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Sem ter onde colocar mais pacientes com coronavírus, PS desocupa 3º andar para atendimento exclusivo para pandemia

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A situação do coronavírus no Acre se agrava a cada dia e o temor é que se a curva de contaminação não diminuir o sistema de saúde do Acre entre em colapso, como acontece no Amazonas, que é hoje o estado que mais preocupado no Brasil.

Prova do temor das autoridades de saúde, foi o anúncio interno neste domingo, 3, de que o terceiro andar do pronto-socorro de Rio Branco será transformado em atendimento exclusivo para pacientes com coronavírus.

Atualmente, a taxa de ocupação de todos os leitos, entre UTIs e leitos normais destinados aos pacientes com coronavírus, é de 93%. A situação é extremamente preocupante. De acordo com depoimento de médicos que o ac24horas teve acesso se chegarem dois pacientes precisando de entubação, não há como atendê-los.

Com a UPA lotada, com pacientes entubados, quarto andar com 5 pacientes entubados e outros 15 internados com possibilidade de desenvolver quadro de insuficiência respiratória, CEC Covid e UTI do Pronto-Socorro também lotadas, a saúde acreana decidiu desocupar o terceiro andar da unidade de saúde para atendimento exclusivo de pacientes com coronavírus.

Ocorre que era terceiro que já está sendo desocupado é que estavam pacientes de ortopedia e também onde funcionava a Unidade de Dor Torácica, que é a enfermaria de pacientes cardiológicos, onde são tratados pacientes com problemas cardíacos.

Para ser possível o aumento na capacidade de atendimento da saúde aos pacientes com coronavírus, os pacientes do terceiro andar estão sendo remanejados para outros setores e os médicos cardiologistas vão trabalhar em sistema de sobreaviso.

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Acre

Gladson alerta sobre falsa sensação de que o pior já passou

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Em pronunciamento divulgado nesta sexta-feira, 7, o governador Gladson Cameli alertou aos acreanos que os números atuais da Covid-19 podem passar a falsa sensação de que o pior já passou. “Mas não é tão fácil assim. Não podemos baixar a guarda”, alertou o governador.

A flexibilização, diz ele, não pode ser confundida com o fim dos cuidados higiênicos e de distanciamento social. “Nós estamos na bandeira amarela, perto de um resultado positivo, mas não podemos esquecer de tomar os devidos cuidados de prevenção contra a Covid-19. É hora de cada um redobrar o combate para evitar que o vírus ganhe força novamente, como ocorreu em outras regiões do país e do mundo”, disse Gladson.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, os acreanos precisam ainda se cuidar por si próprios e pelas pessoas que amam. “Queremos que tudo passe logo e só com a união e colaboração de todos é que venceremos”, concluiu.

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Acre 01

Ex-miss Acre detalha problemas de visão que a fazem pedir vaga de candidatos com deficiência

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A ex-miss Acre Hyalina Lins Farias usou a ferramenta stories em seu perfil no Instagram para se posicionar acerca da polêmica de sua classificação na 3º chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o curso de Medicina na modalidade L13, que reserva vagas a candidatos com deficiência, independente da renda, e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Recitando o versículo de Mateus 7:3: “Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho?”, a ex-miss se defendeu e pediu que “os interessados” buscassem saber dos dois problemas que ela sofre na visão.

“Baixa visão e ambliopia lateral são dois dos problemas que eu tenho. E isso está causando uma euforia grande porque as pessoas não estão aceitando. Eu não me orgulhei de ter nascido com isso, mas o foco não é esse! O foco é que vocês vão ficar mais esclarecimentos e informados. A trave do olho de vocês vai sair pelo menos 25%”, afirmou.

Em outro trecho, a Hyalina lamenta a repercussão do caso e pediu que Deus iluminasse todas as pessoas para que ninguém precise passar pelo que ela está passando. “Gente doente não aguentaria o que eu estou aguentando! É muito fácil eu colocar um filtro aqui e parece forte, mas você que tá do outro lado sabe que não é assim”, afirmou.

Entenda

No início do ano, a bela jovem, que já foi eleita a mulher bonita do estado em 2018, foi classificada em medicina através Sisu, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). À época, Hyalina se inscreveu na modalidade L9, que é destinada a candidatos com deficiência, que tenham renda bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas.

Nessa ocasião, a Universidade Federal do Acre (Ufac) indeferiu a matrícula, afirmando que além da análise de laudos médicos, fez entrevista para identificar as características da deficiência alegada e que a decisão foi baseada em um parecer profissional.

