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Percepção de risco do coronavírus aumenta e aprovação de Bolsonaro cai

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02.maio.2020 (sábado) – 2h00

A aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu de 36% para 29% em 15 dias. No mesmo período, aumentou a percepção dos brasileiros a respeito do risco que correm em meio à pandemia de covid-19. Subiu de 8% para 16% nas últimas duas semanas os que dizem ter sido contaminados por coronavírus ou conhecer alguém que teve a doença. Os números são de pesquisa DataPoder360, realizada em 26 e 27 de abril.

Outro dado reforça o grau de preocupação das pessoas: 26% acham que se pegarem o vírus “têm chance morrer”.


A pesquisa foi realizada de 27 a 29 de abril pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, em uma parceria editorial do jornal digital Poder360 e o jornal “A Tarde”, de Salvador (BA). O levantamento teve patrocínio da Associação Comercial da Bahia.

Foram realizados 2 levantamentos simultâneos –1 nacional e outro apenas no Estado da Bahia, ambos por meio de ligações para celulares e telefones fixos. No levantamento nacional, foram entrevistadas 2.500 pessoas de 472 municípios nas 27 unidades da Federação. Na Bahia, foram entrevistadas 2.500 pessoas em 211 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Dentro da pesquisa realizada no Estado da Bahia, foi destacado o recorte de 800 pessoas residentes em Salvador. Para os resultados do estudo na capital, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Conheça mais sobre a metodologia lendo este texto.

Leia os relatórios completos dos resultados no Brasil (3 MB), na Bahia (3 MB) e em Salvador (2 MB).

Desde a posse de Bolsonaro, o país se dividiu em 3 grandes grupos: 1 solidamente a favor do presidente, 1 contra e 1 que é capaz de se movimentar para 1 lado ou outro de acordo com o momento.

O estudo mostra que Bolsonaro manteve cerca de ⅓ de apoio, apesar da perda de 7 pontos em 15 dias. No período, o número de mortes diárias por coronavírus se intensificou –e os telejornais e as redes sociais publicaram 1 volume grande de imagens de pessoas sendo enterradas e de hospitais lotados. A pesquisa DataPoder360 também teve sua coleta de dados após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

DataPoder360 também mediu a percepção da população em relação à saída de Moro do governo. Quase metade dos entrevistados (46%) disseram que a demissão do ministro é boa ou indiferente para Bolsonaro.

É incerto, no entanto, até onde Bolsonaro poderá perder popularidade. Nas próximas semanas, a pandemia de coronavírus tende a acelerar no país, podendo afetar a imagem do governo, que é reprovado por 43% no combate à doença (leia mais abaixo).

Outro aspecto a ser considerado é que o auxílio emergencial de R$ 600 começou a ser recebido em massa muito recentemente. A partir de agora, devem diminuir os problemas operacionais de cadastro dos beneficiados. Em maio, mais de 50 milhões de brasileiros receberão mais uma parcela de R$ 600. Esse valor faz grande diferença para a população mais pobre.

O novo estudo do DataPoder360 também reforça tendência mostrada no último levantamento. Parcela mais rica do eleitorado, que majoritariamente apoiou a eleição de Bolsonaro em 2018, agora se desprende do governo.

No estrato da população que recebe mais de 10 salários mínimos, 58% acham a administração bolsonarista ruim ou péssima. Enquanto apenas 17% consideram ótima ou boa. Outros 26% acham o governo regular.

A avaliação positiva, porém, é brevemente revertida quando observada a parcela de eleitores mais pobres. Dos que estão desempregados ou não tem renda fixa, 33% acham o governo ótimo ou bom, 5 pontos percentuais a mais que a média nacional.

Entre os baianos, o governo Bolsonaro mantém uma avaliação próxima a do restante do Brasil, com oscilações dentro da margem de erro. O cenário muda quando são considerados apenas os residentes de Salvador, capital do Estado. Lá, o presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 59% da população. O número é 19 pontos percentuais a mais que a média nacional.

COMBATE AO CORONAVÍRUS

A avaliação positiva de Bolsonaro no combate à covid-19 também caiu significativamente: de 34% no último levantamento para 24% neste. Os que avaliam o desempenho como ruim ou péssimo eram 37%. Agora, 43%.

Entre os moradores de Salvador, a reprovação ao trabalho do Executivo em relação à pandemia é bem maior: 63%. No resto do Estado, as variações ficam dentro da margem de erro.

