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Enem 2020: plataformas online oferecem conteúdo gratuito para estudo

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Após adiamento, provas devem ocorrer entre 30 a 60 dias das previstas em edital

Na última semana, após pressão popular e votação favorável do senado para o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o governo federal decidiu modificar as datas de aplicação da prova – nas versões digital e impressa – entre 30 a 60 dias das datas previstas em edital. Também houve alteração da data de inscrição, que segue até quarta-feira, dia 27.

Entre os motivos apresentados pelos os estudantes nas redes sociais por meio do movimento #adiaenem está a dificuldade em estudar em casa. Devido ao isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, as aulas nas escolas estão suspensas desde março. 

Mesmo com o adiamento, a preparação para a maior prova de acesso ao ensino superior do país deve continuar. Quem tem acesso a uma rede de internet, pode contar algumas plataformas que estão com os seus conteúdos liberados gratuitamente.

Para não perder o ritmo dos estudos e auxiliar na preparação para o Enem 2020, confira algumas plataformas online e gratuitas para utilizar enquanto as aulas estão suspensas por conta da pandemia. Confira abaixo.

Banco de provas do Inep: todas as provas do Enem estão disponíveis no site do Inep, junto com os respectivos gabaritos. Essa é uma ótima forma de estudar e conhecer como funciona a prova, principalmente para aqueles que vão participar pela primeira vez.

Stoodi: a plataforma liberou temporariamente o acesso gratuito a todas as videoaulas e exercícios com correção em vídeo. Para ter acesso aos conteúdos é preciso fazer um cadastro.

FVG Ensino Médio: a plataforma da Fundação Getúlio Vargas é voltada para estudantes do ensino médio. Nela, os estudantes podem realizar simulados no mesmo modelo das provas do Enem, fazer testes de conhecimentos gerais, com questões elaboradas com base na Matriz de Referência do Enem. A correção é realizada ao finalizar os estudos.

SAE Digital: a plataforma disponibiliza videoaulas no Youtube. As aulas são organizadas por matérias, com os conteúdos programáticos desde o 1º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio. 

Guia Enem: o site traz conteúdos escolares para auxiliar na preparação para o Enem. São assuntos de diversas disciplinas incluindo inglês, língua portuguesa, matemática e biologia.

Inscrições Enem 2020

Segundo o último boletim divulgado na sexta-feira, 22, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 5.151.868 candidatos se inscreveram no Enem 2020, sendo 5.050.768 das inscrições para a versão impressa e 101.100 para a digital. Ainda não há uma nova data definida para realização das provas. No final de junho, o Inep deve realizar uma enquete consultando os estudantes sobre a aplicação, para a partir daí definir as novas datas.

*Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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Rússia projeta vacina 95% eficaz e a metade do preço das concorrentes

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Os desenvolvedores da vacina russa Sputnik V anunciaram nesta terça (24) que um segundo estudo preliminar com voluntários da fase 3 dos testes do imunizante contra a Covid-19 mostrou uma eficácia de 91,4%.

A expectativa dos russos é que ela atinja 95% e custe, ao fim, metade do preço de suas competidoras ocidentais, talvez ainda menos.

O anúncio, com sabor de déjà-vu por ser semelhante a dados já propagandeados, busca sanar dúvidas acerca da confiabilidade dos estudos russos e vem na esteira de comunicados de eficácia dos principais imunizantes que já estão sendo negociados no mercado para tentar deter a pandemia do novo coronavírus.

É a geopolítica da vacina em pleno curso.

Na semana passada, as americanas Pfizer e Moderna haviam anunciado eficácia em estudos de fase 3 acima de 90%. Na segunda (23), a sueco-britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford (Reino Unido) disseram ter finalizado testes iniciais e atingido até 90% de eficácia.

Já a chinesa Coronavac, comprada pelo governo de São Paulo e que será fabricada no Instituto Butantan se for eficaz, tem registrado eficácia ainda maior nos testes feitos na China. Se tudo der certo, estará disponível em janeiro no estado.

