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Mâncio Lima inicia colheita de café e consolida produção a 60 agricultores da cidade

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Fotos: Raphaela Barbary

Cerca de 60 agricultores do município de Mâncio Lima iniciaram recentemente a colheita do café produzido na cidade. O item se mostra promissor na diversificação da agricultura familiar local. No município, é possível encontrar nos fundo dos quintais antigos pés de café para o consumo doméstico . Há dois anos, a prefeitura investiu na produção do item para escala comercial, diversificado a agricultura familiar local com o café Clonal Arábica e o Conilon.

Em algumas propriedades, o cultivo é consorciado com a pimenta do reino, côco e cítricos. Os técnicos da prefeitura foram em busca de conhecimento, sementes e insumos em Rondônia. Depois, a secretaria Municipal de Produção auxiliou os agricultores no transporte de mudas de Acrelândia até a cidade, bem como na Assistência Técnica, adubação e mecanização das terras.

O pioneiro no cultivo do café em Mâncio Lima, Edino Guedes, tem 1.500 pés de café. Na propriedade dele, situada no Ramal da Nena, na Estrada do Batoque, está colhendo 100 sacas de café e acredita que vai alcançar R$ 300 por saca. O agricultor destaca o fato de a cultura do café ser permanente, que possibilita várias colheitas.

“A mandioca se arranca para uma farinhada e é preciso plantar tudo de novo. O café é diferente porque eu vou ter a plantação por mais de 20 anos com os cuidados necessários. Estou muito feliz porque eu vejo um futuro melhor pra mim e minha família”, explica.

O prefeito Isaac Lima ressalta que o café faz parte da história agrícola de cidade e é rentável. “A produção do café vai melhorar muito a vida do produtor rural e aquecer a economia de nossa cidade”, destacou o gestor municipal. Mâncio Lima também já conta com um viveiro de mudas de café.

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Cotidiano

Fábrica de Preservativos de Xapuri recebe certificação do Inmetro e retoma produção em 2020

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Empreendimento mantém viva a expectativa de geração permanente de emprego e renda no município

A Indústria de Produtos de Látex da Amazônia, que gerencia a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri, agora conhecida como Iplasa, anunciou nesta semana a retomada da produção no ano de 2020 após uma parada de oito meses em razão da falta da certificação do Inmetro, concedida no último dia 7 de julho pelo Instituto Nacional de Tecnologia – INT.

O INT é o primeiro órgão público federal acreditado pela Cgcre – Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro – como organismo de certificação de produtos. A auditoria realizada para a certificação inicial do preservativo produzido pela indústria acreana aconteceu no período de 18 a 21 de maio deste ano, tendo todo o processo sido feito de maneira remota, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Os produtos certificados pelo INT ostentam no Selo de Identificação da Conformidade a marca do Inmetro ao lado da marca do órgão certificador. A certificação representa mais uma conquista para o empreendimento público-privado que mesmo com a crise causada pela covid-19 mantém os seus cerca de 100 colaboradores registrados e aptos a retornarem ao trabalho.

De acordo com o presidente da empresa, Emerson Feitoza, por falta da certificação as atividades desenvolvidas pela fábrica nos últimos oito meses ficaram restritas a processos relacionados à produção anterior e a fabricação de um lote piloto para a avaliação da certificadora. Segundo ele, não houve paralisação em razão da pandemia, mas unicamente pela ausência do certificado.

“A paralisação da produção se deu apenas pela falta da certificação. Com a chegada da pandemia, amparada pelos decretos estadual e municipal, a fábrica seguiu em funcionamento nas atividades de seus diversos setores, com exceção da parte fabril, que foi reativada na última quinta-feira. Esse ano não produzimos nada, não faturamos nada, mas mantivemos os emprego de todos”, afirmou.

Segundo o empresário, para este ano a Iplasa ainda tem um montante de 24 milhões de camisinhas para serem despachados ao Ministério da Saúde (MS). Para a continuidade da missão de manter a produção e os empregos, a indústria acaba de receber um incentivo considerável do município de Xapuri por meio da redução de 50% do valor do ISS – Imposto sobre Serviços – por um prazo de 12 meses.

“Foi muito bem-vinda a medida do município, pois com isso a indústria pode se capitalizar, com base no incentivo que reduz de 5% para 2,5% a alíquota do ISS, e honrar com mais tranquilidade os seus compromissos, no que diz respeito à folha de pagamento e aquisição de insumos, enquanto durar o período complicado que estamos enfrentando”, explicou o administrador.

Emerson Feitoza esclareceu também que o retorno dos funcionários ao trabalho vai ocorrer gradativamente, na medida em que os setores que foram paralisados forem retomando as atividades, como os responsáveis pelos processos de teste, embalagem e expedição. Inicialmente, retornarão aos seus postos cerca de 45 colaboradores.

As primeiras remessas de preservativos referentes ao reinício da produção – cerca de 4,7 milhões de unidades – terão como destino os estados da Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso, além do Acre. O prazo previsto para essa expedição é de 45 dias. A certificação do Inmetro tem a validade inicial de três anos para a fabricação de preservativos masculinos de látex de borracha natural.

