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Pequenas empresas crescem, durante pandemia, com ajuda solidária de influenciadores

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Que estamos vivendo tempos difíceis não se discute. Mas também percebemos, no meio de tantas notícias ruins, uma onda de solidariedade crescente em nosso estado e que tem ajudado muita gente. O mais comum é a ajuda com a distribuição de sacolões para famílias carentes. Mas, há quem tem ajudado pequenos empreendedores a quebrarem paradigmas e conseguirem crescer em uma época tão complicada para a economia.

Junto com a chegada do novo coronavírus e a necessidade do isolamento social, surgiu para inúmeros pequenos empreendedores o medo de verem as portas de suas empresas fechadas definitivamente.

Um estudo recente, divulgado pela Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (ACISA) aponta que, em meio à pandemia do coronavírus, cerca de 30% dos negócios no Estado acabarão falindo.

Para driblar essa possibilidade a internet e as redes sociais têm se tornado aliadas poderosas na batalha diária dos empreendedores. O problema é que a grande maioria das pequenas empresas, até então não trabalhavam por meio da internet, ou a utilizavam apenas como uma vitrine superficial.

E foi no meio desse mar de incertezas e pouco ou nenhum conhecimento, que iniciativas solidárias em redes sociais, não só salvaram, mas também elevaram o potencial de microempresas.

Um exemplo disso é o que a blogueira Yara Vital, que tem mais de 26 mil seguidores no Instagram, vem realizando em suas redes sociais. Ela não só mostra os serviços e produtos de pequenas empresas que “adotou”, como também auxilia os empresários a entenderem a importância da presença virtual e como se posicionar nas redes para alcançar o sucesso.

Além da solidariedade, mudar a história de um autônomo, se torna uma grande vitrine do trabalho da blogueira.

“Primeiramente nós somos microempreendedores. Adotando um autônomo tenho a oportunidade de mostrar pras pessoas o meu trabalho, já que eu pego empresas que não tem presença virtual alguma, ela sai do zero mesmo, e construímos toda uma autoridade para ela. A gente começa com um trabalho de base, que não aparece no Instagram. As nossas empresas adotadas estão se tornando “cases de sucesso” do que estamos fazendo para os nossos clientes.” explica Yara.

A empresária Jaci Silva é um exemplo. Ela comprou uma pequena fábrica de bolo pouco antes da pandemia. Com o trabalho solidário realizado pela blogueira, as vendas aumentaram. “As vendas aumentaram tanto que eu precisei comprar outro forno. O meu antigo não estava dando conta, já que faço bolo todo dia”, diz Jaci.

Também por meio do instagram, no perfil @euvinodivando, com mais de 44 mil seguidores, a publicitária Maykeline Maia, trabalha com divulgação há cerca de sete anos. Durante a quarentena intensificou as propagandas gratuitas para colaborar com o aumento das vendas de pequenos e médios empreendedores.

“Recebemos inúmeros produtos de pessoas que não podem pagar os nossos pacotes de divulgação e nós temos o maior prazer em mostrar o produto, falar dele e indicar quem fornece. Assim nós podemos ajudar essas pessoas a continuarem vendendo, mesmo durante a quarentena”, pontua.

Preocupadas com pessoas quem trabalham realizando vendas na rua a pequena empreendedora Raíssa Souza, aproveitando a presença e influência virtual que já possuía, colocou em prática o projeto “adote outro pequeno”.

Juntamente com o esposo Edie Souza, já utilizavam as redes sociais para promover o trabalho com brawnies artesanais, assim como já utilizavam aplicativos de entrega para o envio dos produtos ao consumidor. O curioso, no caso de Raíssa, é que o primeiro pequeno que ela ajudou foi o próprio pai.

“Meu pai sempre trabalhou como autônomo, vendendo salgados na rua e fiquei bastante preocupada com ele e com as outras pessoas que estavam na mesma situação. Eu já sabia da qualidade dos produtos que ele oferecia e não exitei em cadastrar na nossa loja virtual, nos aplicativos de entrega e já comecei a divulgar que havíamos adotado a produção dele”, explica.

Inicialmente a ideia não deu muito certo. No primeiro dia apenas dois salgados foram vendidos, mas ela não desistiu. Cinco dias depois já eram 25 salgados vendidos por dia, hoje já são 150 por semana.

“Ele nem acreditou. Nos primeiros dias, logo que o isolamento foi decretado, ele ainda foi pra rua, mas viu que não tinha clientes. Ele estava preocupado e quando percebeu que estava dando certo ficou muito animado. Essa é a única renda dele”.

E as boas notícias e compensações não param por aí, de acordo com Raíssa, depois que começou a oferecer os salgados, a venda de brownies também aumentou.

“A ajuda que estamos dando pra ele estamos recebendo na mesma medida. Nossa ideia é que outras empresas possam fazer a mesma coisa, mesmo sendo pequeno você pode fazer algo por alguém.”

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