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Covid-19: Entidades alertam Gladson que falta de medicamento pode aumentar mortes no Acre

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FOTO: SECOM/ACRE

Dias atrás, o ac24horas recebeu e publicou diversas denúncias da falta do medicamento metilprednisolona para o atendimento dos pacientes vítimas da Covid-19.

A ausência do medicamento pode contribuir para o aumento de mortes de pacientes internados com a doença do Acre. É que o dizem o Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Associação Médica do Acre (AMAC) e Universidade Federal do Acre (UFAC), por meio de uma carta aberta ao governador Gladson Cameli, divulgada na noite deste domingo, 24.

As quatro entidades assinam conjuntamente o documento que solicita em caráter emergencial que o Estado adquira o medicamento.

De acordo com a carta, o remédio é essencial para o tratamento e em sua falta os médicos podem fazer muito pouco para que a doença não avance até ao óbito.

As entidades dizem ainda que a falta do medicamento pode provocar a morte de centenas de pacientes e apela para que o governador frete um avião, se necessário, para trazer a importante medicação para o Acre.

Leia a carta na íntegra:

Carta aberta ao excelentíssimo governador do Acre, Gladson Cameli

Assunto: o aumento de mortes que pode ocorrer nos próximos dias pela falta de metilprednisolona

Excelentíssimo senhor governador Gladson Cameli, nós do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Associação Médica do Acre (AMAC), Universidade Federal do Acre (UFAC)e Conselho Regional de Medicina (CRM) vimos através desta carta solicitar que, em regime emergencial, o Estado adquira metilprednisolona, medicamento essencial usado para o tratamento do paciente de Covid-19 na fase 2, minimizando o risco de evoluir para intubação e óbito.

O remédio é essencial para o tratamento do paciente na fase dois, estágio em que está a grande maioria dos pacientes internados nas unidades de saúde. Sem a metilprednisolona os médicos pouco podem fazer para que não aconteça a evolução da doença chegando até ao óbito.

Há dias as entidades médicas denunciam a falta de medicação ou a pequena quantidade nas unidades de saúde, orientando a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) que a falta de medicamentos como metilprednisolona pode levar dezenas, senão, centenas de pacientes da Covid-19 à evolução em seus quadros clínicos podendo ocasionar mortes em elevado número.

Diante da falta de metilprednisolona e da previsão que a gestão da Sesacre nos deu que levará 10 dias para a medicação chegar ao Acre e diante da iminente realidade no aumento de números fatais da Covid-19, recorremos à sensibilidade do senhor governador para que tome medidas urgentes que resultem na chegada da medicação ao Acre. Se necessário for que seja fretado um voo para trazer os lotes de medicação, mas não podemos deixar que pela falta de um remédio mais vidas corram risco de serem perdidas.

Ressaltamos que o uso da metilprednisolona é protocolo adotado para combater a hiperinflamação pulmonar e sistêmica secundária. Se não tratar os sintomas da chamada fase 2, que inclui o ataque severo aos pulmões, o paciente evoluirá rapidamente para a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e podendo, inclusive, morrer.

Com a certeza de que o senhor tem trabalhado diuturnamente para evitar o colapso total do sistema de saúde do Acre no enfrentamento à Covid-19, pedimos agilidade na compra da medicação acima citado. É urgência clínica que os pacientes com a forma severa da doença e que desenvolvem consequente processo inflamatório em diferentes órgãos, sejam medicados com a metilprednisolona.

Certos de sua responsabilidade com a saúde pública do Acre apelamos à sua sensibilidade e aguardamos que nas próximas horas tenhamos a resposta positiva que se espera de um homem comprometido em salvar vidas.

Diretoria do Sindmed-AC, UFAC, AMAC e CRM/AC.

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Passageiro contesta laudo de incêndio em ônibus na BR-364: “começou pela roda”

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A empresa Petroacre divulgou nesta última segunda-feira, 28, que um laudo pericial, assinado pelo engenheiro mecânico Marcelo Jorge Torre, aponta como causa provável do incêndio que destruiu um ônibus na BR-364 no dia 22 de setembro, a explosão de uma ou mais baterias de celulares que estavam acondicionadas na mala de um passageiro.

Ocorre que quem passou pelo susto e estava dentro do ônibus, contesta a versão apresentada. Depois da publicação do laudo, diversos passageiros usaram as redes sociais para questionar a informação.

Um deles é Ezio Junior. Ele faz um relato da viagem e de como tudo aconteceu. “Nosso ônibus estava lotado. Foi justamente do lado que eu estava que começou a pegar fogo na roda. Eu vi tudo muito bem. A gente já vinha sentindo um cheiro de borracha queimada há algum tempo. Eu imaginei que fosse a lona de freio. Um pneu estourou. Quando o motorista desceu, viu que o ônibus tava pegando fogo, voltou correndo e avisou aos passageiros que o ônibus estava em chamas”, diz.

