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Acre tem cerca de 2,5 mil infectados e teste de farmácia não é confiável, afirma infectologista

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FOTO: SECOM/AC

O gerente do laboratório Charles Mérieux, Andreas Stocker, disse na manhã desta sexta-feira, 1, durante entrevista ao Ministério Público do Acre, que o número de infectados no Acre é muito maior do que o número oficial. Segundo ele, a tendência é que o estado tenha pelo menos cerca de 2,5 mil pessoas que estão infectados e quem nem sabem que estão com o vírus.

Por esse motivo, reafirmou a necessidade das pessoas ficarem em casa e respeitarem o isolamento social. Charles afirmou que o Acre corre o risco da saúde entrar em colapso como acontece no Amazonas. “Não estamos no pico e se não respeitar o isolamento a doença vai explodir. O pico deve acontecer entre duas a quatro semanas. Não é possível dizer isso, mas em duas ou três semanas vamos poder dizer se estamos em um nível estável de contaminação ou se pode ocorrer aqui o que está acontecendo em Manaus”, afirma.

O diretor do laboratório, que também é médico infectologista, afirma que é cedo para abrir o comércio e que é possível a saúde entrar em colapso por causa da capacidade de atendimento. “Essa é uma doença que mata diretamente de quem pega o vírus e indiretamente de pessoas que têm outras doenças e que não podem ser atendidas porque o sistema de saúde está direcionado para os pacientes com coronavírus. Por isso, é cede demais para abrir o comércio. Eu sei que é importante abrir as lojas, voltar a vida mais ou menos normal, mas é cedo demais por enquanto”, diz.

Com a chegada de um robô que auxilia o laboratório, o número de testes saiu de uma média diária de 72 para 200 análises por ida.

Um outro ponto importante da entrevista foi os testes de farmácia que foram autorizados. Andreas disse que eles não são confiáveis. Esses testes rápidos me preocupam muito por causa da interpretação errada. Esses testes não encontram o vírus, encontram os anticorpos. Não é possível se atualmente a pessoa está com a doença”, destaca.

Segundo o infectologista, ficar em casa é a melhor prevenção. “Nossa única salvação é que as pessoas fiquem em casa. Só saia para rua uma pessoa da família em caso de extrema necessidade. Não visite e não receba visita de ninguém. A gente espera que até daqui seis semanas esse quadro mude e a gente comece a poder voltar a encontrar com as pessoas”, diz Stocker.

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