Depois de a pesquisa ter sido concluída, Jair Bolsonaro comentou, em 28 de abril, o fato do número de mortes por covid-19 no Brasil ter ultrapassado o da China: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”.

A declaração foi rechaçada por políticos, autoridades e entidades civis. Também teve 1 tom extremamente negativo na mídia.

PANDEMIA DE COVID-19

A pesquisa do DataPoder360 indica que a percepção de risco dos brasileiros a respeito da covid-19 aumentou.

Os que dizem ter ficado doente ou conhecer alguma pessoa próxima que contraiu o novo coronavírus são 16%. O número é o dobro do último levantamento.

Outro dado aponta que 26% dos brasileiros acreditam que têm chances de morrer caso sejam infectados pela covid-19. Outros 41% descartam a possibilidade e 33% não souberam responder.

É importante registrar que nada indica que a taxa de mortalidade seja equivalente ao que pensam os brasileiros a respeito da doença.

O que se sabe até agora é que ao longo do tempo a imensa maioria da população será infectada. Cerca de 80% dos que tiveram o coronavírus ficam assintomáticos. Outros 20% podem desenvolver sintomas. Em geral, cerca de 5% do total acabam tendo de ser internados.

DATAPODER360

Leia mais sobre a pesquisa DataPoder360:

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Acre

Governo muda diretoria da Secretaria de Meio Ambiente

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No mês em que o Acre apresentou mais de mil focos de queimadas em apenas 12 dias de agosto, o governador Gladson Cameli faz mudanças na Secretaria de Meio Ambiente do estado.

O Diário Oficial desta sexta-feira, 14, oficializa a exoneração da diretora administrativa da Sema, Danielle Formiga Nogueira. Em seu lugar, o governo nomeia para o cargo Maria Marilde Nogueira de Sousa que já era Chefe do Departamento de Planejamento, Orçamento e Gestão da secretaria.

A vaga deixada por Maria Marilde vai ser ocupada por Claudenir Maria Ferreira da Rocha também nomeado nesta sexta-feira.

A Sema, junto com os órgãos ligados ao meio ambiente como Imac, tenta combater com ações educativas e repressivas de fiscalização o aumento dos focos de queimadas, infelizmente, tão comuns nesta época do ano.

Apenas nos 12 primeiros dias de agosto, o Acre registrou 1.022 focos de queimadas. De acordo com um relatório divulgada pela própria Sema, praticamente todo o estado está nos níveis alto ou crítico de risco de fogo por conta da falta de chuvas nesta época do ano.

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Acre

Governo diz que vai adotar vacina que ficar pronta primeiro

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O Ministério da Saúde confirmou que tem interesse em adquirir a primeira vacina contra a Covid-19 que ficar disponível para atender à população, desde que tenha a eficácia comprovada.

Mas de acordo com o Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, existem pontos importantes para se observar em relação a uma vacina para combater essa doença.

“Primeiro, o elemento da eficácia, se ela é capaz de gerar resposta imune ou não. Um segundo elemento muito importante é se quem produz a vacina tem capacidade produtiva de ofertar um número adequado de imunizantes que corresponda à expectativa do Brasil. O que é importante, é preciso deixar bem claro, é salvar o maior número de vidas o quanto antes”, explicou Angotti.

Por enquanto, a negociação mais avançada é em relação à vacina de Oxford, mas que ainda não está liberada para testes na população, apesar de ser uma das mais avançadas em termos de estudo. Por isso, atualmente há uma parceria para encomenda tecnológica dessa vacina, em conjunto com Biomanguinhos, para que o Brasil a produza.

De acordo com essa encomenda tecnológica, o primeiro lote dessa vacina deve estar disponível a partir de dezembro deste ano, com mais de 15 milhões de doses, e outro lote a partir de janeiro de 2021, com outros 15 milhões de doses. Além disso, o Ministério da Saúde está na tratativa de um contrato para receber mais 70 milhões de doses da vacina.

Assim que a vacina estiver disponível, será enviada aos estados, que por sua vez enviarão aos municípios. O valor estimado para a vacina é custo de produção por dose, que está em torno de US$ 2,50 (dois dólares e meio). Mas para a população brasileira será ofertada gratuitamente pelo SUS.

O Brasil possui o maior programa público de vacinação do mundo. Por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), anualmente, o Ministério da Saúde distribui mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos nos mais de 42 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o país.

