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Com queda 32% na arrecadação, governo do Acre ainda não cogita atrasar salários

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A crise econômica em decorrência da pandemia de Covid-19 que assola o mundo causa efeitos severos nas contas públicas do Acre. Diferente de meses anteriores, em que o governo do Acre anunciava o pagamento de servidores a partir do dia 25, dessa vez esperará até o dia 29, último dia útil do mês, para que a União repasse a terceira e última parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para completar a folha de pagamento orçada em mais de R$ 263 milhões.

O ac24horas confirmou junto secretária de fazenda, Wanessa Brandão, que o Estado apresentou uma queda na arrecadação de impostos neste mês de maio superior a 32% em relação ao mesmo período de 2019. Segundo o tesouro estadual, esse percentual em valores é equivalente a R$ 31,5 milhões a menos nos cofres já que no ano passado o mês de maio registrou arrecadação de R$ 98 milhões.

Com relação ao Fundo de Participação dos Estados, em pesquisa realizada no Portal do Tesouro Nacional, o Acre vem acumulando uma série de quedas nos repasses mês a mês. Enquanto nos primeiros 5 meses de 2019, o Estado já havia recebido mais de R$ 1,2 bilhão, no mesmo período de R$ 2020 teve transferido pouco mais de R$ 1 bilhão, uma queda de quase R$ 200 milhões, levando em conta que o valor da última parcela que cai dia 29 ainda não foi divulgado.

Porém a secretária da fazenda pondera que o efeito do coronavírus não foi sentido nos meses de janeiro e fevereiro, já que o Acre começou a ser afetado com medidas de isolamento social na metade do mês de março. “Essa comparação é fora da realidade. A minha comparação e meu estudo está dentro do período Covid-19. Enquanto quando se faz a comparação do quadrimestre os dos cinco primeiros meses, distorce porque Janeiro e Fevereiro e meados de marços que não houveram impactos. Com esses dados a gente não consegue ver o impacto da Covid-19, pelo menos nesse primeiro momento”, explica.

A sefaz detalha que a queda no repasse do FPE no mês de março foi de 8,56% (menos R$ 18,4 milhões) e em abril foi de 6,44% (menos R$ 13,3 milhões). Em maio, até o momento, sem a adição da última parcela, a queda é de 57,99%.

Apesar dos números não muito promissores, o Estado não cogita o atraso de salário de servidores por ser uma prioridade do governador Gladson Cameli.

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