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Acre poderá enfrentar desabastecimento de lenha para indústria local nos próximos dias

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O Acre poderá sofrer nos próximos dias com o desabastecimento de lenha no mercado local. A matéria-prima é utilizada para alimentar as fornalhas nos mais diversos ramos industriais e muito importante para a cadeia produtiva. Como o Estado não é autossuficiente na produção de lenha, grande parte do insumo é trazido de Rondônia, mas com a intensificação de operações ambientais federais na região amazônica, divergências relacionadas à medição da madeira estão prejudicando a entrada de cargas na região.

A situação foi exposta nesta segunda-feira, 26, pela Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) ao governador, em exercício, Major Rocha. “Estamos tendo várias operações dos órgãos ambientais no país e aqui no Acre temos algumas especificidades da nossa região. Infelizmente, essas operações em nível nacional aplicam a legislação baseadas em fatores que não se adequam à nossa realidade. Isso fez com que vários veículos que transportam madeira para o nosso estado fossem apreendidos e acabou gerando desabastecimento no setor industrial”, explicou Rocha.

Durante videoconferência, que contou com a participação de representantes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e empresários, a situação foi exposta, assim como medidas para a solução definitiva do impasse.

Rocha mostrou-se preocupado com a situação das indústrias acreanas, sobretudo devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o governador em exercício, uma nova instrução normativa referente ao cálculo de medição será elaborada pelo Imac, de maneira que obedeça a legislação vigente e, ao mesmo tempo, atenda à realidade local. A proposta será colocada em discussão na próxima semana com os participantes da videoconferência.

“Na próxima segunda-feira, os órgãos ambientais vão sentar junto com o setor produtivo para encontrar essa alternativa que vai contemplar tanto a proteção ambiental, que é o que nós queremos, como também a garantia de que o setor industrial não tenha prejuízo como, por exemplo, o desabastecimento da lenha no estado”, pontuou.

Bombando

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