Segundo o Instituto Gamaleya, o fabricante da vacina, a eficácia foi medida em 18.794 dos cerca de 40 mil voluntários russos que tomaram as duas doses da Sputnik V ou de um placebo, mantendo o chamado duplo cego, quando nem paciente nem pesquisador sabe quem recebeu o quê.

No ensaio, para cada 3 vacinados, 1 foi inoculado com placebo. A próxima avaliação ocorrerá com um grupo de 78 infectados, que deverá encerrar a fase 3.

A Rússia é o quinto país do mundo em número de casos da doença, com 2,1 milhão de infecções, e vive uma segunda onda severa. Já morreram 37 mil pessoas, número proporcionalmente baixo —são 254 mortes por milhão de habitantes, ante 795 no Brasil, terceiro colocado do ranking de casos.

Os dados foram obtidos 28 dias depois da primeira dose, 7 dias após a segunda. Neste grupo, houve 39 casos confirmados de infecção da Covid-19, apenas 8 em pessoas que haviam de fato recebido o imunizante.

Os dados preliminares após 42 dias da primeira dose, 21 após a segunda, indicaram uma proteção ainda maior, de 95%, mas eles não foram disponibilizados ainda. Eles serão enviados para revisão em artigo para uma publicação científica internacional, provavelmente a mesma The Lancet britânica que já editou outros estudos com a vacina.

Entre esses voluntários e os outros 22 mil que ainda estão na primeira dose, não houve eventos adversos ou efeitos colaterais graves registrados, segundo o Gamaleya.

“Os dados comprovam o que encontramos nos estudos até aqui, uma eficácia de 91%-92%. Esperamos dados ainda melhores depois que os voluntários que receberam a segunda dose tenham mais tempo para seus corpos reagirem”, afirmou o diretor do Gamaleya, Alexander Gintsuburg.

Patrocinador da Sputnik V, o Fundo Direto de Investimento Russo, anunciou que a Hungria se uniu à rede de fabricantes potenciais, tornando-se o primeiro país da União Europeia a associar-se aos russos. Em entrevista à Folha há dois meses, seu presidente, Kirill Dmitriev havia dito que estava em negociações com europeus e americanos.

Nesta terça (24), Dmitiriev afirma que o imunizante custará metade do preço da maioria de seus competidores ocidentais —tudo depende de cada acordo de produção, mas a vacina da Pfizer (EUA) sai por US$ 19,50 (R$ 105 hoje) cada uma de suas duas doses, enquanto a também americana Moderna custa US$ 25 (R$ 136) cada uma das duas inoculações necessárias.

Ele afirmou que o valor pode ficar abaixo dos US$ 10 (R$ 54) para cada uma das duas doses, a depender do arranjo. Os cidadãos russos não pagarão nada.

No caso do contrato da Coronavac com o Butantan, a dose sai a US$ 10,4 (R$ 57). Já no acordo da AstraZeneca com o governo federal, sai a US$ 19 (R$ 103). Mas ambas incluem transferência de tecnologia para produção local —no caso da Fiocruz, a estimativa era de um custo pouco acima de US$ 3 (R$ 16) por dose.

A Sputnik V foi vista inicialmente como um grande golpe publicitário do governo de Vladimir Putin, devido ao anúncio de que ela havia sido a primeira a ser registrada no mundo, em agosto. Até seu nome remonta ao sucesso do primeiro satélite artificial, lançado pelos soviéticos em 1957 para assombro do mundo.

Na realidade, era uma autorização emergencial para uso na população civil, mas não há a vacinação em massa sugerida pelo anúncio —e sim uma expressiva fase 3, a final, além da imunização emergencial de pessoal médico. Isso levou a diversas críticas na comunidade científica, desprezadas pelo fundo soberano como exemplos de russofobia.

O sucesso dos dados preliminares, contudo, levou diversos países a assinarem acordos para fornecimento do imunizante, inclusive no Brasil —Paraná e da Bahia têm entendimento para a compra da Sputnik e, no caso do estado sulista, eventual produção local.