Da falência a uma esperança de futuro

Inaugurada em 2008 pelo governo do estado em parceria com o governo federal, a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri foi anunciada como redenção do extrativismo e saída sustentável para a combalida economia do município, que viveu um momento de sonho quando aportou na cidade o empreendimento de US$ 10,6 milhões, financiado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Durante 10 anos sob gestões estaduais passadas, a fábrica chegou a gerar cerca de 170 empregos diretos no município, absorvendo látex nativo de 200 seringueiros, em média, apesar de o número de famílias extrativistas cadastradas chegar a 700. Foi um período de euforia em que as boas notícias que ganhavam o mundo pelas páginas dos jornais escondiam o fato de que o empreendimento possuía um futuro incerto.

Em 2018, a fábrica foi à falência em razão do alto custo do preservativo produzido em Xapuri. O valor de R$ 0,14 pela unidade da camisinha acreana pago pelo Ministério da Saúde inviabilizou a produção depois que o governo do estado não conseguiu mais arcar com o custo excedente.

A saída encontrada pelo governo para não ver o projeto morrer, foi repassar o empreendimento à iniciativa particular, em 2018, por meio de uma parceria público-privada (PPP). Com isso, a nova gestora da fábrica passou a ser a empresa CLPO, ligada ao grupo Lima Pontes S/A, que para administrar o negócio criou a firma chamada Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S/A.

Nos últimos dois anos, a nova gestão fez pesados investimentos na recuperação dos maquinários e no reposicionamento da indústria para um sistema voltado à obtenção do lucro financeiro. Assim, o empreendimento passou por uma verdadeira reforma nos seus processos de gerenciamento, tendo como resultado uma impressionante redução nos custos operacionais com relação ao que era praticado na gestão estatal.

A mudança de controle da fábrica também enfrentou sérios problemas de ordem burocrática, principalmente no que se refere ao contrato de fornecimento de preservativos com o Ministério da Saúde, cujo gestor é o governo do estado por meio da Funtac. A grande dificuldade consistia em um entrave jurídico que restou do processo de privatização da antiga Natex que impedia que a nova gestão recebesse os pagamentos efetuados pelo MS.

A questão foi resolvida por meio de um novo contrato firmado entre a fundação estatal e a Iplasa para a fabricação das camisinhas. Dessa maneira, a falência da Natex se converteu em esperança da manutenção dos empregos e do sonho de muita gente para que o empreendimento se mantenha de pé. Com os duros efeitos da pandemia de covid-19 que o mundo e o Brasil enfrentam, mais do que nunca Xapuri e o Acre vão precisar.

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Acre

Tombo no setor de serviços do Acre é o 8º maior do país

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Em maio de 2020, o setor de serviços caiu 1,5% na comparação a abril no Estado do Acre. Quando se compara o resultado de maio/2020 com maio/2019 o tombo é de 25,1%, o 8º maior do país no período.

A Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE observa que os resultados negativos decorrem da pandemia do novo coronavírus, que afetou setores de peso na economia.

A Associação Comercial do Acre já disse que segmentos como academias praticamente zeraram suas atividades desde que se agravou a crise da Covid-19 –apenas para ficar em um exemplo dos setores drasticamente prejudicados em 2020.

No país, a queda foi 0,9% frente a abril, na série com ajuste sazonal, ainda sob efeito da pandemia de Covid-19. É a quarta taxa negativa seguida, período em que acumulou perdas de 19,7%.

Na série sem ajuste, em relação a maio de 2019, o volume de serviços recuou 19,5%, a terceira taxa negativa consecutiva e a queda mais intensa desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. No acumulado no ano, o setor ficou em -7,6% e, nos últimos 12 meses, recuou 2,7%.

Estão afetados os serviços prestados às famílias, serviços de informação e comunicação e transportes –este último perdeu muito no Acre, com ênfase no município de Rio Branco.

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Acre

Pedidos de seguro-desemprego crescem 11,9% no Acre, em junho

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No Acre, os pedidos de seguro-desemprego, na modalidade trabalhador formal, aumentaram 11,9% na primeira quinzena de junho de 2020 em comparação a igual período do ano passado.

No entanto, houve queda se comparado o resultado da segunda quinzena de maio de 2020: -26,1% nos pedidos. Esse recuo pode indicar que há menos pedidos em função do Auxílio Emergencial do governo aos trabalhadores autônomos.

No País, os pedidos somaram 351.315 na primeira quinzena de junho deste ano. Esse número representa uma queda de 22,9% na comparação com o registrado na segunda quinzena de maio (455.911) e um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano passado (260.228).

No período analisado de 2019 apenas 0,2% dos pedidos de seguro-desemprego foram feitos via web. Em 2020, os pedidos pela internet somaram 98,1% de todos os requerimentos.

Somado aos beneficiários do Bolsa Família, o Auxílio Emergencial injeto mais de R$ 400 milhões no Acre até agora.

 

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Destaque 7

Custo do transporte caiu 4,28% em maio na capital do Acre

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Os preços do grupo transporte aliviaram no bolso dos rio-branquenses em maio. A queda de -4,28% foi devido, sobretudo, pelo item óleo diesel (-15,4%), cujos preços despencaram no mercado nacional devido à queda dos preços dos barris de petróleo à nível mundial.

Dos nove grupos de despesa pesquisados, alimentação e bebidas apresentou a maior inflação (3,19%) em maio de 2020.

Os detalhes e informações sobre a inflação estão nos boletins de Preços ao Consumidor produzidos mensalmente pelo Observatório do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre.

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