A pasta considera a vacinação uma medida de extrema importância para evitar casos, sequelas e óbitos por doenças transmissíveis, proporcionando qualidade de vida para toda a população. Por isso, o Ministério da Saúde afirma que a segurança das vacinas ofertadas pelo país seguem referências mundiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).

Apesar da boa notícia, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo de Medeiros, afirma que ainda é cedo para especular qual grupo da população vai ser vacinado contra o coronavírus.

“Nos pareceu extremamente razoável pensar em uma cobertura vacinal semelhante a que nós utilizamos para a Influenza. O que daria, mais ou menos, de 90 a 100 milhões de doses. Mas quando nós falamos isso, que é uma cobertura vacinal semelhante à da Influenza, quer dizer apenas ao quantitativo de doses e não especificamente que serão os mesmos grupos prioritários da Influenza que nós usaremos como grupos prioritários para a Covid”, destacou Medeiros.

Além disso, o Ministério da Saúde divulgou os números relativos à pandemia da Covid-19 no Brasil. De acordo com a nova atualização, o país registrou 3.164.785 casos de pessoas com a doença. O número de pessoas recuperadas foi de 2.309.477, o que representa 73% deste total. Enquanto isso, o número de mortes chegou a 104.201. Esses são dados baseados nas informações enviadas por estados e municípios.

Fonte: Brasil 61

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Acre

Em encontro com Bittar, Gladson pede investimentos no Acre

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Preocupado com o cenário pós-pandemia, o governador Gladson Cameli (Progressistas) se reuniu na tarde desta quinta-feira, 13, no Palácio Rio Branco com o senador Márcio Bittar (MDB) para pedir mais recursos ao Acre para 2021, já que Bittar, foi escolhido como relator-geral do Orçamento Geral da União.

Gladson afirmou que a escolha de Bittar como relator é um ganho para todos, inclusive, o Acre, já que o Governo do Acre poderá alinhar as suas pautas e planejamento junto ao Governo Federal.

“Com o Márcio Bittar sendo relator do orçamento todo mundo ganha! Pois além de ser acreano, senador da República com compromisso e representando o Estado em Brasília, ele tem grande aproximação com o presidente. Assim vamos poder alinhar nossas pautas e planejamento com o governo federal. Deixo aqui o meu agradecimento ao senador pela parceria em prol do povo acreano”, afirmou.

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Olá, amigos! Estive reunido com o senador Márcio Bittar, nesta quinta-feira, 13, para tratar sobre o orçamento de 2021. O senador é relator do Orçamento-Geral da União para o ano que vem e vai apoiar o nosso estado com a destinação de emendas parlamentares que vão ajudar a amenizar a crise causada pelo coronavírus. Com o Márcio Bittar sendo relator do orçamento todo mundo ganha, pois além de ser acreano, senador da República com compromisso e representando o Estado em Brasília, ele tem grande aproximação com o presidente. Assim vamos poder alinhar nossas pautas e planejamento com o governo federal. Deixo aqui o meu agradecimento ao senador pela parceria em prol do povo acreano. #acre #brasilia #orcamento #financas #economia #uniao #parceria

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Acre

Internações por Covid-19 em UTI voltam a crescer no Acre

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O boletim diário da Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre) traz nesta quinta-feira (13) dados das 192 internações por síndrome respiratória aguda grave em Hospitais da Rede SUS, especificando o tipo de leito existente para tratamento da SRAG, bem como a taxa de ocupação.

“A média de internações geral dos últimos 7 dias foi de 212 pacientes, observando-se hoje, um aumento de 1,9% no total de internações em relação à média dos últimos 7 dias”, informa o boletim da Sesacre.

O monitoramento de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é realizada diariamente em hospitais da rede pública, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e em hospitais privados.

Tem por objetivo acompanhar as internações por complicações da Covid-19. Nesta quinta-feira (13) no Acre identificaram-se 217 pacientes internados nos estabelecimentos monitorados, dos quais 162 com teste positivo para Covid-19.

Do total hospitalizado, 48 estão em Unidade de Terapia Intensiva e 169 em leitos (clínicos, obstétricos ou pediátricos). No Baixo Acre, o Pronto Socorro apresenta taxa de ocupação de 90% dos leitos de UTI.

Encerrada como unidade de referência para a Covid-19 a UPA do 2o Distrito tinha nesta quinta uma criança internada na UTI.

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