Ainda não há ensaios clínicos no Brasil, cujo Ministério da Saúde tem uma carta de intenções para eventual compra do produto russo.

Eles ocorrem também na Índia, Belarus, Emirados Árabes e Venezuela, entre outros países. Segundo Dmitriev, presidente do fundo soberano russo, há 1,2 bilhão de doses encomendadas do imunizante, embora a capacidade de produção dependa de acordos com outros países.

A vantagem competitiva que os russos dizem ter é na forma de aplicação das doses: são usados dois vetores diferentes, adenovírus causadores de resfriado em humanos, que já são usados há décadas em medicamentos e formam a base da vacina contra o ebola.

As vacinas de Pfizer e da Moderna usam uma técnica inovadora na qual a proteína da espícula que une o vírus às células é levada para produzir resposta imune por meio de material genético (RNA mensageiro). Já os chineses da Coronavac usam o tradicional vírus inativado para a mesma reação.

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Amapá volta a ter 100% de energia após 22 dias de apagão

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Foto: Emiliano Capozoli/Divulgação

A LMTE (Linhas de Macapá Transmissora de Energia) concluiu na madrugada de hoje o restabelecimento da carga de energia em dois transformadores na sua subestação, que pegou fogo no dia 3 de novembro e provocou um blecaute em 13 dos 16 municípios do Amapá. Com isso, segundo a LMTE, o estado volta a ter 100% no fornecimento de energia de forma definitiva, dando fim ao rodízio.

Em nota, o MME (Ministério de Minas e Energia) também confirmou a retomada integral do fornecimento de energia no estado.

Segundo relatos de moradores, em Macapá, o fornecimento foi restabelecido de madrugada em bairros como Centro, Laguinho, Muca, Beirol, São Lázaro, Renascer, Perpétuo Socorro, Trem e Marabaixo.

O fornecimento também foi normalizado nas demais cidades do interior que foram atingidas pelo apagão. A dona de casa Wane Azevedo, 25, disse que o fornecimento em Santana, segundo município mais populoso do estado, segue de forma ininterrupta desde as 15h30 de ontem. “Mesmo assim a gente fica apreensivo”, admitiu ela.

Montagem do transformador começou no dia 18

A previsão era de que a montagem do segundo transformador, que veio do município de Laranjal do Jari, a 265 km de Macapá, fosse concluída no dia 26 de novembro, mas a empresa conseguiu antecipar o prazo.

“A LMTE está integralmente mobilizada desde o acidente e trabalhou incansavelmente em conjunto com os demais órgãos governamentais para que a carga voltasse a 100% antes do prazo máximo estabelecido. A companhia reforça que se solidariza com todos os amapaenses e informa que seguirá empenhada a minimizar os impactos e em transportar energia segura para o estado do Amapá”, escreveu a empresa em nota

A montagem do transformador começou no dia 18, após uma viagem de quase 30 horas de balsa entre as cidades de Laranjal do Jari e Macapá. Apenas com a ativação desse equipamento é que o Amapá volta a ter 100% da carga necessária para atender a população.

A CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá), responsável pela distribuição de energia para o consumidor, confirmou que com a ativação dos transformadores, o fornecimento voltará a ser como era antes do apagão, dando fim ao rodízio de energia.

“Com este transformador operando, o fornecimento foi garantido em 100% para atender os 13 municípios que foram afetados com o acidente na Subestação Macapá no dia 3 de novembro”, informou a companhia, em nota.

Agora, o trabalho do Comitê de Acompanhamento de Crise será focado na instalação de um terceiro transformador que deverá ser em breve transportado de Boa Vista (RR) até Macapá para só assim dar a segurança recomendada para evitar novos blecautes.

Crise energética

O Amapá enfrenta problemas com o fornecimento de luz desde o dia 3 de novembro, quando a subestação de energia elétrica da capital Macapá pegou fogo e provocou um blecaute em 13 dos 16 municípios. A energia começou a ser restabelecida no dia 7, mas em regime de rodízio que operava com falhas e recebeu muitas críticas dos moradores. Um novo apagão no Amapá ocorreu na noite de 17 de novembro.