Veja ao vídeo:

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Acre

Acre é líder absoluto do isolamento social no país, diz agência

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FOTO: SECOM/ACRE

O Acre é o líder absoluto no ranking de isolamento social no Brasil 24 horas após o Estado evoluir para a fase amarela do risco de Covid-19. Neste 6 de Agosto, o feriado contribuiu para reduzir a mobilidade social, que é a menor do país apesar do Acre ampliar de modo substancial a flexibilização econômica.

No dia 6/8 o Índice de Isolamento Social do Acre calculado pela agência In Loco foi de 42,3%, ganhando de Estados que ainda vivem fases mais restritivas da quarentena.

A fase amarela é de atenção, segundo estabeleceu o Pacto Acre sem Covid. Nesta etapa é possível o funcionamento de bares, restaurantes, pizzarias e cinema com restrições e muitos cuidados com o distanciamento social. Os cultos podem ser realizados também com restrição de quantidade.

Veja o ranking:

 

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Cidades

Xapuri se despede de seu Zé Lulu, um dos moradores mais tradicionais da cidade

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José Alves da Veiga, o seu Zé Lulu, 93 anos completados no último dia 4 de agosto, era uma dos moradores mais antigos e tradicionais de Xapuri, cidade onde chegou aos 10 anos, em 1937, quando seus pais se mudaram do município de Boca do Acre, no Amazonas, onde ele nasceu, para o Acre.

Zé Lulu foi um dos pioneiros do bairro Braga Sobrinho, comunidade tradicional conhecida na cidade como “Bairro da Bolívia”. Devoto de São Sebastião, era dos participantes mais fervorosos da maior festa religiosa de Xapuri, da qual começou a participar aos 15 anos de idade – dizia ter recebido muitas graças do santo padroeiro.

O idoso morreu na noite desta quinta-feira, 6, e foi sepultado cerca de uma hora depois, no cemitério São José, com a presença de poucos familiares. Ele tinha testado positivo para o novo coronavírus depois de apresentar agravamento de outros problemas de saúde que enfrentava.

O ac24horas conversou com Maria do Socorro Rocha da Veiga, a Boneca, uma das 6 mulheres entre os 10 filhos que ele teve do casamento com dona Maria Rocha – ele deixou também 30 netos, 25 bisnetos e 4 tetranetos. A filha disse que o pai estava muito debilitado pelos vários problemas de saúde e que a covid-19 foi apenas mais um fator a contribuir com a sua morte.

“Ele havia testado positivo para o coronavírus, mas não consideramos que a covid-19 tenha sido a causa determinante de sua morte, pois de acordo com os médicos ele apresentava problemas muito graves de saúde e seu estado era de muita fragilidade nos últimos dias”, ponderou.

Foram muitas as mensagens de homenagens e condolências postadas nas redes sociais na noite desta quinta-feira, 6. O advogado José Everaldo Pereira, amigo e vizinho de Zé Lulu, expressou por meio de sua página no Facebook, a importância que o pioneiro da comunidade teve para a cidade.

“Recebemos com muita tristeza a notícia do falecimento do nosso grande Zé Lulu, um dos fundadores e timoneiros da Bairro da Bolívia. Avô carinhoso, esposo dedicado, pai zeloso, amigo leal e cidadão da mais alta linhagem. Deixa um legado de honradez e civilidade visto em poucos”, comentou.

Sepultamento noturno e falta de estrutura

O sepultamento de José Alves da Veiga foi realizado poucas horas depois do falecimento, cumprindo as normas do Ministério da Saúde. No entanto, a família relatou problemas durante o enterro, o primeiro realizado no período da noite durante a pandemia, entre os quais a falta de orientação por parte dos setores de Vigilância Sanitária e Epidemiológica.

Renan, um dos netos de Zé Lulu, relatou que na chegada do corpo ao cemitério não havia coveiros aguardando o cortejo. Segundo ele, momento depois, um dos coveiros chegou sem os paramentos adequados, usando apenas luvas. Com apenas o agente funerário devidamente trajado, o neto e seu pai tiveram que ajudar no sepultamento.

Procurado, o subsecretário de Saúde de Xapuri, Daniel Lima, respondeu estar surpreso com a situação. Segundo ele, é obrigação da estrutura de saúde do município dar todo o suporte ao sepultamento após o hospital fazer o comunicado do falecimento e da causa mortis.

Depois de se informar sobre os acontecimentos relatados pela família, ele reconheceu que houve uma falha conjunta que começou com a falta de informação pela unidade hospitalar e terminou pela falta de orientação da Vigilância Epidemiológica junto aos familiares no momento do sepultamento. “Admitimos que foi uma falha que teremos que corrigir”, afirmou.

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