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Pausa em consignado pode ter aumento no valor de parcelas

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A suspensão por três meses para o pagamento de empréstimos consignados dos servidores públicos não virou realidade nem no governo e nem na prefeitura de Rio Branco.

Apesar das iniciativas da Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores da capital, Gladson Cameli e Socorro Neri foram obrigados a vetar o projeto por ser inconstitucional, já que o tema é de competência da União.

Como medida paliativa, foi anunciado e oferecido ao funcionário público a suspensão do pagamento dos empréstimos consignados por até 180 dias.

Só que na verdade, esse tipo de benefício, que já é oferecido pela maioria dos bancos, não se trata de uma suspensão de pagamento e sim de uma renegociação. Na prática, isso representa que nem sempre a medida vai ser benéfica, pelo contrário. Significa que a renegociação precisa ser analisada individualmente por cada consignado, já que, dependendo do empréstimo, pode representar aumento no valor da parcela e aumento na quantidade de parcelas. Ou seja, o cliente pode ter um fôlego nos primeiros meses, mas depois vai ter um desconto maior mensalmente em seus vencimentos.

Em compensação, há casos onde o funcionário público pode ter uma diminuição da parcela e ainda colocar um dinheirinho extra no bolso. Essa é a oportunidade, por exemplo, para quem tem empréstimos mais antigos quando a taxa de juros, na época da assinatura do contrato, eram bem mais alta que a atual.

“A renovação do consignado varia de situação para situação. Vai ter caso que se o servidor público optar por renovar, ele vai ter uma condição melhor. Além da carência de 180 dias, mesmo incidindo juro, sem o IOF, há dois anos atrás a taxa era maior. Quando o cliente pega uma taxa menor, já que o juro agora é mais baixo, o cliente vai poder reduzir a parcela, renovar com a carência e ainda vai poder ampliar o prazo de pagamento”, afirma Márcio Carioca, superintendente do Banco do Brasil no Acre.

Já quem fez o empréstimo nos últimos meses, com a taxa de juros igual ou parecida com a atual, não há vantagem. “Por isso é preciso que seja analisado caso a caso. Quem pegou um empréstimo agora em dezembro e novembro não é vantajoso”, destaca.

O banco alerta ainda que para evitar aglomerações nas agências, o cliente pode fazer simulação da renegociação de seu consignado pelo aplicativo.

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