Além da falta de energia, o amapaense também sofreu nos primeiros dias de apagão com a falta do fornecimento de água tratada, falta de internet e falta de alimentos. Houve uma corrida aos postos de combustível onde havia geradores de energia, e comerciantes tiveram prejuízos com produtos que acabaram estragando.

No último sábado (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve no Amapá para ativar os geradores termoelétricos contratados para ajudar no fornecimento de energia elétrica. A expectativa era que os equipamentos fornecessem eletricidade suficiente para amenizar a crise, mas o estado continuou tendo dificuldades para fornecer integralmente o serviço.

Na capital, Bolsonaro desfilou em um carro com metade do corpo para fora e ouviu xingamentos de alguns moradores.

Na noite de ontem, vários moradores reclamaram de uma queda abrupta na eletricidade. A CEA informou que naquele momento o estado possuía apenas uma carga extra de energia para distribuição ao consumidor e, por isso, durante a noite o fornecimento foi suspenso em algumas regiões para seguir o rodízio, pois era o horário de pico no consumo de energia.

Medidas compensatórias

Durante sua visita ao Amapá, o presidente Bolsonaro prometeu que deverá editar nos próximos dias uma Medida Provisória numa tentativa de compensar os amapaenses prejudicados pela falta de energia elétrica. Por meio da MP, o governo federal vai cobrir a conta de energia da população lesada com o apagão. O pagamento deve ser equivalente a um mês de luz.

A Justiça Federal chegou a conceder o direito de pagamento de mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial para a população carente do Amapá. No entanto, após recurso do Governo Federal, o desembargador I’talo Fioravanti Sabo Mendes, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), decidiu suspender a decisão.

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Cotidiano

Mais de 20 órgãos se juntam à Justiça Eleitoral no combate à desinformação

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Mais de 20 órgãos pertencentes aos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo uniram-se ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate à desinformação nas Eleições Municipais de 2020.

Até a última sexta-feira (20), 23 instituições haviam atendido ao pedido do presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, que solicitou às entidades a publicação, nos sites das entidades, de um banner de divulgação do Tira-Dúvidas Eleitoral, assistente virtual do TSE no WhatsApp.

Além de estimular o voto consciente e promover o fortalecimento da democracia, a ação tem como finalidade ampliar a difusão da nova ferramenta da Justiça Eleitoral, por meio da qual o cidadão pode esclarecer dúvidas, acessar conteúdos checados por agências de notícias, consultar o local de votação e obter informações sobre candidaturas, entre outras funcionalidades.

Participam da iniciativa o Supremo Tribunal Federal (STF); o Superior Tribunal de Justiça (STJ); o Tribunal Superior do Trabalho (TST); o Ministério Público Federal (MPF); o Ministério Público do Trabalho (MPT); o Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o Tribunal de Contas da União (TCU); o Senado Federal; a Câmara dos Deputados; a Presidência da República; a Casa Civil; a Controladoria-Geral da União (CGU); a Advocacia-Geral da União (AGU); a Secretaria-Geral da Presidência da República; a Secretaria de Governo; e os Ministérios da Justiça e Segurança Pública; das Relações Exteriores; da Cidadania; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Ciência, Tecnologia e Inovações; do Turismo; de Minas e Energia; e da Defesa.

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Cotidiano

Começa nesta terça a campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti

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O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira, 24, a Campanha de Combate ao Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.

Das 22 cidades acreanas, ao menos 15 correm risco de apresentar surto ou epidemias de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os municípios com alta incidência são: Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri.

Os sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti podem ser confundidos com outras mais comuns, como gripes e resfriados. Por isso, é importante estar em alerta e, em caso de sintomas, procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

No verão, com as chuvas, aumenta a proliferação do mosquito, que se reproduz em água limpa e parada.

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