Conecte-se agora

Morte de idosa gera polêmica em Cruzeiro do Sul

Publicado

em

A causa da morte da idosa Francisca Gomes da Silva, natural de Feijó, que faleceu no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, nesta quinta-feira, 21, gerou impasse entre a família e a direção da unidade.

O Hospital alega que a morte foi por Covid-19, o que é negado pela família, que apresenta exame negativo realizado no último dia 16.

Por causa desse impasse, o sepultamento demorou cerca de 14 horas para ser realizado. Em caso de morte por Covid-19, segundo a Anvisa, o tempo entre a morte e o sepultamento não pode ultrapassar duas horas.

A neta da idosa, Jéssica Santana, mostra o exame negativo de coronavírus realizado no dia 16 de maio. Por isso, a família queria levar o corpo para velar e enterrar em Feijó.

“No Hospital pediram pro meu tio assinar um termo aceitando que era Covid-19, mas o exame nega. Depois disseram que se a gente assinasse poderia ver o corpo, mas quando minha tia voltou lá já tinham feito o enterro ainda na parte da manhã sem ninguém da família”, relatou a neta.

A direção da unidade hospitalar afirma que o exame pode ter negativado por ter sido feito antes de 8 dias de sintomas e afirma que a idosa apresentava todos os sintomas do novo coronavírus.

O diretor clínico do Hospital, médico Marlon Holanda, disse que a paciente chegou ao local com muita dificuldade para respirar e teve parada cardíaca. Quanto a não liberação para o sepultamento em Feijó, cita que há a determinação do Ministério público para que os corpos de suspeitos de Covid-19 não sejam trasladados. Todos os corpos, de Feijó à Marechal Thaumaturgo, com exceção de Mâncio e Rodrigues Alves, têm que ser enterrados em Cruzeiro do Sul.

“O teste rápido não é confirmatório em caso de óbito e se ela estiver infectada contamina as pessoas que tiverem contato com o corpo. Estamos cumprindo uma determinação do Ministério Público que visa proteger a população, e também, os familiares da vítima”, finalizou Marlon Holanda.

O enterro desta vez foi diferente. O caixão não estava dentro de um saco plástico como nos demais sepultamentos da ala Covid-19 do Cemitério Morada da Paz em Cruzeiro do Sul.

A secretária de Meio Ambiente, Suzana Farias, afirmou que o sepultamento foi realizado as 14:26 horas . Quanto à não embalagem do caixão a secretária afirma que “este sepultamento foi feito por uma outra funerária”.

A neta da idosa, Jéssica Santana afirma que a família contratou um advogado de Cruzeiro do Sul para atuar na ação que pretendem entrar contra o Hospital do Juruá. “Agiram errado com a gente do começo ao fim por isso vamos recorrer à justiça”, justifica ela.

Anúncios

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Mais lidas