Ezio conta que o desespero foi grande e muita gente acabou se machucando e perdendo tudo que tinha. “Tinha gente que tava de mudança de Mâncio Lima para Rio Branco e ficou só com a roupa do corpo. Ficou todo mundo com muito medo porque começou a entrar fumaça dentro do ônibus. Algumas pessoas chutaram e conseguiram quebrar o vidro da janela. Muita gente se machucou”, afirma.

O passageiro conta ainda que o extintor de incêndio que tinha no ônibus não funcionou. “O motorista tentou apagar o fogo, mas o extintor não funcionou. Um outro ônibus que vinha atrás parou, mas aí as chamas já tinham crescido muito. Nós ficamos sozinhos, já que o motorista pegou uma carona e veio buscar outro ônibus em Rio Branco. A empresa teve descaso. Eu sou de Cruzeiro do Sul e sempre venho para capital e muitas vezes. Já passei por problemas na estrada por causa dos ônibus em péssimas condições. Eu fiquei revoltado pelo que aconteceu e pela postura da empresa em dizer que foi culpa de um celular para não ajudar as pessoas que perderam tudo o que tinham”, diz Ezio Junior.

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Gladson Cameli entrega 21 ônibus escolares e a Avenida Cultural

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Marcando os 116 anos de fundação de Cruzeiro do Sul, a terra natal do governador Gladson Cameli, o Estado entregou para o município 21 ônibus escolares e a Avenida Cultural, que conta com o Ginásio Poliesportivo Alailton Negreiros, o Centro Cordélia Lima e o Teatro dos Nauas Alberto Loro revitalizados.

O gestor proibiu que haja, nos três espaços, atividades que não sejam as específicas para cada local. “Esses locais estavam com ar de abandono e eu não posso falar em construir sem recuperar o que já estava pronto. O Estádio Arena da Floresta também entra nesta lista de revitalização”.

Ao lado do vice Major Rocha, senador Sérgio Petecão, deputado federal Alan Rick, estaduais Nicolau Junior e Luís Gonzaga, Cameli agradeceu pelo empenho das bancadas federal e estadual na destinação de recursos para o Acre, que possibilitam obras: “Precisamos fazer obras para gerar emprego e renda, aquecer o comércio em Cruzeiro do Sul e em todo estado. Por isso preciso muito das nossas bancadas e sou agradecido a todos os 3 senadores, os 8 federais e nossa Assembleia”.

Ele aproveitou a presença da procuradora-geral do Ministério Público, Kátia Rejane, para destacar também a parceria com o MP. “Tudo que fazemos é com recursos públicos e contamos com essa instituição que nos ajuda a acertar”.

Para o final do ano e Natal, o objetivo do governador é, em parceria com a prefeitura do município, melhorar a qualidade das ruas, bem como a iluminação pública das vias. “Este foi um ano muito difícil e agora no final do ano quero Cruzeiro do Sul bem iluminada é bonita para o Natal”.

OCA e Rodovias Estaduais

Quanto à OCA de Cruzeiro do Sul, a inauguração ainda não tem dada, mas deverá ser em breve segundo o governador. A duplicação da AC-405 até Mâncio Lima receberá o nome de João Tota, ex-prefeito de Cruzeiro do Sul e ex- deputado federal. Os recursos para a reforma de todas as rodovias estaduais estão garantidos, afirmou Gladson: são R$ 45 milhões. “O que foi prometido vai ser cumprido e o que pra ser feito , será feito . Estamos chamando concursados , comprando mais viaturas policiais”, contou Cameli revelando ter ainda cerca de R$ 100 milhões para investimentos este ano em todo o Acre, principalmente na área de saúde. “Vamos implantar aqui o trabalho de quimioterapia, a compra de ressonância, tomógrafo, para que as pessoas não saiam mais daqui para ter que fazer tratamento fora do estado. E não apenas na regional do Juruá, mas do Alto e Baixo Acre”.

 

Prefeitura asfaltando ruas

Na fala do prefeito de Cruzeiro do Sul, Clodoaldo Rodrigues, na inauguração dos equipamentos culturais e esportivos, ele agradeceu a parceria estabelecida com o governo do Estado, que vai disponibilizar a ampliação da pavimentação de ruas da cidade. “A marca da gestão dele é a presença constante na execução dos trabalhos. Estamos trabalhando de dia, a noite e finais de semana para avançar com os serviços. Estamos dentro das ruas e bairros, então só me resta parabenizar os cruzeirenses pelo aniversário da cidade”, conta o prefeito.

