegetais sejam recolhidos de maneira segura, enviadas para análise laboratorial e descartados adequadamente.

O serviço de Defesa Sanitária Vegetal do IDAF afirma ainda que conta com a colaboração de toda a população e disponibiliza para qualquer informação, denúncia ou esclarecimento, o telefone (68) 3221-0724 e o e-mail: [email protected]

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Para tentar baixar preço do arroz e óleo, venda no varejo e atacado pode ser limitada no Acre

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O arroz e o óleo de soja terão de ser vendidos com limitações no comércio do Acre, numa tentativa de conter a alta dos preços dos produto. Nesta quarta-feira (23) uma recomendação do Ministério Público Estadual, Procon, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil exige, na prática, que o varejo do Acre venda 10 quilos de arroz e 5 unidades de óleo de soja por cliente. Os atacadistas e varejistas, a quem é dirigida a recomendação, não podem comercializar mais que 10 fardos de arroz e cinco caixas de óleo de soja (no atacado) ou 10kg de arroz e cinco unidades de óleo (quando no varejo) por comprador.

Nos melhores preços ao consumidor, o arroz chega a ser comercializado a R$ 24 o pacote de cinco quilos, algo jamais visto no mercado de Rio Branco. Já o vasilhame de 900 ml do óleo de soja custa R$6 quando o consumidor encontra um bom preço.

Além de possíveis práticas abusivas, os órgãos recomendantes alegam que a pandemia da Covid-19 mexeu com as relações de consumo de modo a contribuir para o aumento no preço de alimentos como arroz, óleo, leite e derivados.

A caixa de leite UHT custa R$ 5,20, em média, para o comprador do varejo. Em julho esse mesmo produto custava cerca R$ 3,50 na praça de Rio Branco. A recomendação é dirigida especificamente para a Associação dos Distribuidores Atacadistas do Acre (Adacre) e Associação dos Supermercados do Acre (Asas).

A expectativa é que ao estabelecer limite de aquisição, os produtos não faltem nas prateleiras e os preços caiam um pouco.

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