 

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60% do fogo em UCs no Acre está na Resex Chico Mendes

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Reportagem do jornalista Leandro Chaves para o projeto especial Amazônia Sufocada, publicada na última sexta-feira, 25, pela plataforma InfoAmazonia, mostra que a Reserva Extrativista Chico Mendes é a unidade de conservação federal que mais queima no Acre, segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com a publicação, há pelo menos oito anos a Resex Chico Mendes concentra mais da metade dos focos entre as UC’s. Em 2020, a unidade acumula 60,24% do total nessas áreas. De 1º de julho a 23 de setembro deste ano, foram registrados 2.053 focos de calor na reserva, o que representa 60% das queimadas entre as unidades de conservação (UCs) federais acreanas e mais de 8% do total no estado, no período.

A reportagem destaca ainda que a segunda reserva extrativista que mais queimou neste ano no Acre, a do Alto Juruá, foi responsável por 13% do total do identificado nas unidades federais no estado. Em relação a 2012, início da série histórica do satélite analisado pela InfoAmazonia, a quantidade de queimadas em 2020 mais que dobrou no território (o total deste ano é o segundo maior recorde, atrás apenas de 2019, que teve 2.641 focos).

Leandro Chaves conversou com Silvana Lessa, ex-chefe local do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que trabalhou na Resex entre 2012 e 2016. Ela ressaltou que nem todos os focos de queimadas na área são para abertura de pasto e que muitos moradores ateiam fogo de forma controlada, para a criação de roçados para a subsistência. Ainda de acordo com ela, os incêndios florestais, de maiores proporções, são concentrados, em sua grande parte, nos limites da reserva com a rodovia BR-317, que liga o Acre à Bolívia e ao Peru.

“Essas áreas da reserva próximas à rodovia ficam nos municípios de Xapuri e Brasiléia e são de fácil acesso para muitos de fora do território. O índice de entrada irregular e as consequentes práticas ilegais vêm aumentando porque não há controle, falta gestão. O ICMBio não tem recursos pessoais e financeiros suficientes para lidar com o problema”, relatou.

O órgão, que gerencia a Resex, dispõe de apenas três analistas e dois técnicos, além do chefe, para cuidar dos quase um milhão de hectares da Chico Mendes. O território perpassa os municípios de Rio Branco, Brasileia, Xapuri, Assis Brasil, Capixaba, Sena Madureira e Epitaciolândia, no sudeste do Acre.

Nos últimos dez anos, o número de famílias dentro da reserva dobrou de 2 mil para 4 mil, diferença que inclui tanto o crescimento populacional natural, quanto a chegada de arrendatários que prolongam a permanência na área, não sendo raro o arrendamento de terra por parte de moradores para a criação de gado por grupos de fora da reserva.

Fiscalização “capenga”

O ex-prefeito de Xapuri, Júlio Barbosa de Aquino, secretário-geral da Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), reitera que a capacidade de fiscalização do ICMBio é “capenga” e isso contribui para o aumento do desmatamento e dos incêndios florestais.

“Sempre foi assim, mas, nos últimos anos, é possível observar um verdadeiro desmonte no órgão. Para se ter ideia, os fiscais só podem se deslocar para apurar denúncia com autorização de Brasília. Se fizerem por conta própria, serão chamados a atenção”.

Para Aquino, o aumento das queimadas na área está diretamente relacionado ao avanço da atividade agropecuária na reserva, ao passo que o fogo tradicional para pequena agricultura não causa impacto na floresta.

InfoAmazonia agrega dados e notícias sobre a Amazônia, a maior floresta tropical contínua do planeta. O projeto é sustentado por uma rede de organizações e jornalistas que oferecem atualizações constantes dos nove países da região.

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Tabela do Confaz traz gasolina mais barata e gás mais caro

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta sexta-feira (25) a tabela que os Estados adotarão, a partir de 1º de outubro de 2020 com o preço médio ponderado ao consumidor final para os combustíveis.

Depois de meses em alta, o preço da gasolina começou a recuar: saiu de R$ 5,11 o litro na tabela da primeira quinzena de setembro para R$ 5,06 na tabela de hoje.

O preço do óleo diesel também foi reduzido, mas o gás de cozinha aumentou de R$ 6,83 na planilha divulgada no começo de setembro para R$ 6,90 na tabela atual.

Além dos combustíveis caros mesmo com leve redução, o consumidor acreano segue convivendo com aumentos repetidos nos preços de gêneros de primeira necessidade.

O caso exigiu a mediação do Ministério Público, Procon e OAB, os quais recomendaram ao comércio que limite a venda de arroz e óleo de soja. O comércio diz que seguirá a orientação.

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